Lucy Não É Mais Da Fairy Tail
34 Epílogo
Notas iniciais
Anteriormente
Assim que voltou, deitou-se na cama e puxou meu corpo para si, fazendo minhas costas baterem suavemente contra seu tórax malhado. Ele beijou meu pescoço arrepiando-me e fez carinho em minha cabeça.
– Lucy, quer namorar comigo? – sussurrou em meu ouvido.
Virei o rosto rapidamente e ao ver o enorme sorriso em seus lábios senti meus olhos lacrimejarem de felicidade.
– Sim Sting! É o que eu mais quero neste mundo. – falei.
Beijamo-nos intensamente, ambos com a felicidade quase explodindo dentro do peito. Momentos depois, adormeci no calor dos braços do homem que eu amo.
No final tudo havia dado certo.
EPÍLOGO
Um ano depois:
– Lucy Heartfilia, você aceita Sting Eucliffe como seu futuro marido para amar e respeitar, na saúde e na doença até que a morte os separe? – perguntou o padre com a bíblia na mão e me olhando com expectativa.
Fitei meu amado que estava com o cabelo loiro arrumado – talvez pela primeira vez na vida — trajando um maravilhoso terno preto. Seu rosto estava sendo iluminado pela luz do sol, seus olhos azuis brilhavam de emoção e seu sorriso fazia com que eu quisesse parar o tempo para ficar admirando-o.
– Aceito! – falei sorrindo.
Peguei a aliança maior que estava na delicada almofada prateada que Luna, uma de minhas melhores amigas, carregava. O anel era de ouro, fino e decorado com um minúsculo diamante. Coloquei-o no dedo de meu amado dando um beijo em sua mão logo em seguida.
O dia estava completamente perfeito. Estávamos celebrando nosso casamento na pequena clareira que ficava no centro da floresta próxima a guilda. Aquele fora o local de meu primeiro encontro com Sting e considerava-o especial. Passei os olhos pelo local. Levy, Ravena e Erza eram minhas madrinhas e Gajeel, Rogue e Jellal, os padrinhos, pois todos eram casais. Todos meus amigos tanto da Fairy Tail quanto da Pandine estavam reunidos ali. Até mesmo Natsu, acompanhado de Lisanna, estava sentado em um dos bancos. Alguns poucos membros da Sabertooh também estavam presentes já que Sting pertencia àquela guilda no passado.
– E você, Sting Eucliffe, aceita Lucy Heartfilia como sua futura esposa para amar e respeitar, na saúde e na doença até que a morte os separe?
– Aceito. – ele falou sorrindo de forma exuberante e fazendo com que meu coração quase pulasse para fora de meu peito.
Foi a vez dele pegar meu fino anel e coloca-lo em meu dedo, beijando-o em seguida sem parar de fitar meus olhos.
– Pode beijar a noiva. – declarou o velho padre com um singelo sorriso nos lábios.
Nossos lábios se tocaram suavemente, ainda com o sorriso fixado neles. Aprofundei o beijo, nossas línguas se tocavam delicadamente de uma maneira extasiada e amorosa, transmitindo nossos sentimentos sem ser necessário o uso das palavras. Quando o ar nos faltou, afastamo-nos e Sting, meu marido, me deu um leve e caloroso selinho.
– Eu te amo, minha blondie. – ele sussurrou.
– Eu também te amo, minha abelha irritante. – sussurrei de volta fazendo-nos rir.
~#~
Dois anos e meio depois:
– Lector, seu gato maldito, desça já com minha filha! – berrei.
Como Nishe, minha filha, tinha um pouco menos de dois anos, Lector havia tomado gosto de ceder aos pedidos da pequena e voar com ela. Senti dois braços me rodearem e Sting beijou meu pescoço de forma carinhosa.
– Deixe a mini blondie se divertir, blondie. – falou o loiro.
Como nossa filha tinha o cabelo loiro claro, o apelido que meu marido havia designado para mim, acabou passando para ela também. Nossa filha possuía os olhos do pai e minha incansável curiosidade, o que juntado com seu grande dom de arrumar confusão, dava bastante dor de cabeça. Mesmo pequena já sabia falar algumas palavras e estava começando a articular algumas frases completas. Ela dominava a magia de luz, ou seja, minha filha consegue dar forma a luz, transformá-la no que quiser e até roubar toda a claridade do local. Por sorte, ela só usava sua magia para fazer ursos de pelúcia e unicórnios. Como toda criança, tinha medo do escuro e, por isso, nutria um pouco de medo do ‘‘titio’’ Rogue e da ‘‘titia’’ Luna – como ela os chamava.
Alguns minutos depois, Lector pousava com Nashi exibindo um sorriso faltando um dente canino e com o cabelo completamente desgrenhado. Seu vestidinho rosa estava com algumas linhas soltas e seus sapatinhos brancos estavam úmidos.
– Ah mamãe, foi muito legal! Letor me levou pra um lugá com muitas plantinhas e água. – exclamou a pequena pulando em meus braços.
Sorri e beijei a bochecha de minha filha.
– Que bom que você se divertiu. Agora vamos arrumar seu cabelo para irmos almoçar, certo? Hoje iremos à Magnólia para você reencontrar a Hyla e o Myza. – falei fazendo o sorriso da criança aumentar.
Hyla é a filha de Gajeel e Levy. Ela era alguns meses mais nova que Nishe, mas as duas eram grandes amigas. Assim como a mãe, ela possuía fios azuis longos, mas possuía a personalidade arteira e encrenqueira do pai. Sua magia igual a da mãe, o que deixava Levy completamente feliz.
Myza é o filho de Jellal e Erza. Ele era mais velho que as duas menininhas, mas gostava de andar com ela. Seu cabelo era repicado e escarlate – como o da mãe-, mas por sorte não havia puxado a rigidez e agressividade dela. Seus olhos eram verdes e ele havia puxado a magia do pai.
– Lyra vai tãmem papai? – perguntou Nishe.
– Não, mini blondie, ela ainda é muito pequena e Rogue não quer que vocês transformem a filha dele em uma pequena arruaceira. – falou Sting fazendo-nos cair na risada.
Lyra possuía apenas um ano de idade e é filha de Rogue com Ravena. Seu cabelo era negro como o do pai, seus olhos eram escuros e ela dominava as chamas como a mãe, o que deixava toda a guilda sempre à postos para apagar os pequenos incêndios que ela causava acidentalmente.
Entrei na guilda com a pequena nos braços e fui até nosso quarto. Dei um banho nela, brincando com as bolhas de sabão que se formavam e com a espuma. Vesti-a com um singelo vestidinho amarelo claro com lacinhos e nos pés ela usava uma delicada sapatilha branca com uma pequena flor na lateral do sapato. Sentei-a na cama e penteei seus fios loiros com delicadeza, prendendo um pouco de seu cabelo com uma fita dourada em um rabo de cavalo lateral, igual ao meu penteado, mesmo sabendo que ele logo se desfaria graças ao dom dela de não parar quieta um só momento.
Ajeitei minha saia jeans e minha blusa azul, peguei as pequenas bagagens minha e de Nishe e desci. Sting nos esperava sentado em uma mesa da guilda já com nosso almoço pronto. Comemos rapidamente e saímos da guilda, indo em direção à estação de trem. Por sorte, o transporte sairia dali poucos minutos e logo entramos em nosso vagão. Como o loiro sempre passava mal em qualquer transporte, ele deitou em minha perna e Nishe ficou no outro banco, olhando freneticamente para todas as direções. Seus olhos azuis brilhavam de empolgação e percebi que ela estava maravilhada com tudo.
O trem começou a acelerar e a paisagem passava rapidamente por nós. Olhei para a vegetação do lado de fora sorrindo. Minha vida era ótima e nunca me arrependi de ter aceitado servir de receptáculo para Shoyu-sha. Graças a minha atitude, eu havia construído um mundo melhor para minha querida e preciosa filha crescer. Sempre teremos altos e baixos, mas devemos tentar tomar as melhores decisões e nos esforçar ao máximo para não termos arrependimentos.
A vida é um extremo. Ela pode tanto ser cruel quanto maravilhosa. Saí de Magnólia como uma menina cujo coração fora partido e voltei uma mulher completamente realizada e feliz. O mundo – até mesmo o mágico – é cheio de reviravoltas. Eu nunca iria me imaginar apaixonando por um homem que havia rido de minha desgraça e agora cá estou, casada com Sting e com uma maravilhosa filha como presente de nossa relação. Não podemos mudar o passado, se nos envergonhamos dele, devemos apenas fazer de tudo para melhorar o futuro. Olhei minha aliança e observei tanto o loiro quanto Nishe dormindo no banco. Os dois são a prova que uma coisa que parecia o fim do mundo pode ser apenas o começo de uma nova e maravilhosa etapa da vida.
Sorri ao lembrar que tudo havia começado quando decidi não ser mais da Fairy Tail.
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