Lucy Não É Mais Da Fairy Tail
33 Final
Notas iniciais
Anteriormente:
O dia já estava acabando e pela janela da enfermaria era possível ver o céu adquirindo um tom alaranjado. Eu não havia dormido de noite porque Vitt havia me falado que minha loirinha não ficaria em coma por muito mais tempo, graças a isso eu estava morto de sono. Deitei a cabeça na beirada da cama da maga e fechei os olhos. Porém, antes que eu conseguisse ser tomado pela inconsciência, senti uma leve pressão em minha mão.
Levantei-me com um pulo e comecei a encarar a blondie, atento a qualquer mudança em sua fisionomia. Ela franziu o cenho e o ar encheu-se de expectativa. Os olhos dela tremeram e suas pálpebras abriram revelando belíssimas orbes castanhas.
– Sting?- sussurrou ela com a voz rouca e um pouco trêmula.
– Estou aqui blondie. –disse sorrindo e sentindo lágrimas de alívio deslizarem pelo meu rosto.
Minha blondie havia acordado.
Atualmente:
Dois meses haviam se passado desde o momento em que eu acordara. No início, estava tão fraca que não conseguia me mover. Minha magia estava a um pingo de se extinguir e se isso ocorresse, eu iria morrer. Um mago morre sem seu poder mágico. Graças ao meu estado debilitado, Sting me ajudava com tudo que eu precisava. Principalmente com a minha recarga, pois nossas magias, ambas da luz, eram compatíveis.
Pela primeira vez em muito tempo eu me sentia bem. Estava descansada e faminta. Levantei-me da cama pequena e com lençóis brancos, espreguiçando-me logo em seguida. Alguns poucos raios solares invadiam a enfermaria através dos vidros que não estavam cobertos pela cortina de cor clara. Olhei para o lado e sorri ao ver Sting sentado em uma poltrona verde escura, com os braços e o rosto apoiados no meu colchão enquanto dormia. Levei meus dedos a seu cabelo sedoso e fiquei acariciando-o.
– Bom dia, blondie. Como está se sentindo? – questionou com a voz sonolenta.
– Acho que já posso te dar outra surra. – brinquei.
Um doce sorriso abriu nos lábios do loiro e seus orbes azuis cristalinos fitaram-me contentes. Ele estendeu a mão para mim e me ajudou a levantar. Eu deveria estar com uma aparência horrível, mas ele não fez nenhuma careta ao ver meu cabelo bagunçado e as olheiras em meus olhos.
– Vamos jantar? – questionou.
Franzi o cenho.
– Jantar? Quanto tempo eu dormi desta vez? – questionei curiosa.
– Quatro horas da tarde, Bela Adormecida. – respondeu brincando.
– Eu apaguei por todo esse tempo e ainda me sinto cansada. – falei rindo.
– Seu corpo precisa de descanso para se recuperar, blondie. – disse.
– Você tinha que ser menos dorminhoca para ser considerada namorada do grande Sting Eucliffe! – falou Lector cruzando os braços e fazendo uma expressão convencida.
Senti meu rosto queimar de vergonha. Namorada do Sting? Nesse tempo que eu havia ficado fora d mim ele havia feito de tudo para me proteger e ficou ao meu lado enquanto eu me recuperava, mas não tocou no assunto de romance. Antes de tudo acontecer estávamos indo bem e, se não fosse por Shoyu-sha, aposto que estaríamos juntos agora. Mas depois de tudo que eu fiz, acho que ele não se sente igual sentia antes. Abaixei a cabeça, constrangida.
– Vamos? – chamou Sting puxando levemente a sua mão na minha.
– Sim. – afirmei com um sorriso fraco enquanto arrumava meu cabelo.
Consegui andar de modo firme sem precisar apoiar no loiro, o que foi uma verdadeira vitória considerando o fato que eu mal conseguia ficar em pé há alguns dias. Com a ajuda de Sting, desci as escadas em direção ao refeitório a guilda. Assim que levantei o olhar percebi todos esboçando uma expressão de incredulidade e choque. Acho que não esperavam me ver ali tão cedo.
Luna e Misa correram em minha direção, pulando em cima de mim abraçando-me juntas e, consequentemente, levando-me ao chão. Rimos muito enquanto elas me ajudavam a ficar de pé novamente. Ah como eu havia sentido saudade das loucuras delas!
– É tão bom te ver viva Lucy! Achamos que quando você sumiu tivesse morrido! – exclamou Misa.
– Que bom que não morri, mas se vocês continuarem me apertando assim irei falecer mesmo – falei com a voz fraca.
Imediatamente as duas soltaram-me permitindo com que eu conseguisse respirar novamente. Ravena se aproximou de mim com passos hesitantes e lentos. Seus olhos estavam fixos no chão e seu rosto estava corado de vergonha.
– Desculpe-me Lucy – falou com a voz baixa.
– Me dá logo um abraço, sua boba! – exclamei rodeando meus braços nela fazendo-a se assustar.
– Você me perdoa? Eu não tive escolha naquela época – murmurou envergonhada.
– Não tem problema, no final deu tudo certo, não foi? – disse sorrindo.
– Obrigada Lucy. – agradeceu com lágrimas nos olhos.
– Pare de chorar, Rave-chan! – pedi rindo para evitar chorar.
Afastamo-nos felizes. Pela primeira vez em muito tempo eu sentia que tudo estava se ajeitando em seu lugar correto. Estava feliz. Acho que depois de quase morrer, repensamos o que é importante em nossa vida e damos mais valor às coisas que antes pareciam triviais. Eu queria manter meus amigos, pois sabia que sem eles eu não teria conseguido sair viva de tudo aquilo que aconteceu.
– Sabe o que precisamos? Uma festa! –berrou Livy, a mestra da guilda.
Em menos de um segundo, todos já estavam bebendo e dançando como se não houvesse amanha. Cadeiras e meses eram quebradas a medida que as brigas rotineiras iam acontecendo, pessoas subiam no balcão e no palco para dançarem ou ao menos tentarem remexer os quadris, copos eram quebrados e o som alto das risadas devia ser possível ouvir até do lado de fora. Naquele momento me senti em cara. Era como se o estilo da Fairy Tail tivesse se juntado ao estilo da Pandine. Sorri ao sentir meu coração inundar-se com uma imensa felicidade.
Chamei todos meus espíritos para participarem da festa também. Quando Syou-sha entrou em meu corpo, aumentou consideravelmente meu nível de magia. Agora eu quase não cansava ao invocar todos de uma vez. Sting me abraçou por trás e ficamos sorrindo um para o outro, aliviados de podermos estar juntos novamente.
~# ~
A festa corria no andar de baixo, mas eu não me sentia com vontade de voltar para ela. Sting e eu estávamos em seu quarto, observando as estrelas sentados no chão da pequena sacada que havia sido construída recentemente no cômodo. O céu estava sem nenhuma nuvem, a lua cheia parecia mais perto e brilhava majestosamente. Como não havia muita luz ao redor, devido à floresta que havia do lado de fora, os astros ficavam bem visíveis, expondo toda sua luminescência.
Sting estava tão próximo de mim que eu podia ouvir sua respiração um pouco descompassada. Aquele momento estava perfeito, nem tão quente nem tão frio. A brisa noturna balançava meus fios, fazendo cosquinhas em meu rosto. Fechei os olhos inalando o ar com toque do perfume das flores dama da noite e sorri.
– Blondie. – sussurrou o loiro.
Abri meus olhos e virei a cabeça em sua direção. Estávamos tão próximos que podíamos nos beijar sem esforço. Meus olhos foram desviados para seus lábios convidativos e involuntariamente entreabri um pouco a boca. Sem esperar um convite, Sting beijou-me. Dei permissão e sua língua adentrou minha boca fazendo com que pequenos choques de prazer percorressem meu corpo. O beijo foi lento, transmitia nosso amor recíproco e segurança. Eu o amava e ele me amava.
Sua mão segurou delicadamente meu pescoço, aproximando-nos ainda mais e aprofundando o beijo. Minha mão foi para seu cabelo acariciando-o e abaixava para passar minhas pequenas unhas em seu pescoço, fazendo-o arrepiar. Separamo-nos um pouco, mantendo nossas testas coladas, enquanto recobrávamos o fôlego.
– Eu te amo, Lucy. – falou olhando dentro de meus olhos.
– Eu te amo, Sting. – disse sorrindo repleta de felicidade.
Beijamo-nos outra vez. O loiro me pegou delicadamente em seu colo, sem afastar seus lábios dos meus. Senti o colchão bater suavemente em minhas costas e percebi que ele havia me deitado em sua cama. Ele passou a dar leves mordidas e chupões em meu pescoço. Vez ou outra sussurrava coisas carinhosas em meu ouvido que me faziam sentir a mulher mais feliz do mundo.
Ele parou com as carícias e olhou em meus olhos, como se pedisse permissão para continuar. Assenti levemente com a cabeça sorrindo. Em pouco tempo, minha blusa e meu sutiã já estavam em algum canto do quarto, mas não me importei em saber em qual. Rapidamente seus lábios trilharam um caminho de beijos até meu seio direito e sua habilidosa língua contornava o bico de meu seio enquanto sua mão massageava o esquerdo, levando-me ao delírio. Logo depois, foi a vez do outro receber completa atenção de Sting.
O calor subia por meu corpo, fazendo-me suar. Senti uma fisgada em minha virilha e mordi o lábio inferior. O loiro tirou a camisa e obtive uma completa visão de seus músculos bem definidos. Lentamente ele retirou meu short jeans junto com minha calcinha. Observei-o lamber os lábios e senti um pouco de vergonha, mas não tanta quanto sente na primeira fez que havíamos feito sexo.
– Blondie, você é linda. – falou com a voz um pouco rouca.
Sorri com o elogio e senti-me mais relaxada. Stind distribuiu beijos desde o vale de meus seios até minha virilha. Com os olhos nublados de desejo, abiu minhas pernas e começou a fazer leves movimentos com a língua em minha intimidade. Levei minhas mãos a seu cabelo incentivando-o a continuar. Quando ele sugou meu clitóris, fui ao delírio sentindo todos meus músculos contraírem e relaxarem quando cheguei ao ápice.
– Deliciosa. – o loiro falou quando engoliu meu orgasmo.
Rapidamente ele retirou sua calça e consegui ver seu membro pulsando dentro da cueca box, tentando libertar-se do tecido, o que aconteceu. Sting colocou a camisinha em seu membro ereto e ficou por cima de mim entrelaçando nossos dedos enquanto entrava lentamente em mim. A sensação de senti-lo dentro de mim era magnífica e o fato de estarmos olhando dentro dos olhos um do outro só aumentava essa sensação. Sorri incentivando-o a prosseguir. Suas estocadas eram calmas e lentas. Percebi que ele estava com medo de me machucar.
– Mais rápido. – falei com a voz entorpecida de prazer.
– Certeza? – perguntou tentando se controlar.
Ao invés de responder, beijei-o de modo intendo. No mesmo instante suas estocadas tornaram-se mais fortes, rápidas e fundas, fazendo-me gemer em seus lábios. Nossos corpos se tocavam e escorregavam graças a fina camada de suor que se acumulava. Tínhamos as respirações ofegantes e eu dava baixos gemidos de prazer. Trocávamos carícias e beijos enquanto nos deliciávamos um com o outro. Sting aumentou ainda mais o ritmo e gemi alto seu nome quando atingi o orgasmo, momentos depois o loiro se satisfez também, caindo em cima de mim, mas mantendo os braços na cama para apoiar a maioria de seu peso. Ele saiu de dentro de mim e jogou a camisinha fora.
Assim que voltou, deitou-se na cama e puxou meu corpo para si, fazendo minhas costas baterem suavemente contra seu tórax malhado. Ele beijou meu pescoço arrepiando-me e fez carinho em minha cabeça.
– Lucy, quer namorar comigo? – sussurrou em meu ouvido.
Virei o rosto rapidamente e ao ver o enorme sorriso em seus lábios senti meus olhos lacrimejarem de felicidade.
– Sim Sting! É o que eu mais quero neste mundo. – falei.
Beijamo-nos intensamente, ambos com a felicidade quase explodindo dentro do peito. Momentos depois, adormeci no calor dos braços do homem que eu amo.
No final tudo havia dado certo.
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