Lucky ?
17 Capítulo 15 - Katherine
Notas iniciais
Capítulo 15 –Katherine
Acordei com o sol batendo no meu rosto, mas não foi isso que me assustou e sim o fato de ter braços possesivos em minha cintura e pernas enroscadas nas minhas, olhei para o lado e pude ver um Stefan sonolento, parecia um anjo dormindo, tão calmo e com o rosto tão serene, opa, espera ai, Stefan não pode estar aqui, isso é contra as regras, ta mais desde quando eu ligo pra regras? Xiiu agora eu ligo. Dei um grito tão alto que fez com que o coitado caísse da cama.
–Droga Katherine! — reclamou ainda no chão.
–O que você está fazendo aqui? — pergunto me cobrindo com o edredom.
–Foi você que me pediu pra ficar ontem. — ficou de pé e voltou a deitar na cama.
–Eu sei, só que me lembro bem de dizer pra ir embora quando eu dormisse.
–Acontece que eu cai no sono e nem percebi. — falou passando a mão pelos cabelos bagunçados.
–Meu deus Stefan se alguém sonhar com isso aqui, estamos ferrados.- apontei para nós dois.
–Calma, eu vou sair e correr pro meu quarto. — levantou-se e caminhou até a porta, porém parou quando ouvimos uma batida na porta. — Droga.
–Meu Deus. — rezei baixinho para ser somente uma criada.
–Katherine? Sou eu America, posso entrar? — falou a rainha do outro lado da porta, meu deus estamos fritos.
–Só um minutinho.- respondi, olhei para Stefan e arrastei ele para debaixo da cama. — Fica ai e nem mais uma palavra.
Arrumei meus cabelos e abri a porta, a rainha estava linda usava um lindo vestido rosa claro que ia até os joelhos, nada de decotes e a coroa na sua cabeça chamava mais atenção que seus lindos cabelos ruivos. Dei passagem para que ela pudesse entrar.
–Sinto muito que tenha lhe acordado. — disse a rainha abrindo um sorriso envergonhado.
–Eu já estava acordada majestade.
–Bom, vim aqui para dizer que temos que ensaiar algumas coisas do casamento e da coroação.
–Pensei que não iria precisar de tudo isso, já que quem vai ser coroado é o Stefan.
–Temos que ensaiar a entrada, a coroação sim porque você será a nova rainha.- ela pegou na minha mão e olhou para mim com olhos tão bondosos. -Eu sei que você está com medo, mas vai dar tudo certo, eu prometo.
–Obrigado.
–Bom, hoje vamos escolher o vestido e a sua madrinha.
–Madrinha? — pensei que em casamentos reais não tinha madrinhas.
–Sim, Stefan preferiu ter uma madrinha e acho justo que você tenha uma também.
–Celeste. — disse, ela era minha única amiga, tinha que ser ela. — Ela é minha dama de companhia.
–Certo, vou mandar busca-la o mais rápido possível.
–Obrigado, mais uma vez.
–Não tem que agradecer, faço de tudo pela felicidade de meu filho e vejo que você o faz muito feliz.
–Eu acho que é ao contrário. — dei um sorriso nervoso, pois Stefan estava ouvindo tudo.
–Bom eu vou indo, te vejo no almoço, pois acredito que vai querer descansar mais. — a rainha estava na soleira da porta, quando suspirei aliviada por ela não ter percebido nada. — Alias, Stefan saia de baixo dessa cama, vai provocar sua renite.
–Como você...- Stefan saiu de baixo da cama.
–Acha mesmo que eu não percebi sua ausência? Sou velha mais não sou burra. — deu um risinho, eu fiquei vermelha que nem um pimentão. — Vou deixar vocês a sós.
Assim que a rainha saiu eu entrei em estado de choque, MEU DEUS, não levamos bronca nem nada, ela apenas riu da nossa vergonha. Stefan veio até mim e depositou um beijo em minha testa, e saiu do quarto sem dizer uma palavra.
Passei a tarde inteira com a rainha America, resolvemos todos os detalhes da entrada, valsa e da coroação, ela me ajudou com o discurso e todo o resto. America era o tipo mãe perfeita, era o sonho de toda garota, sempre prestativa e conselheira, nunca perdendo o controle, sempre agindo com elegância e carisma. Não vi Stefan em nenhuma das refeições, assim como nós ele também esteve bem ocupado e não parou um segundo, fiz minhas refeições somente com a rainha, ela comentou que ele e o pai estariam ocupados resolvendo coisas importantes.
–Katherine acorda. — ouvi uma voz que conheceria há quilômetros de distancia, era ela, minha melhor amiga, ela estava aqui. Pulei da cama para abraça-la.
–Celeste! Quase morri de saudades. — disse apertando-a contra mim, só Deus sabe o quanto senti sua falta esse tempo todo.
–Céus, não sabe o quanto sofri naquele palácio sem você. -choramingou.
–Eu sei, você mereceu por ter ajudado Stefan e não ter me contado nada.
–Ei eu fiz isso pro seu bem.
–Eu sei, eu sei. Obrigada. — contei tudo para ela sobre a viajem, porém resolvi ocultar as partes do beijo, não quero me expor por enquanto.
Passamos o dia inteiro juntas com a rainha, ela nos levou em alguns pontos turísticos de Nafta e aproveitei para tirar muitas fotos para meu álbum, sim estou montando um álbum de momentos inesquecíveis, eu sei que soa meio infantil, mas está sendo importante pra mim. Nafta é um lugar lindo, cheio de vida e modernidade, em todos os lugares que fomos pessoas pediam fotos e gritavam nosso nome, atendemos a todos principalmente as crianças. Mas um dia se foi e não vi Stefan, vi o rei em algumas refeições, mas nada dele.
Já estava deitada quando ouvi uma leve batida na porta, mandei a pessoa entrar esperando que fosse Celeste com o vestido, ela ficou de buscar ele hoje e disse que traria para mim vê-lo antes do grande dia, que por sinal é amanhã, meus nervos estão a flor da pele. Vejo então cabelos bagunçados e um Stefan cansado entra no quarto, deita na cama e fecha os olhos.
–Uau, veio até aqui para dormir? — dou uma risada sarcastica.
–Pelo amor de Deus fale baixo, minha cabeça vai explodir. -diz passando a mão na cabeça com tanta força que parece que queria arrancar.
–Ei, desculpa. — chego mais perto dele, passando minha mão em sua tempora. — Você sumiu.
–Eu sei, me desculpe. — ele abre os olhos, que finalmente encontram os meus. — Eu estou atolado de relatórios e problemas.
–Tem algo que possa fazer para ajudar? — me sentei na cama encostando na cabeceira, ele me olhou e se aproximou, ficando cara a cara comigo.
–Tem uma coisa que você pode fazer sim. — disse com um olhar malicioso.
–E o que seria essa coisa? — estava torcendo para ser algo do tipo fácil.
–Só continua a mexer no meu cabelo que passa. — Stefan se acomodou em meu colo e passei a fazer carinho em seu cabelo, senhor que cabelo macio, era de dar inveja a todos, e ainda era cheiroso. Suas mãos foram parar em meus joelhos e fizeram caminho até minha coxa quando percebeu que estava sem tecido para impedir, justo hoje resolvi usar uma camisola de seda branca que por eu estar sentada subiu até as coxas, fazia circulo com o polegar me causando arrepios e calor. Não satisfeito Stefan passou a distribuir beijos e seus lábios em contato com a minha pele, me deixaram a beira do abismo.
–Stefan... — sussurrei em forma de protesto, porém pareceu mais com um gemido.
–Sim? — levantou a cabeça para me olhar. — Desculpa, perdi o controle. É melhor eu ir.
–Não, por favor fica.
–Dessa vez não posso, amanhã é o grande dia e se pegarem a gente de novo e não for minha mãe...
–Nós vamos tomar cuidado, se você dormir eu te acordo.
–Não acho uma boa ideia, eu tenho que... — não deixei ele terminar de falar, calei-o com meus lábios que ao tocarem no seu me enviaram correntes elétricas, nada se compara com seus lábios, macios e doces, me receberam de forma carinhosa e calma, apenas tocando um no ouro, quando nossas línguas se encontraram começaram aquela dança que só elas sabiam e foi ai que o beijo se tornou mais urgente, porém ele interrompeu o beijo. — Eu tenho que ir. Te vejo no altar.
Depois que Stefan saiu não consegui dormir, não acreditava que ele tinha me deixado ali sozinha, eu precisava dele naquele momento, droga, já estava me sentindo dependente dele e isso não é bom. Passei a noite inteira rolando na cama, quando em fim peguei no sono logo fui acordada por Celeste.
–Céus, você está péssima. — disse com uma cara assustadora.
–Não consegui dormir de noite. — respondi, levantei-me da cama e fui para o banheiro.
–Da para notar, essas olheiras estão enormes. — Celeste veio junto comigo até o banheiro. — Preparei a banheira com sais de banho e pétalas de rosas.
Dormi na banheira, deixei que Celeste fizesse seu trabalho. Tomei café na cama e dormi mais um pouco, acordei já era horário de almoço e fiz a refeição no quarto. Fui levada até um spa que tinha no palácio e passei boa parte do tempo lá com a rainha, enquanto recebia massagem várias pessoas cuidavam para que eu ficasse perfeita, uns cuidavam do cabelo, outros da pele, unhas e outras coisas.
Como planejado o casamento aconteceria no jardim do palácio, essa foi uma das únicas escolhas que eu fiz, já que a rainha Amberly escolheu todo o resto, inclusive a decoração. Era quase fim de tarde quando fiquei pronta, cabelo? ok, vestido? ok, maquiagem? Ok, estava tudo pronto, só faltava eu me acalmar.
–Céus, você está linda meu amor. — disse vovó assim que me viu, ela usava um lindo conjunto azul de saia e blazer, com uma coroa simples prendendo os cabelos grisalhos.
–Vovó que saudade. — abracei-a bem apertado, senti tanta a falta da minha vó e de seus concelhos.
–Eu também senti querida. — se soltou do meu abraço, apenas para dar uma boa olhada em mim. — Chegou a hora querida, seu pai já está a sua espera na escada.
O nervosismo só aumentou, acompanhei minha avó até as escadas onde encontrei o rei Clarkson que usava um terno preto feito sob medida. Não trocamos uma palavra, ele apenas enganchou meu braço no seu e me conduziu para o jardim. A cada passo que eu dava sentia minhas pernas fraquejarem e me imaginei inúmeras vezes caindo, mas tudo deu certo e cheguei inteira até o local da cerimonia, quando pisei no carpete vermelho e finalmente olhei para frente eu o vi, lá no altar, vestindo um smoking preto e os cabelos penteados para o lado sem um fio fora do lugar, perfeito, nossos olhares se encontraram e o medo se foi, dando lugar a certeza de que aquilo era o certo.
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