Lupin

4 Cap. 3 – Bem-Vindos a Hogwarts


01/set/2016

Uma semana havia se passado, e os lobos já conheciam cada canto da Londres trouxa e do Beco Diagonal. Conheceram Olivaras – o fabricante e varinhas dali. – e ele ficou demasiadamente alegre em poder ver de perto uma varinha fabricada no Brasil, mas com certeza ficou louco ao saber que tanto a varinha de Damon e Seth quanto à de Lupin eram feitas idênticas; varinha tirada da arvore de sabugueiro e núcleo com pena de Fênix, entalhada a mão, inflexível e resistente, a única coisa que diferenciava uma da outra era a aparência, mas o que surpreendeu Olivaras foi algo que não era comum para uma varinha feita por ele, as varinhas continham um segundo núcleo, pêlo de Lobisomem.

A Floreios e Borrões também não ficou de fora, os melhores livros de Magia e Bruxaria de Londres eles encontraram lá, mas Leah ficou extremamente desapontada com os livros de Poções que estavam incrivelmente atrasados com os do Brasil.

E Jack ficou indignado em saber o quanto os Lobisomens dali sofriam na transformação já que eles ainda não haviam descoberto uma evolução para a Poção Mata-Cão, ou uma forma de controlar a transformação. Disse que Lupin teria muito que ensinar, já que no Brasil sua Poção Lobo-Morto era o auge da descoberta para Lobisomens que não aceitavam sua condição. E seu salão de treino para lobisomens transformados era o mais famoso centro de pesquisa de Licântropia do mundo.

Mas Lupin não se preocupou com isso, sua mente viajou até seu pai e como ele vivia ali, ele que sempre odiou sua condição, devia viver inconsolável sabendo que toda lua cheia se transformaria, se ele tivesse escolhido ficar, hoje ele poderia ser grande, respeitado, aprenderia assim como a matilha a controlar sua mente para que eles continuem sendo eles mesmos na transformação, ou ate mesmo teria acesso a uma poção mais especializada. Ela tirou isso da mente, sabia que faltava pouco para encontrá-lo, horas na verdade.

– Todos prontos? – perguntou Lupin.

Eles iriam mais cedo para o castelo, não queriam atenção até que fosse o momento certo.

– só falta o Seth... – começou Damon.

– Já to aqui. – gritou Seth descendo as escadas do Caldeirão Furado.

– Então vamos. – disse Leah.

Lá fora Tom o dono do bar, segurava o Noite Bus para a matilha, era o meio mais rápido de chegar a escola.

– Agradecemos por tudo Tom. – disse Lupin.

– O que isso, voltem assim que precisarem. – disse o dono.

Lupin se abaixou e deu um beijo de cada lado da Bochecha de Tom e entrou no ônibus. Ele fechou rápido a porta e o ônibus acelerou saindo noite a fora.

– deixaremos vocês logo já que não tem mais ninguém aqui. – disse um homem na porta. – meu nome é Stuart Lamau, como disseram que se chamavam mesmo?

– Não dissemos. – disse Lupin dando as costas ao homem e se sentando junto dos outros.

A viajem seria longa e desconfortável com aquelas sacudidas bruscas.

*

Enquanto a matilha se aconchegava no Noite Bus, Remo esperava a esposa e o filho terminarem de se arrumar, iriam para a Toca e de lá todos iriam juntos para o castelo. Remo estava feliz, o conselho o havia chamado de volta para lecionar em Hogwarts, alguns pais não gostaram da idéia, mas conforme viram que Dumbledore não mudaria de idéia aceitaram. Ele iria voltar as suas aulas de DECAT, apesar de se achar um pouco velho com seus 56 anos, também retomaria as aulas de duelo.

Sabia pelo diretor que no baile dessa noite ele apresentaria a professora que daria a nova aula da escola Estudo do Mundo Mágico, só não entendia o porque de tanto mistério para anunciar o nome da moça em ultima hora.

– Estamos prontos. – disse Teddy descendo as escadas com a mãe hoje com os cabelos Loiros.

– Esta linda. – disse Remo.

– Obrigada. – disse Tonks segurando a mão do marido e aparatando.

A Toca estava lotada, com pessoas andando de um lado a outro calçando os sapatos, ou penteando o cabelo.

– Remo. Tonks. – disse Molly abrando os dois. – como vai o pequeno Teddy?

– não sou mais tão pequeno vovó. – disse o garoto abraçando a senhora ruiva.

– sim, sim. Fiquem a vontade. – disse ela se virando para subir as escadas gritando com Fred e George que haviam deixado as roupas de Percy rosa.

– nem parecem homens feitos. – ralhou ela.

– se divirta mamãe. – disseram os dois juntos.

– E Carlinhos, virá? – perguntou Gui para o pai.

– Há, sim. – concordou Arthur. – Ele disse que nos encontrara no castelo, ele tem uma surpresa.

– o que será? – perguntou Fleur.

– Não tenho nem idéia. – disse o senhor.

A bagunça reinava na casa, mas a felicidade deles também. Eram visivelmente a maior família de Londres, mas também a mais feliz. Era o primeiro ano das crianças, os Potter’s haviam tido seu primeiro filho Alvo Severo, Ronald e Hermione tiveram Rose e Percy adotou um garotinho de cabelos negros que havia perdido os pais para a guerra o nome do garoto era Jason. Teddy e Victorie os mais velhos dessa geração tinham se formado no ano passado.

A cada ano a família crescia, e a cada ano mais motivos de felicidade chegava. Enquanto se arrumavam e brincavam não tinham nem idéia de que muita coisa mudaria assim que chegassem no baile. E também não tinham idéia de quão bom seria essas mudanças na vida deles, pois a causa dessa mudança estava nesse momento desembarcando do ônibus andante e nem mesmo eles tinham idéia do quanto a vida de todos ali mudaria.

*

A matilha desceu do ônibus admirando a grandiosidade do castelo medieval, com lamparinas acesas traçando o caminho dos pouquíssimos convidados que chegavam, o lago era iluminado por uma lindo lua nova que aparecia agora no céu do crepúsculo.

Os convidados olhavam para eles de lado se perguntando como permitiam pessoas vestidas daquela forma em um baile, e a matilha ria dos convidados que passavam alisando os ternos ou levantando os vestidos para não arrastar no chão. Eles não ligavam, gostavam das roupas confortáveis que usavam sempre, as usuais roupas pretas e coturnos de couro que preenchiam noventa por cento de seus guarda-roupas.

Caminhavam pelas escadas e chão de pedras até que avistaram um senhor com uma longa veste azul celeste, uma barba branca e comprida que se confundia com seus cabelos. Era o diretor da escola que eles já haviam conhecido quando Lupin os trouxe para fazer a seleção e para dar a resposta do convite para lecionar ali.

– Que bom vê-los. – disse o diretor abrindo os braços para recebê-los.

– Dumbledore. – disse Lupin dando um beijo de cada lado nas bochechas do professor, o homem ao lado olhou aquilo com curiosidade.

– Esse é Horacio Slougorn, professor de poções. – apresentou o diretor.

– Prazer. – disseram todos e Lupin o cumprimento da mesma forma.

– Bom, com licença Horacio. – disse o diretor. – por aqui.

A matilha seguiu o diretor por longas escada ate uma sala ampla e mobilhada com peças simples e de cores neutras, estantes lotadas de livros estavam fixadas por toda a parede, puf’s verdes e amarelos no chão formavam um circulo junto com um sofá branco. Na parede se encontrava cinco portas de madeira polida, e de cada lado da lareira a estatua de um Bear rugindo dava um ar selvagem.

– as portas levam a seus quartos. – começou a explicar o diretor. – Tentei deixar o mais aconchegante possível.

– Obrigado diretor, esta perfeito, as cores de nossa casa na escola do Brasil. – disse Lupin.

– Que bom, fiquem a vontade o baile começara as nove, e os apresentarei junto com o discurso de boas vindas.

Eles assentiram e o diretor se foi.

– Pelo menos não teremos que ficar separados. – disse Jack a Leah que assentiu.

– Ou ter que aturar crianças tendo pesadelos. – disse Damon se jogando no sofá.

– esta tudo bem mãe? – perguntou Seth.

– estou pensando, será que fiz certo em vir? – disse Lupin.

– Porque? – perguntou Leah.

– é o que você sempre quis. – disse Damon.

– eu sei Filhotes, mas ele construiu uma vida, uma família aqui. – disse ela se sentando ao lado de Damon. – como vocês se sentiriam? Você Leah, uma mulher aparece do nada com o sobrenome de Jack e o chamando de pai.

– seria complicado, mas se ela ama realmente esse tal de Remo, dará a ele uma chance de explicar. E as pessoas lá embaixo? Bom, desde quanto a gente liga.

– é vocês tem razão. – concordou Lupin.

– claro que sim, faríamos o mesmo se você fosse embora sem avisar, iríamos atrás de você. – concordou Jack.

– é isso ai, somos uma matilha, um clã e uma família. – começou Seth.

– Nós somos cinco em um e um em cinco. – continuou Leah.

– Somos os Lupin’s. – falou Jack.

– Somos Lobisomens. –disse Damon.

– E não tememos nada, além da cura. – terminei.

E assim eles continuaram conversando e depois de um tempo Lupin se esqueceu de seu receio, eles estavam certos eram uma família, e Remo sempre fará parte daquela família uma noite eles juraram estar sempre juntos e era isso que Lupin estava fazendo indo ficar junto de seu pai.

*

Tempo se passou até que chegou a hora da matilha descer, os corredores estavam vazios e seguindo o som do grande salão eles andaram pelos corredores até encontrar a grande porta dourada ornamentada com o brasão de Hogwarts. As portas se abriram mas todos estavam com suas atenções no diretor.

– E agora, gostaria de dar os últimos avisos, esse ano o nosso Rubeo Hagrid estará tirando licença das aulas de Trato com criaturas Mágicas e em seu lugar estará entrando no corpo docente Carlos Weasley. – todos bateram palmas e uma família ruiva comemorava.

Lupin notou ser a mesma família do jornal.

– Este ano o castelo também receberá uma família inteira no castelo. Três alunos novos vindos do Brasil para terminar seu ultimo ano aqui e a matriarca da família como professora da nova matéria de Estudo do Mundo Mágico. Recebam com carinho a Família Lupin. – disse o diretor apontando para a matilha que caminhava ate o mesmo sem ligar para os comentários surpresos e curiosos dos convidados. – Sejam bem vindos.

– Obrigada diretor. – disseram todos juntos.

Lupin se virou e fitou cada rosto visível do salão, alguns já haviam voltado ao baile, e outros ainda os olhavam curiosos, a família de ruivos acompanhados por alguns morenos caminharam ate ficar de frente para a matilha. Lupin olhou cada um deles nos olhos até encontrar o olhar que mais sentiu falta, o olhar surpreso, carinhoso, amargurado e alegre, o olhar de seu pai.

Ele soltou a mão de Tonks e caminhou até ficar frente a frente de Lupin.

O olho da Alpha já estava marejado e ela segurava as lagrimas.

– Olá Papai.