Lupin

8 Cap. 6 – Passeio a Hogsmead


A semana havia passado incrivelmente rápida, e as aulas de EMM eram dadas cada dia em um lugar diferente para o divertimento dos alunos. Próximo ao lago, no meio do corredor do quinto andar, na sala comunal de uma das casas que estava na aula – sendo decidida em sorteio. – Na sala precisa – que agora era de conhecimento de todos.

Nas tardes depois do almoço, todos os dias, Carlinhos e Laura se encontravam em algum lugar agradável do castelo, na floresta proibida, próximo ao salgueiro lutador... E lá passavam as horas do almoço e do tempo livre conversando, rindo e se conhecendo. E a cada dia eles viam o quão compatíveis eram eles eram perfeitos um para o outro, mas apesar de tudo Lupin fazia o Maximo para esconder o vinculo de companheirismo, que nada mais era que amor a primeira vista. Ela o queria por inteiro e porque ele gostará dela, e não por um vinculo de afeto criado pelo seu lobo. Mas a cada conversa ela via que ele também sentia a força do vinculo.

Alegria foi então, quando ele a convidou a acompanhá-lo para o passeio a Hogsmead para que ele a mostra-se o vilarejo. E ela sem nada espera, aceitou. E pulando de felicidade foi o seu dormitório, onde seus filhotes a receberam questionadores, enciumados, e um pouco divertidos.

Quando Lupin abriu os olhos na manha de domingo, estava claro demais, sua pele estava seca demais, e havia uma dor lacinante na parte de trás de sua cabeça.

A lua cheia estava próxima.

Só que esse fato a deixara se sentindo quase doente de desejo, Ela adorava a lua cheia.

Mas esse final de semana não se resumia nisso, e sim na incrível manha que esperava ter, ela sabia que parecia uma adolescente esperando o primeiro encontro, mas não conseguia se controlar, ela estava feliz e empolgada em encontrar com Carlinhos longe dos muros da escola.

Ela se levantou em um salto rápido e preciso da cama, e começou a procurar uma roupa para usar nesse dia. Passava as mão ágeis pelas peças no guarda-roupa, vertido preto, calça preta, saia preta, macacão preto... Isso, esse era perfeito.

Já tomada banho, ela se vestiu com um top preto e um macacão curto ate a coxa e de alcinha da mesma cor – mostrando suas tantas tatuagens nas pernas – colocou seu surrado coturno e saiu para o salão comunal onde a matilha a olhava divertidos.

– divirtas-se... – disse Damon.

– e não volte tarde. – disse Jack.

– Tchau filhotes. – disse ela dando um beijo na cabeça de cada um.

– Tchau mãe. – disseram juntos.

Ao sair pelo monumento de urso encontrou um ruivo sorridente baixo e forte, seu rosto era largo e bem-humorado, os braços eram musculosos; e em um deles havia uma grande e reluzente queimadura que pela blusa de manga curta preta ficava mais evidente. Ele estava encostado na parede de pedra, e usava uma calça preta e uma blusa no mesmo estilo, e um coturno de couro de Dragão, ele a olhou de cima a baixo com a boca levemente aberta.

– esta linda. – disse ele.

Ela corou e abaixou a cabeça envergonhada. Desde quando ela não se sentia assim? Ela tentava tanto bancar a forte e a inalcançável, ate conhecer Carlinhos, nunca havia corado ou se sentindo envergonhada com um sorriso, mas ele conseguia fazer isso – e muito mais – a ela.

– Obrigada. – respondeu ela. – você também.

E enlaçando seu braço ao dele saíram juntos para o vilarejo.

Eles riram e brincaram como seus alunos por lá, visitaram a dedos de mel, e Carlinhos descobriu que o gosto por chocolate de Laura Lupin conseguia bater o do pai. Juntos eles andaram e conversaram amenidades, nessa semana eles aprenderam e descobriram muito um sobre o outro e quase não tinham o que falar, mas era incrível como qualquer coisa fazia fluir um assunto leve e natural entre eles.

Em vários momentos eles se pegavam admirando o sorriso um do outro, eles simplesmente se perdiam em seus olhares e risadas, e isso só acarretava mais risos.

Carlinhos adorava a companhia da moça, nunca imaginara encontrar uma mulher como ela, linda, divertida, inteligente, e a cima de tudo que não tinha medo de sujar as mãos ou se machucar. Ela enfrentava o perigo de cara sem se preocupar com as cicatrizes ou com a unha quebrada no fim do dia.

Ele admirava isso, amava isso nela. Era como se ela tivesse sido feita especialmente para ele.

E Lupin não ficava para trás, ela achava Carlinhos mais que incrível. Ele era perfeito, não na beleza, mas em seu modo de ser. Ele era divertido, inteligente, e o melhor de tudo, não tinha medo de se machucar. Ela e seu lobo odiavam pensar nisso, mas era necessário saber que querendo ou não essa mania do ruivo de se meter com criaturas perigosas era preocupante, mas ela descobriu que ele não ligava, ele já foi arranhado por hipogrifo, queimado por um dragão, quase foi esmagado por outro dragão, e teve a perna quebrada por um rabo córneo – outro dragão – e ele contava isso rindo e com um sorriso divertido no rosto como se não fosse nada. Isso era para Lupin algo incrível e apaixonante, ele era a coragem de sua casa encarnada, e deixava seu lobo demasiadamente aliviado, ao saber que seu companheiro não teria medo dele.

O dia correu como um foguete e quando notaram o por do sol já estava surgindo no céu quando voltavam para o castelo.

– eu adorei o dia de hoje. – disse ela.

Eles já estavam parados em frente a entrada do salão comunal da matilha.

– eu também. – respondeu ele. – nunca me diverti tanto.

Ela sorriu ao ouvir isso, seu lobo se congratulando por saber que o ruivo estava feliz e que era por culpa dela.

– fico feliz por isso. – respondeu ela com um sorriso radiante no rosto.

Eles estavam próximos, perigosamente próximos, suas respirações juntas, seus olhos não se desviaram por um momento. Eles não percebiam mais a cada segundo se aproximavam mais e mais. A distancia já os estava incomodando, e Lupin assumindo de volta a coragem e atitude que sempre teve o puxou pela nuca acabando com os centímetros que os separavam.

As mãos grossas de Carlinhos deslizaram pela cintura fina de Lupin, ela parecia tão frágil, mas só parecia, ele a envolveu em um aperto quente e forte a juntando mais ao corpo, as mãos finas de Lupin foram aos cabelos do ruivo o enlaçando e o segurando em um beijo quente cheio de desejo e paixão. A quanto tempo ambos queria aquele contato que suas línguas travavam agora eles não sabiam, mas estavam felizes em finalmente conseguirem ele.

Minutos se passaram quando o maldito ar faltou forçando-os a se separar.

Ofegantes e ainda de olhos fechados gravando tal momento, eles ficaram até se acalmarem, e com um selinho se despediram. Palavras não eram necessárias ali, o sentimento, e os atos eram suficientes para os dois. E em uma despedida silenciosa, eles foram para seus quartos se dedicando ao mundo dos sonhos.