Lutte

22 Capitulo 22- ce sera?


Notas iniciais
Yo minna-san eu sei que prometi que não voltaria a demorar para postar, mas ultimamente eu estive meio que em depressão, uma pessoa que eu gosto muito me decepcionou demais... É isso meio que acabou comigo, mas isso não justifica eu ter demorado... Por isso Sorry, vou tentar postar direitinho, ou seja, um CHAP por semana. ^.^ Espero que gostem, jaja estamos chegando ao fim de Lutte *^*

Capítulo 22 — Será?


Algo me dizia que eu teria um dia longo e que ficaria muito, mas muito dolorido.... Mas eu não posso sair andando por aí. Pelo fato de ainda ter que fazer fisioterapia e por não poder deixar que saibam que eu já estou melhor. Se não a Carla pode exigir que eu more com ela! Visto que só posso morar com a Marie pelo período que estiver em tratamento. O que se depender de mim vai durar muito tempo.


Resolvi ligar pra Mika, já estava na hora de falar com ela. Ela deveria estar preocupada.
Esperei uns segundos até que a chamada completasse e a menina atendesse.
–alô? Quem é? — Ouvir a voz da minha irmã foi indescritivelmente reconfortante. Sempre pude contar com ela e, tê-la tão longe por tanto tempo estava me matando. — Oi Mika, sou eu o Eren! — Falei simples, esperando pela reação dela. Que foi instantânea

– EREN!!! QUE SAUDADES! Eu fui aí te ver, mas você e o Levi estavam.... Ocupados. — A menina ficou elétrica ao ouvir e reconhecer a minha voz. -Como assim ocupados? Quando foi isso? — Perguntei já ficando com as bochechas vermelhas. Ela não poderia ter vindo aqui bem naquela hora, não é?


–Bom.... Digamos que vocês estavam brincando de médico. Achei melhor não interromper. — mesmo Pelo telefone eu pude "ver" aquele sorriso demoníaco e debochado dela. Aquela carinha asiática satânica, que só ela sabe fazer. Nem preciso comentar que o meu queixo caiu e eu fiquei sem reação por uns 20 minutos. Totalmente em choque e querendo morrer devido a vergonha que eu estava sentindo.


–Oê Eren! O que está fazendo aí parado? — Ouvi a voz gentil do Levi bem alto atrás de mim. Não deu tempo de responder antes do comentário nada discreto da Mika. — Manda um oi para o meu cunhado mais lindo. — Como assim mais lindo? Que putaria era essa com o MEU Levi? Fique emputecido com o comentário e acabei esquecendo de negar que o Levi não era cunhado dela, bom.... Ainda não.


– Eren? Você está falando com a Mikasa? — Levi devia ler mentes, só pode, ele nem sequer tinha ouvido a voz da menina e já sabia com quem eu falava. Não respondi verbalmente. Só balancei a cabeça afirmando. — Mande um beijo para ela por mim. — Não precisei falar nada, afinal, a morena ouviu a fala do menor e disse que mandava outro.


–Ela mandou outro. — Eu disse simples ainda com o rosto vermelho que nem tomate. — Mika vou desligar, depois nos falamos. — Uns instantes antes de desligar o telefone ela comentou que viria me visitar ainda hoje. -Mika ainda tem aquele colar que era dos seus outros pais? — Mikasa nunca gostou muito de dizer que seus pais anteriores aos meus eram os verdadeiros, então sempre nos referimos a eles como outros pais.


– Tenho sim por que Eren? — Ouvi a voz dela vacilar por um segundo, o que quase me fez desistir. — Eu queria ver uma coisa nele. Quando você vier aqui pode trazê-lo? — A menina demorou um pouco, mas mesmo assim respondeu que sim. – Levo. Umas oito horas eu passo aí. — Ela não me deixou falar mais nada, simplesmente desligou.


–De que colar estava falando Eren? — A voz do Levi tão próxima de minha orelha me fez pular com o susto. Eu havia esquecido que o menor ainda estava aqui. — Um colar que a Mikasa tem desde que Carla adotou-a. — Por uma fração de segundos eu pude ver o choque nos olhos de Levi, ele parecia incrédulo. Algo havia mudado. Mas ele logo disfarçou. Deixando bem claro que eu não deveria perguntar. Ignorei o assunto, logo me dirigindo ao meu quarto. Mas sendo impedido pelo moreno.


– Quero que veja uma coisa Eren..., mas ninguém pode saber que estivemos lá! — O jeito como o menor falou me deixou ao mesmo tempo intrigado e amedrontado. O que poderia ser tão importante, que ninguém deveria saber que estivemos lá?


–Não vou falar nada para ninguém, prometo! — Disse sério, afinal, promessa é dívida. O menor me levou para um canto da casa que eu nunca tinha prestado atenção. Pude ver uma porta dupla, diferente das demais da casa, ela era de longe mais trabalhada. Mas o corredor parecia sujo, esquecido. -As empregadas não têm acesso à essa área da casa. Minha mãe não quer ninguém perambulando por aqui. — Ouvi o menor sussurrar enquanto empurrava a cadeira de rodas. Ele foi em direção à porta e na própria pegou em um dos entalhes uma chave, logo destrancando-a e voltando para empurrar a cadeira em direção ao interior da sala. Antes de entrarmos ele voltou a chave ao lugar.


– A porta tem tranca automática, mas não precisa de chave para ser aberta de dentro para fora.- ouvi a explicação do menor, me deixou um tanto quanto incomodado. O que queriam tanto esconder? A sala não parecia ter nada demais.... Tinha uma tonelada de poeira sobre tudo, parecia um quartinho da bagunça. Um daqueles que se guarda coisas velhas... Levi "estacionou" minha cadeira em um canto da sala e me ajudou a me pôr de pé, e andar. A cadeira deixaria muitas marcas e, seria incomoda em ralação a andar entre os objetos.


No centro havia uma mesa com uma caixa, que diferente do resto das coisas. Era visível que ela havia sido aberta a pouco tempo. Haviam marcas de dedos na tampa, evidenciando o fato. O menor colocou os dedos o melhor que pôde sobre os espaços já "limpos" e abriu a caixa, deixando exposto algo que me deixou sem fôlego.


Havia nela uma fotografia de uma família, até aí nada de anormal. Mas a mulher era igual a mãe de Levi.... Gerando dúvidas- Essa mulher ela...? — Não precisei terminar a frase para que o menor intendesse.

–Não, ela é minha tia. Irmã de minha mãe, seu nome é Amélia.- Ouvir o nome me fez ter um calafrio correndo pela espinha. Voltei minha atenção mais uma vez para a foto, e vi um homem alto, de traços orientais... E, então a vi. Ela... A minha irmã.
–Mikasa...- não percebi que tinha pensado alto. Quando me dei conta já era tarde. Levi tinha me escutado. Olhei para ele, e ele me olhava com os olhos arregalados e cheios d'água.

–Você acha que é a Mikasa na foto? — Ouvir sua voz tão trêmula e medrosa, tão frágil, me cortou o coração. Eu queria dizer que não. Mas como mentir para ele? Aquela era a Mikasa! Quando ela foi adotada ela usava esse mesmo cachecol. Tinha o mesmo cabelo comprido e sem corte, mas ela, diferente da foto, usava um colar.


–Quando a Mika foi adotada ela usava um cachecol vermelho e um colar de estrela, muito parecido com o da sua mãe. Nós nunca achamos os pais dela. Carla não queria que ela fosse embora. E a Mika não sabia nada sobre os pais.... Ela nem sabia quem era. — Conforme eu fui falando, minha ficha foi caindo. O pai de Mikasa era claramente oriental. Mas ela tinha traços ocidentais o que obrigava a ter uma família mista.... Ela sabia falar francês quando fora adotada, ela não tinha memória, ninguém sabia nada sobre ela. Quando Carla passou pela França ela adotou uma criança e nunca mais foi permitido a nós tocar no assunto. Isso a aborrecia. Isso evidenciava que Mikasa pertencia a outra família, que talvez alguém a procurasse.

–Eren... O que está dizendo.... Se.... Se isso for verdade, a Mikasa é minha prima... Mas... Mas a Yuki morreu.... Ela morreu no acidente de carro. — A confusão nos olhos do moreno me deixavam cada vez mais aflito. E se não fosse a Mikasa? Eu teria posto caraminholas na cabeça do Levi. O teria feito sofrer de novo. Mas e se fosse ela? E se a Mikasa finalmente tivesse achado a família dela?

Notas finais
Não esqueçam de dizer o que acharam, porque escritora já deprimida e sem leitores ou só com leitores fantasmas abandona fic... E do jeito que eu ando, carente, é bom vocês comentarem kkk Amo vocês ^.^