Lutte
23 Capítulo 23 - Jeager ou Ackerman?
Notas iniciais
Capítulo 23 — Jaeger ou Ackerman?
Fiquei divagando sobre as possibilidades de Mikasa ser ou não uma Ackerman. As mudanças que isso traria. Antes de qualquer coisa eu teria que confirmar. Mas como? Eu não posso simplesmente ir e pedir para o Levi fazer um teste de DNA.... Muito menos pra Marie. E não poderia pedir ajuda de como o fazer para ela.... Teria que falar com aquela pessoa.
Aproveitei que Levi estava no banho se recompondo emocionalmente, para fazer uma ligação. Esperei que atendessem o telefone -Oi...- pude ouvir a respiração sendo cortada, o choque que a minha voz causará a pessoa do outro lado da linha.
–Eren? É você... Filho, é você? — Pior a voz de minha mãe tão frágil e desesperada, me deixou mexido, mas não o suficiente para perdoá-la e tratá-la como mãe. — Sim Carla, sou eu.- disse simples — Você está bem? Marie, está cuidado bem de você? — Sua falsa preocupação me dava nos nervos. Mas como bom filho, segurei a língua e fui educado.
–Não se preocupe Marie cuida de mim como uma mãe. Mas não é por isso que eu liguei. Preciso de sua ajuda! — Não queria ficar dando falsas esperanças para ela, então fui direto ao assunto. -Claro! Claro, que eu te ajudo! O que precisa? — Pude ouvir a voz dela ficando mais forte, até ficar animada.
–Preciso que me ensine a fazer um teste de DNA. Como aqueles que fazia em mim. Usando cabelo. — Ouvi o silêncio por um tempo indeterminado. Achei que ela tinha desligado. Mas quando eu estava quase desligando, ela se pronunciou. -Onde posso te encontrar? — Não esperava que ela me ajudasse sem que fosse necessária uma chantagem emocional. Isso me surpreendeu.
–Pode me encontrar amanhã, no Starbucks do shopping oeste? — Preferi encontrá-la em um lugar público, com muito olhos. E onde eu estaria seguro, caso ela surtasse de novo. E claro, onde o Levi não estivesse em perigo. -Claro! Te encontro lá. As 15 horas, ok? — Ouvir sua euforia me deixou "feliz", mas ainda com um pé atrás. Ela tinha tentado machucar o Levi, e isso eu não perdoo! -Até. -Sem mais delongas eu desliguei.
–Onde vai, posso saber? — Senti braços fortes e recém úmidos me abraçando por trás. Senti o cheiro do shampoo de menta, me deixando embriagado, e querendo aquele corpo pecaminoso.
–Vou fazer um teste de DNA, para saber se a Mikasa é uma Ackerman. — Assim que terminei de proferir a frase, pude ver seus olhos ficando três vezes maiores. Sua respiração se alterando...- O que vai fazer? Como? Onde? — Ele começou a se desesperar com as possibilidades...
–Amor, calma! Não sei ainda se ela é sua prima. pode ser só uma coincidência! — Estava tentado controlá-lo, mas estava difícil. Afinal, não é sempre que temos a possibilidade de ter uma prima perdida e "morta" de volta. Mas... E se a Mika não for a Yuki? E se.... O problema é esse, maldito "e se?".
–Pedi ajuda a Carla.- Pude ver a animação do menor morrendo assim que o nome Carla chegou em seus ouvidos. -Ela testava se eu era filho dela quase todos os dias.... Ela sabe bem o que está fazendo, foi a própria Marie que a ensinou! -Sabia que mesmo esclarecendo a situação, ele não ficaria satisfeito. No caso dele, eu tão pouco admitiria a Carla perto de mim. Mas não era hora de ficar com medo. Mesmo tendo o risco dela me levar embora, caso ache que estou bem o suficiente para ficar com ela.
–Eren, você está quase completamente curado! Não pode encontrá-la, ela vai te levar embora! — Pude ver o pânico, o medo em seus lindos olhos azuis gelo, mas isso não me abalaria. Não dessa vez. -Ela não vai saber que estou melhor! Vou de cadeira de rodas. Me manterei o mais parado possível, sendo o mais discreto e cauteloso.
–E se ela perceber? — Ele tremia de medo pela mera possibilidade.- Ela não vai! Se preferir, vai comigo. Fique escondido e preste atenção. Ao menor sinal de perigo você liga para a polícia e, eu dou o fora. — Sabia que se ele pudesse ir junto a coisa mudaria. Assim como sabia que caso Carla o visse ela nem sequer chegaria perto de mim.
–Se ela se quer tentar te machucar eu mato ela, Eren! — Ele disse sério. eu sabia que ele não estava brincando. Seu telefone tocou, quebrando o clima sério e pesado que havia se fixado no ar. Em instantes seu rosto mudou, percebi que ele falava com o Edgard, então não perguntei nada. -Meu pai quer que eu ajude ele com umas coisas do hospital.... Te vejo mais tarde? — Ele disse mais suave. Me deu um beijo na testa e foi por roupa. Retirando a toalha e me dando aquela linda visão por precisos instantes.
Assim que o menor terminou de se trocar e sair, Marie veio não sei de onde, com um enorme embrulho em mãos, e um sorriso maquiavélico no rosto bonito. -Finalmente o Levi saiu! Achei que ia ficar no seu pé o dia todo! — Mesmo em tom de brincadeira era possível ver a tensão em seu corpo, algo estava errado. -Eren... Tem algo que preciso te perguntar.
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