Lumione - One Revenge Sweet - Twoshot
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Se vocês gostarem quem sabe eu termino e posto o resto.
“N/A: Finjam que a guerra acabou quando Hermione tinha 16 e agora ela tem 18 enquanto Lúcio tem 38.”
Furiosamente Hermione lançou todas as coisas de cima da sua mesa ao chão enquanto lágrimas de raiva e humilhação picavam em seus olhos.
Hermione rosnou por sob a respiração destruindo tudo que via pela frente, devastando seu escritório. Faíscas vermelhas saiam de sua varinha firmemente em sua mão direita, enquanto as lágrimas escorriam por seu rosto seu peito queimando em puro ódio e fúria.
Com outro giro rápido e mortal de sua varinha ela lançou diversas azarações e feitiços destrutivos em tudo a sua frente para por fim jogar-se em sua cadeira novamente enterrando a cabeça nas mãos e sucumbindo ao choro.
Ela nunca se sentira tão magoada e humilhada em toda a sua vida. Não quando foi chamada várias vezes de sangue ruim. Não quando Draco fez seus dentes crescerem enormemente no quarto ano. Não quando Ron a rejeitou, não quando foi torturada por Lestrange. Nem mesmo na batalha final onde fora insultada milhares de vezes... Não... Agora a dor e raiva era maior, porque a ferida era mais profunda.
Uma pequena batida na porta de sua sala soou aos seus ouvidos, mas ela não se incomodou em atender quem quer que fosse. Ela não se importava, a raiva e a humilhação a consumiam.
Pequenos soluços escaparam de seus lábios enquanto as lágrimas quentes escapavam por entre os seus dedos.
Quem quer que estivesse do outro lado da porta entendeu que ela não atenderia, mas não desistiu. Um segundo depois ela escutou a porta ser aberta e alguém prendendo a respiração surpreso pelo estado da sala.
Ela ouviu a porta ser fechada e logo em seguida passos em sua direção, e por fim ela sentiu braços quentes e fortes ao seu redor, ao mesmo tempo em que percebeu o aroma masculino e perfume caro bastante familiar.
A pessoa a puxou para um abraço e ela aceitou de bom grado enterrando o rosto no peito daquele que a confortava, deixando seu choro gradativamente aumentar.
A pessoa continuou ao seu lado acariciando seus cabelos sussurrando palavras de conforto enquanto pacientemente esperava que ela se acalmasse.
Algum tempo depois seu choro foi finalmente diminuindo até se transformar em pequenos soluços secos enquanto ela ainda se agarrava firmemente nele.
- Se sente melhor? – Perguntou ele em sua voz rouca, profunda e incrivelmente masculina. Ela costumava brincar dizendo que ele faria sexo por telefone de um forma espetacular. Ele é claro não entendia completamente a piada, sendo um sangue puro sem qualquer contato com o mundo trouxa como ele era, mas sempre retrucava dizendo que faria sexo espetacularmente de qualquer forma.
- Sim. – Sussurrou ela com a voz fraca ainda um pouco quebrada pelos soluços. – Obrigada...
- Não se preocupe em agradecer minha querida. Não me custou nada ajudá-la, além do mais, somos amigos e é para isso que servimos certo? – Falou ele tentando animá-la.
- É... – Respondeu sem convicção. – Eu achava que a família servia pra isso também... – Completou em um sussurro amargo só pra si mesma. Mas considerando que neste momento ela se encontrava em seu colo apertada contra seu peito, ele poderia escutar qualquer sussurro vindo dela.
- O que aconteceu? – Perguntou ele com cautela. Ela se afastou um pouco para olhá-lo nos olhos e o olhar de fúria, raiva, mágoa, traição, ódio e desejo de vingança em suas orbes âmbar o fez pensar que nunca, nunca mesmo iria querer ela irritada com ele. Ela não era considerada a bruxa mais brilhante da sua idade por nada.
Ela não falou nada apenas acenou sua varinha para o chão onde vários papéis e objetos destruídos estavam, e uma carta voou em sua direção. Ela pegou a carta estendendo a ele em silencio.
“Querida Hermione,
Olá querida, seu pai e eu esperamos que esteja indo bem no novo trabalho. Como está o novo apartamento? Já completou a mudança?
Em fim, eu e seu pai andamos conversamos ultimamente e nós pensamos que você tem uma reputação a zelar agora que já saiu da escola e está entrando na fase adulta. Ficamos muito felizes por alguém ter aceitado bondosamente lhe dar um emprego, mas desejo que você pudesse realmente ter mais orgulho da sua aparência. Você tem muito com o que trabalhar nisso, principalmente com o pouco que você tem, e nem eu nem seu pai queremos que você se torne uma solteirona cheia de livros e gatos.
Nós eventualmente iremos querer netos e como está agora estamos começando a achar que isso nunca vai acontecer... Então... A razão exata para que eu esteja escrevendo essa carta é que quero que você venha para casa passar o natal conosco este ano. Eu sei que você gostaria de ficar com seus amigos, mas acabamos de saber que suas primas, Liv e Cecília virão passar o natal com a gente e eu quero que você esteja aqui para passar algum tempo com elas, quem sabe elas serão capazes lhe dar algumas dicas de como se arrumar mais descentemente para quem sabe chamar atenção de alguns rapazes. Algumas dicas aqui e ali irão ajudar bastante, sinceramente andar tanto com rapazes tem lhe passado para um mal caminho, mas tenho certeza que um pouco de tempo passar um tempo com duas garotas de verdade como Liv e Cecília irão lhe fazer bem.
Eu já falei com as duas que gentilmente concordaram em fazer o melhor que podiam para pelo menos dar-lhe uma boa aparência e então quem sabe depois disso você consiga algum namorado, para nos dar alguns netos? Tenho certeza que com um pouco de ajuda você pode chamar atenção de alguém...
Vejo você no natal.
Amorosamente,
Sua Mãe.”
- Sua mãe? – Perguntou ele em uma voz fria apertando os lábios em uma linha firme de irritação pelo conteúdo da carta.
- Sim... – Sussurrou Hermione seu lábio inferior tremulando um pouco.
Ele a olhou por alguns instantes, a mãe de Hermione não via a filha que realmente tinha. Ela tinha belos e longos cabelos ondulados e sedosos em um loiro mel escuro, domados com o tempo. Seu corpo era curvilíneo, pequeno, na medida perfeita, com pernas roliças, barriga lisinha, seios fartos, traseiro notável, sua pele era pálida e leitosa, seu rosto era em uma forma delicada de coração, seu pequeno nariz fino e muitas vezes arrebitado, com pequenas quase invisíveis sardas adoráveis, olhos âmbar com contornos de um castanho bastante escuro quase negro, seus cílios longos e escuros delineavam suas orbes chamativas, suas maçãs do rosto altas, pequenas, delicadas e levemente rosadas passavam uma imagem ao mesmo tempo inocente e sensual. Seus lábios cheios e rosados prendiam sua atenção cada vez que ela falava alguma coisa, ou casualmente mordia o lábio por hábito.
Hermione era uma mulher linda, desejada por muitos homens, embora ela não saiba disso por não perceber o quão bela é. Na verdade tudo que ela precisa é livrar-se das roupas largas e passar um pouco de maquiagem, só para mostrar que sabe usar. Porque pra ele, ela era linda de todas as formas.
Já se faziam dois anos desde o final da guerra. Assim que a batalha terminou, ele foi mandado para Azkaban a espera do seu julgamento, enquanto ela ganhou uma oportunidade de emprego muito boa no ministério. Para a sua surpresa ela aceitou representá-lo na corte, atuando em sua defesa. Conseqüentemente isso os tornou mais perto, quando eles tiveram que passar horas conversando enquanto ele dizia seu lado da história, estando muitas vezes é claro, apenas por precaução sobre o efeito do Veritasserum.
A verdade é que ele entrou para os comensais quando era mais jovem por dois motivos. Seu pai o pressionava para isso, e por sua ambição pelo poder oferecido pelo Lord das Trevas. Ao longo do tempo ele foi percebendo que nem tudo era como ele pensava. Voldemort tratava-os como servos pessoais, como se ele fosse o rei, e quem não obedecesse seria punido. Ele então desviou seu objetivo de eliminar o ‘sangue sujo’ e os trouxas da sociedade bruxa, para destruir também tudo e todos que entrassem em seu caminho. Destruindo várias famílias sangue puro como os Mckinnon, Priuet, Bone... Mas ele não podia desistir mais porque Voldemort não tolerava traidores e nem desistentes. Voldemort ameaçava sua família, sua imagem... Tudo o que fosse vantagem, e ele se viu obrigado a continuar a ajudar Voldemort em sua busca sedenta de poder e vingança, numa causa em que ele não acreditava mais.
Ela acreditou nele quando ninguém mais tinha, ela o aceitou quando ninguém queria ajudá-lo. Ela conseguiu mantê-lo e seu filho e sua ex-esposa de Azkaban. Ele tinha seu emprego salvo no ministério por obra dela, e ele mudou bastante nos últimos dois anos, esquecendo muitos de seus preconceitos tornando-se um dos melhores amigos de Hermione Granger, uma nascida trouxa brilhante que o ajudara mais que qualquer um já tenha feito.
E lendo esta carta escrita pela própria mãe dela, contendo tantos insultos velados, ele tinha que fazer o seu melhor para segurar sua raiva dentro de si.
- Lúcio? – Hermione o chamou hesitante quando ele ficou tanto tempo sem dizer nada. Ela o olhou confusa pois conhecia o brilho maligno e muito Slytherin em seus olhos tempestuosos mais escuros que o normal, o que só queria dizer duas coisas. Ele estava com raiva ou está tramando algo. Naquele momento ela acreditava nos dois.
- Venha Hermione. Vamos tirar o dia de folga. – Falou ele levantando-a de seu colo jogando a carta como algo completamente insignificante em cima de sua mesa e com um floreio de sua varinha reorganizando a sala completamente. Com outro floreio as manchas de lagrimas no rosto dela desapareceram como se nunca tivessem existido.
- Mas...
- Não se incomode minha querida... Só perderemos tempo. Vamos. – E com isso ele saiu puxando-a para fora de casa.
[...]
- Compras? Porque você acha que isso vai me alegrar? – Perguntou Hermione olhando para as diversas lojas e boutiques de roupas, sapatos, jóias, salões de beleza, em fim, um shopping mágico ao seu redor.
- Vamos lá Hermione, eu sei que você não é uma consumista como Narcisa era, mas... Bem, eu decidi que você vai para o natal com a sua família. – Falou ele gesticulando com uma mão sinalizando impaciência culta, enquanto a outra mão ainda estava firmemente entrelaçada com a dela.
Hermione arqueou uma sobrancelha para ele o olhando incrédulo.
- Você decidiu? – Perguntou sarcasticamente parando de caminhar.
- Sim, sim, olha, você é bonita. Muito bonita, suas roupas largas e a sua falta de preocupação com maquiagem, penteados trabalhados e tudo o mais, é o que faz as pessoas não verem o quão bela você realmente é. Eu vejo isso e quero que você fique mais maravilhosa do que já é, e quero que você vá para o natal na sua casa com seu novo visual, mostrar para todos, toda a sua beleza. – Falou ele presunçosamente. Ela o olhou como se ele acabasse de anunciar que era gay e seu namorado era Arthur Weasley.
- Eu não vou. – Declarou ela simplesmente.
- Vamos lá Hermione, eu sei que você está chateada, e quer se vingar por isso. Qual a melhor forma do que isso? Considere isso o meu presente de natal pra você. – Disse ele e antes que ela protestasse, ele completou. – Ou considere isso o seu presente de natal pra mim. – Ela o olhou apertando os olhos sem poder argumentar completamente até que ela suspirou assentindo em desistência.
- Mas eu vou ajudar a pagar as compras! – Disse ela em um tom de voz mandão o fazendo rir.
Ele a levou primeiramente em uma loja de vestidos, a fazendo provar inúmeras peças para que ele avaliasse e decidisse o melhor. No final eles saíram de lá com apenas cinco vestidos.
Ele então a levou para uma loja de sapatos, então uma loja de jóias, uma loja de roupas para todas as ocasiões, uma loja de Lingerie, e por fim um salão de beleza.
A cada momento de distração dela, ele mandava os vendedores mandarem a conta para o seu cofre sem se preocupar em mexer com o dela chantageando-os é claro para não dizer nada a ela.
No final, Hermione tinha um guarda roupas novo, inúmeros sapatos, diversas jóias, e um visual novo. Ele fez questão de obrigá-la a jogar fora todas as peças antigas de seu antigo guarda roupa, cuidando ele mesmo em queimando todas elas como garantia de que ela não usaria nenhuma delas mais.
Ele então a levou para um shopping trouxa para a surpresa dela. Ele nunca tinha estado num, mas sua atitude não demonstrava isso. Ele mostrava-se firme em seus gostos, embora muitas vezes tenha ficado curioso com os artefatos trouxas.
Ele a levou a diversas lojas comprando tudo que achava que ela precisava roupas, sapatos, maquiagem, perfumes, jóias, etc. Eles visitaram lojas como Gucci, Versace, M.A.C., Armani, Prada, Saks, Hot Topic, Garage, Siren, Charlotte Ross, Victoria Secret’s, La Senza Lingerie, La Magnifique Bijoux, Channel, Sears, Zellers, Walmart, Staples entre diversas outras.
Horas depois ela tinha outro guarda roupa, este em roupas trouxas, sapatos, jóias, lingeries, e diversos outros itens todos muito sofisticados e caros. Para finalizar a noite ele a levou para o restaurante mais bem visto do mundo bruxo, localizado na França, onde ele deu-lhe diversas dicas de como se portar quando chegasse na casa de seus pais.
[...]
- Esse foi um dia longo... – Disse Hermione sonolentamente.
- Sim... – Respondeu Lúcio lentamente, o sono e o cansaço começando a fazer efeito sobre ele também.
Hermione bocejou com a cabeça encostada no peito de Lúcio enquanto ambos assistiam a um filme trouxa no apartamento dela. Muitos pensariam nessa cena como bizarra. Lúcio Malfoy e Hermione Granger num apartamento no beco diagonal assistindo pacificamente um filme trouxa.
Outros, como Ron, teria um ataque ao vê-los assim, numa posição semelhante a um par romântico. Mas eles eram amigos. E o fato de que ela deitava-se contra o peito dele era por mero cansaço e sono depois de um dia cansativo. Ou pelo menos era o que ambos repetiam em suas mentes.
Depois que ela o convenceu que a televisão não falava com ele, ou podia matá-lo ou machucá-lo de alguma forma, ambos passavam horas assistindo filmes em seu apartamento, e tornou-se quase como um hábito para ela recostar-se contra o peito dele enquanto assistia.
Nenhum deles nunca aprofundando seus pensamentos sobre essa comodidade que construíram juntos. Era apenas assim que se tornou com o tempo, uma amizade fácil e forte.
Quem poderia pensar. Lúcio Malfoy sangue puro, ex-Sonserino, ex-Comensal da Morte, aristocrata arrogante como um grande amigo de Hermione Granger, nascida trouxa, ex-Grifinória, Ex-Membro da Ordem da Fênix, Bruxa mais brilhante da sua idade e melhor amiga do menino que sobreviveu.
Foi realmente um impacto para a sociedade bruxa acreditar que eles conviviam pacificamente, se eles soubessem que a amizade era muito mais profunda que isso... Seria um enorme escândalo, da qual Rita Skeeter não deixaria de se aproveitar.
- Obrigado. – Ela falou de repente.
- Pelo que? – Ele perguntou baixando a cabeça para olhá-la nos olhos.
- Por me ajudar hoje. Me consolar. Eu realmente me diverti bastante. E me distraí sobre os acontecimentos anteriores... – Explicou.
- Você não tem que agradecer. Você fez muito mais pra mim. Se não fosse a sua ajuda, eu estaria apodrecendo em Akzaban, e provavelmente Draco e Narcisa também. – Falou ele lembrando-se da ex-mulhere do filho. Narcisa tinha viajado para férias prolongadas na itália, enquanto Draco casou-se com Astória Greengrass tornando-se auror.
Ela sorriu sonolentamente para ele bocejando novamente em seguida ela soltou um espirro subitamente.
Ele riu da sua expressão excessivamente confusa a comparando com um gatinho pequeno, muito adorável. Não que ele nunca admitiria que achasse filhotes agradáveis. Não... Isso acabaria com a sua reputação de durão... Ele riu por dentro, somente ela sabia desse ‘fraco’ dele. Tanto que em seu aniversário ela o dera um gato filhote completamente branco como substituição do seu familiar que tinha falecido há anos.
Ele a olhou novamente saindo de seus devaneios e um sorriso pintou em seus lábios ao perceber que ela pegara no sono, seu corpo pequeno aconchegada em seu peito. Admirou-a em seu sono, sem muita vontade de perturbá-la ou tirá-la de seus braços. Poucos minutos depois ele adormeceu com os braços firmemente apertados ao redor da mulher em seu colo.
[...]
Os dias se passaram rapidamente desde que Hermione e Lúcio adormeceram juntos no sofá do apartamento dela. Curiosamente isso pareceu desencadear reações estranhas nos dois. Hermione estava mais propensa a perder a fala, ou ser mais distraída na presença de Lúcio, corando inúmeras vezes durante uma conversa normal com ele, enquanto a cada toque seu coração acelerava.
Lúcio tinha uma reação similar, Embora seu nível de distração seja engraçado aos olhos dos outros, principalmente à Draco, Narcisa e Severo, visto que Hermione não parecia notar completamente que ele passara de completamente equilibrado para propenso a desastres em sua presença. Draco ainda ri toda vez que o vê, lembrando-se de quando ele caiu ao não olhar exatamente onde sentava enquanto observava Hermione. Ele não gaguejava durante as conversas e ainda tinha muito assunto, embora distraía-se observando-a várias vezes perdendo-se na conversa. E com muito esforço ele evitava como o diabo evita a cruz, ser pego corando perto dela. Ele era um homem adulto e experiente pelo amor de Merlin! Não um adolescente com os hormônios flor da pele que corava por tudo.
Sempre que havia algum toque entre eles, mesmo um mero roçar dos dedos, um tipo de descarga elétrica passava por ele e minutos depois do toque ele ainda podia sentir o local onde sua pele tocara aquecido.
Lúcio não entendia o que estava acontecendo com ele, nunca sentira-se assim com ninguém. Nem mesmo em seu primeiro beijo ou relação sexual. Nem mesmo em seu casamento com Narcisa.
Hermione não entendia seu comportamento estranho perto de Lúcio mais do que ele entendia o seu próprio. Ela nunca sentira-se desta forma, não com Viktor e não com Ron, inferno ele lhe causava mais reação com um olhar do que Ron tinha conseguido com sexo.
Agora, ela teria que deixar para pensar sobre seus sentimentos com Lúcio para depois, desde que ela estava a caminho da casa de seus pais, para passar o natal lá, como Lúcio insistira que ela fizesse. Ele fez questão de vesti-la para a ocasião. O que a fez corar bastante quando ele escolheu até mesmo uma lingerie para que ela vestisse.
Por fim ela colocou uma lingerie de seda branca rendado com vários laços com pequenas pedrinhas de cristal decorando a parte de cima comprado na Victória Secret’s. Um vestido branco com um decote arredondado, que mostrava o suficiente para perceber que ela tinha um bom busto para usar com o vestido justo, deixando ainda muito à imaginação. Na parte de cima, que cobria os seios, uma camada de renda cobria o tecido branco do vestido. Abaixo de seus seios o vestido ajustava-se um pouco mais moldando perfeitamente suas curvas de dar inveja em qualquer uma, na parte da frente o vestido terminava no meio de suas coxas crescendo até um pouco abaixo dos joelhos na parte traseira, esse vestido era uma peça única, feita por um estilista francês muito famoso, feito especialmente para Hermione no mês passado, Lúcio tinha garantido que o modelo do vestido tinha sido anunciado nas redes sociais trouxas apenas dois dias antes de sua viagem para a casa de seus pais, assim teria tempo de sua mãe e primas saberem sobre o vestido feito sob encomenda para uma mulher misteriosa, que ninguém conhecia, ainda.
Nos pés ela usava um sapato marrom bastante claro, de salto alto, feito de veludo, com pequenas correntes de ouro na parte de trás do salto, onde incrustados no ouro, pequenas pedrinhas de diamante brilhavam a cada passo que ela dava, sapatos estes comprados na Prada modelo único assim como o vestido, fora também anunciado na Tv juntamente com o vestido, sem revelar o comprador.
Suas unhas pintadas em um vermelho profundamente escuro eram um contraste contra sua pele pálida e sua roupa clara.
Combinando com os saltos ela usava uma pequena bolsa dourada da Gucci, com pequenos diamantes na parte da frente da bolsa, passando por cima da costura lateral da bolsa. Em ouro puro, com pequenos diamantes incrustados, estava escrito artisticamente Hermione. Na verdade o nome do modelo da bolsa foi batizado de ‘Hermione’ desde que a peça também fora encomendada por Lúcio especialmente por ela. Lúcio garantiu que nenhum modelo a mais de nenhuma das peças fossem feitas com todos os criadores.
Sua maquiagem preto esfumaçado nas laterais das pálpebras, sombra cor de pele na parte restante, com um pouco de iluminador para dar ênfase em seus olhos âmbar.
Seus cabelos agora definitivamente em longos fios castanhos escuros levemente ondulados, com pequenas luzes na cor original. Seus lábios cheios delineados por um fraco, mas marcante batom rosa, em sua com um óculos da Armani e seu malão (transfigurado em uma mala trouxa) em uma cor profunda de verde bastante escuro com seu nome cravejado em diamantes bem pequenos na lateral da mala.
Ela usava um perfume da Channel, de uma coleção limitada e muito cara da marca, que tinha um leve aroma floral, e um tom fraco de morangos.
Para completar seu visual perfeito, ela usava uma pulseira de prata com pequenas esmeraldas na mesma. No pescoço um delicado cordão que se olhado bem de perto era o brasão da família Malfoy, presente dado por Draco, que afirmara que já a considerava da família, desde que ela passava tanto tempo na mansão com Lúcio ou ele passava em seu apartamento, que era quase como se eles morassem juntos. A insinuação fez Lúcio remexer-se desconfortável olhando para todo lugar menos para Hermione que corava fortemente para as palavras do Malfoy mais novo, que como o pai, não era tão terrível.
Hermione achara o colar lindo, portanto ao superar a vergonha, decidira usá-lo, corando toda vez que alguém a olhava reconhecendo o brasão da família Malfoy, embora Lúcio a ensinara a evitar parecer tão tímida e envergonhada por fora, ela ainda se sentia assim, mesmo sabendo disfarçar muito bem, exceto perto dele.
Hermione pessoalmente não se reconhecera ao olhar para o espelho, mas concordara com Lúcio quando ele disse que ela estava magnífica. A mulher que ela via no espelho parecia completamente diferente do que ela via todos os dias.
Ela parecia linda e Confiante. O etíope da mulher perfeita, Lúcio descrevera. Inteligente e bonita.
Balançando a cabeça para livrar-se do rubor ao pensar nos elogios do Loiro, Hermione levantou-se de sua cabine no trem. Pegara um trem perto do caldeirão furado para a estação de King’s Cross, onde seus pais e suas primas a pegariam, suas primas provavelmente achavam que ela ainda estava no colégio interno particular e muito seletivo no interior da Irlanda, visto que seus pais não tinham como explicar que ela trabalhava no Ministério da Magia de Londres.
Seu trem então finalmente parou e ela desembarcou puxando suas bagagens pelas rodinhas, olhando ao redor a procura de seus pais ou suas primas.
Depois de alguns minutos procurando, ela estava prestes a desistir quando seu celular, que Lúcio fez questão de trocar seu modelo simples para um de uma marca muito cara com pequenos diamantes verdadeiros ornamentados na carcaça, tocou anunciando uma chamada de sua mãe.
- Olá mamãe. – Falou Hermione forçando um tom gentil como sempre dirigia-se a sua mãe antes, embora houvesse um toque de arrogância e condescendência em seu tom não percebido por sua mãe. Ela tinha pegado esse tom de Lúcio, que falava a maioria do tempo desta forma.
- Olá Querida, eu liguei para avisar que infelizmente não vamos poder ir buscá-la veja, eu estou muito ocupada em casa e seu pai ainda não chegou do trabalho, as meninas ainda não sabem dirigir então... Será que você poderia vir de taxi? Não seria muito esforço... – Hermione podia ouvir algumas risadinhas de suas primas do outro lado da linha, mas ignorou, assim como o tom menos do que amigável de sua mãe.
- Tudo bem. Nos encontramos mais tarde. – Respondeu Hermione, mas sua mãe já havia desligado o telefone sem esperar uma resposta.
Hermione guardou o celular em sua bolsa olhando confusa ao redor ao ver várias pessoas olhando para ela, algumas mulheres até tiravam fotos com câmeras ou celulares... Ela olhou para si tentando achar uma falha em sua aparência, mas não achou nada, então decidiu ignorar caminhou para a saída da estação ignorando as pessoas, só para encontrar a inúmeros repórteres e fotógrafos, que para o seu espanto entraram em alvoroço quando a viram. Todos falando ao mesmo tempo, fazendo perguntas, tirando fotos, o que a deixava desorientada sem entender nada do que falavam. Ela então avistou um taxi parado a alguns metros de onde estava e abaixando os óculos escuros ela correu para o taxi, tentando entender o porquê de ter aquelas pessoas atrás de si.
Ela indicou o endereço ao motorista pedindo-o para não deixar-se ser seguido, apenas no caso. Momentos depois de sua partida, com sua mala já acomodada no porta malas. Seu celular tocou outra vez indicando novamente uma chamada de sua mãe.
- OH MEU DEUS! Hermione você viu? – Gritou sua mãe do outro lado da linha.
- Hã? – Perguntou ela confusa.
- Droga eu queria ter visto ela! – falou sua mãe em um tom emburrado.
- Ela? – Perguntou novamente ainda mais confusa.
- Uma modelo misteriosa que encomendou diversas roupas das lojas mais caras, modelos exclusivos! Feitos somente para ela, há dias está um mistério no mundo da moda sobre quem tinha comprado as peças e agora mesmo apareceu na Televisão a modelo usando as um dos modelos encomendados! E ela estava na mesma estação que você estava! Ela pegou um taxi, o que eu não entendo é porque pegar um trem e um taxi quando se pode ter qualquer carro que ela quiser... – Hermione arregalou minimamente os olhos fazendo algumas ligações sobre o que ocorrera na estação e a ligação de sua mãe.
- Hm... Interessante. – Falou ela parecendo quase sem interesse. Enquanto um sorriso malicioso formava-se em seu rosto.
- Eu estou louca para saber quem ela é! Deve namorar um cara bem rico e bonito, somente pela aparência... Não revelaram o nome dela! Mas eu tenho certeza que eles vão descobrir... – Tagarelou sua mãe novamente.
- Certo, mamãe... Eu estarei em casa em pouco tempo. – Falou ela encerrando a chamada enquanto aumentava seu sorriso. Ela não tinha idéia de que sua aparência teria tanto impacto ao aparecer no mundo trouxa. Mas tinha certeza de que tinha o dedo de Lúcio nisso tudo. Ele parecia muito animado hoje mais cedo enquanto a vestia, com um brilho quase maléfico em seus olhos.
Uma meia hora depois ela pediu para o taxi estacionar na casa, quase mansão, visto que este era um bairro nobre de Londres, em frente a de seus pais, observando o carro de seu pai na garagem, ela sabia muito bem que seu pai não estava no trabalho como sua mãe tinha dito, porque ela mandava cartas mais regulares ao seu pai e sabia muito bem seu cronograma de serviço, mas resolveu deixar isso de lado. Por enquanto.
Ela desceu do carro ainda sorrindo, baixando o óculos cobrindo seus olhos e esperou pacientemente o motorista pegar sua mala. Sorrindo ainda mais quando ouviu uma comoção na ‘quase mansão’ de seus pais, pequenos gritinhos finos e estridentes.
Hermione agradeceu ao taxi, pagando-lhe a viagem em seguida virou-se caminhando confiante, atravessando a rua e o jardim simples da casa de seus pais, batendo educadamente na porta. Risos foram escutados, em seguida passos e a porta foi aberta por Liv. Vestida em um short curtíssimo de malha rosa, com uma t-shirt rosa mostrando um pouco da barriga, evidenciando seus seios siliconados. Seus cabelos loiros muito obviamente tingidos, e seus olhos azuis pálidos que pareciam ser a única coisa real nela.
Ela arregalou os olhos olhando Hermione em puro choque e inveja antes de gritar sem reconhecê-la.
- OH MEU DEUS! É A MODELO DA TV! – Sua mãe e Cecília correram para a porta imediatamente paralisando chocadas olhando para Hermione em reverencia. Jane Granger parecia mais uma adolescente hormonal contemplando seu maior ídolo do que uma mulher de quase quarenta anos, casada e mãe. Os olhares de inveja eram evidente nas três. Um gosto amargo de raiva se instalou na parte de trás de sua boca ao perceber que sua mãe não a reconhecera.
- Hã... Você deve estar perdida... Oh Meu Deus que colar lindo! Onde você comprou? São originais? – Gritou Jane quase pulando.
- É de família. – Hermione Falou em um tom frio e levemente arrogante, agora bem evidente em sua voz. Principalmente pelo modo que olhava para as três, da mesma forma que Lúcio olhava para quem considerava inferior. – E sim. São originais. Todas elas. Desde as jóias aos sapatos e os óculos. – Falou ainda mais fria vendo que mesmo falando diretamente com ela, Jane não a reconhecera.
As três a olharam em admiração estúpida, e Hermione começava a ficar irritada. Até que seu pai aparecera atrás de Jane e Cecília parecendo confuso. Ele abriu a boca para perguntar algo à esposa, mas seus olhos se arregalaram ao ver Hermione. Em seguida ele abriu um largo sorriso caminhando para a frente e a abraçando, para o choque total das três mulheres atrás dele.
- Hermione! – Exclamou ele a abraçando fortemente.
— Papai! – Ela riu genuinamente enquanto ele a girava no ar em seu abraço.
- Você está linda querida. – Ele falou sorrindo para ela. – Venha, vamos entrar, e deixa que eu levo sua mala. Deve estar pesada. Pensei que não viria... Estava com tanta saudades da sua companhia... Falta uma conversa inteligente nessa casa sem você por perto... – Ele Confessou rindo, enquanto pegava a mala e a guiou para dentro.
- Olá Livianne. Cecília. Jane. – Falou Hermione em um tom levemente condescendente, menos animado do que o que cumprimentara seu pai, quando passou pelas três paralisadas de olhos arregalados, bocas escancarados, parecendo incrivelmente chocadas e incrédulas. Seu pai olhou levemente curioso pelo fato dela ter chamado sua mãe pelo nome, mas não questionou.
Ela passou direto pelas três praticamente as ignorando, conversando com seu pai, ele falava um pouco sobre o trabalho, leitura e perguntava sobre ela. Ambos sempre se deram bem. E sempre foram muito parecidos, seja na aparência, ou nos gostos.
Hermione na verdade herdara apenas o cabelo espesso e os dentes levemente grandes de sua mãe, mas graças a Merlin os dentes foram concertados anos atrás e seu cabelo agora estava permanentemente domado.
Seu pai a guiou para um quarto diferente do seu habitual, desculpando-se por sua mãe ter colocado uma das gêmeas em seu antigo quarto, e colocado-a em um consideravelmente menor. Hermione deu de ombros não mostrando o quanto a rejeição de sua mãe a machucava, e aceitou o quarto fazendo imediatamente alguns reparos e aumentando o tamanho com magia, desde que era maior de idade ela podia fazer magia no mundo trouxa, sem ser rastreada, é claro contando que ela não revelasse sobre o mundo dos bruxos para os trouxas exceto seus pais.
Ela não desfez a mala, não via motivos para se preocupar em personalizar o quarto de hospedes dos seus pais desde que nem morava ali. Só ficaria por duas semanas, até dois dias depois do ano novo e finalmente poderia ir embora.
Lançando um feitiço de privacidade em seu quarto que impedia qualquer um além dela de entrar, ela respirou fundo guardando os óculos e saiu do quarto para enfrentar sua mãe e suas primas. Pelo menos seu pai estaria lá...
[...]
Liv, Cecília, Jane e Richard, estavam na sala. As mulheres cochichando entre si, enquanto o pai de Hermione parecia desconfortável. No momento em que ela desceu as três calaram-se imediatamente olhando-a com inveja e antipatia embora Jane disfarçou correndo para Hermione e a abraçando.
- Querida! Que saudades! Onde conseguiu todas essas roupas e jóias? Será que arranjou um namorado? Você lembra-se de suas primas? Cecília e Liv! Vocês eram grandes amigas em sua infância, elas não estão tão bonitas? Você nem as cumprimentou adequadamente! Onde está a educação que eu te dei? Você... – Jane continuava a tagarelar enquanto Hermione a olhava sem nenhuma emoção além do tédio. Sua mente vagava nas diversas ironias ditas por Jane. Hermione e as gêmeas peitudas nunca foram amigas, odiavam-se quando criança porque Hermione sempre fora mais inteligente e as duas não conseguiam acompanhá-la. E até onde Hermione sabia seu pai fora quem a educara. Sua mãe sempre esteve ocupada de mais sendo uma adolescente na menopausa.
Hermione pegara o habito de ler com seu pai, e se tornara uma ‘sabe-tudo’ passando horas na biblioteca de casa enquanto sua mãe estava ocupada e seu pai estava trabalhando.
Richard percebendo o que Hermione não prestava atenção ao que Jane falava, chamou Hermione para uma conversa inteligente ignorando as outras três na sala que não tinham intelecto para acompanhar a conversa.
Pouco tempo depois as três mulheres, Liv, Cecília e Jane saíram para o shopping, em compras atrasadas de natal, nenhuma delas se preocupando em convidar Richard, que não gostava de shoppings, ou Hermione, que não se incomodou em pedir para ir, ou mesmo mostrou o quão chateada com a constante rejeição de Jane ela estava.
- Hermione? – Seu pai a chamou preocupadamente percebendo-a perdida em pensamentos.
- Sim papai. – Respondeu ela com um sorriso fraco.
- O que houve entre você e sua mãe? Quer dizer vocês nunca foram melhores amigas, mas... Bem você nunca a chamou pelo nome em vez de mãe ou mamãe... Jane também anda estranha... Conte-me o que houve. – Pediu ele suavemente.
- Hmmm... Não é nada papai... – Hermione tentou disfarçar o nervosismo.
- Não minta para mim Hermione Jean Granger, não é a toa que sou seu pai, eu conheço você muito bem. – Falou ele em um tom severo e preocupado. Ela suspirou pensando em uma resposta boa o suficiente.
- É que... Ela apenas fala sem pensar sabe... Algumas coisas pesam mais que as outras... Além do mais, ela está muito animada com a presença das gêmeas, as três são parecidas e gostam de coisas que eu não me importo o suficiente. Eu prefiro ler a compras e eu prefiro conversar com você do que falar de moda com Ja... Mamãe. – Hermione não sabia exatamente como explicar que sua mãe a tinha humilhado em uma carta, e a rejeitado para as primas peitudas que usam silicone.
Seu pai a encarou com intensidade, e ela sabia que ele não deixou-se enganar, ele sabia que ainda tinha mais na história, mas entendia que por agora ela não estava aberta a falar sobre o assunto.
[...]
Os dias foram se passando, e a estadia de Hermione na casa dos Granger ficava mais insuportáveis. As gêmeas decidiram que ela ou tinha dado o ‘golpe’ em alguém rico, ou que seu chefe ‘velho, feio, careca, gordo, rico e pervertido’ tinha comprado os presentes para ela em troca de uma noite com Hermione.
Elas passaram a jogar indiretas e comentários sarcásticos e cruéis para Hermione, falando que ela nunca deixaria de ser a rata da biblioteca chata que sempre foi, ou que nunca conseguiria um namorado tão bom quanto os delas. Que por sinal, nunca ao menos ligaram para as duas durante todo o tempo em que elas estavam na casa dos Granger.
As duas pintaram Hermione como uma prostituta barata, decidindo que a única forma dela conseguir tantas coisas caras. O pior de tudo era que Jane preferia acreditar nas gêmeas a acreditar em Hermione, que dissera ganhar realmente os presentes, de um amigo, em agradecimento por ela tê-lo defendido no tribunal Irlandês, desde que as gêmeas pensavam que ela era advogada.
Richard observava toda a tensão entre suas sobrinhas e esposa e a sua filha se reunir cada vez mais grossa. Mesmo que Hermione sempre parecesse indiferente aos comentários ácidos, ele percebia o quanto aquilo a afetava. E, portanto afetava a ele também. Sua raiva contra as sobrinhas e sua esposa aumentava cada vez mais, mas desde que Hermione não parecia querer nenhum escândalo ele resolveu apenas tentar apaziguar os dois lados.
Ele não exatamente ouvia o que as gêmeas pensavam de Hermione, ou que Jane as apoiava nisso. Ele só pensava que a tensão se devia a indelicadeza de Jane em escolher abertamente a companhia das sobrinhas ao invés da filha. Nunca passou-lhe pela mente a idéia do que realmente as três falavam.
[...]
“Querido Lúcio,
Como vai o feriado? Espero que bem... Mande um abraço a todos aí por mim, sim?
Sei que deve estar curioso, desde que eu mal mandei cartas a você desde que cheguei aqui, mas as coisas estão um pouco difíceis, e eu não posso exatamente usar uma coruja em plena luz do dia ou mesmo à noite visto que Jane e as peitudas (Liv e Cecília) passam horas fofocando, e esquecem o horário ficando acordadas até tarde.
Em fim, as reações delas foi tudo o que você achou que seria... Elas não me reconheceram, embora meu pai tenha, e na frente delas, que pensavam que eu era um tipo de modelo famosa perdida no bairro. As três ficaram chocadas ao descobrirem que eu era a tal modelo. Isso, seus rostos invejosos para as roupas e jóias que eu uso a cada dia, e a companhia do meu pai, tem feito meu feriado melhor. Embora a inveja das três seja extremamente desconfortante.
As gêmeas parecem pensar que eu seja algum tipo de prostituta, e que as roupas, jóias e tudo mais são presentes de alguém ‘velho, feio, careca, gordo, rico e pervertido’ provavelmente meu chefe ou algum milionário cego, que me pagou para dormir com ele... O mais irritante é que Jane parece acreditar nelas ao invés de mim.
Elas não sabem o quanto estão erradas sobre quem me deu os presentes, embora. Eu falei apenas uma vez, e apenas meu pai acreditou que era de um ‘amigo que queria agradecer por eu tê-lo defendido no tribunal’ ou algo assim. Jane diz que ‘Sua carreira ainda é jovem, você não pode ter conseguido nada assim logo no começo, provavelmente Liv e Cecília estão certas sobre os presentes...”
Outro dia nós fomos a um parque, por insistência do meu pai, e alguns homens tentaram flertar comigo, enquanto eu os ignorava com um livro e as Gêmeas praticamente se jogavam para eles por serem ricos. Houve um momento em que eu me distraí deixando o livro cair e um senhor de uns sessenta anos, parecendo podre de rico apanhou para mim, e imediatamente as duas começaram a insinuar que eu já tinha meu próximo ‘cliente’ com Jane concordando.
Eu acho que esse foi o ponto em que eu mais me enfureci, e cheguei realmente perto de lançar uma azaração nas três... Um Crucio provavelmente... Não... Algo pior... Deixá-las carecas e estourar o silicone nos peitos das três... Elas ficariam horrorizadas...
Em fim, Papai já percebeu a tensão, mas nem imagina o que realmente se passa... Embora eu ache que ele tem uma idéia de que a tensão é mais funda do que parece, e ele continua irritando-se mais e mais com as três, o que é estranho porque eu só o vi irritado uma vez que foi quando eles recuperaram as memórias sobre mim, depois da guerra...
Fora tudo isso, eu me divirto vendo as três se roerem ao ver-me usando as coisas que você me deu, é realmente engraçado as suas reações a cada roupa, sapato, jóia ou bolsa diferente que eu uso... Eu realmente tenho muito o que agradecer a você por isso... Mas ainda estou super ansiosa para que o feriado acabe e eu possa me livrar delas, por mais que perderei a companhia do meu pai, eu prefiro ficar longe das três malignas...
Acho que já falei de mais sobre mim, conte-me como anda seu feriado? Narcisa já voltou da Itália? E Draco já está em casa com Astória depois de mais uma lua de mel? Você não ficou realmente todo o tempo sozinho não é Sr Lúcio Abraxas Malfoy! Não se deve passar os feriados sozinho!
Bem, espero que tenha gostado do meu presente, Feliz Natal (Novamente) E Feliz ano novo antecipado.
Atenciosamente,
Hermione Granger”
Lúcio olhou para a carta em suas mãos com uma meia carranca e um meio sorriso no rosto. Não gostava da situação em que Hermione se encontrava com a família, principalmente a parte em que suas primas acham que ela é uma prostituta e sua mãe concorda.
Sua carranca se aprofundou ainda mais ao lembrar desse detalhe. Sua mente trabalhando furiosamente em várias idéias de torturar as três ‘malignas’ de um modo bem doloroso, até que uma idéia floresceu em sua mente trazendo lentamente um sorriso maldoso aos seus lábios enquanto ele tomava uma decisão.
[...]
“Minha Querida Hermione,
O feriado foi estimulante, embora sua companhia faça falta aqui na mansão. Os outros mandar um abraço também, não que eles admitiram isso em voz alta...
Fico satisfeito ao saber que a reação de sua mãe e primas tenha sido tão humorística e continuo a afirmar que você terá que me mostrar a memória da ocasião.
Quanto as suposições das três é exatamente o que você disse. Inveja. Elas vêem o quão perfeita você é e desde que não podem ser como você usam sua ‘dor de cotovelo’ para falar mal de você.
Entendo que esteja bastante abalada com isso, mas lembre-se você é melhor. A bruxa mais inteligente e linda desde Rowena Ravenclawn, não se rebaixe por pessoas invejosas, por mais que sejam de sua família.
Pelo que você me disse sobre elas, é realmente irônico que tenham criado uma imagem de você que reflete a delas mesmas...
Em fim, respondendo suas perguntas, sim Narcisa já voltou da Itália, e está passando o feriado aqui na mansão comigo, Draco e Astória que voltaram da lua de Mel embora a lua de mel ainda não tenha saído deles... Tive que criar alas de silencio ao redor do quarto dos dois para pelo menos conseguir dormir...
Bem, eu tenho uma surpresa para você. Mas eu não vou dizer o que é, você vai saber o que é em pouco tempo, somente uma dica, você vai precisas das suas ótimas habilidades de atuação com isso...
Atenciosamente,
Lúcio Malfoy”
Hermione franziu o cenho ao terminar de ler a carta, que surpresa seria essa?
Mil idéias de possíveis surpresas preparadas por ele passaram por sua mente, sendo descartadas tão rapidamente quanto apareciam, cada uma mais absurda que a outra.
- HERMIONE QUERIDA, DESÇA PARA O JANTAR! – Seu pai gritou do andar de baixo fazendo-a pular com o susto, se acalmando um pouco ela gritou de volta.
- JÁ ESTOU INDO PAPAI! – Ela guardou a carta dento do seu malão e deu uma olhada em suas roupas. Ela usava um short jeans com as bainhas dobradas para fora dando um ar moderno e diminuindo o tamanho, uma meia calça preta rasgada, por conta de que fazia um pouco de frio, embora ela havia posto um feitiço de temperatura em suas roupas, mas seria estranho se todos parecessem com frio menos ela. Sapatilhas pretas com vários detalhes na parte da frente com pequenas pedras de ônix ornamentando os laços da sapatilha. Algumas pulseiras de prata como argolas no pulso esquerdo e uma pulseira de pérolas brancas, negras e cinzentas no pulso direito, presas juntas com uma fita preta com bolinhas brancas em forma de laço e um anel de prata com uma pequena pedra de rubi na mão esquerda. Uma blusa tomara que caia cinza claro, com renda branca marcando abaixo do busto e no vão entre os seios. Um colete preto sem mangas, o cordão com o símbolo dos Malfoy, uma maquiagem clara nos olhos com um batom vermelho nos lábios, suas unhas atualmente pintadas em vermelho sangue numa cor muito semelhante a que pintava seus lábios, faziam contraste com sua pele translúcida. Seus cabelos estavam presos em um coque desarrumado ao qual ela não se importou em arrumar, pois lhe dava um ar desleixado e belo.
Sorriu satisfeita por ter conseguido se vestir sozinha mais uma vez sem a ajuda de Lúcio, e desceu as escadas com uma expressão indiferente como fazia sempre quando estava na presença de sua mãe e primas.
- Você está linda querida. – Seu pai falou ao vê-la. Ele sempre falava isso ao vê-la, o que sempre a fazia sorrir.
- Obrigado papai. Você também. – Falou sorrindo para ele. Escutou sua mãe e suas primas bufarem em uníssono, o que a levou a pensar que seu pai nunca dizia isso, para nenhuma das três, a única vez que ela vira ele elogiar as três foi quando Jane pediu diretamente a ele o que ele achava das novas roupas que ela e as garotas tinham comprado. Seu pai mal tinha erguido os olhos do jornal que lia e respondeu em uma voz distraída “Vocês olham agradáveis”, Jane tinha bufado irritada, o que piorou quando Hermione entrou na sala um segundo seguinte e seu pai imediatamente tirara os olhos do jornal sorrindo para ela e dizendo o quanto ela estava linda.
Richard educadamente puxou a cadeira para a filha que sorriu ainda mais agradecendo o gesto, ele então sentou-se na ponta da mesa do lado mais perto de Hermione e isso deu início ao jantar.
- Então Hermione querida... – Liv falou com excessiva doçura. – Eu estou curiosa sobre uma coisa... – Hermione levantou uma única sobrancelha num gesto muito ‘Malfoy’ que indicava arrogância, e olhou para a prima em espera. – Antes você disse que esse era um colar de família... Não nos lembramos desse brasão... E se fosse mesmo de família nós certamente já teríamos um desses... – Falou ela apontando para si mesma e sua irmã.
- É certamente de família Livianne, mas eu não me lembro de dizer que era da família Granger. – Falou Hermione condescende, em um tom quase seco.
- Oh, então quem foi que lhe deu? – Jane perguntou em um tom que quase gritava que ela não entendia porque alguém daria um cordão com o brasão da própria família, ainda mais uma jóia como aquela para Hermione. – Foi aquele menino... Humm Henry? Harph? Hurny?
- Harry. – Richard interrompeu em uma voz fria antes que Hermione o fizesse.
- Oh sim, Harry? Foi ele quem lhe deu querida? Vocês eram colegas na escola não é? – Jane falou como se não acreditasse realmente que fosse Harry ou qualquer garoto que tenha dado um presente assim para Hermione, na verdade seu tom indicava que ela mal acreditava que Harry era seu colega, e certamente não achava que ele poderia ser algo mais, como ela vinha deixando claro ultimamente, Jane não acreditava que Hermione podia conseguir um namorado.
- Não. Não foi o Harry. E sim, nós éramos melhores amigos na escola, e ainda somos. – Falou Hermione em um tom quase cortante, enquanto tentava evitar sentir-se magoada. Todo o desprezo e acidez que ela teve que suportar nos últimos dias estavam ficando cada vez piores e isso estava levando suas emoções a um tipo de bolha de raiva, ódio, mágoa, tristeza e frieza, que ameaçava explodir a qualquer momento. De todas as emoções a mágoa e a raiva eram maiores, ela só não conseguia entender como sua mãe se tornara aquela pessoa desprezível que ela observava. E todo o desdém em sua direção, mesmo que não aparentasse estava machucando-a profundamente. Provavelmente se seu pai não estivesse ali, ela apenas teria pegado suas coisas e dado o fora dali o mais rápido possível, mas por ele, ela suportaria mais um pouco. Ela nunca tinha muito tempo para passar com ele e não seria aquelas três que estragariam tudo.
O jantar transcorreu com uma fina camada de tensão na sala enquanto Liv, Cecília e Jane continuavam a tagarelar ofendendo Hermione a qualquer oportunidade. Richard apertava os talheres com tanta força que Hermione continuava a esperar que a qualquer momento os talheres se partissem, embora era impossível desde que as louças eram feitas de prata.
A paciência de Hermione ia se esgotando a cada comentário feito pelas três, seu humor não era dos melhores naquele dia, e ela não queria fazer uma cena ou ser mal educada embora certamente as três mereciam. Então quando Jane insinuou pela terceira vez em cinco minutos que “certas pessoas não são boas em arranjar namorado, porque nenhum homem gosta de mulheres interesseiras e fáceis” Hermione pediu licença ao seu pai e levantou-se deixando sua comida quase intocada, caminhando rigidamente para a sala de estar e ligando a televisão em um canal qualquer procurando se distrair de sua raiva e mágoa, e evitando a vontade imensa de azarar as três mulheres na sala ao lado.
Richard olhou com raiva para a esposa ao ver a filha saindo da sala.
- Isso foi desnecessário e ignorante Jane. Você devia aprender a se comportar melhor como a mulher adulta que você supostamente deveria ser e não uma criança mimada e invejosa. Vocês duas também devem aprender a serem educadas, principalmente quando se trata de Hermione. Devo lembrar que essa ainda é a minha casa e aquela ainda é a minha filha. – Falou em uma voz baixa e fria, com ameaça contida enquanto as três ignoravam seu tom intimidante.
- Não seja tolo Richard. Nós nos comportamos como perfeitas damas! Não podemos fazer nada se Hermione entende o que não deve da nossa conversa. E se ela entendeu é porque se identificou, e para a sua informação essa casa também é minha, e você não pode mandar nem a mim nem as meninas saírem porque eu tenho tanto direito nela quando você! – Falou em uma voz birrenta e desafiante.
- Isso não seria verídico se houver divórcio envolvido na história. Se eu decidir agir sobre isso Jane, você não sairá dessa casa com mais do que a roupa do corpo. – Jane olhou escandalizada para o que o marido falou.
- Você está louco? – Ela praticamente gritou. – Você não pode fazer nada disso, ainda mais depois de vinte anos de casamento! Tudo isso por causa de uma adolescente ofendida? – Exclamou ela se levantando indignada.
- Eu estou perfeitamente são Jane. E eu posso fazer isso se eu quiser, desde que você assinou a clausura que afirma que em caso de separação você só tem direito ao que você arranjou com o seu dinheiro, o que quer dizer que você não tem direito nem a roupa do corpo porque tudo isso foi comprado com o meu dinheiro desde que você é mimada de mais para arranjar um emprego. E Hermione não é mais uma adolescente, ela é uma mulher, bonita, educada e inteligente, como você deveria ser! E sim eu faria isso por ela, portanto, não me tente! – Richard esbravejou se levantando com uma expressão de raiva no rosto.
Jane olhou para o lugar onde ele desapareceu boquiaberta. Ele não só tinha dito que cogitada a idéia de divórcio no qual ela não sairia com nenhum de seus bens, mas havia praticamente gritado que ela não só era mal educada, burra e feia!
Liv e Cecília estavam chocadas assim como a sua tia, mas ambas rapidamente mudaram isso para desprezo em relação a Hermione e se levantaram abraçando Jane.
- Não fique assim tia. É a idiota da Hermione que está fazendo a mente dele. – Cecília falou.
- É isso mesmo, ele adora o chão que você pisa, ela está com inveja disso e decidiu manipulá-lo contra você. – Liv concordou.
- Exatamente. Ela apenas está com inveja que o Tio Richard ama tanto nós três e decidiu que iria colocá-lo contra nós. Ela quer que ele ame só ela, que ache só ela bonita! Mas isso é mentira! Por isso que ela arranjou todas essas roupas e jóias que eu aposto que são falsas, para impressioná-lo. Vamos lá tia Jane, não vamos deixar que ela ganhe não é? Somos melhores, mais bonitas e mais inteligentes! Ela só está ciumenta porque podemos arranjar homens bonitos e ricos para nós enquanto ela não arranja nem um feio e pobre! – Cecília falou convincentemente enquanto acariciava as costas de Jane, que tinha um brilho de raiva nos olhos, que crescia a cada palavra das duas. Por fim Jane assentiu recompondo-se e as três marcharam praticamente desfilando para a sala onde Hermione e Richard assistiam TV.
Jane sentou-se ao lado de Richard no sofá e crispou os lábios quando ele fez uma careta para o seu gesto. As gêmeas sentaram-se do outro lado de Jane olhando com raiva e inveja para Hermione, que as ignorava firmemente.
- Olha só tia Jane! Estão falando dos dez homens mais bonitos do mundo! – Cecília bateu palmas animadamente apontando para a TV.
Jane assentiu se aproximando um pouco mais de Richard que fez outra careta. Muito lentamente ela se inclinou para encostar a cabeça em seu ombro, e no ultimo momento Richard se levantou sentando-se ao lado de Hermione que sorriu colocando a cabeça em seu colo onde ele imediatamente começou a acariciar os cabelos da filha carinhosamente.
Jane bufou depois de ter caído de cara no sofá onde Richard estava um momento antes e lançou um olhar de ódio para Hermione, voltando a sentar normalmente.
Ela se virou para assistir Televisão vendo a lista dos 10 homens mais bonitos do mundo.
- Jamie Dornan! OMG! Aquele homem é um Deus Grego! – Cecília Gritou animada apontando para as fotos na TV.
- Com certeza Ceci! Esse cabelo loiro e olhos cinzas... Ahh... –Suspirou Liv.
- Eu também adoro um loiro Liv! Principalmente se tiver olhos cinzentos e for bem rico... – Falou Cecília dando risadinhas.
Hermione reprimiu o sorriso para a ironia. Lúcio era lindo, tinha cabelos loiros sedosos e olhos cinzentos, e era muito, mas muito rico... Se as duas vissem ele teriam um ataque cardíaco...
- Jensen Akles, MEU DEUS QUE HOMEM LINDO! Por que ele casou com aquela baranga e não comigo? – Cecília gritou terminando em um muxoxo.
- Concordo gêmea, nós somos muito mais bonitas... – Liv disse arrogantemente. Jane assentiu dando risadinhas enquanto Hermione e Richard rolavam discretamente os olhos.
- Orlando Bloom... Eu adoro assistir piratas do caribe só pra ver esse homem Lindo! Ele e o Johnny Depp são dois deuses em pele de homem! – Cecília disse ofegante. Jane e Liv assentiram freneticamente.
- Tyson Ballou... Hm... Ele é aquele modelo da Armani não é? — Jane perguntou olhando desejosamente para as fotos que apareciam na TV.
-Sim. Esse homem é o sonho de consumo de todas as mulheres... Pena que tem namorada... Uma tal de Asheley Greene horrorosa... Eu sou muito mais bonita! – Liv disse com um biquinho.
(N/A: Nada contra a Ash, mas eu coloquei o nome da primeira famosa que me viu a mente, assim como a lista foi criada por mim)
- Tom Welling Delicious! Um verdadeiro Superman! Esse merece um lugar na minha lista de namorados... – Cecília disse em um acesso de risadinhas acompanhada por Jane e Liv.
- Taylor Hanson... Ai minha vista... Preciso de um colírio desses para a minha saúde... – Hermione e Richard franziram o cenho sem realmente compreender o comentário de Jane, e ambos rolaram os olhos em uníssono, decidindo que não queriam realmente entender.
- Paul Wesley... Esses músculos... Hm... Pena que ele está namorando aquela sem sal... Se eu quisesse ele seria louquinho por mim... – Liv comentou se abanando com as mãos com um sorriso malicioso no rosto enquanto as duas outras concordavam.
- Ian Somehalder... Esse dá um caldo... Que eu adoraria tomar... Tenho certeza que ele ficaria lisonjeada em ter minha atenção... – Liv disse olhando a TV. – Aquela magrela que ele tem como namorada não tá com nada...
- Henry Cavill... Se ele me conhecesse ia lamber o chão que eu piso... – Cecília disse com arrogância e as outras duas acenaram concordando. Hermione e Richard se entreolharam em seguida soltaram risadinhas irônicas, quão estúpidas essas três poderias ser? Quer dizer os homens eram lindos... Mas por favor, elas não têm nenhuma chance nem sequer de sonhar em ao menos passar pelo mesmo chão que eles...
- HEY! ESSE EU NÃO CONHECIA! ELE É LINDO! – Gritou Liv saltando no sofá apontando quase e Reverencia para a TV.
- OH MY GOD GÊMEA! ISTO É UMA RELÍQUIA! ONDE ESTA OITAVA MARAVILHA SE ESCONDEU EM TODA A NOSSA VIDA??? – Cecília gritou também pulando no sofá. Hermione franziu o cenho para as duas voltando sua atenção para a televisão e engasgou-se com o ar arregalando os olhos com as fotos que via.
- “... Lúcio Malfoy, divo que até a semana passada mantinha-se isolado em sua mansão, localizada em um endereço desconhecido para o público, foi uma surpresa e tanto para todos descobrir que o magnata misterioso dono de diversas empresas de automóvel e diversas lojas de roupas famosas em todo o mundo, é na verdade um Deus grego fora do Olimpo! Ele nunca tinha mostrado o rosto em público antes afirmando que gostava de sua privacidade, mas parece que isso mudou! Ele saiu de sua lindíssima mansão no início da semana visitando pessoalmente todas as suas lojas e participou de diversas reuniões de negócios para as empresas. A aparência MA-RA-VI-LHO-SA do adorável Malfoy ganhou milhares de corações em tão pouco tempo, mas não é pra menos não é? O gato é lindo, rico, famoso e incrivelmente educado! Dono das maiores lojas de Marca do universo da moda que são o sonho de consumo de qualquer mulher... O gato não deu uma resposta exata quando perguntamos se ele era solteiro, ele afirma que prefere manter essa parte de sua vida em privado, o que deixou muitos coraçõezinhos esperançosos para laçar o deus Grego que tem longos e sedosos cabelos loiros brancos, pele pálida e perfeita, olhos cinzentos tempestuosos que trazem arrepio com um mero olhar, usa roupas sofisticadas de marcas incrivelmente caras, para ter uma idéia quando encontramos o divo, ele usava um terno negro que custava pelo menos 10 mil dólares, Sapatos de 7 mil dólares, um relógio de prata pura cravejado com esmeraldas em torno de 25 mil dólares e uma belíssima bengala com a ponta em forma de uma serpente de prata cravejada em diamantes e uma pequena pedra de esmeralda em torno de 60 mil dólares. O Divo de apenas 38 aninhos, tem um corpo digno de um verdadeiro Deus, incrivelmente musculoso, quando perguntamos se ele fazia academia para manter-se em forma, ele disse que tudo o que faz é uma pequena corrida na parte da manhã e tem uma dieta rigorosa... – Hermione olhava de olhos arregalados as diversas fotos de Lúcio que ela não tinha idéia de onde os trouxas arranjaram, exceto algumas dele com a roupa que a repórter descreveu, situada em frente à um dos prédios de uma empresa de automóveis muito famosa...
Hermione continuou olhando para a TV em choque escutando distraidamente sua mãe e suas primas tagarelando excitadas sobre o Loiro da TV, não se esquecendo de mencionar que Hermione nunca chegaria aos pés delas e nunca chamaria atenção de um homem daqueles. As palavras doeram em seu peito, mas foram abafadas pelo choque da situação. O que diabos Lúcio estava fazendo? Porque ele decidiu de uma hora pra outra que seria uma celebridade no mundo trouxa? Seria essa a surpresa que ele mencionou na carta? Ele...
Hermione foi retirada bruscamente de seus pensamentos confusos por seu pai que a olhava parecendo astuto embora atordoado.
- Esse cara... É quem eu estou pensando? – Perguntou ele em um sussurro inclinando-se em direção à Hermione para que as outras três ocupantes da sala não escutassem.
- Huh... Se você está pensando que ele é o mesmo Lúcio que eu mencionei várias vezes nas minhas cartas regulares desde o fim da guerra... É ele é exatamente quem você está pensando... – Respondeu Hermione também em um sussurro ainda chocada com as ultimas revelações.
- Eu pensava que ele não tinha contato com o nosso mundo... Você disse que ele é um ex-Comensal da Morte... Eu não sabia que esse tipo de bruxo andava pelo nosso mundo normalmente... – Não havia um pingo de ofensa na voz dele, Richard sabia da história de Lúcio, desde que Hermione o contava praticamente tudo o que acontecia com ela, e sua amizade com Lúcio foi uma delas.
- Eu também achava que ele não tinha contato direto com os trouxas... Bem... Até que ele me levou para um shopping trouxa parecendo perfeitamente confortável... Eu não perguntei porque Lúcio sempre sabe parecer confortável em qualquer lugar... Mas pensando bem... – Disse ela olhando para a TV confusa.
- Bem... Isso é bom não é? Ele é seu amigo e sua aceitação ao nosso mundo deve ser visto de forma boa... Sei que vocês dois são bastante próximos e se você gosta dele então tudo bem pra mim. Acho que isso prova que ele realmente mudou... – Comentou Richard. Hermione só assentiu pensativamente.
[...]
To Be Continued...
Notas finais
Então... o que acharam? devo terminar de escrever e postar o resto?
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