Lucky ?
8 Capítulo 7 - Katherine
Notas iniciais
A sessão de fotos foi uma tortura, pois quase me deixei levar e eu teria beijado Stefan se não fosse minha querida mãe, preciso agradecer ela depois por ter me salvado.
Recusei-me a jantar com a realeza, não estava com paciência para aturar ninguém hoje. Tomei um longo banho, assim que sai do banheiro só de roupão me arrependi de não ter ido jantar e ter recusado a comida que Celeste trouxe, ouvi um barulho vindo da sacada, abri as portas de vidro me deparando com Stefan, ele tinha uma cesta na mão esquerda e o que pareceu ser uma garrafa de champanhe na direita.
– O que faz aqui? – cruzei os braços e fechei a cara.
– Meu pedido de desculpas? – levantou as coisas que segurava. – Por favor, não cruza os braços.
Olhei para baixo e vi que estava só de roupão e que meus seios estavam quase escapando para fora, entrei correndo para o quarto querendo chegar até o banheiro, mas acabei escorregando e caindo de bunda do no chão, me levantei rápido e percebi que seria burrice ir para o banheiro, então segui para o closet.
–Educação mandou recado. – gritou esbanjando ironia.
Coloquei meu macacão jeans com uma blusa preta por baixo e decidi prender meu cabelo em um coque alto. Sai do closet dando de cara com o ser mais folgado do mundo, ele estava deitado na minha cama olhando o álbum de fotografias tiradas por mim.
–O faz aqui ainda Stefan?
– Você é muito boa com as fotos. – apontou para a que eu tinha tirado dele na praia. – Não sabia que gostava dessas coisas.
– Você não sabe nada sobre mim. – puxei o álbum de suas mãos.
– Que tal me falar sobre você? Eu vim te convidar para um piquenique noturno. – levantou-se da cama e ligou uma lanterna na minha cara.
–Tira isso da minha cara. – cobri os olhos com as mãos.
– Se eu tirara você aceita?
– Ta eu aceito. – tirei as mãos do rosto vendo um sorriso radiante em seus lábios.
–Vem. – me puxo para fora do quarto me levando até a sacada, desceu meio desajeitado mais não caiu, desci também como eu estava de chinelo acabei escorregando o pé e cai, fechei os olhos esperando pela dor de cair do terceiro andar, mas a única coisa que senti foi braços forte segurando-me. — Te peguei princesa.
Abri meus olhos me deparando com olhos cinza? Espera um pouco, Stefan parecia ter olhos verdes quando nos vimos pela primeira vez, mas por incrível que parece hoje estavam cinza.
– Você tem que explicar essa coisa que faz seus olhos mudarem de cor. – disse quebrando o silencio.
– Com o tempo você vai entender. – deu uma piscadinha
Stefan me colocou no e andamos para o jardim, o céu estava cheio de estrelas e a lua cheia tornava tudo mais belo, ajudei-o a forrar a grama com uma toalha quadriculada e nos sentamos.
– O que vai querer primeiro? – perguntou retirando da cesta vários potes. – Temos morango com chocolate, batata frita, hambúrguer, pizza de carne seca, mousse de maracujá, e para beber temos champanhe e chocolate quente.
– Espera como você sabia que eu gostava de tudo isso? – perguntei.
– Intuição. – deu de ombros.
– Sabia que tinha dedo da Celeste nessa história. – o sorriso torto só confirmou minha suspeita.
– Eu tive a idéia e ela me ajudou com a comida.
– Eu vou matar Celeste. – soltei um gritinho e ele riu da minha cena exagerada.
– Não vai querer nada? – perguntou com um olhar meio tristonho.
– Essa coisa de desperdício não é comigo. Vai passa tudo. – mandei. Comi quase tudo em menos de meia hora, é eu realmente estava com fome, deixei o morango com chocolate por ultimo porque queria saborear melhor.
– Por favor, só não come o pudim, eu trouxe pra mim. – fez uma carinha de criança que não resisti, entreguei o pudim a ele.
– Obrigado por tudo isso. – indiquei os potes que antes cheios e que agora estavam vazios.
– Isso quer dizer que você me perdoa? – vi uma pontinha de esperança brincando em seus olhos que naquele instante estavam verdes.
– Se eu te perdôo por seu um completo idiota? – fingi estar pensando e me obriguei a colocar um olhar sério no rosto. – Depois de toda essa comida, sim eu te perdôo.
– Ufa. – suspirou aliviado. Entregou-me as duas taças e as encheu de champanhe, pegou uma e deixou a outra para mim. – Um brinde a comidas gordurosas.
– Um brinde a pessoas idiotas? – ri da sua cara de espanto. – Brincadeirinha.
Deitei-me na grama admirada com a beleza da noite, parecia coisa de filme e me arrependi de não ter pegado minha câmera.
– Que tal brincarmos? – um sorriso carregado de malicia surgiu.
– Não seja idiota Stefan.
– Você nem sabe que tipo de brincadeira é. – deitou-se ao meu lado.
– Nem preciso saber, pois seu sorriso te entrega.
– O nome é Como seria sua vida se você fosse uma garota comum? – não esperava por isso. – Viu nada de mais.
– Ta bom. – respirei fundo criando coragem. –“ Eu estaria na universidade cursando fotografia bem longe daqui, Celeste seria a minha colega de quarto e todos os sábados iríamos a um barzinho encher a cara. Nas férias de verão nós iríamos para Las Vegas e ficaríamos ricas jogando nos cassinos.Depois de me formar eu iria sair por ai em uma moto, tirando foto de todos os lugares do mundo.” Acho que é isso.
– Poker sério? – soltou uma gargalhada. – Seria uma boa vida.
– Agora é sua vez.
–“ Minha mãe seria professora de musica e meu pai fotografo dos famosos, eu iria fazer faculdade de Artes Plásticas e venderia meus quadros na rua, pois um grande pintor começa por baixo e depois é reconhecido, e seria assim que eu te conheceria, você toda desastrada quebraria um dos meus quadros e como forma de pagamento eu te convidaria para um encontro. No segundo encontro eu te roubaria um beijo e levaria um tapa de você, pois você se dizia ser difícil.
Já formados iríamos viajar o mundo a fora e você seria a musa dos meus quadros que ficariam famosos no mundo todo por causa da sua beleza. Depois de juntarmos bastante dinheiro compraríamos uma casa comum repleta de vizinhos chatos e barulhentos.
Por mais que eu odeio esse casamento eu não vejo uma vida sem que você esteja presente, eu acho que o destino te reservou pra mim e...”
– Acho que mesmo que fossemos comuns o destino ia dar um jeito de nos juntar. – meu olhar estava fixo no céu, eu não acredito que tinha dito aquilo em voz alta.
– Não era só uma forma de te pedir desculpa. – senti seu olhar em mim, mas me recusei a me virar. – Eu vou embora no dia do noivado.
– O que? Mais é um jantar de noivado, você não pode ir embora. – me sentei olhando finalmente para ele. – E meu pai disse que você ficaria até o dia do casamento.
– Sinto muito, mas eu estou com alguns problemas em Nafta e terei que ir embora. O jantar foi cancelado e será apenas um almoço para os mais próximos.
– Não acredito que você vai me deixar aqui sozinha no dia do nosso noivado. – bufei.
– Ei, eu vou embora de tarde, mas como eu queria uma despedida de verdade quis te ver hoje. Vem comigo?
– Sabe que eu não posso.
– Por que não?
– Porque eu tenho que organizar a droga do casamento com a chata da minha mãe. – me levantei furiosa.
– Minha mãe te ajudaria numa boa. – levantou-se e ficou bem perto de mim.
– As coisas não são tão fáceis assim. – cruzei os braços, agora minha vida voltaria o tédio de sempre.
– Ok. – começou a guardar os potes.
Voltamos para meu quarto em um silencio insuportável, eu não agüentava mais o clima pesado que estava.
– Te vejo amanhã? – perguntei da sacada, já que ele não quis subir. Mas ele apenas concordou com a cabeça e foi embora.
Droga, Droga, mil vezes Droga, eu fiz tudo errado de novo, quando estávamos nos entendendo eu tinha que estragar tudo. Percebi o quanto ele ficou chateado quando eu recusei seu convite, eu queria ir, mas eu tinha medo de que a nossa amizade se é que eu posso chamar isso que temos de amizade, se transformasse em algo que eu não estava preparada para sentir.
Mal dormi, passei a noite inteira relembrando e pensando sobre o nosso piquenique. Hoje era o grande dia, o dia em que Stefan pediria minha mão em rede nacional.
Celeste entrou no meu quarto trazendo meu vestido, como sempre ela estava linda com um vestido preto justo que iam até o joelho, era o look mais simples que já a vi usando e o cabelo estava solto com um brilho de dar inveja.
– Me conta tudo sua danadinha. – chegou toda animada.
– Não aconteceu nada de mais. E como sempre eu estraguei tudo. – deixei um suspiro escapar.
– Quero detalhes minha querida. – foi ao meu banheiro preparar um banho de banheira para mim, pois eu precisava relaxar e depois de alguns minutos voltou. – Está do jeito que você gosta, agora venha.
Enquanto relaxava na banheira, contava tudo o que aconteceu na noite passada para Celeste, que sorria e batia palmas, parecia uma criança quando a levavam ao parquinho.
– Não acredito que se recusou a ir com ele sua boba. – jogou água na minha cara.
– Eu sei foi burrice minha, mas agora já foi. – brinquei com as pétalas de rosas para não olhar para ela.
– Não me diga que está com medo de acabar se apaixonando por ele? – como não respondi ela levou isso como um sim. – Katherine! Você tem problemas? Qualquer garota queria se apaixonar por Stefan Salvatore o gostoso.
– Mais eu não, ok?
– Poxa ouvi falar que vocês quase se beijaram na sessão de fotos.
– Quem te disse isso? – senti meu rosto esquentar, droga eu estava corando e isso só acontecia quando falava dele.
– Eu sei de tudo que acontece nesse palácio meu bem. Quem em sã consciência recusaria um beijo daquele ser utra mega gostoso? – entregou-me o roupão e voltamos para o quarto. – Ela mesma, a garota rebelde, Katherine Petrova.
– Chega desse assunto ok? – eu estava quase implorando para que ela calasse a boca.
Celeste fez um coque alto e sem um fio solto em meu cabelo, o vestido que escolheu foi um de corte romântico azul turquesa bordado em flores, os saltos eram na cor prata que combinava com o cinto.
– Sua avó pediu que usasse isto. – pegou a coroa e colocou delicadamente em minha cabeça, eu sabia que aquela era a sua favorita e ela a confiou a mim.
Eu transbordava insegurança e tudo que eu mais queria era que aquele dia terminasse o mais rápido possível, mas quando eu vi aquele par de olhos verdes me esperando no final da escada percebi o quanto eu estava feliz em velo sorrindo para mim, aquele sorriso torto que faz meu estomago se encher de borboletas, me vi perdida no seu olhar.
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