Part Two:

Hermione mandou uma carta cheia de perguntas a Lúcio aquela noite, por mais que ela soubesse que ele realmente tinha mudado, ela ainda não entendia o porque dele aparecer assim tão de repente no mundo trouxa...

Liv, Cecília e Jane, pareceram assumir Lúcio como sua mais nova obsessão pessoal e passavam horas fofocando sobre ele, todas as três ficaram frustradas quando não acharam nada além do que tinha sido dito na TV sobre ele na internet ou em outros meios de comunicação.

Hermione ficava cada vez mais desconfortável na presença das três, não só por conhecer pessoalmente Lúcio e ser perturbador, e irritante, escutá-las fantasiando sobre ele, mas porque as três assumiram um nível de antipatia a Hermione ainda maior que o habitual. Seus comentários ficavam ainda mais cruéis, principalmente os de Jane, e o desprezo era evidente quando ela olhava para a filha.

Jane nem ao mesmo se preocupava em fingir ser agradável perto de Hermione mais, somente quando Richard estava por perto, o que era quase nunca visto que ele voltou a trabalhar boa parte do dia, exceto à noite. Hermione sentia-se cada vez mais oprimida com tudo o que escutava da mãe, o que a fazia se sentir mais e mais vezes como uma criança de 12 anos ferida. Ela sentia-se quase como lembrava-se de sentir a primeira vez em que a chamaram de sangue ruim a desprezando por seu sangue. A única diferença é que agora doía muito mais.

Hermione não agüentava mais ficar no mesmo ambiente que as três, portanto passava a maior parte do dia no quarto rezando silenciosamente para que o ano novo chegasse logo e assim ela pudesse voltar ao seu apartamento longe de Jane e as gêmeas. Ela só saia quando seu pai estava em casa, mas preferia ficar no quarto, pois ela sentia lentamente sua fachada fria e indiferente desmoronando fazendo-a se sentir mais frágil que nunca.

Agora sua única distração era conversar um pouco com seu pai, e escrever cartas a Lúcio. Ela podia dizer através das cartas que ele mandava, que ele estava furioso com o que ela estava passando, e sabia que ele tramava algo, embora não pudesse dizer o que era exatamente, mas sabia que tinha algo haver com sua aparição no mundo trouxa , desde que ele não respondera diretamente nenhuma das suas questões sobre este assunto.

Finalmente, o ano novo se aproximou e Hermione dava Glória a todos os deuses que existissem, por seu tempo ali estar se esgotando. Hermione decidira usar um vestido longo de seda branca que se agarrava perfeitamente as suas curvas, com uma fenda que iniciava no meio de suas coxas até seus pés mostrando seus belíssimos saltos prateados com pedrinhas de diamantes. Seus cabelos presos em um coque que deixava algumas mechas caírem por seu rosto, maquiagem clara quase imperceptível, alguns anéis de prata, juntamente com uma pulseira também de prata, com duas pequenas pedras de diamantes, no pulso esquerdo e uma pulseira de pérolas no pulso direito.

Eles iriam para um Baile e Cocktail da alta sociedade de Londres, seu pai era um dos convidados, por ser o médico de odontologia mais renomado do estado, e herdeiro de uma boa fortuna por parte de seus pais que foram advogados muito requisitados por todo o país, ganhando muito dinheiro nessa área.

– Hermione querida... Você está belíssima! – Seu pai falou quando ela desceu as escadas. Hermione sorriu calorosamente para ele aceitando sua mão em auxílio para descer os últimos degraus.

– Obrigado papai. Você também está incrível. – Falou ela olhando sua roupa completamente branca.

– Vamos? – Richard perguntou sorrindo ao se virar para as outras três ocupantes da sala olhando furiosamente para Hermione que as ignorou o máximo possível.

Jane usava um vestido de um tecido coberto de paetês prateados que chamavam atenção para si. A saia do vestido mal ia até o meio de suas coxas, mostrando muita clivagem em seu busto, Sua maquiagem era incrivelmente forte. Ela usava saltos prateados tão brilhantes quanto o vestido, um colar de prata com um símbolo do infinito e os cabelos soltos.

As Gêmeas usavam vestidos longos e idênticos, que deixavam as costas nuas, assim como um pouco da cintura e o vão dos seios tiras prateadas bordavam as bainhas dos vestidos, que se agarravam aos seus corpos como uma segunda pele, cada um deles tinha uma fenda mostrando sem pudor uma cinta liga branca e um salto alto prateado. Suas maquiagens assim como a de Jane era forte e chamativa, elas usavam brincos de argolas banhados em ouro e uma imitação de uma das bolsas da Prada.

Richard entrou no assento do motorista de seu Mercedes Preto, Hermione sentou-se no banco de trás com as gêmeas que não paravam de falar em como laçariam os caras mais belos da festa. Jane sentou na frente ainda sendo ignorada por Richard.

A viagem foi quase tão insuportável quanto o resto dos dias de Hermione junto com as três ‘malignas’, Jane era a única que não jogava indiretas para ela devido a presença de Richard, mas os olhares diziam tudo. Hermione sentia vontade de chorar. Suas paredes de indiferença não durariam para sempre e ela não sabia como poderia suportar ficar mais dois dias na presença desagradável de Jane, Liv e Cecília.

Ela respirou fundo tentando se acalmar, não tendo muito sucesso, mas a parada do carro em frente ao Hotel onde ocorreria o evento. Richard desceu do carro entregando as chaves ao manobrista e deu a volta no carro. Jane sorriu maliciosamente quando viu o que ele fazia, mas seu rosto se transformou em uma careta de ódio quando ele passou direto pela sua porta e abriu a porta de trás para Hermione.

Ela sorriu para o pai aceitando a mão nervosamente, nunca fora muito boa com esse tipo de evento, a sorte é que pelo menos no mundo trouxa ela não era tão conhecida como no mundo bruxo. Ou pelo menos ela achava até ver os fotógrafos e repórteres correndo em sua direção gritando algo como milhares de perguntas sobre a ‘modelo misteriosa’. Droga!

Richard apertou sua mão em apoio a conduzindo através das câmeras que não paravam de piscar em sua direção, deixando as outras três fazerem o seu caminho para dentro sozinhas.

Já dentro do salão Hermione acalmou-se um pouco, devido à diminuição drástica de repórteres ao seu redor, e a familiaridade do ambiente. Mesmo que não tivesse garrafas de bebida flutuando, instrumentos tocando sozinhos ou várias pessoas da alta sociedade bruxa conversando entre si, era um pouco semelhante aos bailes dado pelo ministério. Ela só precisava se portar adequadamente durante a festa, ser educada e voilá!

Haviam inúmeras pessoas famosas e ricas ali. Ela reconheceu alguns, por ter visto na televisão, alguns deles eram os rapazes que tinham aparecido na mesma lista que Lúcio apareceu.

Richard a conduziu para uma das muitas mesas no recinto, parando ocasionalmente para cumprimentar alguém ou sendo parado por alguém para uma pequena conversa, algumas pessoas, perguntavam sobre ela, a modelo misteriosa, e Richard respondia orgulhosamente que era sua filha, fazendo Hermione lutar contra a vontade de corar e dar um sorriso magnífico ao seu pai.

Uns cinco minutos depois quando ambos já estavam acomodados na mesa reservada a eles, Jane, Liv e Cecília apareceram desfilando por entre as mesas, como se fossem modelos em uma passarela. Ao sentar-se à mesa, porém suas expressões de raiva e desdém se fizeram presente em direção à Hermione.

Logo o salão foi se enchendo de pessoas, e um homem, o dono do hotel, subiu no palco central do salão sorrindo para seus convidados.

– Boa Noite Senhores, Senhoras e Senhoritas! – Cumprimentou animadamente. – Estamos aqui hoje para comemorar o final de mais um ano e o início de outro. Estamos muito felizes de recebê-los aqui para essa comemoração. Gostaria de agradecer a todos vocês por comparecer, e espero que apreciem maravilhosamente a noite. – Os convidados bateram palmas e ele continuou. – Bom, para abrir o baile... – Ele foi interrompido quando todos os fotógrafos se viraram para as portas, juntamente com todo o resto do público. Jane, Cecília e Liv engasgaram com suas bebidas arregalando os olhos para as figuras na entrada.

– É ELE! – Berrou Liv recebendo algumas olhadas do público.

Hermione continuava a olhar em choque para as portas do salão. Ela achava muito possível que estivesse tendo alucinações... Certamente Lúcio, Draco e Astória Malfoy juntamente com Narcisa Black e Blaise Zabine, não estavam numa celebração trouxa de ano novo não é?

Ela viu Lúcio olhar por toda a sala e seu olhar parou nela. Mesmo à distância ela percebeu uma pequena contração em seu lábio como se ele reprimisse muito fortemente o riso, então ele piscou. Ele simplesmente piscou para ela e começou a fazer seu caminho através da multidão para uma mesa, que era apenas dois metros de distância da dela.

– OMG! Ele piscou pra mim! – Liv falou atordoada e animada.

– Nada disso ele piscou pra mim! – Cecília reclamou sorridente.

– Pra nós duas gêmea! Somos de mais! – Liv falou sorrindo. Richard e Hermione rolaram os olhos sabendo muito bem que Lúcio não tinha piscado para nenhuma das duas.

– Quero agradecer ao Sr Malfoy e seus convidados por comparecer ao evento... – O dono do hotel limpou a garganta nervosamente. – Fico feliz que tenham aceitado o convite, então, como eu dizia, para abrir o baile, eu gostaria que cada um de vocês conseguissem um par e se dirigissem à pista de dança para uma dança, sim? – Ele sorriu novamente e acenou para os músicos que rapidamente iniciaram uma musica dançante.

Hermione viu Blaise pedir Narcisa para dançar, assim com Draco fez com Astória. Ela viu a expressão de Jane raivosa quando Richard não moveu um músculo para convidá-la em seguida engoliu em seco ao ver Lúcio caminhando em sua direção. Ela ouviu as gêmeas gritando em sussurros animados perguntando entre si qual das duas ele convidariam.

– Me daria a honra dessa dança bela moça? – Lúcio perguntou charmosamente em sua voz profunda e arrepiante, estendendo a mão para Hermione que rapidamente superou seu choque sorrindo para ele sem dar atenção aos resmungos das gêmeas e de Jane, e aceitou a mão dele enquanto Lúcio acenava respeitosamente para Richard que retribuiu o gesto.

Lúcio a conduziu para a pista de dança sorrindo enigmaticamente enquanto Hermione ria entre o choque e a diversão.

– O que você está fazendo aqui Lúcio? Você quase me deu uma parada cardíaca! – Ela perguntou sem conseguir tirar o riso da voz.

– Eu conheço minha perfeição, minha cara. – Ele se gabou arrogantemente. – Não precisa me agradecer por traçar esse plano perfeitamente mirabolante para deixar suas primas e sua mãe mortas de inveja. – Falou ele colocando os braços ao redor dela e guiando-a magistralmente pela pista de dança.

– O que? – Perguntou ela atordoada. – Quer dizer que você arranjou tudo isso... Ser conhecido no mundo trouxa, aparecer aqui, me convidar pra dançar, tudo para me ajudar com as três ‘malignas’? – Perguntou ela chocada ela não acreditava que ele tinha feito tudo isso por ela.

– Não vamos esquecer você ficar conhecida como a modelo misteriosa. – Brincou ele. – E sim, eu planejei tudo, mas não só para lhe ajudar com as três ‘malignas’ – Respondeu.

– Então o que mais? – Ela perguntou.

– Você vai saber mais tarde... – Ela se arrepiou com o toque sussurrante e misterioso em sua voz tão próxima ao seu pescoço.

– Você não existe Lúcio. – Ela riu. – Obrigado.

– Não precisa agradecer minha querida. – Ele disse girando-a na pista.

– Então... Eu não sabia que você era dono de todas aquelas empresas, na verdade eu pensava que você não tinha contato com o mundo trouxa, embora tenha ficado desconfiada quando você me levou para fazer compras no shopping trouxa... – Ela Comentou.

– Eu comprei as empresas anos atrás. Nunca tinha aparecido pessoalmente, mas mantinha os negócios sob controle. Com a volta do Lord das Trevas, eu tive que deixar um pouco de lado os negócios aqui, então agora eu decidi que era favorável aparecer e dar uma olhada pessoalmente em como tudo estava indo. – Falou ele. – Se as expressões das suas primas e sua mãe quando a viram no inicio do feriado foram remotamente semelhante ao que parece agora eu estou muito satisfeito. – Lúcio a girou outra vez e Hermione teve um vislumbre das expressões de puro ódio, Inveja e ciúmes de Jane, Liv e Cecília.

Ela riu baixinho, enterrando o rosto no peito de Lúcio enquanto seu riso se tornava mais forte, então de repente tudo voltou de uma só vez batendo-lhe como um trem de carga e seu riso se tornou pequenos soluços.

A lembrança vívida de todos os insultos, os olhares de desprezo, as indiretas, o ódio... Todo o inferno que Jane, Liv e Cecília a fizeram passar retornou de repente, e suas barreiras caíram... Ela não podia segurar por muito mais tempo...

Distraidamente ela percebeu a musica terminar e sentiu Lúcio a conduzir para fora do salão, momentos depois ele a abraçou mais forte, murmurando palavras de consolo enquanto deixava que ela extravasasse toda a dor, mágoa e lágrimas que ela tinha guardado dentro de si.

Lentamente seu choro diminuiu até que ela estava apenas encolhida entre os braços fortes de Lúcio, tomando conforto em seu abraço.

Nenhum dos dois pode deixar de sentir a ironia da situação. Se alguns anos atrás alguém dissesse que eles estariam nessa posição, os dois ririam bastante antes de chamar um psiquiatra para quem tivesse sugerido tal absurdo... Mas agora... Parecia... Natural.

O aroma forte e masculino que Lúcio exalava deixava a mente de Hermione dando-lhe uma sensação de paz, conforto e segurança. Enquanto Lúcio sentia-se fora da orbita ao sentir seu corpo pequeno e curvilíneo pressionado contra o seu, a sensação somente se tornava mais forte com o aroma de rosas levemente adocicado que ela emitia.

– Obrigado... – Ela sussurrou para ele em uma voz rouca devido ao choro.

– Não há de quê, minha querida... – Ele sussurrou de volta. Ela se afastou ligeiramente dele o olhando com gravidade em seus olhos.

– Não só por isso... Por tudo... Por me ajudar com tudo isso... Por ser meu amigo... Por me confortar e me aturar... Obrigado. – Ela disse com sinceridade. Lúcio sorriu levemente colocando uma mecha rebelde atrás de sua orelha, acariciando levemente seu rosto no processo. Ele ainda se admirava de como ela podia ser tão... Verdadeira... É claro, dada as situações ela sabia mentir e fingir, mas ainda sim ela era a pessoa mais sincera que ele conhecia, e a mais fascinante.

A respiração de Hermione travou em sua garganta ao sentir-se subitamente consciente de quão próximos ambos estavam, e ao perceber tamanha intensidade em seus olhos enquanto ele a observava.

– Você não precisa agradecer Ma Cherrié, eu faço isso de boa vontade... – Ele sussurrou aumentando a intensidade de seu olhar fazendo-a acelerar sua respiração enquanto sentia seu coração bombeando freneticamente em seu peito. Ele estava tão perto, que ela podia sentir seu hálito quente e mentolado em seu rosto, com um leve toque de vintage, como se ele tivesse acabado de degustar um vinho saboroso.

Quase inconscientemente os dois diminuíram a distancia entre seus rostos, e antes que percebessem seus lábios estavam unidos.

Hermione sentiu seu coração perder uma batida em choque, antes de voltar a bater mais rápido que nunca, ao sentir os lábios firmes e macios do homem incrível que a tinha em seus braços, pressionados contra os seus. Ela sentia-se nervosa e extasiada, toda a sua experiência anterior com beijos desaparecendo deixando sua mente em branco, com a penas a sensação dos lábios de Lúcio em foco.

Lúcio teve um momento de perplexidade eufórica, ao sentir os lábios suaves e delicados de Hermione nos seus. Sentindo novamente algo que ele não sentia em muito tempo, nervosismo e antecipação, combinado com o bater frenético de seu coração contra seu peito. Ele sentia-se quase como em sua adolescência, como se esse fosse o seu primeiro beijo.

Superando um pouco a primeira reação de choque, Lúcio moveu levemente seus lábios contra os de Hermione, suavemente conduzindo-a durante o toque suave de seus lábios. Hermione deixou-se ser levada por Lúcio, movendo lentamente seus lábios contra os dele, a sensação de ansiedade e antecipação para senti-lo mais perto de si, como se temesse que ele colocasse alguma distância entre eles. Lúcio silenciosamente copiou sua reação apertando-a ainda mais contra si mesmo. Seus braços se enrolando firmemente ao redor da cintura fina dela enquanto com delicadeza a pressionava contra uma parede próxima.

Lúcio mordiscou levemente o lábio inferior de Hermione pressionando-o entre seus dentes com cuidado para não feri-la. Hermione ofegou um pouco em reação ao toque, entreabrindo os lábios minimamente contra ele.

Lúcio aproveitou o movimento aprofundando lentamente o beijo, fazendo Hermione ofegar outra vez ao sentir o sabor inebriante de Lúcio ainda mais forte em seu paladar, misturado a sensação de sua língua acariciando e explorando cada canto de sua boca.

Hermione fechou os punhos nas bordas das vestes de Lúcio, frente ao seu peito, ficando na ponta dos pés, enquanto ao mesmo tempo o puxava para baixo dando-lhe pleno acesso de seus lábios.

Lúcio então baixou seus braços um pouco, pegando-a de surpresa ao erguê-la como se ela não pesasse nada, sentando-a em algum lugar, ao qual ela não se preocupou em perceber ocupada de mais retribuindo o beijo lento, mas voraz de Lúcio, agora estando ambos da mesma altura. Ela subiu seus braços apertando-os ao redor do pescoço dele, deixando uma de suas mãos mergulharem no mar sedoso de seus cabelos loiros, usando-os para puxá-lo mais próximo.

Lúcio aumentou a intensidade do beijo, enquanto Hermione respondia da mesma forma reprimindo um gemido baixo do fundo de sua garganta com a ação. Ela sentia cada centímetro do corpo dele pressionado contra o seu, suas mãos em sua cintura, seus lábios movendo-se contra o dela... Ela não conseguia explicar a sensação de euforia e felicidade que sentia com tudo isso.

Lentamente o ar foi se tornando mais necessário, e relutantemente ambos se afastaram suavemente. Hermione manteve os olhos fechados seu rosto agora pressionado contra o ombro de Lúcio, enquanto lentamente ambos recuperavam sua respiração.

Hermione sentiu sua pele arrepiando-se tanto pela respiração de Lúcio em sua pele, quanto pelo ar frio, que só agora ela percebia.

Levantando levemente a cabeça para olhar ao redor, ela finalmente percebeu onde estavam. Seus olhos se arregalaram comicamente ao perceber onde estava sentada e um segundo depois ela se agarrava a Lúcio mais forte que nunca como se ele fosse sua tábua de salvação. Suas pernas fechadas ao redor da cintura dele, enquanto ela passava seus braços em um aperto de ferro ao redor do pescoço dele, seu rosto pressionado o vão do pescoço do loiro, enquanto seu coração batia acelerado com o pavor.

Lúcio soltou uma risada suave ao perceber isso, apertando seus braços firmemente ao redor dela assegurando-a de que ele não a deixaria cair.

Eles estavam em uma varanda do hotel, apenas alguns metros de distância do salão de festas, que estava situado num dos últimos andares do prédio que tinha pelo menos quinze ou vinte andares. Hermione estava sentada à beira da varanda, com uma vista perfeita do chão a vários metros abaixo, isso alertou seu medo de alturas o que a fez ter essa reação de temor.

– Eu não vou deixá-la cair minha querida. – Lúcio sussurrou contra o pescoço de Hermione sentindo-a arrepiar-se contra ele, fazendo seu sorriso crescer, ciente de que essa reação não era pelo frio.

Hermione apenas soltou um pequeno choramingo em resposta a sua declaração fazendo-o rir mais ainda enquanto afastava-se da borda da varanda fazendo-a suspirar aliviada e lentamente relaxando seus membros descendo de seu colo com o rosto incrivelmente corado, finalmente percebendo a situação em que estavam.

Hermione mordeu nervosamente o lábio inferior, encontrando seus sapatos subitamente muito interessantes, enquanto evitava olhar para ele. Mas obviamente Lúcio não era alguém a ser ignorado. Ele levantou o rosto corado de Hermione com a ponta dos dedos e surpreendendo-a depositou um suave e calmante beijo em seus lábios, sem aprofundar a carícia, Hermione sentia-se confusa, aliviada e desapontada quando ele se afastou rapidamente, seus sentimentos eram uma confusão total, de nenhuma maneira, ela poderia ter previsto esse avanço em sua relação com Lúcio, e isso tanto a confundia como a assustava por sentir-se ansiosa com relação a isso.

– Não se preocupe com isso agora. Você terá seu tempo para pensar no que aconteceu. Agora só aproveite a festa, sim? – Ele falou para ela dando-lhe seu típico sorriso Malfoy, embora com muito mais intensidade do que ele demonstrava em público, o que fez Hermione sentir suas pernas fracas, e caso Lúcio ainda não estivesse com o braço ao redor de sua cintura ela tinha certeza que acabaria no chão.

Ela então sorriu de volta assentindo com gratidão e deixou que ele a conduzisse de volta para o salão. Lúcio a conduziu para a mesa onde Narcisa, Blaise, Draco e Astória estavam e todos eles sorriram para o casal. Embora cada um deles tivesse malicia em seus olhos, para o modo como Lúcio tinha o braço ao redor da cintura de Hermione.

Assim como Lúcio, todos eles tornaram-se mais próximos de Hermione com o fim da guerra. Sem precisar fingir serem pessoas que não eram, todos eles levavam um estilo de vida mais amigável e Hermione foi a primeira a lhes dar uma chance quando todos ainda estavam hesitantes e duvidosos. Lúcio puxou a cadeira ao lado de Narcisa para Hermione e sentou-se ao seu lado cobrindo a mão de Hermione com a sua, por debaixo da mesa. Hermione deu-lhe um sorriso hesitante que ele retribuiu com um de seus sorrisos que fariam qualquer mulher desavisada desmaiar, e Hermione mordeu o lábio inferior reprimindo um rubor quando as imagens do beijo na varanda retornaram à sua mente.

– Então... Vocês vão passar o resto da festa se comendo com o olhar? – Blaise perguntou com um sorriso malicioso que fez Hermione realmente corar desviando a vista de Lúcio que riu fazendo-a arrepiar-se pela primeira vez percebendo o quão sexy sua risada rouca se sentia. Ela nunca tinha olhado para ele de forma estritamente sensual, ela estava, é claro, ciente de que ele era bonito e podia ter qualquer mulher que quisesse. Mas depois do beijo compartilhado, tudo isso mudou, ela estava muito consciente dele neste momento e seus lábios formigavam somente com a lembrança de beijá-lo.

– Obrigado por virem. Realmente. – Hermione disse à eles piscando ao sair de seus pensamentos.

– Se problemas Hermione. – Astória disse com um leve sorriso.

– Queremos ver suas primas trouxas babando de inveja querida, você merece isso. – Narcisa deu um sorriso maligno que fez os outros rirem.

– Eu tenho uma pergunta... Como elas têm seios tão grandes? – Draco perguntou confuso e Astória deu-lhe um tapa no braço.

– Está olhando para os seios de outras mulheres Draco Lúcio Malfoy? – Ela perguntou em uma voz mortal.

– O que? Não claro que não! Eu só estou confuso querida, eu não achava que alguém podia ter seios tão grandes... Não parece natural... Será que os trouxas tem algo como um Engordio? — Perguntou se virando para Hermione que ria da discussão.

– Mais ou menos. Se chama silicone. – Blaise a interrompeu.

– Então eles olham para os peitos e dizem ‘silicony’ e eles crescem? – Hermione riu mais e falou negando com a cabeça.

– Não é assim. Elas vão à um medico, que é como um curandeiro, para que eles coloquem algo que é como um balão cheio de silicone em seus seios para fazerem eles maiores.

– Porque alguém iria coloca um balão nos seios? – Narcisa perguntou confusa.

– Isso não é desconfortável? – Astória perguntou.

– Como eles colocam um balão nos peitos? – Blaise perguntou.

– Porque elas têm que ir ao curandeiro para colocar balões nos peitos? Elas tem alguma doença que precisa crescer os peitos? – Draco perguntou. Hermione e Lucio, que entendia um pouco sobre isso riam da confusão o tempo todo.

– Elas colocam isso... Porque querem ficar com seios maiores. – Hermione disse. – Eu não sei se é desconfortável desde que eu não uso isso. Eu acho que eles cortam a pele e colocam cirurgicamente os balões de silicone, em seguida costuram a pele novamente. Elas vão ao médico especialista porque ele tem experiência nisso. É o seu trabalho. E não Draco elas não tem uma doença assim. Embora eu não duvide de que elas tenham alguma outra doença, principalmente uma sexualmente transmissível. – Ela terminou com uma careta.

– É possível pegar doença fazendo sexo? – Os olhos de Blaise se arregalaram.

– Sim Blaise. – Lúcio foi quem respondeu. – Os trouxas têm algo chamado DST, que são o que Hermione falou. Doenças sexualmente transmissíveis, em sua maioria elas são mortais. – Os olhos de Draco e Blaise estavam arregalados enquanto as meninas pareciam levemente confusas e surpresas.

– Como é que... – Hermione interrompeu Draco.

– Como chegamos a esse tema na conversa? – Perguntou desconfortável.

– Eu não sei querida. – Lúcio riu.

– Mas...

– Eu vou comprar um livro sobre isso para você Blaise. Não é exatamente um tema adequado para conversar agora. – Hermione o interrompeu querendo esquecer os últimos minutos de conversa.

– Ok. – Blaise amuou.

– Hermione querida, não vai nos apresentar? – Uma voz enjoativamente doce chamou atenção de todos na mesa. Caminhando em direção a eles estavam Jane, Liv e Cecília, todas as três pareciam ter bebido o suficiente para vacilar um pouco em seus saltos.

Hermione suspirou enquanto Narcisa e Astória colocavam expressões frias como gelo, não é a toa que eram conhecidas como as rainhas do gelo da Sonserina na época da escola. Lúcio, Draco e Blaise colocaram suas máscaras de frieza e indiferença, embora seus olhos tivessem escurecido com desagrado, dando-lhes o brilho assustador de comensal da morte.

– Ah, claro... – Hermione franziu os lábios em desgosto para o modo bêbado das três. – Lúcio, Narcisa, Astória, Draco, Blaise, estas são Livianne, Cecília e Jane. – Ela disse em um tom indiferente.

Jane riu erguendo um dedo para Hermione antes de comentar levemente grogue enquanto caia no colo de Blaise.

– Eu sou a m-mãe dela. – Jane pegou a bebida de Blaise tomando tudo em um gole antes de rir alto novamente sob os olhares incrédulos de todos na mesa.

– E nós somos suas primas. – Cecília começou com um sorriso para Draco que parecia levemente enojado.

– Do lado belo da família é claro. – Livianne completou acariciando o peito de Lúcio.

Lúcio pegou sua mão com força estreitando os olhos para ela e falou em uma voz fria como gelo.

– Não me toque. – Liv sorriu estremecendo e Jane do outro lado da mesa ignorando as tentativas de Blaise de derrubá-la de seu colo e as olhadas Mortíferas de Narcisa em seu caminho, riu e falou.

– Adoro homens firmes. – Astória finalmente teve o suficiente quando Cecília tentou dar um selinho em Draco e falou em uma voz alta e fria.

– Já Chega! Isso é nojento e patético. Seguranças! – Quando os quatro homens enormes vestidos em ternos pretos com todos os apetrechos de um segurança se aproximaram ela falou. – Essas senhoras – A ultima palavra saiu zombeteiramente. — estão perturbando a festa, e agindo imoralmente com nossos maridos. Exijo sua retirada imediatamente! – Ela quase rosnou a ultima parte apertando o pulso de Cecília que tentava tocar Draco.

Os seguranças se moveram para pegar as três mulheres alteradas, no momento em que Richard as alcançou.

– O que houve? – Perguntou para Hermione que suspirou antes de dar um resumo dos acontecimentos a ele.

– ME SOLTA! VOCÊ NÃO SABE QUEM EU SOU? – O grito estridente de Jane cortou a conversa.

– TIRE SUAS MÃOS IMUNDAS DE MIM!

– EU VOU PROCESSAR VOCÊS BANDO DE INÚTEIS! – Liv e Cecília a acompanhou nos gritos. Richard suspirou balançando a cabeça parecendo envergonhado.

– Sinto muito pelo incomodo que elas causaram. – Ele disse para os Malfoy e Blaise. – Acho melhor eu ir junto antes que elas façam algo mais estúpido. Você vêm querida? – Perguntou à Hermione que assentiu sombriamente. – Tudo bem, vou dar-lhe tempo para se despedir. Estarei esperando no carro. Não demore, não quero passar mais tempo do que o necessário com as três. – Balançando a cabeça em negação Richard se afastou.

– Por que você vai também? Você não é babá delas! – Astória exclamou olhando irritada para onde os seguranças arrastaram as três enquanto mantinha uma mínima distancia entre si e Draco lançando olhares de morte para qualquer uma que ousasse olhá-lo mais que o necessário.

– Meu pai não merece perder a noite cuidando daquelas três, eu não vou deixa-lo fazer isso sozinho. – Hermione disse dando o que pareceu ser o centésimo suspiro da noite. – Acho melhor eu ir. Obrigado por aparecerem pessoal, nos vemos depois. – Ela disse se levantando.

– Vou acompanha-la até a porta. – Lúcio falou enquanto os outros faziam um coro de ‘Adeus’.

Hermione assentiu aceitando o braço de Lúcio como apoio enquanto se encaminhavam para a saída.

– Você está bem? – Perguntou à ela que simplesmente assentiu. – Tem certeza? – Insistiu.

– Eu só... Como elas podem ser assim tão... Tão... Argh! – Hermione estourou com uma expressão dividida entre a raiva e aflição.

– Não se preocupe com isso minha querida.

To Be Continued

Notas finais
Não eu não abandonei minhas histórias, meu note quebrou e minha mãe se recusa a mandar para o concerto. Eu detesto digitar no Computador grande, ainda mais com meu irmão chato por perto, eu me sinto muito triste por não poder postar nada todos esses meses, sei que é chato porque eu também sou leitora e sei que muitas de nós xingamos e amaldiçoamos quando as postagens demoram, vou tentar recuperar o pc assim que as férias começarem em algumas semanas e retornar as postagens regulares. Tenho ainda algumas partes de capitulos não acabados que escrevi antes salvo no pen drive, e se vocês quiserem eu vou postar alguns deles só para não ficar sem nada. Em Fim, fora com o papo triste e chato, o que vocês acharam dessa previa? E realmente a primeira parte do 'Take Two' que eu não pude terminar. Espero que tenham gostado
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.