Notas iniciais
Gente antes de você me crucificarem por eu não ter contado o que a Hanji fez nesse chap, eu já to avisando que entre quinta e sexta eu vou postar mais um chap!! eu precisava postar esse pra que você conhecessem o pai do Levi, por que ele vai ser muito importante no próximo chap!!

Papa

Estava inseguro com o que a menina tinha dito. O que poderia ser tão ruim assim no passado do loiro? Será que ele já tinha feito isso antes? Ou pior e, se ela estivesse mentindo? O que eu faria? O loiro com certeza viria atrás de mim!

Mesmo com esses pensamentos me assombrando eu e o Levi fomos para casa do nanico. O caminho de carro foi bem tranquilo. Não demorou quase nada. O transito estava bom naquela hora. Ficamos em silêncio o tempo todo até o menor receber uma chamada do pai dele... Levi parecia atordoado. Não sabia bem como era a relação dele com o pai, mas pelo visto deve ser bem ruim, fico com peso na consciência em relação ao menor ter que se forçar a aturar o pai por minha causa. O homem deve ser pior que o Grisha, para o nanico ter calafrios só de ouvir algo sobre o pai!

Chegando a mansão fomos recepcionados pelas empregadas da mesma. Onde nos dirigimos pelo hall de entrada passando pelas portas duplas que levavam à sala de jantar. Onde havíamos tomado café mais cedo. Indo ainda mais fundo, ao que eu imaginava ser a cozinha. Passamos pela porta da cozinha que para meu espanto era uma simples porta de mogno sem os entalhes das demais ou a pomposidade da mansão, admito que fiquei bem desapontado com isso! Porem meu desapontamento morreu quando eu olhei o interior da cozinha. O lugar era bem colorido. Com muitas e muitas parafernálias e apetrechos de cozinha cromados. Me senti em uma dessas lojinhas de 1001 coisas, onde se vende de tudo um pouco! A geladeira era do tipo industrial, linda e enorme. Para que tanto espaço minha gente? (Ricos e suas esquisitices!).

–Todos para fora! Hoje a cozinha é minha! – O menor disse autoritário, expulsando um monte de gente que eu nem sequer tinha notado. — Mas Levi-bocchama o senhor vai cozinhar? — Um homem de uns 40 anos perguntou, acho que era o cozinheiro, ele tinha um daqueles chapéus brancos engraçados na cabeça. – Não Joshua eu vou lavar roupa! – Delicado como sempre, o menor praticamente cuspiu as palavras. Ironias e malcriações a parte, o homem – Joshua – se retirou rapidamente junto com a “equipe de cozinha”.

–Levi o que você vai fazer de janta? — Perguntei como quem não quer nada. Realmente não consigo imaginar o nanico cozinhando! Tenho quase certeza que ele vai pôr fogo nessa merda e culpar o cozinheiro de estar flambando alguma coisa!

–Vou fazer Fetuttine Alfredo com Scargo. – Disse simples como se fazer Scargo fosse supernormal. Quem não faz lesma todo dia? –Não faça essa cara de nojo pirralho! Você nunca comeu Scargo que eu sei! – Ele disse com aquele típico sorrisinho de lado que me fazia querer morder ele (de novo).

–Ok, Levi-bocchama! – Disse zombeteiro, queria ver se tirava alguma reação dele, e ele pareceu gostar de me ver o chamar de “bocchama”, Tsc. Nanico mimado!

Estava fuçando na cozinha distraído quando o menor me chamou para ajuda-lo, me pediu para pegar as lesmas na geladeira (eca!). Fiquei com muito nojo quando olhei aqueles bichos gosmentos mortos numa tigela de vidro. Estava começando a repensar em comer aquilo, independente de quem tivesse preparado. –Anda logo pirralho! Se demorarmos muito o velho vai vir ver onde estamos e por que estamos demorando e, eu vou esfolar essa sua bunda machucada! – O menor disse totalmente sério. Fiquei com medo, vai que esse nanico decide me foder (literalmente)! Meu lindo corpinho não está recuperado ainda e eu não pretendo virar boneca inflável para ninguém (de novo)! Após ouvir o menor eu fui mais que de pressa até ele e só parei quando entreguei a tigela para ele, só depois eu pude perceber que o menor estava com as mangas dobradas nos bíceps e tinha um avental na parte da frente do corpo... Como eu queria ser aquele pedaço de pano! Fiquei olhando a curva que a bunda dele fazia, o contorno do corpo dele que era marcado pela cordinha que prendia aquele avental branco. Percorri o corpo dele todo com os olhos, estuprando ele mentalmente.

–Vai ficar aí me secando pirralho? — O menor sempre conseguia ser inconveniente e me interromper nos melhores pensamentos! –Melhor secar que agarrar. – Disse como se não fosse nada, e o menor virou a cabeça na minha direção tipo a menina do exorcista e, me fuzilou com os olhos. Eu não consegui não rir, a cara dele foi demais! Ele parecia indignado e ao mesmo tempo excitado. Ai, se ele soubesse o quanto eu tenho vontade de morder ele, quando ele faz essas caras!

Ele ignorou meu casto comentário e continuou cozinhando aquela coisa gosmenta. Colocou uns temperos e cozinhou aquilo lá. Enquanto o macarrão não ficava pronto ele preparou um molho branco, e me deixou mexendo o molho enquanto ia buscar alguma coisa que eu não entendi para pôr os bichinhos gosmentos. Não demorou muito para o menor voltar com uns tipos de cascos de lesma, onde enfileirou em um prato qualquer e colou um terceiro prato perto, assim que aquelas coisas gosmentas já estavam “prontas” ele montou o bicho de novo colocando nos cascos, e enfeitando o prato com eles. A aparência pareceu melhorar um pouco, mas ainda estava indeciso em provar isso. Vendo a minha linda cara de “nem fodendo eu como essa merda gosmenta” ele simplesmente colocou um daqueles bichos horrorosos na boca. Até aí tudo bem. Achei que ele estava provando, ingenuidade minha!

Levei uma leve rasteira indo de bunda no chão. antes que eu pudesse dizer qualquer coisa o menor simplesmente puxou meus cabelos da nuca me fazendo abrir a boca e ter uma coisa molenga e esquisita tocando a minha língua, o que eu poderia fazer na hora? Nada, então eu simplesmente comprimi minha língua contra o objeto e forcei-o de volta para a boca do nanico. Me recuso a comer esse negócio! Vendo meu esforço em não engolir aquela coisa asquerosa, o menor nada filho da puta rebolou no meu colo tirando a minha atenção do que estava fazendo e me forçou a engolir aquela coisa, e eu rapidamente não consegui segurar um gemido que me fez ter aquele bicho na goela de novo. Ok, o menor não aí me deixar sair livre dessa. Acabei aceitando e mastigando aquela coisa antes que eu morresse engasgado enquanto gemia.

Acho que foi a coisa mais estranha que me aconteceu em muito tempo.... Afinal, não é todo mundo que pode dizer que beijou alguém enquanto era obrigado a comer um Scargo! O gosto não era ruim, mas a sensação daquela coisa molenga me deixou com o estômago revirado.

–O que achou? — O nanico ainda teve a cara de pau de me perguntar o que eu tinha achado – Achei ótimo quase morrer engasgado com um Scargo na goela! – Disse irônico, dando um sorriso irritado. O menor fez um biquinho emburrado e eu acabei cedendo – Ok, ok. O bicho estava delicioso (para quem curte coisas molengas e que se desfazem e, que parece que está te afogando em baba!) – Disse o final bem baixo para o menor não ouvir, mas ele ouviu, claro que ouviu. E ao contrário do que eu pensei o menor me beijou, mas não como antes.

Eu sentia o gosto de Levi com Scargo, estava ficando embriagado com a sensação única da língua do outro se enroscando na minha e, puxando-a para sua boca. Sem, em momento algum, descolar os lábios dos meus, muito ao contrário fazendo um pressão nos mesmos. Causando um atrito delicioso, o encaixe perfeito das bocas era incrível. E ter o menor no meu colo e sendo literalmente chupado pela boca era fodásticamente excitante! Esse nanico não tem ideia de como mexe comigo! E se não pararmos logos o meu amigo lá de baixo vai ficar muito animado. O Levi não perecia se importar com isso levando em conta as reboladas nada castas que ele estava dando no meu colo. Mas como tudo que é bom dura pouco. Tivemos que nos separar quando ouvimos o som de água fervente em contato com o fogo. O que nos assustou e nos lembrou da massa no fogo.

Logo nos recompomos e o nanico terminou de montar os pratos, após tudo pronto ele disse para as empregadas pegarem os pratos e servi-los na mesa, enquanto outra das empregadas chama os pais dele. Finalmente eu conheceria o pai dele! Como será que ele é?

Saímos da cozinha e eu quase morri do coração assim que vi uma coisa vindo na direção do Levi e agarrando ele pelo pescoço, eu não percebi que tinha gritado, só me dei conta quando a “coisa” olhou para mim enquanto sufocava o Levi em um abraço de urso que tirava o menor do chão, chacoalhando o mesmo para os lados. Era cômico ver as perninhas do Levi balançando de um lado para o outro.

–Ó você deve ser o Eren! O amiguinho do Levi-chan! – O cara me disse com um enorme sorriso no rosto. – Sim senhor, sou eu! – Eu disse com certa vergonha e curiosidade, ele deve ter percebido que eu não tinha ideia de quem ele era.

– Eu sou Edgard Rivaille Ackerman, o pai de Levi! — Meu queixo caiu na hora, sério! Eu parei para analisar o cara, e ele era animado de mais, feliz demais, sorridente demais e principalmente amoroso demais para ser parente do Levi! O homem sorria de canto a canto do rosto, tinha uma aparência bem jovem para a idade. Eu achei que era irmão do Levi. Sério, o cara tem cara de uns 35 anos! Ele é ruivo de olhos verdes, totalmente diferente do menor, o senhor Edgar é alto. Bem mais alto que eu. Gordinho e fofo! O Levi não é assim! Por que o Levi, não é assim? Não consegui segurar a língua quando percebi, eu já tinha dito – por que o Levi não é sorridente e fofo que nem você? — Me arrependi assim que eu disse. O menor simplesmente se soltou do pai e me encarou. Encarou não. Ele praticamente me assassinou com o olhar e, como se não bastasse ele fez bico e cruzou os braços (Ok agora ele estava muito fofo!).

–Àhh Levi-chan!!! Tão kawaii¹!!!! Papa te ama tanto! Meu lindo Bebezinho!!- o homem voltou a agarrar o menor, mas pelas costas dessa vez a chacoalhar o nanico de um lado para o outro. Eu não conseguia me segurar e acabei rindo que nem um louco.

– Oê velho babão, me solta! — O menor se chacoalhava tentando se soltar o quanto antes do abraço de urso do pai. – Eren seu inútil, me ajuda!! – O menor parecia estar ficando enjoado. Achei melhor ajudar, quem ia dormir com ele era eu. – Senhor o Levi está ficando VERDE! – Eu disse o mais rápido que eu pude e quase imediatamente o homem soltou o menor que foi de bunda no chão. O que não contribuiu em nada com o lindo humor que o menor tem.

–Edgard pare de atormentar o Levi! – A voz da matriarca da família fez o homem gelar. Ele abaixou a cabeça e disse um “desculpe querida”. Aproveitei a deixa e puxei o menor do chão, sendo ajudado pelo pai do mesmo. Quando o menor já estava devidamente de pé fomos em direção à mesa e nos sentamos. Com o pai do Levi na ponta, eu ao seu lado direito, e a mãe do lado esquerdo, com Levi à sua frente. Logo, nós pusemos a comer tranquilamente, tendo um Levi bem mais aliviado da mãe estar lá, controlando o pai. Tudo ia bem até a mulher comentar que falou com a Carla.

–Eren, eu falei com a sua mãe hoje. – A mulher se gabou do feito. Eu não comentei nada nem tão pouco perguntei alguma coisa, a mulher viu que eu não ia falar nada então continuou. – Ela disse que vem aqui amanhã. Disse que estava com saudades da amiga (eu no caso) e que queria conversar com você! – A mulher disse toda satisfeita do fato de minha mãe ter dito estar com saudades dela e não de mim. Mulherzinha víbora, isso sim!

–Ótimo – disse com o meu melhor sorriso de “foda-se”, que não fosse tão óbvio assim. – Que horas ela vem? – Disse como quem não quer nada. E não queria mesmo, queria distancia dela se possível.

–Logo pela manhã, mas ela vai ficar aqui até tarde. Então não se preocupe, pode ir à aula sossegado! – A mesma disse com um sorrisinho falso que nem um cego acreditaria ser verdadeiro. Olhei para ela e com a minha melhor cara de pau e disse – Amanhã não dá. Eu e o Levi-chan vamos mudar nossas coisas para o dormitório da Marie! – A cara azeda que a mulher fez foi impagável. – Como assim o Levi vai se mudar para os dormitórios da Marie? Ele não estuda lá! – A mulher disse como se fosse óbvio.

–A partir de hoje eu estudo mére. – O menor disse suavemente como se quisesse consolar a mãe. — Eu proíbo meu bebê de morar com os bárbaros daquela escola! – Fiz uma cara de indignação que foi involuntária. Qual é? Eu também moro na escola! –O assunto está encerrado Marie! Não tem por que pagar uma escola para ele, se a melhor do país é nossa! E... Foi ele quem quis. – O marido começou convicto e depois passou a culpa para o filho, que homem mais corajoso.

–Isso foi ideia sua não é, Jaeger? — A mulher me fuzilou com o olhar igual o Levi tinha feito, acho que é genético. – Não mére! Eu que quis ir! Já está na hora de eu morar “sozinho”! – O menor me defendeu. Eu já estava pronto para falar poucas e boas para essa mulher grossa, mas o Levi não ia deixar.

–Mas meu filhinho lindo, você não tem que fazer isso! – A mulher parecia querer convencer o menor. – Já tomei minha decisão mére! – O menor disse firme e, a mulher simplesmente se levantou e saiu da mesa sem dizer mais nada, ela ficou puta da vida. E tenho certeza que me castraria se soubesse que foi por minha causa que o “bebê" dela saiu de casa, eu estaria morto!

Após o jantar conturbado nós subimos e fomos direto para o quarto do nanico, ele tinha ficado quieto o resto do jantar. desde que a mãe dele saiu da mesa ele ficou pensativo. Quando entramos no quarto, assim que as portas fecharam eu comentei – Levi se você não quiser, não precisa ir morar na Marie, sabe disso, não sabe? – Eu queria sim quem ele morasse comigo no campus, mas se era para ele ficar triste com isso, eu preferia que ele morasse aqui.

O menor não disse nada só me deu um selinho e um sorriso singelo de lado e foi tomar banho. Esperei uns 15 minutos o menor sair do chuveiro e quase tive um nosebleed² quando o menor saiu só de toalha na cintura e com os cabelos molhados, eu conseguia ver as gotículas de água escorrendo pelo seu peitoral bem trabalhado indo parar na barra da toalha. (Peça inconveniente! Para que inventaram essa merda mesmo?) Fiquei um tempo secando o menor, que descaradamente ficou lá secando os cabelos com uma toalha pequena, ainda só de toalha na cintura. Eu via os músculos dele se mexendo em baixo daquela linda pele branquinha sem nenhuma marca. Me sentia hipnotizado por aquele corpo. Estava quase indo até ele quando ele subitamente disse – Oê Eren, invés de me secar vai tomar banho! – Fiquei embaraçado de ter sido censurado por ele, de novo, no mesmo dia e acabei obedecendo e indo tomar o banho.

Depois do banho que foi bem rápido acho que uns 10 minutos no máximo. Eu já estava devidamente seco e pedindo um pijama para o nanico que me disse onde pegar um. “Roubei” mais uma cueca nova do mesmo e coloquei só uma t-shirt larguinha e fui dormir. –Não vai pôr calça Eren? – O menor descaradamente me perguntou. – Não, não precisa. — Eu disse simples, já me enfiando embaixo das cobertas que dividiria com o menor. Eu vi o sorriso safado que ele deu e logo disfarçou. Eu passei por cima do corpo do menor me esticando e encostando meu corpo no dele indo de encontro com o abajur, e logo apagando a luz. – Boa-noite noite Levi! – Disse simplesmente dando um selinho nos lábios do menor. Pude sentir a frustração dele, mas o mesmo não disse nada. Afinal, o próximo dia seria bem longo!

Notas finais
Não esqueçam de comentar seus lindos!!! o que vocês fariam se fossem o Eren? kissus até o próximo ou até os coments!!