Lucky ?
7 Capítulo 6 - Stefan
Notas iniciais
– Eu não esperava isso de você Stefan, que falta de irresponsabilidade a sua. – Maxon já disse essa frase umas vinte vezes e eu ficava só ouvindo sem falar uma palavra sequer.
– Se tivesse acontecido alguma coisa com você o quê seria de Nafta? Você não pode sair por ai sem segurança, a qualquer momento podiam ter atirado em você e na garota.
– Não aconteceu nada de mais, estamos bem. – respondi pela milésima vez. Desde que entrei no palácio meu pai não parava de me chamar de irresponsável.
– Foi por pura sorte. – pensei que ele colocaria um ponto final na conversa mais foi pura ilusão. — Tenha em mente que você é único herdeiro de Nafta, pare de ser egoísta e pense no seu reino.
– Egoísta? Eu passei a minha infância e adolescência inteira me dedicando a essa droga de reino, sempre fui dedicado e responsável, agora só porque uma vez na vida me deixei ser um jovem de 21 anos você está fazendo parecer que eu matei alguém. – meu rosto estava fervendo de raiva.
– Essa garota ta enchendo sua cabeça com essas coisas de ser comum. Entenda de uma vez por todas VOCÊ NUNCA VAI SER COMUM. — ele gritou as ultimas palavras.
– Ela não tem nada a ver com isso, eu fui porque eu quis. Não precisa jogar na minha cara.
– Você não era assim, e depois que começou a falar com ela está com a língua afiada e usando roupas que não são apropriadas. – me olhou de cima a baixo. – Ela vai dar muito trabalho pelo que estou vendo.
– Então desista de uma vez por todas dessa história de casamento. – sussurrei.
– NUNCA! – bateu a mão na mesinha que tinha no quarto onde estou hospedado. Quando eu ia responder meu pai, entra minha mão com um monte de revistas.
– Da pra ouvir a conversa de vocês lá da sala de estar. – depositou as revistas na mesa e entregou uma ao meu pai. – O público adorou a aparição de vocês hoje, estão achando que estão apaixonados e não suspeitam que seja um casamento arranjado.
– Pelo menos uma noticia boa. – Maxon concentrou-se em ler a revista e me deixou de lado.
– As fotos ficaram lindas. – mamãe estendeu para mim uma revista em que eu e Katherine estávamos dentro do ônibus tão próximos e olhando um pro outro, a legenda dizia “Novo casal é visto em ônibus com olhares apaixonados”, na outra estava carregando ela no colo e levando-a para o mar “Um grande cavalheiro”, na capa de uma revista de fofoca conhecida continha nós dois de mãos dadas que dizia “Princesa Katherine e Príncipe Stefan são vistos de mãos dadas, tudo indica que tem romance por ai”.
– Isso é ótimo. – meu pai mudou de humor tão rápido. – Quero uma sessão de fotos e uma entrevista para anunciarmos o noivado, o mais rápido possível.
E assim ele saiu do quarto, deixando eu e minha mãe perplexa com sua mudança de humor repentina.
– Estou orgulhosa de você meu amor. – passou a mão no meu rosto, com um olhar de admiração. – Pela primeira vez na vida fez algo por si próprio.
– Pensei que levaria mais um sermão. – relaxei mais com a sua risada doce.
– Seria o correto a se fazer, mas preferi deixar essa parte com o seu pai. – sentou-se em minha cama e fez sinal para eu deitar minha cabeça em seu colo e assim fiz. – Katherine vai fazer muito bem a você, e você a ela.
– Acho que ela não vai mais querer nem olhar na minha cara, quanto mais me ajudar. – soltei um suspiro.
– O que você fez? – começou a fazer cafuné em meu cabelo e me lançou um olhar de suspeita.
– Eu meio que joguei algumas verdades na cara dela e disse que eu jamais a escolheria para ser minha rainha. – mal terminei de falar e recebi um puxão na orelha. – Ai. Mãe.
– Nunca diga isso a uma garota, ainda mais se for para Katherine uma garota insegura.
– Não fiz por mal. E agora o que eu faço?
– Peça desculpas e a recompense por isso. – levantou-se e depositou um beijo em minha testa. – Boa noite meu amor e descanse.
– Boa noite mãe e obrigado. – soprei um beijo para ela e assim se foi.
Depois de tomar um longo banho, fui para a cama e apaguei.
Fazia dois dias que eu não a via, ela se recusava a descer para as refeições e não permitia visitas, não arrisquei fazer uma visita ao seu quarto, pois sabia que ela precisava de tempo para refletir sobre tudo o que tava acontecendo.
– Stefan? – eu reconheceria essa voz em qualquer lugar.
– O que faz aqui Damon? – olhei para ele e apertei sua mão.
–Vim ver minha querida noiva. – usou o tom mais irônico que tinha.
– Sério como você agüenta? – ri da sua cara de tédio.
– Penso em como ela é gostosa e na lua de mel.
– Você não vale nada.
– Damon? – uma voz feminina e que parecia ser de Elena ecoou no local.
– Xiii a megera me achou e lá vou eu. – respirou fundo e deu uma leve batidinha no meu ombro. – Boa sorte com a Petrova numero dois, ouvi falar que ela está uma fera.
E assim saiu sem ao menos esperar por uma resposta. Hoje era o dia da sessão de fotos e eu estava nervoso pelo que Damon disse.
– Vossa Alteza, é um prazer imenso em conhecer-te. – um homem com um topete branco fez uma breve reverência. – Sou Carther Lunner fotógrafo.
– Stefan Salvatore. –apertei sua mão.
– Eu sei bem quem você é alteza, seu rostinho está em todas as capas de revistas. – deu uma piscadinha pra mim, opa acho que ele não curte a fruta. – Vossa Majestade.
– Sr. Lunner. – Katherine o cumprimentou com certa rispidez na voz. Ela estava elegante e nem se parecia com a garota que só queria ser normal, usava um vestido creme com detalhes de flores ia até o joelho, o cabelo estava metade preso e metade solto com os cachos de sempre.
– Quero começar pelo jardim, por favor, me acompanhem. – Lunner não calava a boca, ficava falando o quanto tudo ficaria perfeito e blá blá blá, nenhum dos dois prestava atenção nas baboseiras que ele dizia.
A equipe de Lunner era grande, ao todo 20 pessoas trabalhavam para lá e para cá. Colocaram um divã no jardim e fizeram Katherine deitar-se nele, me ajoelhei no gramado e toquei seu rosto de forma suave, olhando intensamente nos seus olhos, e assim foi a primeira foto. Entregaram-me uma coroa e eu coloquei-o nela, mais uma e assim foram tiradas várias fotos no jardim.
– Perfeito! Agora quero fotos de um casal de jovens e não de futuro rei e rainha. — Lunner continha um sorriso que ia de orelha a orelha de tão grande.
Troquei de roupa, vestindo uma calça preta que julguei ser justa demais, camiseta jeans escura e óculos preto estilo Ray Ban. Alguns minutos se passaram e Katherine apareceu, a olhei de cima a baixo admirando-a, na cabeça um gorro vermelho e nos olhos um Ray ban estilo aviador, uma jaqueta jeans clara cobria seus braços e a blusa preta justa realça seus seios fartos, calça preta colada e para completar botas, percebi que ficava linda em qualquer estilo de roupa imagine só sem nenhuma.
“Stefan controle-se”
Abaixei um pouco para que ela consegui-se pular nas minhas costas, assim que consegui girei-nos e sorri quando vi que ela parecia estar se divertindo, e lá se foi mais uma foto. Não me pergunte como, mas trouxeram uma cabine dessas de tirar foto para o palácio e nos enfiaram lá.
– Quero os dois sorrindo. – Gritou Lunner de não sei aonde.
– Não agüento mais fingir estar feliz. – fez um biquinho que me deu vontade de beijá-la.
– Posso resolver seu problema agora. – dei um sorrisinho torto e a ataquei com cosquinhas, ela se debatia e gargalhava, não tive como não rir de tudo isso, era fascinante ver ela assim respondendo aos meus toques.
– Katherine pegue este cupcake e sinta-se a vontade para fazer o que quiser. — mal terminou de falar e ela já sorria diabolicamente.
Pegou o bolinho e atacou ele na minha cara, fiquei sem reação pois não esperava por isso, enquanto isso ela morria de tanto rir, peguei o glacê azul e passei na pontinha do seu nariz e depois depositei um beijo no mesmo local.
– Eu quero um beijo apaixonado do casal. – Lunner batia palmas e pulava de alegria, mas o que ele disse me deixou animado, já Katherine mudou de expressão fechando a cara.
– Acho que já tem fotos suficientes para a revista. – levantou-se do banquinho e saiu da cabine.
– É só uma bitoquinha, não vai ser tão ruim assim. – fui ao seu encontro pegando em seu braço para que ela ficasse de frente a mim.
– Não quero e ponto final. – seu rosto ganhou uns tons de vermelho e mais uma vez a vi corar.
– Beijo técnico que tal? – eu precisava daquilo, era como uma necessidade.
– Já disse não quero. – cruzou os braços fazendo com que seus peitos quase pulassem para fora da blusa, meus olhos estavam fixos ali. – Stefan!
– Não faz mais isso ta legal? – soltei um suspiro e olhei para seus olhos. – Vamos apenas insinuar pode ser?
– Não ouse dar uma de espertinho.
Colocaram até uma musica de fundo só para entrarmos no clima e a tirei para dançar. Toquei em sua bochecha fazendo um carinho.
– Você é linda. – sussurrei em seu ouvido, vi seus braços ficarem arrepiados com a minha voz rouca e meus lábios pertos do lóbulo de sua orelha. Depositei um beijo em sua testa, coloquei minha mão em sua nuca trazendo seu rosto para mais perto do meu, sua respiração estava irregular e seu hálito de canela era tudo que eu precisava para perder o controle, seus olhos esbanjavam desejo e percebi que ela queria aquilo tanto quanto eu coloquei minhas duas mãos em seu rosto pronto para beijá-la quando ouso o barulho de palmas e me afasto. A rainha Amberlly trazia em seu rosto um sorriso de vitória e não entendi o porquê.
– Perfeito! – Amberly abraçou Lunner como se fossem melhores amigos.
– Obrigado pela cooperação e estão dispensados. – Lunner pegou a câmera e saiu com a rainha, nos deixando a sós.
– Me desculpa por ter sido um idiota com você. – disse finalmente tomando coragem.
– Sério é só isso que tem para me dizer? – bufou. – Sinceramente eu esperava mais vindo de você.
Ela saiu do salão me deixando ali sozinho e sem entender nada, uma hora tava quase me beijando e agora tava me maltratando? Vai entender essas mulheres bipolares.
Já que ela esperava mais de mim, é mais que ela vai ter. Subi de pressa para o quarto e comecei a pensar em uma forma dela me perdoar.
Desci para o jantar e nada dela de novo, ela não estava fazendo as refeições conosco e isso me intrigava, pois sabia que ela adorava comida e ainda mais doce. E foi ai que tive a idéia brilhante de como fazer ela me perdoar, só precisava achar o chef de cozinha e tudo estaria resolvido.
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