Notas iniciais
Mais um chap pra você minha gente!! hehehe ^^ Meus lindos e lindas comentem por favor!! vocês não sabem o quão importante o seu "gostei", "adorei" ou até "podia ser melhor" faz a diferença!!! por isso comentem! Kissus boa leitura!! :3

Hanji zoe

Acordei com raios de luz tocando meu rosto.... Conforme minha consciência voltava eu pude perceber que havia um corpo colado com o meu. Eu estava esticado de lado. Com alguém me abraçando por trás... O ser que me envolvia era confortavelmente quente, menor que eu. Afinal, a sua respiração batia no meu pescoço causando cócegas. Ouvi batidas na porta e achei melhor separar o corpo do meu, já que seria estranho para quem visse eu e o Levi abraçados dessa forma. Poderiam achar que tínhamos algo!

Cutuquei a bochecha alheia a fim de acorda-lo — Levi.... Acorda! – Disse me virando e cutucando-o, pude ver uma veia saltando na testa do menor, mas ao contrário do mesmo acordar, ele se alinhou ainda mais perto de mim, me apertando como se eu fosse um bichinho de pelúcia. Enroscando a cabeça ainda mais no meu pescoço. Cutuquei-o de novo.... Nada. Decidi abaixar meu rosto e morder a sua bochecha...

Ele se mexeu levemente, mas voltando a dormir como se nada tivesse acontecido.... Comecei a chacoalhar o menor. Não é que o nanico tinha sono pesado? Voltei a morder a bochecha dele, fazendo uma pequena trilha indo em direção ao pescoço.

–Não deveria tentar abusar sexualmente dos outros assim, pirralho! – Senti a vibração leve da garganta do menor enquanto ouvia sua voz levemente alterada pelo sono. Admito que congelei com o que ele disse, mas não poderia ficar quieto. – Ou eu te mordia até você acordar ou eu te jogava da cama. — Disse como quem não quer nada.

–Admita Eren, você só queria abusar de mim! Nem percebeu que eu estava acordado! – Disse zombeteiro. Nanico safado, ficou fingindo de morto esse tempo todo! – O sujo falando do mal lavando não é, Levi? -Disse provocando-o. – Você queria que eu te tocasse, por isso fingiu que ainda dormia! – Disse sorrindo de lado. O menor ficou vermelho com meu comentário, mas logo disfarçou. Se soltando de mim e começando a levantar. Ouvimos novas batidas na porta e o menor prontamente mandou que entrassem. Assim que a porta se abriu uma empregada apareceu, usando um vestido preto com babados brancos, parecia as maids¹ dos mangás, achei-a muito fofa.

– Levi-bocchama, o senhor seu pai solicita sua presença na sala dele. – A moça disse com a cabeça baixa, como se temesse uma resposta do menor. Fez uma rápida reverencia e saiu.

– O que será que o velho quer a essa hora? — Pude ouvir o Levi sussurrar para si mesmo. –Levanta da cama Eren, vai tomar um banho rápido que em 10 minutos eu volto para te buscar para tomar café e depois vamos pra Marie! – Levi me ordenou como se simplesmente obedece-lo fosse a coisa mais normal do mundo. Mesmo muito curioso eu simplesmente sai da cama, e me dirigi ao banheiro, mas antes de adentrar a extensão do quarto eu parei e chamei por Levi novamente. — Levi, eu não tenho roupas! – Disse simples, e o menor pareceu se lembrar desse pequeno “detalhe”.

Vi o menor indo em direção a um armário de mogno enorme, abrindo algumas gavetas, puxando de lá um saco de cuecas que ainda tinham etiqueta, cuecas de seda muito delicadas e bonitas, pareciam muito confortáveis. – Escolhe uma. Nunca foram usadas não se preocupe. – Disse simples, me esticando o saco que eu prontamente peguei, tirando de lá uma cueca aleatória. O menor tinha se voltado para o armário, e tirado de lá um moletom cinza escuro com os símbolos da marca em branco, uma peça simples. E uma camiseta estampada com uma banda qualquer que eu não conhecia muito, mas não me era estranha. “Bullet for my valentine” estava escrito em letras verdes, a camisa preta com desenhos em verde e azul, parecia enorme para o menor. Ele devia ficar muito fofo com essas roupas que pareciam muito grandes para ele!

–São roupas de ficar em casa, por isso são desse tamanho. – O menor parecia com vergonha. Me disse com o rosto virado, para que eu não pudesse ver rubor. Tão fofo! – Vai logo Eren, ou vamos nos atrasar! – Disse simples, indo em direção à porta com o seu pijama cinza claro que tinha usado para dormir e, com o cabelo ainda desalinhado. Ele parecia muito mais bonito assim do que quando se arrumava pra aulas...

Fui em direção ao chuveiro. O banheiro era simplesmente enorme! Sério, acho que era do tamanho do quarto do dormitório, todo é claro. Com enormes janelas que iam do teto até o chão.... Para que janelas assim no banheiro? Enfim, fui em direção a uma das janelas a fechando com a grossa cortina cor Bege. Privacidade é bom sabia? Fui em direção à banheira que ficava exatamente no que deveria ser o centro do banheiro, a mesma era branca com detalhes em ouro, uma peça muito bonita, e aparentemente antiga.... Abri a torneira da esquerda deixando uma água pelando cair na louca imaculada, para logo em seguida abrir a da direita deixando uma água incrivelmente gélida fluir, e assim, estabelecer uma temperatura morna agradável à água que se juntava no fundo da banheira.

Sabia que se eu esperasse a banheira encher demoraria muito e, que provavelmente o Levi viesse me afogar nela se eu fizesse ele se atrasar. Então comecei a me despir. Indo entrar na banheira, mas antes parando para procurar o shampoo e o sabonete. Como não encontrei acabei pegando um sabonete que estava na pia mesmo, e abrindo um armário onde encontrei muitas toalhas de pelinho brancas, escolhi uma aleatoriamente e tentei outra das portas do armário encontrando um frasco que julguei ser shampoo, indo em direção à linda banheira. Deixei a toalha no chão mesmo, perto da banheira, e logo a adentrei começando a me banhar.

Não demorei muito. Me ensaboei e me enxaguei logo saindo em seguida. Molhando o chão todo. Me sequei com a toalha e comecei a colocar a cueca Box preta de seda que o Levi tinha me “dado” (acredito que ele não vá querê-la de volta!). Quando percebi que a porta estava se abrindo e pude ver o menor colocar a cabeça para dentro do banheiro. Não resisti – É feio espiar os outros, seu pervertido! – Disse irônico, com um sorriso sádico de lado que ele não viu, já que eu tinha me virado para continuar a me vestir. – Muito engraçado Jaeger, eu só vim ver se você não tinha se afogado na banheira, estava demorando demais! – Disse o menor com aquele típico tom arrogante dele. Cara, como esse nanico me irrita quando fala assim! A se eu não estivesse todo fodido (literalmente), eu mostraria quem manda!

Terminei de me vestir rapidamente, sempre sentindo o olhar atento do nanico em mim, assim que terminei o menor me entregou meias. eu prontamente coloquei os tênis que estava usando ontem. Em seguida fomos para fora do quarto dando em um corredor comprido, onde eu pude ver que mais a frente tinha uma escada, a qual descemos, indo em direção a um tipo de hall de entrada, onde o menor ia na frente me guiando. O mesmo virou à direita logo abrindo duas enormes portas de madeira, que aparentemente eram bem pesadas. Dando-me a visão de uma enorme mesa de mogno preta, repleta de comida e com quatro lugares postos, mas sem ninguém sentado. O menor foi até a mesa e se sentou, eu prontamente me sentei ao seu lado.

– Pode se servir Eren! – O menor disse simples, já pegando seu próprio prato e colocando comida nele. Eu não sabia o que fazer, parecia uma mesa de algum tipo de festa ridiculamente elegante, onde eu não sabia como me portar. Tinham cerca de quatro pratos empilhados na minha frente, e três talheres de cada lado incluindo na parte da frente dos pratos.... Nunca fui de prestar atenção às regras de etiqueta. Então, não sabia o que fazer com tanto talher e prato, pequei o primeiro prato que eu vi, um prato fundo e, coloquei um pedaço de pão australiano. Pequei um pouco de manteiga passando-a no pão com a primeira faca da coleção de talheres. Logo o dobrando e levando-o com a mão até minha boca. Podia ver o menor sorrindo de canto.

– Que foi Levi? – Perguntei já me irritando, odeio quando debocham de mim. Com um risinho anasalado ele simplesmente fez que não com a cabeça como se eu fosse um Neandertal. Fiquei indignado, mas estava com fome, então, voltei a comer como se nada tivesse acontecido, simplesmente fiquei caldo na minha. Até que a porta for novamente aberta, (não tinha percebido que tinha sido fechada), revelando uma mulher muito bonita. Parecia ter por volta de uns 40 anos. Morena com olhos incrivelmente castanhos claros, quase mel, cabelos negros iguais aos do Levi, e feições finas muito parecidas com as do menor, creio que seja a mãe dele.

–Bom-dia dia meninos! – A mulher disse educadamente. –Você deve ser o amigo que o Levi trouxe ontem para casa. – Não gostei do jeito debochado que ela disse “amigo”, tudo bem que trazer alguém desacordado e todo machucado não seja a melhor forma de se apresentar alguém, mas mesmo assim ela não precisava falar assim! Mesmo com olhos “carinhosos” eu pude perceber o sarcasmo por trás deles, ela não me queria ali! E não se importava que eu percebesse, contanto que o Levi não visse. O menor a olhava com admiração e ela o olhava com amor e carinho. Me senti com inveja, minha mãe nunca me olhou assim. A mulher parecia idolatrar o menor. E vise versa.

–Mére, esse é o Eren Jaeger. Um amigo, de Marie. – Pude ver uma surpresa divertida cruzar seu rosto em uma fração de segundos. Que pelo visto não passou despercebida pelo menor ao meu lado, que pareceu incomodado. – Por acaso você não seria filho de Carla Jaeger? Seria? — Ela perguntou como se duvidasse que eu diria que sim. – Sim, ela é minha mãe. E Grisha Jaeger é meu pai. – Disse irritado com o assunto, detesto falar sobre meus pais com outros, e aquela mulher não me parecia alguém com quem eu me daria bem. Ela me lembrava muito o Grisha!

Quando disse o nome de minha mãe ela pareceu mudar, ficando mais relaxada. – Como a Carla está? – Ela disse sorrindo, admito que o sorriso daquela mulher era lindo, mas os do Levi, mesmo os sarcásticos, eram muito melhores. –Ela vai bem, obrigada. — Disse simples, deixando bem claro que não queria falar sobre isso. Ela pareceu perceber e fez uma cara de interrogação, mas não voltou ao assunto. Simplesmente se dirigiu a um dos outros lugares vagos. O que ficava em frente ao de Levi e se sentou, prontamente começando a se servir.

Terminamos de comer em silencio, e logo o Levi me levou à saída, mas antes eu agradeci pelo café da manhã e disse que estava honrado de ter conhecido a mãe de Levi. Seu nome é Marie. Igual ao da escola. Engraçado isso! Fomos em direção a um dos carros, onde um motorista muito bem vestido, abriu a porta para que entrássemos e logo se postou atrás do volante nos levando para a minha escola. Onde assim que chegamos eu mesmo sai do carro, sem espera-lo abrir a porta, e agradeci ao Levi por tudo.

–Eren, mais tarde, assim que as aulas acabarem vamos conversar com a Hanji e ver no que ela pode nos ajudar, ok? – O menor disse meio incerto sobre tocar no assunto. –Obrigada Levi, te vejo mais tarde então. – Disse acenando para ele que estava dentro do carro, fui em direção aos portões da escola, indo direto para o meu dormitório. Onde tomei o maior cuidado do mundo para não encontrar o Erwin. Subi até meu quarto. Olhei para dentro com medo de ver o maldito loiro, mas graças a Deus, ele não estava lá! Logo entrei aproveitando para montar as malas, não ficaria mais ali. Depois de ter as malas prontas, mandei uma mensagem para o loirinho, avisando que iria buscar as chaves do quarto dele mais tarde. Deixaria as minhas coisas com Armin até achar onde ficar.

Estava indo em direção aos prédios de aula, quando encontrei com o Jean. –Jean você pode me dar à chave do quarto que você divide com o Armin? – Pedi simplesmente. – Por que eu daria a chave logo para você Jaeger? – O cara de cavalo me olhava suspeito, mas pareceu relaxar quando viu que eu não queria brigar nem nada. – Eu pedi para o Armin se podia deixar minhas coisas no quarto dele, até eu achar outro lugar para dormir. Mas o Armin está no clube agora, então para não incomodar ele, você pode me emprestar a chave? assim que eu deixar as coisas lá eu te devolvo. – Disse simples. –Ok. Mas, não demore! — O cara de cavalo disse, para meu espanto. Não esperava que ele concordasse tão facilmente assim.

–Obrigado Jean. — Disse pegando a chave e saindo, mas parei quando ouvi a pergunta do cara de cavalo. – Você está bem Eren? – Não esperava que logo ele viesse a se importar. – Sim, o Levi me ajudou! – Disse sem me virar.

– Sei que não é da minha conta, mas caso precise de um lugar para ficar... Bom posso te levar até o Josh, ele é o monitor dos alojamentos, pode te arranjar um quarto! – Assim que ouvi isso fiquei muito feliz. – Quero sim! O brigado cara de cavalo! — Disse dando o meu primeiro sorriso sincero e animado desde o acontecido com o Erwin. Finalmente as coisas pareciam melhorar.

Levei o tempo de as aulas dos clubes acabarem para poder colocar as coisas no quarto do Armin e depois organiza-las sem deixar que as mesmas incomodassem muito os loiros. Foi uma tarefa bem cansativa de se fazer sozinho, admito. Mas quando terminei aproveitei o chuveiro alheio e tomei uma ducha rápida, jaja o nanico deveria vir aqui me buscar. Como ele faz parte do clube de luta, o Jean deve dizer que estou mudando minhas coisas para o quarto dele e do loirinho.

Estava terminando de colocar uma camiseta, quando o menor nada delicadamente abriu a porta como se fosse a do próprio quarto. –Oê Eren, você não me disse que ia se mudar para cá! – O nanico parecia irritado.

– Não esperava que eu ficasse no mesmo quarto que o Erwin né? — Eu disse sínico. –Obvio que não sua anta! Achei que ficaria em casa, comigo! – Ele parecia indignando com a minha escolha de ter-me “mudado” para o quarto dos loiros. E eu simplesmente corei com a lembrança de como acordamos hoje.

–Eu não vou dormir aqui nanico! Não precisa ficar com ciúmes! — Eu disse zombeteiro ele fez um biquinho com aquela linda boca estuprável dele. – Não estou com ciúmes! E não me chame de nanico ou eu arranco suas bolas, imbecil! – Disse meio vermelho. Mas eu não sabia se era de vergonha ou de raiva por eu ter o chamado de nanico.

–Bem que suspeitava que você queria pôr as mãos nas minhas bolas! – Disse brincando, mas o menor pareceu ficar com vergonha e logo desconversou.

–Onde você vai dormir hoje? – Perguntou mudando de assunto. – Na sua cama, Levi! — Eu disse dando ênfase em “sua” e “cama”, só para ver aquele rostinho ficando vermelho de novo. Tão lindo!

O menor não falou nada do meu comentário só assentiu, e pareceu satisfeito com a minha resposta. –Mas eu ainda tenho eu falar com Josh e arranjar um novo quarto nos dormitórios! –Disse sério.

– Eu posso resolver isso para você. – Ele disse simples. De início eu não entendi. Só vi o menor pegando o celular e discando um número, logo pondo o aparelho na orelha.

–Preciso da sua ajuda! – O menor parecia irritado, quando a pessoa atendeu ao telefone. – Sim, eu disse que preciso da sua ajuda! Não está ficando louco. E nem é natal, papa! – O menor parecia muito irritado. Eu temia pelo pai do menor. Ele parecia se dar muito mal com o menor, pelo jeito enfadado do Levi. – Preciso que arranje um quarto particular para uma pessoa. – O menor disse simples. – Sim, papa eu sei que isso é muito difícil, mas se você conseguir eu janto com você ainda hoje. – O menor disse em tom de chantagem.

Quem chantageia o pai com a promessa de jantar com o mesmo? Pelo jeito não funcionou já que o menor teve que prometer que ele mesmo faria a janta. Que estranho, nunca pensei no menor cozinhando. Será que ele era assim tão bom, para o pai ter aceitado na mesma hora? Assim que o menor desligou me encarou, disse: — você não vai sair do meu lado hoje à noite, pirralho! Não acredito que vou ter que jantar com o velho por sua causa! Tch- Ele parecia irritado, depois de ouvir isso eu não sei por que, mas senti uma corrente elétrica passar pela minha coluna. Então hoje eu seria o acompanhante do menor? Interessante.

–Vamos Eren! Temos que achar a maluca da Hanji! – O menor disse já me puxando. Saímos dos dormitórios e fomos em direção à saída da escola onde um carro nos apanhou. Pegamos uma pequena estrada de terra. Estávamos ainda no carro quando o celular do menor tocou. – Papa, conseguiu? — O menor parecia aliviado com a resposta da pessoa do outro lado da linha. – Ótimo, te vejo a noite então. Papa, obrigada! – O menor disse com olhos menos irritados, mas suaves e até com um toque de alivio.

–Ele conseguiu Eren! Mais tarde ele vai me dar às chaves do nosso novo quarto. – Disse simples. Pera como assim NOSSO? – Nosso? Não seria meu? – Eu disse achando muito estranho esse papo aí. – Não Eren, nosso. Tipo meu e seu, sabe? Tive que aceitar estudar na Marie para que você tivesse um quarto novo! – Ele disse olhando para fora da janela como se me evitasse.

–Isso me lembra... como você faz parte do clube de luta se não estuda na escola? — Perguntei realmente curioso, era proibido a entrada de pessoas que não eram alunos e impossível a participação nas atividades extracurriculares. –O filho do dono tem suas vantagens, Eren. – O menor disse simples. Fiquei com uma cara de idiota do tamanho do mundo. Isso explica o nome da escola ser o mesmo que o da mãe do Levi!

–Se seu pai é dono porque você não estuda aqui? – Eu perguntei como quem não quer nada.

– Por que meu pai fica no meu pé, querendo passar cada segundo comigo. Isso me irrita! – Disse querendo mudar de assunto.

–Entendi, mas se é assim por que você aceitou estudar aqui? – Eu disse meio intrigado.

– Você precisava de um quarto, e eu não quero correr o risco de que outro companheiro de quarto psicótico te estupre de novo Eren! – Pude ver o motorista ficando tenso no volante. –Não que eu me importe com você, claro! Eu só não quero que o nome da escola seja machado por algo assim! – Ele disse rápido demais, tanto eu quanto o motorista nos permitimos soltar um risinho de “acredito”. Que deixou mais ainda o menor vermelho.

Não comentei nada a respeito, não deu tempo. Pois o carro logo estacionou em frente a uma casa enorme de tijolos, linda na minha opinião. Em seguida o porteiro perguntou quem éramos e o que queríamos. Não precisamos responder. Assim que o homem viu o rosto de Levi ele simplesmente abriu o porto e pediu desculpas por não ter reconhecido o carro.

Fomos em direção à entrada onde uma menina louca de rabo de cavalo mal feito e óculos grandes demais, nos esperava usando um macacão jeans sujo de tinta e uma camiseta rasgada preta igualmente suja. A menina não esperou o carro parar para ir abrindo a porta e pulando no menor, que ficou simplesmente puto com a imundice da mesma, e eu só consegui rir. A menina ao me notar ficou parada por uns segundos como se me analisasse, enquanto o Levi a dizia meu nome. Me introduzindo a menina, que mais rápida que o flash me agarrou. Isso mesmo! A louca da Hanji me agarrou, me dando um beijo na boca! O qual eu mais que de pressa me afastei, com medo. Cara, eu tinha acabado de ser estuprado, e essa louca que nem me conhece vem me agarrando! Uns dias atrás eu teria retribuído e levado na brincadeira, mas não hoje. Eu simplesmente me encolhi e empurrei-a para a longe, e o Levi quase matou ela no processo de tirar ela de cima de mim.

Quando a menina se acalmou e o Levi quase a deixou de olho roxo, sendo impedido por mim que literalmente tive que pular nas costas dele e agarrar os braços do menor. Enquanto ele corria comigo nas costas atrás da louca dos óculos. O motorista parecia estar tendo um troço de tanto que ria.

Assim que Levi, eu e a Hanji nos acalmamos a menina nos levou para dentro da casa, onde fomos direto para o que deveria ser o laboratório particular da mesma. Onde tinham muitas fotos vexaminosas de muitos meninos e meninas diferentes. Onde eu vi a minha própria, com a aquela cueca de ursinho. Uma mão estendida como se fosse impedir que tirassem a foto, e uma tentando cobrir a cueca e me dar um pouco de dignidade. O Levi ficou encarando a foto, até aí tudo bem, mas eu quase tive um troço quando o menor puxou o próprio celular e bateu uma foto, da foto. Tentei pegar a foto, mas o menor não permitiu. Disse que era o pagamento pelo quarto novo. Algo assim.

–Levi-chan, não é sempre que você vem aqui... – A menina começou a dizer como quem não quer nada, mas deixando bem claro que sabia que o menor queria alguma coisa. – Em que posso ajuda-lo, meu nanico mais lindo? — Ela disse eufórica com os olhinhos brilhando, cara essa menina é louca, só pode! Primeiro ela me beija, fazendo o Levi querer matar ela e agora ela o chama de nanico.... Essa mina é suicida, certeza!

Pude ver aquela veia saltando na cabeça do menor, que logo se recompôs, afinal, matar a quatro olhos não ajudaria a gente no momento e, ele sabia disso. – Preciso de ajuda em uma vingança! – Ele disse como se estivesse pedindo pão na padaria. Como se fosse supernormal. Quem não vai na casa de uma louca pedir ajuda em uma vingança básica?

– O que houve Levi? – A menina parecia preocupada. – Você nunca me pediu ajuda em vingança, sempre fez isso sozinho. – Não sabia se ficava aliviado dele não pedir a ajuda dela sempre ou preocupado dele fazer muitas vinganças sozinho. – O que o Erwin fez merece algo digno. por isso estou aqui Hanji! – Pude ver a menina ficar tensa.

– O que o meu lindo loiro fez? – Ela disse com as sobrancelhas pulando em expectativa. Tinha me esquecido que a morena era amiga do loiro. Merda. E se lá não quisesse ajudar a gente, o que nos faríamos? O Levi parecia respirando para se controlar, então achei melhor eu responder. – Ele me estuprou Hanji. – Eu disse de cabeça baixa com uma voz quase inaudível, eu sabia que se falasse auto eu vacilaria, e na hora o Levi não parecia muito bem para me ver vacilar. Eu devia isso a ele.

A cara de excitação da menina morreu assim que eu falei. Sendo substituída por ódio e incredulidade. – Não devia brincar com isso Eren! Não é engraçado! – A menina disse furiosa.

– Não é Mentira Hanji. – O menor disse sério, e eu vi a menina vacilar e dizer para si mesma que não podia ser verdade, que o Loiro não poderia ter feito algo assim, não ele. Ela não queria acreditar. Então pedi para o Levi nos deixar sozinhos por uns instantes e mostrei-a meu corpo machucado. Mostrei todos os hematomas que nem mesmo a Mika-chan tinha visto.

A menina entrou em choque e começou a chorar, eu chamei o menor de volta para a sala, e acalmei a menina. Ela disse que nos ajudaria. Que o que o Erwin tinha feito era imperdoável, e que sabia como se vingar. Que exporia a verdade sobre o loiro maior.

Notas finais
Lindos e lindas não ignorem o box de comentário ou eu vou puxar o pé de vocês de noite!! Kissus até o próximo!! :3