Lutte
24 Le secret cinquieme
Notas iniciais
–Eren... Tem algo que eu preciso te perguntar- as palavras de Marie me atingiram como uma adaga. Não sei porque, mas sinto que essa conversa vai definir o futuro de nossas vidas.
–Claro Marie, pode perguntar o que quiser- Mesmo sem me sentir confiante preferi que ela tivesse coragem e me perguntasse logo. — A Mikasa... Bom.... Ela é tão diferente de você.... Ela...- não esperei que a pergunta se completasse, eu sabia o que ela perguntaria.
–Carla a encontrou vagando pela estrada.... Ela tinha cabelos compridos na época. Não sei bem onde ela foi encontrada. Minha mãe não deu muitos detalhes... Mikasa não sabia quem era. Ou não queria que ninguém soubesse. — Conforme eu proferia as palavras o rosto da mulher ia se enchendo de esperança. Eu não queria dar-lhe esperanças falsas, mas nem eu mesmo sabia de onde minha irmã veio, ou quem ela realmente é.
–Então.... Então ela pode ser a minha Yuki? — A esperança em sua voz era quase palpável. -Marie, acalme-se. sei que não é fácil, mas precisa se acalmar. Ela pode não ser a Yuki. Pode ser só coincidência.- Mesmo sendo somente por um segundo eu pude notar o ódio que passou pelos olhos dela. Sendo logo substituídos pela compreensão e depois pelo carinho. Ela havia entendido que eu não disse essas coisas por mau e, sim por me preocupar com ela. Não queria que ela se ferisse ainda mais tendo a esperança errada.
–Não vou me ferir Eren, não se preocupe, mas eu preciso saber! Preciso saber se a minha menininha morreu, ou se ela está bem... — Mesmo temendo o pior. Eu lhe sorri. Sorri de coração. Eu queria que a Mika fosse a Yuki. Queria que a Marie fosse feliz. Queria curar essa família e dar a minha irmã tudo que ela não teve. Queria lhe dar uma família. Queria que ela tivesse a chance que eu tive de viver com os Ackerman.
Ter uma família normal, ao menos uma vez na vida.
–Amanhã eu e Levi vamos fazer um teste de DNA, usando cabelo. Antes eu faria sem que você soubesse e te mostraria o resultado depois..., mas, quero que saiba o que vamos fazer, e peço um fio de cabelo seu.- Tinha medo que ela me pedisse para ir junto fazer o teste. Porém, ao contrário do esperado ela se calou.
– Pediu ajuda a Carla por mim, não foi? — Seus olhos se encheram de lágrimas -Oh minha criança, não precisava! Mas muito obrigada pelo que está fazendo.... Já fez tanto! Meu Levi finalmente voltou a ser alegre e cheio de vida. Tudo graça a você... E agora tenta restaurar nossa família- Mesmo com os olhos cheios de lágrimas, seu sorriso era tão grande e brilhante. Tão bonito. E tão verdadeiro. Podia sentir seu carinho de longe.
–Vocês são a minha família Marie! Eu amo o Levi, eu amo vocês. Sempre vou ajudá-los! — Disse sendo o mais sincero possível, eu realmente os amo. E eles são a família que eu escolhi para mim, são a minha família.
–Me diga o que precisa, que eu providenciarei! — Seus olhos estavam tão cheios de vida, tão sorridentes que era contagiante. — Àhh, antes que me esqueça.- ela pegou a caixa que trazia consigo e me entregou. — Um presente para você e para o Levi! — Seu sorriso era zombeteiro e meio sacana, algo estranho vido dela.
Estranhei, então muito curiosamente abri a caixa preta. Dando de cara com um vestido de empregada, desses de sexy shop, curto, que mostra até o útero das mulheres. Tinha meias brancas de renda e, para completar sapatos de salto estilo boneca, com um chicote com ponta de couro fino.
Fiquei chocado, olhei-a com a minha melhor cara de que porra é essa? E ela simplesmente me lançou um olhar divertido. -Vocês não são o que se chama de teatro mudo, se vão subir pelas paredes que pelo menos uma fantasia sexual de sua linda sogra se realize. — Dizendo isso ela me deixou sozinho no quarto. Como assim ela tinha nos ouvido transar? Isso é no mínimo chocante! Minha sogrinha linda fica de ouvido no que o filho faz? E como assim ela tem a fantasia sexual de que dois caras transem e um (eu no caso) use uma fantasia de maid[1]?
Fiquei um tempão divagando e pensando no que deveria fazer.... Acabei indo tomar banho para relaxar. E quem sabe não usar o presente...
~LEVI P.O.V~
Estava cansado, irritado, e completamente esgotado mentalmente. Só queria ir para o meu quarto tomar banho e dar uns amassos com o meu lindo namorado de olhos verdes.
Finalmente chegando ao meu quarto passei pela minha mãe que me lançou um olhar estranho... Como se soubesse de um segredo muito divertido. Ela me assusta de vez em quando. se está assim coisa boa não pode vir! Subi o mais rápido possível até o meu quarto, fui literalmente correndo. E abri a porta de supetão, dando de cara com a cena mais linda e improvável da minha vida.
Eren estava abaixado colocando um sapato de salto e abotoando-o, em seguida puxou a meia de renda branca para cima.... Aquilo não pode ser o que eu acho que é, não é? Ele realmente estava usando uma calcinha de renda vermelha? Não resisti e fui em sua direção subindo o vestido para olhar bem aquele artefato.
O maior deu um pulo com o susto de me ver ali, distraído, ele não tinha nem se quer me notado. -Levi... Chegou cedo...- Ele estava envergonhado. Suas bochechas estavam tão adoravelmente vermelhas que me davam a vontade de mordê-las.
–O que está vestindo? — Perguntei mesmo a resposta sendo óbvia. Eu queria ouvir o embaraço em sua voz, sendo seguido de uma desculpa esfarrapada. Mas admito que não estava preparado para ouvir o que ele diria.
–Pensei em realizar a fantasia sexual de uma certa sogra.- Ele disse de uma forma que deveria ser até proibida. Em segundos a situação estava se invertendo. Ele me comandou até a cama me fazendo sentar. E eu o puxei para cima de mim, colocando-o com as pernas abertas ao meu redor. Senti o tecido do vestido me cobrindo. Vê-lo daquele jeito estava me deixando louco. Santa Pessoa que deu essa ideia para ele!
–Kojudjin-sama[2], em que posso servi-lo? — Eren sussurrou em meu ouvido, fazendo a voz mais sexy e pecaminosa que eu já ouvi.
– Não me provoque Eren- Disse "firme". Se ele continuar assim acho que vai precisar da cadeira de rodas por mais uns dias.... Senti o maior se contraindo. Seus lábios carnudos e rosados tocando minha pele do
Pescoço. Seus dedos percorrendo toda a extensão da minha camisa. Subindo e descendo. Me causando arrepios por antecipação. Seus dedos passaram por cima do tecido da calça. Tocando a braguilha, dando leves apertadas, me torturando. -Eren! — Não conseguiria me controlar por muito mais tempo.
–O que foi Levi? — Ele teve a cara de pau de me olhar nos olhos. Com aquele olhar desafiador me provocando. Pedindo para jogá-lo na parede e possuí-lo ali, de qualquer jeito. Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa o maior me beijou... pude sentir todo o seu prazer e vontade através daquele simples contato. Um selar de lábios que passava muito mais de um carinho. Era um contrato. Onde ele me dizia que sempre seria meu e eu dele.
Levei minha mão a sua nuca puxando-lhe os cabelos aprofundando o contato. Enroscando minha língua na sua, sugando-a, sentindo seu sabor.... Aquele gosto delicioso que só ele tem. Sua respiração acelerada tocando a minha pele me deixando excitado. Me causando arrepios.
Ele se pressionava para baixo fazendo um delicioso contato entre nossas partes íntimas. desci uma de minhas mãos até a barra de seu vestido subindo-a, colocando a mão em sua bunda e dando um apertão. -Levi... Assim não vale! — Ele choramingou pelo contato repentino. Continuei com a mão, tocando-o. Passei Meus dedos pela extensão da calcinha de renda que ele realmente usava. Cutucando sua glande com o indicador, apenas para provocá-lo. -Levi...- ouvi ele suspirar pedindo por mais.
Comecei uma masturbação lenta. Torturando-o. subindo e descendo a mão sem a menor pressa. fazendo-o se contorcer de prazer e literalmente implorar por mais. Seu corpo se movia implorando por mais, me causando delírios de prazer cada vez que seu corpo tocava o meu. ele rebolava tentando me fazer aumentar a velocidade. –Que menino mau! Está tentando irritar seu Mestre? — Falei em seu ouvido para provoca-lo, tendo como resposta um gemido.
–Humm... Levi!!- ele não precisava pedir, já era óbvio o que ele queria. Aumentei gradualmente a velocidade com a mão. –Mais... Rá…pi...do! — Ele estava quase lá, mau aguentava falar. Mas fazê-lo implorar era um dos meus maiores prazeres! Acelerei a mão, fazendo-o finalmente gozar.
Boa parte do gozo do maior foi parar no vestido, porém, a parte que ficara na minha mão, seria muito bem utilizada. Escorreguei com cuidado a mão, afim de não perder o líquido. Coloquei-a entre as bochechas da bunda de Eren, penetrando-o com um dedo, fazendo-o ir o mais fundo possível. Sentindo os canais do moreno se abrindo e contraindo, me apertando.
Puxei o dedo para fora, quase sem dificuldades. Voltando com dois dedos, indo o mais forte e fundo que consegui. Fazendo força com os dedos para alargar o canal. Enchendo-o com o gozo que antes estava nos meus dedos. Fazendo movimentos de tesoura, e pequenos círculos, fazendo o menor literalmente, rebolar nos meus dedos.
–Aaaaahhhh...- Eren soltou um gemido lânguido e deleitoso quando finalmente enfiei o terceiro dedo dentro dele, forçando-os até onde pude. Tentando alcançar o ponto mágico dele.
Quando julguei que ele já estava pronto abri a minha braguilha, expondo meu pênis. Encaminhando-o até a entrada do moreno. Penetrando-o com força indo direto de encontro à sua próstata, fazendo-o se contorcer, encurvar as costas soltando um gemido estrangulado.
Me mexi com força dentro do maior. Começando de cara com uma velocidade insana fazendo a cama ranger e quase arrastar de leve pelo chão fazendo mais barulho que o desejado. -Aaaah...Le...vi! — Eren se remexia em cima de mim, rebolando, me levando a loucura.
–O que você.... Quer? — Mesmo para mim estava difícil de falar, minha respiração estava difícil. A roupa estava esquentando e o corpo cansado. Ergui o corpo de Eren para colocá-lo deitado na cama, sem quebrar o contato. Foi um tanto quanto difícil. Tendo a maravilhosa visão do Eren com o vestido preto e branco bagunçado, de pernas abertas. Esperando por mim.
Assim que o mesmo se encontrava abaixo de mim aproveitei para retirar as minhas roupas retirando rapidamente a calça e a cueca. Porém, abrindo a blusa sensualmente, botão por botão, enquanto me impulsionava levemente para dentro dele, fazendo um vai e vem delicioso. –Levi... Você.... Vai.... Me enlouquecEEER! — Assim que abri o último botão me enterrei com força dentro de Eren, fazendo-o gemer algo as últimas sílabas da frase que dizia. Ouvi-lo gemer é quase tão bom quanto transar em si.
Me encaixei entre as pernas de Eren, beijando-o enquanto o penetrava, indo cada vez mais rápido, forte e fundo. Acertando cada vez a próstata já judiada dele. Meu corpo estava quente, suando, mas a cada gemido eu tinha mais e mais força para fode-lo firme e forte! Ele me leva a loucura. Senti suas unhas arranhando minhas costas, sua boca em meu pescoço me marcado como sendo somente seu.
Passei minhas mãos pelas coxas roliças de Eren apertando-as fortemente. Raspando as unhas. Fazendo o moreno gemer e me mandar ir mais rápido, mais forte. Sem dó, sai quase por completo de dentro dele e voltei com força, acertado mais uma vez sua próstata. Fazendo o mesmo ter um orgasmo, sujando meu abdome e mais uma parte de seu vestido. Com a pressão no meu pênis não resisti. Gozei dentro dele me enterrando ainda mais fundo. Minhas costas se encurvaram e minha cabeça fora jogada para trás em um delicioso orgasmo.
Cansado me deixei cair em cima do maior o beijando, vendo a respiração dele ficar mais e mais lenta, até que ele finalmente adormeceu, comigo ainda dentro de si.
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O Quinto segredo
Sabia que aquela seria provavelmente a coisa mais difícil que eu faria em toda minha vida. Estava literalmente em minhas mãos a verdade que poderia salvar ou destruir de vez a vida de meu Amado Levi e sua família... assim como sabia que era injusto lhe dar esperanças, não poderia priva-lo das mesmas. O amo demais para isso.
Neste mesmo instante avisto uma mulher morena, dona de olhos tão carinhosos. A mulher que minha vida toda chamei de mãe. Não sabia se deveria realmente estar indo até si. Mesmo tendo Levi próximo, me protegendo. Sentia medo do que ela poderia me fazer, se Grisha ao menos não fosse tão problemático... até poderíamos tentar ser uma família novamente. Mas não irei permitir que machuquem meu Levi, custe o que custar!
Com os braços eu empurrava as rodas da cadeira de rodas, indo em direção à Carla. Ao me ver ela ficou imensamente feliz, mas ao ver que não podia andar seu sorriso morreu. Ela perecia se punir internamente por isso, por eu ter me machucado. Por eu não ser mais quem eu era.
–Eren meu menino! — Ela me disse sendo, ou ao menos tentando ser uma “mãe calorosa”. Mas falhando terrivelmente.
–Oi Carla...- disse não muito animado. Não estava ali para vê-la, estava ali para ajudar Mikasa e curar Marie. – Trouxe o que pedi? — Disse indo direto ao assunto. Não adiantaria ficar prolongando nosso pesar.
–Claro querido! — Disse-me. Ela parecia triste com a minha frieza. Mas não lhe daria esperanças de algo que não aconteceria; seria cruel demais com ela. – Onde podemos prosseguir? – Me perguntou assumindo um rosto sério.
–Esse restaurante tem área privativa, podemos almoçar aqui e então fazer o teste.- Disse simplesmente, apontando um restaurante do outro lado da rua. O restaurante ao qual me referira, é um lugarzinho muito charmoso. Com paredes creme e branco, tinha um ar refinado. Mas seus sofás e mesas comuns davam um ar de lar que o deixava irresistível. Sabia que tinha áreas privativas, já que quem me indicara o mesmo havia sido Edgard. Disse-me que são conhecidos pelo sigilo com os clientes, que muitas vezes fazem contratos e outras coisas dentro do estabelecimento.
Ao adentrarmos o restaurante nos deparamos com um garçom que prontamente nos perguntou se queríamos uma mesa, e para quantos. Pedimos então um salão privativo, e prontamente fomos levados a uma sala intitulada “o quinto segredo”. Onde havia uma mesa redonda que ocupava quase todo seu interior, dando espaço somente para os sofás redondos que a rodeavam, ambos em tons de carmim. Me sentei em frente a Carla, onde recebemos os cardápios. Pedi um macarrão simples com molho branco e suco de laranja, enquanto que Carla pediu camarão na moranga e um Martini.
Ela sabia que só teria minha atenção enquanto fizesse o que eu queria, caso contrário sairia de lá sem nem pestanejar... então, ela não ficou enrolando para começar os preparativos. Puxou uma maleta que até então eu não reparara que a mesma usava, puxando de dentro da maleta uma luva de látex, óculos, um tipo de máquina que eu não sabia o que fazia, e então um kit que juguei ser para isso.
–Me passe as amostras Eren.- Disse simples. Eu não discuti, entreguei o que pediu, dei a ela os cabelos de Mikasa e de Marie. – De quem são esses cabelos? – Me perguntou.
–São de uma amiga... Hanji e de uma mulher que ela julga ser sua irmã perdida.- Disse lançando a primeira coisa que veio a minha mente, e graças a deus era algo aceitável.
–Entendo. Deve ser difícil para ela...- Carla disse como se realmente tivesse acreditado na minha mentira, mas isso não era suficiente para baixar minha guarda. Ficamos em silencio por um tempo indeterminado, pareciam horas, mas eram minutos. Só voltamos a falar quando ela finalmente sabia o resultado. –Parabéns! Diga a sua amiga que ela é realmente sua irmã. – Carla sorriu genuinamente, mas tinha medo de ser um erro. – Eren entenda, esse teste não pode comprovar com exatidão se são irmãs, mas pode dizer o quão próximo os DNAs são. Ele usa um método que os genes reagem entre si. Se são parecidos não se destroem. Aconselho que leve sua amiga ao médico e confirme, com clareza.
–Poderia refazer o teste por favor? Só para garantir... – disse cuidadosamente, não sabia qual seria sua reação..., mas não poderia correr o risco de que houvesse algum erro. Devia isso a Marie, que cuidou de mim tão bem por tanto tempo.
–Claro Eren! – Disse sorrindo. Aquele sorriso que ela me dava quando eu pedia mais um pedaço de torta. Aquele sorriso agradável que toda mãe dá ao seu amado filho. Passados mais alguns torturantes minutos ela novamente tinha o resultado. –Novamente deu positivo! Como disse não posso especificar o gral de parentesco com exatidão, mas elas são sim da mesma família, visto que os genes quase não se destruíram! — Disse confirmando novamente o resultado.
Meu coração deu um enorme salto, estava feliz. Feliz por Mikasa que poderia voltar para sua família. Que poderia ser Yuki mais uma vez. Que finalmente seria amada. Como a Carla não pode ama-la. Ela teria o carinho que outrora perdera. –Obrigada Carla! Me ajudou muito! – Disse sorrindo pela primeira vez nesse dia. Vi seus olhos brilharem. Mas comecei a me mover até a saída. Tinha que contar a Levi o que descobri.
– Desculpe Eren! — Ela disse, e eu me virei para ela com cara de quem não entende. – Pelo ocorrido com Levi... eu... eu não queria perde-lo! Estou partindo para a américa amanhã..., mas antes preciso que saiba o que aconteceu entre Azecky, seu pai, e eu. – Disse me seria.
–Estou ouvindo. – Disse, deixando-a continuar.
–Antes de ter você eu ia perder deu pai Eren... Ele ia me trocar por um homem... James, James Carlton. Um homem muito bonito, admito. O mesmo homem ao qual eu apresentara. James era um amigo de faculdade meu. Ele era alto, moreno e tinha olhos azuis tempestuosos como os de Levi, ao vê-lo eu me desesperei, perdi a cabeça. Afinal, eu perderia mais uma vez o homem de minha vida para outro. – Nesse instante Carla me deu uma foto.
–Por que está me dando uma foto minha? — Disse sério, na foto eu deveria ter meus quinze anos.
–Não é uma foto sua Eren... Esse é Azecky Jaeger. Seu pai! — Disse sorrindo para mim, e então eu entendi. Eu era o retrato vivo e respirando de meu pai. Por isso Grisha me odiava. Eu lembrava minha mãe de seu amor morto. Como se ela lesse meus pensamentos disse: — Sim.... Você, desde que nasceu era tão idêntico à Azecky, que me fazia ter que ver se você realmente era Eren, e não Azecky, que voltara para mim...
–O que houve com James? — Perguntei querendo saber mais sobre aquele que meu pai amava.
–Ele morreu. Morreu junto de seu pai, ao lado dele. James era o copiloto do avião. Ambos morreram juntos, atravessados pelo manche. Seu pai não morrera em meus braços Eren. Ele morreu nos braços de James. Eu meramente segurei seu corpo já sem vida.- Ela dizia chorando, sua dor era palpável. Não sabia que minha mãe sofrera tanto.
–Por isso Grisha me odeia? Por eu ser parecido com o homem que te machucou? — Disse para que ela me dissesse a verdade, toda ela.
–Sim, ele não podia te amar.... Nunca pode. Não desde que eu o abandonei para ficar com Azecky, muitos anos antes de você nascer. Grisha sempre fora apaixonado por mim. Ele sempre me amou e sempre vai ele me fez sua maior obsessão. – Dizia ela, com o pesar estampado em seus olhos, eu sabia o peso que o pesar e a dor tem. Eu machucara Erwin assim como ela machucara Grisha; eu não poderia perdoa-lo, mas tão pouco olha-lo com os mesmos olhos de antes. Afinal, eu tinha feito o mesmo que ela. – Eu embebedei seu pai Eren, para que ele passasse mais uma noite comigo, para que eu pudesse ter você e prendê-lo a mim. Mas... ele amava James demais. E não iria abandona-lo nem por um filho... na verdade ele me dissera que casaria com James, mas que queria cuidar de você. Ele disse que iria até o inferno por você Eren. – Ela chorava.
– Eu não poderia perder meus dois amores, não assim, não para ele! – O jeito que disse ele demonstrava todo o asco e ódio que ela sentia de James. – Fiquei longe de seu pai, eu iria fugir no mesmo dia em que ele morreu... no dia em que você nasceu. Eu estava lá justamente para avisa-lo que não me veria mais. Não até que você fosse grande e o odiasse. Até que você me garantisse que não me abandonaria! – Ela dizia com olhos dignos de um louco.
–Mas foi exatamente o contrário que aconteceu, não foi Carla? — Disse frio. – Sua obsessão por Azecky me afastou de você. Te tornou nisso. – Disse deixando o sentido implícito.
–Sim.... Isso me afastou de você Eren; e eu sinto tanto por isso, mas agora é tarde! A única coisa que posso fazer por você e deixa-lo viver livremente com Levi. Vivendo na casa de Marie. Sei que lá será feliz. Sei que ela poderá te amar como eu nunca pude... um amor verdadeiro, de mãe. Não esse obsessivo com o passado que eu sinto. A cada dia é mais difícil diferenciar você de seu pai. Isso não é seguro para nenhum de nós dois. Por isso vou partir.- ela disse seria, mas com um sorriso nos olhos e nos lábios, mostrando que realmente queria meu bem. – Mas antes quer garantir que nada te tire de perto de Levi e de Marie. Por isso lhe trouxe isso. – Me disse estendendo um contrato. Onde claramente se podia ver que era uma adoção. Ela passava minha guarda para Marie Ackerman.
–Obrigada... Mãe.- Disse sentindo que se aquela seria a última vez que a chamaria assim. Decidi não pensar muito. Abri a porta e sai, indo de encontro com meu Levi.
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Minutos mais tarde
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– Como foi Eren? — Levi me disse, dando-me um leve selar de lábios, um carinho.
–Mikasa é sua prima Levi! — Disse sorrindo com os olhos. Assim que ele entendeu o que eu disse ele começou a chorar. Chorar como se não houvesse amanhã. Ele estava tão feliz e aliviado que seus olhos brilhavam com um novo brilho. Como se antes eles não tivessem a vida que tem agora. Era algo lindo de se ver. Aqueles olhos azuis tempestuosos, pareciam finalmente ver o céu azul. A tempestade parecia ter acabado finalmente.
–Vamos para casa amor, temos que contar a sua mãe. Temos que contar a Mikasa. – Disse sorrindo, sabia o quanto aquilo significaria para eles.
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Na casa do Levi
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–MÃE! – Levi gritou, Marie apareceu correndo. Ela sabia o que estava prestes a mudar de vida. Podia ver isso em seus olhos... brilhando intensamente com a esperança de reencontrar Yuki. – Mãe... Ela... Yuki.... Ela... – Levi estava tão eufórico que não conseguia falar.
–Diga logo Levi! – Marie parecia impaciente.
–Mikasa é sua Yuki, Marie! — Eu decidi contar, Levi demoraria muito. Assim que terminei a frase, Marie sorriu um sorriso tão grande e belo, que pareceu iluminar a sala toda. Edgar ao entrar pela porta e ver o sorriso de Marie começou a chorar, chorar sorrindo! Ele não precisava que nos contássemos, ele sabia só de olhar sua amada. Ele sabia que eu traria Yuki comigo. Não esperei que eles se acalmassem, liguei para Mikasa. – Mika? Pode vir aqui? — Pedi assim que a morena atendeu o telefone.
–Claro Eren, aconteceu alguma coisa? — Perguntou preocupada.
–Aconteceu sim, mas preciso contar pessoalmente, só venha o mais rápido que puder! – Disse serio deixando claro que o assunto era importante. – Tem a ver com você, e com seu colar. – Sabia que aquilo era o suficiente para ela entender. Em menos de trinta minutos a morena bateu na porta da casa de Levi. Onde entrou e veio correndo ao meu encontro. Me encontrando de pé. Conversando animadamente com a família dela. –Eren... você... pode andar! — Disse me abraçando.
–Claro que posso! – Disse dando um sorriso maroto para ela. – Mas não é sobre isso que queria te contar. Está com seu colar? — Perguntei. E ela prontamente me entregou o mesmo, Marie fazendo o mesmo com o dela. Tratei de junta-los, eram uma peça única, se completavam.
–Meu pai mandou fazer esses colares para mim e para minha irmã. Ele disse que sempre estaríamos conectadas. – Marie disse fazendo todos na sala congelarem. Não esperava que ela contasse assim para Mikasa.
–Eu sei tia. Eu me lembro.- Mikasa disse com olhos chorosos. – Quando eu vi seu colar, de cor oposta ao meu, eu me lembrei de minha mãe... vocês são tão parecidas... tem o mesmo cheiro. Eu finalmente me lembro que eu sou. lembro quem vocês são! – Disse minha irmã, chorando. –Me perdoe não ter lembrado antes! — Marie abraçou Mikasa o mais forte que pode acalmando a mesma.
Então eu entendi que eu finalmente poderia ser feliz. Marie finalmente teria sua Yuki de volta. E Carla finalmente estava livre do passado. Nós finalmente seriamos felizes, juntos!
[1] Empregada
[2] Mestre
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