Lupin
9 Cap. 7 – Lua Cheia
Uma semana havia passado igual um foguete, Lupin e Carlinhos começaram um relacionamento – não um namoro oficial – mas um relacionamento que beneficiava os dois, eles ainda não estavam prontos para se entregarem ao todo.
Hoje era uma tarde de sábado fria, enquanto os alunos se divertiam e aproveitava a folga, a matilha se preparava para uma longa semana de transformação. Eles estavam nesse momento no centro da floresta proibida, onde as arvores e raízes impediam qualquer um de se aproximar. Eles odiavam a idéia de ficarem lá, mas era por Remo que faziam aquilo.
A matilha estava acompanhada de Remo, Alvo, Carlinhos, Harry, Rony e Hermione — e como bagagem Alvo e Rose também — eles estavam se preparando para abrigarem na floresta cinco lobisomens. E não era uma coisa fácil.
Fizeram um circulo pela grande clareira que marcava o centro da floresta, ergueram a varinha para frente.
– erigere Parietem– e com o murmúrio das palavras uma muralha de pedra começou a se erguer a frente de todos formando um circulo fechado, a parede se ergueu a mais de cinco metros de altura, e assim que chegou ao tamanho certo, outros feitiços começaram. — Salvio Hexia, Abaffiato, Protego Totallum, Cave Inimicum, Protego Horribilis... — e assim se passaram uma hora.
– para que tantos feitiços? — perguntou Rony.
– temos que ter certeza — respondeu Lupin — apesar de nós nos controlarmos, não podemos garantir muita coisa.
O rapaz assentiu.
– esse feitiço, para criar a muralha. — começou Hermione. — nunca li sobre ele.
– porque é um feitiço criado por mamãe. — respondeu Seth.
– ela cria muitos feitiços. — disse Jack.
A noite já caia e o sol ia se pondo devagar, como se tentasse deixar esse momento tão lindo mais longo. O céu foi escurecendo e as estrelas aos poucos começaram a brilhar.
Lupin tocou a varinha na base da muralha e um portal se abriu. A matilha foi primeiro, deixando Leah, Lupin e Remo para trás.
– cuide bem dele. — disse Leah a alpha.
– sempre cuidei. — respondeu ela. – lembrem-se não ha como sairmos ate que o primeiro raio de sol toque a muralha.
Eles assentiram e juntos foram em direção ao portal.
– esperem. — disse Hermione, mas os dois já estavam com metade do corpo atravessados. — onde está Alvo e Rose?
Lupin e Remo se olharam e lançaram um olhar assustado para os outros. Ela não tinha o que fazer, eles devem ter entrado no centro da clareira sem que ninguém visse, e não tinha como eles saírem.
Ela olhou para o rosto de cada um ali.
– confiem em mim. — disse ela antes de puxar Remo para terminar a travessia.
Do outro lado eles encontraram Seth, Jack, Damon e os dois desaparecidos. Eles estavam assustados e olhavam em volta.
Lupin ia falar algo mais no mesmo estante Seth gritou.
– Mãe. — exclamou ele e apontou para o céu onde a lua já brilhava com toda força.
– corram. Vão para a outra extremidade da muralha. — gritou Lupin. — agora!
As crianças correram e na mesma hora o grito agonioso de Remo ecoou pelo espaço, suas roupas começaram a rasgar, e ele se curvou, o grito se transformando em um rosnado, seus olhos perderam o brilho e se tornaram âmbar e suas unhas começaram a se tornar garras, ele estava se transformando.
– agora. — disse Lupin.
Um uivo alto escapou das bocas deles ao mesmo tempo e seus olhos começaram a brilhar com o escuro, eles tombaram no chão e sentiram as mãos se tornarem garras e patas, outro uivo foi ouvido, seus rostos começaram a se transformar em um enorme focinho com grandes presas, e segundos depois estavam transformados.
Um lobo chumbo, um preto, um castanho, um azulado e um branco como a lua. Era fácil definir quem era quem. Remo respirou fundo e se virou certeiro na direção dos garotos a mais de 5 km ao longe encostados na muralha.
Ele correu, correu rápido em direção a elas, 4 km, 3 km, 2 km. Quando chegou a um quatro Lobisomens pararam a sua frente, eles eram grandes, e bem tratados, fortes, o branco era o maior deles, imponente e poderoso, o Alpha, perto de Remo, eles eram realeza, Remo por negligenciar seu lobo durante tantos anos se tornou pequeno, magro e fraco para a espécie.
Os quatro uivaram, e o lobo chumbo não teve opção, paço a paço ele foi para trás ate ficar a uma distancia dos outros.
Os quatro cercaram as duas crianças e se deitaram ao chão, como uma barricada impediriam qualquer um de passar.
Lupin os olhou e tentou passar segurança pelos olhos do lobo, ao que parece elas entenderam. Alvo olhou para a prima.
– vai dar tudo certo Rose. — disse ele.
Ela assentiu e juntos se sentaram no chão, ela encostou a cabeça no ombro dele que afagou os cachos dela.
Remo olhou aquilo e em forma de lobo, choramingou de dor, fraguimentos de uma manha rindo com os dois garotos invadiram sua mente com força, e ele se sentiu mal, ele estava retomando o controle da sua mente aos poucos. Ele forçou para manter essa lembrança na mente e conseguiu, seu lobo reconheceu com ele as crianças.
Lupin fez um aceno com sua cabeça, e aos poucos o lobo chumbo foi se juntando aos outros, se aconchegou próximo ao grande lobo branco, e assim a noite correu.
*
Do lado de fora da muralha duas mulheres choravam desesperadas por seus filhos.
– confiem nela. — disse Leah pela décima vez. — ela não deixara ninguém machucá-los.
Mas nada as reconfortava. Era doloroso pensar nisso, o medo de que algo acontecesse era grande demais, podiam confiar neles como humanos, mais lobisomens não sabem se controlar, isso é impossível. Era isso que Hermione pensava, ela já havia lido sobre isso que acreditava nos livros, e se Hermione acreditava Gina também.
Com dificuldade, conseguiram arrastá-las para o castelo, onde em desespero e preocupação a noite correu.
*
Lupin acordou com os primeiros raios de sol tocando ela e a muralha, com dificuldade se lembrou do que ocorrera na noite e olhou para o lado, todos ainda dormiam, as roupas rasgadas ainda caídas no mesmo lugar, do outro lado da clareira. Duas crianças deitadas, uma do lado da outra de forma desengonçada. Remo estava machucado, ela se lembrou de suas garras o acertando para pará-lo quando avançava nas crianças.
Ela suspirou.
Foi até Seth, Damon e Jack e os acordou.
– peguem Remo, tente não acordá-lo, ele não gostara... Disso. — disse Lupin olhando para o pai, nu e machucado no chão.
– Sim mãe. — disseram juntos.
Ela caminhou até os dois garotos.
– Alvo, Rose. — disse ela os acordando. — acordem, mas não abram os olhos. — disse ela assim que os viu se mexer.
– o que houve? — perguntou Rose de olhos fechados.
– esta tudo bem, vamos levá-los de volta agora. — disse ela.
– Damon, pegue Alvo no colo e não o deixe abrir os olhos. — Damon assentiu e pegou o garoto.
Lupin se abaixou e pegou Rose. E juntos eles marcharam até o outro lado da muralha. Seth entregou a varinha dos outros e Lupin conjurou um manto para o pai. Tocou na muralha e o portal se abriu revelando uma clareira clara pela luz do sol, todos que os ajudaram na noite anterior junto com Madame Pomfrey estavam lá em expectativa.
A matilha saiu da muralha.
– Alvo, Rose. — gritaram Hermione e Gina.
Lupin e Damon os colocaram no chão virados para os pais.
– Corram e não olhem para trás por nada. — disse Lupin.
E isso foi o que fizeram, eles correram e foram recebidos pelos braços da mãe.
– O que houve? — perguntou Harry olhando para Remo.
– ele se transformou e tentou atacar os garotos. — disse Jack.
– tivemos que intervir. — falou Damon.
– minhas garras o acertaram quando paramo-lo. — disse Lupin.
Dumbledore tomou iniciativa e começou a flutuá-lo, e junto com Pomfrey foram em direção ao castelo.
– agradeço. — disse Harry.
– não sei o que aconteceria sem vocês. — disse Rony.
– será que agora, podem... Não sei... — começou Carlinhos — é... Colocarem uma roupa?
Então todos notaram o que acontecia, três homens e uma mulher completamente nus falavam com eles, a preocupação era tanta que ninguém ligou para isso ate aquele momento.
– Pra que? — disse Lupin. — esta um clima tão fresco.
A matilha começou a rir e Leah conjurou quatro roupões negros e entregou a família.
Essa seria uma transformação que nunca esqueceriam. Lupin colocou o roupão, os potter's e os weasley's já tinham ido, ela olhou para Carlinhos que estava vermelho como os cabelos e que começou a achar uma flor muito interessante. Ela deu um sorriso radiante e foi em direção a ele, pegou sua mão e junto com os outros aparataram de volta ao castelo.
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