Lupin

5 Cap. 4 – Os lados da moeda


Os olhos de ambos estavam marejados, Remo não conseguia acreditar no que via, e sua felicidade eram palpáveis. Sem ligar para mais nada e ninguém, ele se jogou em um abraço apertado na mulher a sua frente.

– filhote.

– pai, eu senti tanto sua falta, tanto. — agora Lupin já chorava.

Ela esperou tanto tempo por esse dia, o dia de ve-lo de novo e abraçá-lo. Eles não se importavam para a platéia que se formavam ao redor deles, eles choravam e se abraçavam juntos.

– será que dá para alguém me explicar?

Lupin levantou os olhos para ver quem falou e avistou um rapaz de cabelo azul e uma mulher de cabelos loiros que estavam a meio caminho de ficarem vermelhos.

Soltou-se de Remo e foi ate eles.

– vocês são Ninphadora e Teddy Lupin? — eles assentiram e sem nada falar Lupin se atirou a eles lhes dando um abraço. — obrigada por cuidar dele, obrigada mesmo. — disse ela dando beijo em cada bochecha dos dois.

– acho que um resumo seria apropriado. — disse alguém que Lupin reconheceu como o Potter.

– claro, venham todos vamos nos sentar. — disse uma senhora gorducha e ruiva.

– não queremos estragar a noite de vocês. — disse Lupin agora se recompondo e ficando ao lado do pai junto com a matilha.

Ela na queria atrapalhá-los, eles eram uma família e com certeza eles seriam intrusos entre eles.

– faço questão, eles vão saber sedo ou tarde. — disse Remo a ela.

E sem poderem recusar, caminharam juntos ate uma das maiores mesas e juntaram mais uma com magia e todos se sentaram. Todos menos dois rapazes, que mais pareciam crianças.

– não, eu vou sentar ao lado da mamãe. — disse Seth.

– sai pirralho eu vou sentar aqui. — devolveu Damon.

– os dois. — disse Lupin. — Damon do lado esquerdo e Seth do direito.

Eles se sentaram e deram língua um pro outro.

– vocês parecem crianças. — disse Jack rindo.

– e Damon, não chame seu irmão de pirralho. – Disse Lupin o repreendendo.

Damon fechou a cara, mas assentiu se calando.

– vamos às apresentações? – perguntou Lupin.

– claro. — disse Remo. — esses são os Potter's — começou apontando para um casal e um garoto. — Harry, Gina e Alvo.

– Prazer. — disse Lupin

– é bom vê-lo de novo. — disse Jack.

– esses são os Weasley. — apontou ele para o restante. — Arthur e Molly, Rony e Hermione e a filha Rose, Fred e George e a noiva Angelina, Gui e Fleur e a filha Victorie, Percy e o filho Jason, e Carlinhos.

Lupin olhou o rosto de cada um ate chegar a Carlinhos, foi ai que tudo parou, seu coração perdeu uma batida seus olhos procuraram o deles, era como se ela tivesse encontrado a parte que faltava dela, como se o mundo todo se resumisse a conseguir um único sorriso daquele homem. O rapaz tinha o mesmo físico dos gêmeos, mais baixo e mais forte do que Percy e Rony, que eram compridos e magros. Seu rosto era largo e bem-humorado, castigado pelo sol e tão sardento que quase parecia bronzeado; os braços eram musculosos; e em um deles havia uma grande e reluzente queimadura.

Ouviu um pigarro e olhou para o lado onde seu filho Jack sorria grandemente.

– é... Prazer. — disse Lupin. — é... Deixe apresentar minha família, esse é Seth Lupin, Jack Lupin e sua companheira Leah Lupin, e o outro é o Damon Lupin.

– perrdon, más não é um poco joven parra serr mãe de trres rapazes? — perguntou a garota Fleur.

Lupin riu gostosamente.

– tudo bem eu entendo. — disse ela. — todos eles são adotados. Jack e Leah chegaram a mim com 14 anos, eles já estavam juntos, não tinham para onde ir, onde nasceram sofriam preconceito, eu os entendia então os adotei, Seth chegou a mim antes, ele tinha nove anos o encontrei na floresta totalmente machucado, o curei e descobri que ele havia sido abandonado pelos pais, então o trouxe para a família. Eu já estava com Damon quando Seth chegou, Damon entrou para a família com 14 anos, ele não precisava ter ficado comigo tinha para onde ir, mas...

– mas eu preferi ficar, eu vi o quanto ela era sozinha. — respondeu Damon.

– e esta comigo desde então, às vezes acho que ele só ficou para me castigar pelo que fiz a ele.

– claro que sim, ninguém mandou fazer aquilo, agora para pagar terá que me aturar te chamando de mãe pro resto da vida. — disse ele rindo.

– nos a chamamos de mãe por admiração, — respondeu Jack — a conhecemos quando ela lutava pela causa dos Lobisomens no Brasil, ela tentava parar o preconceito.

– e conseguiu. — falou Leah. — ela foi incrível, hoje o Brasil é o pais mais misturado do mundo, ninguém liga para saber se é sangue puro ou mestiço, ou se é Lobisomem, lá se tornou o melhor lugar para eles levarem uma vida. – contou a garota.

Ninguém parecia notar, mas Remo a olhava com um orgulho que transbordava do rosto, ele nunca poderia pensar que aquela garotinha que ele encontrou em uma maca, se tornaria uma mulher forte com uma família linda.

– eu a chamo de mãe por respeito e carinho. — começou Damon. — ela poderia ter me abandonado da forma que me deixou e achou, não precisava me aturar ate hoje, mas aqui estamos nós, ela adquiriu meu respeito pela forma de levar a vida e meu carinho por estar ao nosso lado.

– e eu a chamo de mãe por amor e devoção. — disse Seth. — ela é minha heroína, e meu anjo da guarda.

Os olhos da mulher Lupin, já estavam marejados, ela nunca pensou que isso se tornasse real, seus filhotes e seu pai.

– espera. — disse a garota Hermione. — como você lutou e conseguiu essa igualdade.

– com muita luta por parte da mamãe, nos tornamos uma das famílias mais respeitadas e temidas do Brasil. – disse Damon.

– os Lupin's são conhecidos em todos os lugares lá. – continuou Leah.

– e como conseguiram isso? — perguntou Arthur visivelmente interessado.

– me tornei a chefe de Auror’s mais nova do mundo, assumindo o posto com dezenove anos. Tornei-me milionária com o meu trabalho e minhas pesquisas. E é claro somos a única matilha de Lobisomens do mundo. — disse ela sorrindo e fazendo todos engasgarem e tossissem.

Todos os olhavam com um misto de curiosidade, surpresa e susto. Remo a olhava sem entender o porquê de ela ter dito sobre isso, mas ficou feliz em ver que ela dizia sobre o assunto com um sorriso radiante no rosto.

– Temos orgulho do que somos. – disse Lupin dando de ombros.

– e você, também é? – perguntou Teddy se dirigindo a Leah.

– não, sou descendente de duas gerações, meu avo era e meu pai era. — disse Leah. — mas eu não herdei a parte da transformação. – disse ela rindo.

– Agora vão lá, façam a pergunta que tanto querem. — disse Damon.

– porque o chamou de pai? — Tonks havia se pronunciado pela primeira vez.

Todos dobraram a atenção na conversa, essa era a pergunta chave, todos queriam saber e entender o motivo dela ter o chamado de pai, e dele tê-la chamado de filhote.