Lutte

21 Capítulo 21 - Ackermans


Notas iniciais
Yo minna-san! Como estão? Espero que bem :v Eu não revisei esse chap, Sorry por isso... Depois revisarei (um dia quem sabe), anyway... Espero que gostem porque esse foi de longe o mais trabalhoso CHAP dessa fic! Não sei se ficou muito claro... Mas por ter muitos acontecimentos de uma única vez, pode ser que vocês não entendam então me perguntem ok?! Kissus amo vocês, seus lindos!! ^3^

Capítulo 21 — Ackermans


Realmente ter visto aquela menina. A irmã do Eren. De uma forma ou de outra me lembra minha irmã, seus olhos. Mesmo frios e distantes são os mesmos de antigamente. Ela me lembra tanto minha querida criança.- Amélia.... Me perdoe por não a ter salvado. Me perdoe por não ter conseguido salvar a sua filha. — Deixei algumas lágrimas solitárias escorrerem pelo meu rosto como a muito eu não fazia.... Quanto tempo faz que eu não choro? Acho que desde que o Levi era uma criança. Sempre tentei parecer forte perante ele. Meu filho precisava de mim!


–Meu querido Levi.... Será que ainda tem pesadelos? — Fiquei olhando um ponto qualquer na parede até que minha atenção foi cativada por algo.... Por alguém.

–Marie, podemos conversar? — Era o Eren, de certa forma ele me conforta. Sei que posso confiar meu Levi a ele. — O que foi querido? — Perguntei esboçando um sorriso tranquilizador. — Por que está chorando Marie? — Meus olhos se arregalaram com a constatação do menor. Tinha me esquecido de que a pouco ainda chorava. -Isso.... Isso não foi nada Eren, não se preocupe. — Disse me forçando a ser simpática e forte. Não podia jogar minhas dores em um garoto que não tem nada a ver com a situação, não seria justo com ele.


– Me deixe te ajudar Marie.... Você já fez demais sozinha. — Fiquei em choque com as palavras do menor, simplesmente acenei positivamente com a cabeça, concedendo permissão as perguntas dele. — como eles morreram? — Não esperava uma pergunta tão direta, muito menos que ele soubesse do assunto. Pelo visto, meu Levi já consegue falar sobre isso. Sorri com essa constatação.


– Foi um acidente de carro, estávamos eu, o Levi, a minha sobrinha e meu cunhado. Chovia muito no dia, mas mesmo assim fomos em frente. Mas o carro bateu- Eu sentia meu peito ficando mais e mais pesado conforme eu contava o ocorrido para Eren. Nunca pensei que teria que contar o acidente para alguém que não fosse da família. — O carro entrou em chamas. Antes que eu pudesse fazer algo eu segui as ordens do meu cunhado e tirei as crianças do carro. Mas não consegui tirá-lo antes do carro explodir... — a essa altura minhas lágrimas já fluíam soltas. — Minha sobrinha Yuki, se soltou de mim e antes que o carro explodisse ela correu até o pai. Não consegui impedi-la. Eu a deixei morrer Eren. Foi tudo culpa minha, mais uma vez! — Eu já chorava compulsivamente. Me assustei ao sentir os braços do moreno me abraçando fortemente. Como quem quer proteger ao outro.


– Não foi sua culpa Marie! Ele correu sozinha! — O menor chorava comigo, mas sem parar de me consolar. — A Mikasa te lembra ela, não é? — A pergunta de Eren veio como um soco bem dado no meu estômago. Não esperava que ele me perguntasse isso. — Por que acha isso Eren? — Perguntei, mesmo já sabendo a resposta. Mas o Eren não tinha me visto conversando com a menina. — O rosto da Mikasa é peculiar. As pessoas geralmente a olham diferente e depois de conhece- lá a senhora ficou estranha. Imaginei que tivesse a ver com isso. — Gelei com a constatação do menor. Como ele conseguiu me ler tão facilmente? Ele não me conhece a tanto tempo.

– Foi. Ela me lembrou a Yuki. Os mesmos traços orientais do Kazuki, os mesmos olhos de Amélia. — Vi o corpo do menor ficando tenso.

– Amélia? Aquela Amélia? — Então ele percebeu...

–Eren, você tem que ir fazer os exercícios de fisioterapia! — Meu lindo filhinho entrou já dando ordens ao namorado. -Já vou Levi, estou conversando com a sua mãe! — O mais novo parecia irritado de ter que obedecer ao Levizinho e interromper nossa conversa. Que graças a Deus iria acabar. Ainda não era hora dele saber toda a verdade sobre a Carla.


–Pode ir querido! Levi não gosta de esperar- Não aguentei e tive que dar uma olhada sacana para ele. Convenhamos ele é namorado do meu bebe, tenho que irritá-lo ou não seria uma boa sogra. Aproveitei que o Levi levou o Eren consigo e fui em direção a minha sala dos tesouros onde eu sempre guardei tudo que me era mais precioso. Desde quadros até joias.


Passava pelos corredores apressada sem prestar muita atenção aos detalhes daquela casa que me era tão amada, desde que conheci Edgar minha vida mudou. Ele sempre me protegeu, desde o segundo em que nos encontramos naquele maldito hospital.... Mesmo quando o furei errado pela primeira vez... Ele me disse para ter calma e tentar novamente. Foi assim que nos conhecemos... Ele doente, com uma virose. E eu como enfermeira novata. Não éramos o casal mais normal, afinal, nobres não costumam casar com enfermeiras malsucedidas e, que os furam centenas de vezes errado.


Edgar deveria ser considerado um tipo de santo por ter me aguentado por uma semana inteira o furando errado.... Se não me engano, uma de suas veias estourou por eu usar uma agulha grande demais e pôr o medicamento estar gotejando rápido demais. Fiquei tão assustada aquele dia. principalmente quando seu braço inchou! Achei que o perderia. Doce ironia.... Enquanto eu morria de medo de que ele morresse por um erro meu, ele me cortejava e me cuidava. Homem louco!


Devaneei por um tempo indeterminado até finalmente chegar às largas e grossas portas de madeira polida e antiga que protegiam meus bens mais preciosos.... Abria-as dando de cara com uma sala não muito grande, mas que guardava muitos segredos e lembranças esquecidas pelo tempo. Me encaminhei até o meio da sala, onde havia uma pequena caixinha com uma foto... O retrato da minha Yuki. Ela sorria com seus lindos olhos puxados, tão escuros quanto seus cabelos, minha pequena criança era tão nova. Eu podia sentir minhas próprias lágrimas escorrendo por minhas bochechas. Faziam anos que eu não entrava nessa sala. Que não abria essa caixa.


Continuei olhando, mas dessa vez vendo uma mulher, da qual eu era uma cópia quase fiel.... Minha irmã mais velha. Amélia e seu marido, de traços orientais e tão diferentes quanto os da filha. Me perdi nas lembranças que aquela foto me trazia...

☆彡

–Marie, me prometa que cuidará da Yuki-chan! — Minha irmã me implorava em seu leito de morte, eu não podia fazer mais nada que não fosse concordar e prometer-lhe que o faria.


– Te prometo que cuidarei da Yuki, mesmo que minha vida dependa disso! — Disse com lágrimas nos olhos, vendo que Amélia finalmente poderia descansar em paz.... Ela tinha a minha palavra de que manteria sua filha sã e salva. Eu nunca tinha quebrado uma promessa! — Cuide dela Marie! Cuide...


Não pude ver suas veias estourando, mas o sangue que se alojou em sua testa deixando-a vermelha e inchada a ponto de quase estourar foi demais para mim, vê-la morrer me destruiu. Como eu cuidaria de duas crianças? Uma de meses de idade e outra com dois anos? Yuki era só uma criança com meses de vida, ela precisaria da mãe! Amélia não poderia morrer assim! Não a minha irmã! Não a menina que era a mais forte e corajosa que eu conhecia.... Não ela! Eu chorava pela perda dela.


–A criança está viva! — Quase tinha me esquecido da mulher que tinha dado entrada no mesmo dia que a Amélia, Carla. Seu filho tinha nascido morto, eu vi. A criança não respirava, não tinha pulso. — A criança está viva Marie!


Que criança? Impossível ser o filho de Carla! O mais rápido que pude eu corri.... Corri para saber se era a criança que eu tinha dado como morta. Meu choque ao ver aqueles olhos enormes e verdes me encarando enquanto chorava, ele queria sua mãe. Sabia que ela precisava dele. Peguei a criança no colo e corri o mais rápido que pude. Levei-o até a Carla. Mas já era tarde demais.... Seu coração tinha parado! Ela estava morrendo por minha causa! Eu tinha causado aquilo a ela!


– Precisamos de um transplante de coração agora! — Ouvi o médico gritar o mais alto que ele podia.... Não era assim simples conseguir um coração! A menos que...

Amélia!


–Minha irmã acabou de morrer de aneurisma! Seu coração ainda batia! Usem-no! Sou a única parente que assina pelo corpo. Dou a permissão! — Não tinha ideia de se o coração era compatível com o de Carla, mas ao menos poderíamos tentar! Minha irmã sempre disse que deixaria um testamento dizendo que seus órgãos deveriam ser doados para quem precisasse. Que seu cadáver deveria ser doado para uma universidade. Que ela queria ajudar alguém, mesmo se não pudesse estar com essa pessoa.


–Qual o tipo sanguíneo dela? — O médico dizia apressado já mandando trazerem o corpo de minha irmã.- A positivo! Um tipo raro de sangue e por isso difícil de encontrar... A paciente poderia não ser compatível com o coração.


– A paciente é AB negativo, temos 50 por cento de chance de conseguir salvá-la, ainda quer tentar senhorita? — O medido me perguntava como se eu fosse realmente negar a chance de salvar essa mulher. — Salve a paciente, por favor!


Não poderia operar, mesmo já sendo experiente, eu não era médica. Sou enfermeira, não posso fazer muito mais que aplicar remédios e ajudar com as cirurgias! Vi o corpo branco de minha irmã chegando à sala de operações onde Carla estava. — O coração ainda bate! — Ouvi uma das médicas assistentes dizer. Senti um enorme alívio por ouvir isso. — Temos que ser rápidos o coração não vai bater por muito mais tempo, no máximo por mais uns 10 minutos sem um cérebro para comandá-lo!


Dez minutos? Era esse tempo que garantiria a sobrevivência ou a morte da mulher na cama de cirurgia. Era isso que definiria meus futuros dias. Definiria se eu teria o peso da morte dela em meus ombros para o um mero erro idiota ou se eu poderia me redimir, salvando-a. Mandaram que eu me retirasse do local com a criança, eu tinha me esquecido do pequeno bebê. Ele não chorava mais, só observava a mãe desfalecendo na cama.


A retirada do coração demorou, precisaram manter o de Amélia com máquinas até que o de Carla fosse retirado e substituído. Fiquei temerosa pelas horas que se seguiram na adaptação da Carla. Ela tinha chances de não aceitar o coração. Foram necessárias várias bolsas de sangue, onde aos poucos fomos trocando seu sangue por A positivo e depois por AB negativo novamente. Foi de longe a cirurgia mais delicada que tivemos que fazer, levaram dias para que ela acordasse e finalmente visse seu bebê. Ela não acreditou que o menino era realmente seu filho, natimorto.


Ela gritava dizendo que seu filho, Eren, tinha nascido morto. Chorava e se contorcia. só se acalmava quando o cunhado vinha visitá-la no hospital. Só quando Grisha estava presente, Carla tinha paz. O homem cuidava do menino, o levou para casa e o batizou como Eren Jaeger. Foi Grisha quem assumiu a paternidade da criança...


☆彡


–Querida, não devia estar aqui.... Sabe o quão mal esse lugar lhe faz! — Podia ouvir a voz calorosa de meu queria Edgar. Senti seus braços ao meu redor me consolando mudamente. Me mantendo firme no lugar. Como ele sempre fez, nunca foram necessárias palavra para que eu soubesse que ele estaria lá por mim, onde quer que fosse.


–Eu sei meu amor..., mas eu precisava vir aqui! Precisava me lembrar com exatidão do rosto de Yuki! — Sabia que era injusto falar isso. Eu não tinha direito de lembrar do rosto de minha sobrinha, eu a tinha deixado morrer. Os deixei morrer, os três...


–Acha que a menina... A irmã do Eren pode ser ela? — Não esperava por essa pergunta. Isso era absurdo. O carro explodiu. A minha queria Yuki morreu naquele dia! — O carro explodiu Edgard, ela morreu naquele dia! — não queria ser grossa com ele, mas só assim eu não choraria e desmoronaria de vez. Não poderia fazê-lo recolar meus cacos, não era justo.


– Nunca acharam o corpo dela Marie... E se? — Ele me dizia com aquela voz doce, porém curiosa e esperançosa. Ele sempre achou que ela não tinha morrido, mas como isso era possível?


– Os legistas disseram que o corpo se desintegrou, lembra? — Sabia que não devia contrariá-lo, mas era melhor retirar o curativo de uma vez só, doeria menos.


–Também nunca acharam o DNA dela. Nem as cinzas! Marie, olhe o que está diante de seus olhos! Pergunte ao Eren se a Mikasa é adotada! Pergunte de onde ela veio! — As perguntas dele me deixaram mexida. Eu precisava ter as respostas para que só assim Edgard pudesse me dar paz, e aceitar que a Yuki morreu naquele dia.


– Eu perguntarei assim que o vir novamente! Prometo! — Faziam anos que eu não prometia nada. Doze anos para ser exata. Pude ver a sua cara de surpresa por eu ter prometido que perguntaria ao Eren. O restante do dia seria longo, até eu poder falar com o mais novo novamente.

Notas finais
O que acharam? Comentem amores! Preciso saber suas lindas opiniões pra ter como eu saber o que melhorar o que esclarecer direito! AMO VOXES SEUS LINDJUS!!!