Notas iniciais
Cliquem nos links que for colocado durante a história!!!

A Gabi (já na intimidade) me mostrou toda a escola com a maior boa vontade, nós conversamos praticamente o caminho todo, trocamos números e nos seguimos em algumas redes sociais. Acabei descobrindo que ela é uma pessoa bem explosiva, de personalidade fortíssima e muito engraçada também. Como se eu já não soubesse, né? (Pelo menos das duas primeiras coisas)

Marina: Sem querer puxar saco, mas sinceramente, tá no seu DNA ser minha amiga – Rindo, brinquei com a mesma depois de vê-la dando uma estrelinha bem no meio do pátio com todas aquelas pessoas olhando.

Gabriela: Sua sorte é que eu realmente gostei de ti, garota. Agora fodeu muito, porque eu não vou largar do teu pé. Aliás, falando nisso, preciso que você me faça um favor. – Disse enquanto mordia o lábio.

Lá vem.

Gabriela: Tá afim de um rolê mais tarde? Tipo, rolêzão memo, coisa boa.

Marina: Rolê? Aonde?

Gabriela: Na casa de um amigo. – Respondeu olhando para a entrada da escola com um meio sorriso perverso.

Olhei na mesma direção avistando o mesmo garoto de casaco que vi mais cedo. Conversando com uma menina que por sinal é bem bonita, contanto que ele esteja considerando contratá-la para um serviço de stripper.

Marina: Esse teu instinto protetora ainda te mata, sabia? – Gabi sorriu balançando a cabeça negativamente.

Gabriela: 23h te mando uma mensagem com o endereço da festa, esteja pronta e preparada para sair nesse horário. Eu vou te esperar na porta da festa, então é corrida contra o tempo e sem atrasos. – Disse enquanto ia em direção à portaria.

Marina: Mas eu nem disse se vou. – Tentei falar sem sucesso, ela já não estava mais prestando atenção e eu não ia atrapalhar de novo.

Fui pra casa meio atordoada com o dia de aula que eu não tive, mas repensando se eu deveria mesmo ir para essa tal festa. Quer saber? Que se dane. Tô precisando curtir algo que não seja meus livros e as músicas do meu Ipod.

Entrei no meu quarto jogando meu celular na cama e a mochila no chão, já tirando a roupa e entrando no banheiro para tomar banho. Não demorei muito, só fiquei 30 minutos lavando o cabelo. Saí do box enrolada num roupão e toalha na cabeça, liguei o secador e sequei tudo rapidamente, passei a chapinha e fiz um coque mal feito, saí do banheiro e coloquei um pijama qualquer. Liguei o ar, fechei a porta do quarto e caminhei até a cama, peguei meu celular em cima da mesma e vi a mensagem da Gabi com o endereço da festa. Abri um sorriso torto e desliguei a tela, achei realmente que ela só fosse me passar o endereço em cima da hora. Deitei e abracei meu travesseiro, acabei pegando no sono por tempo demais.

Acordei 22h24 da noite com a minha mãe me chamando pra jantar, cocei meus olhos e me espreguicei, dando-me conta de que já era para eu estar vestida.

Marina: Mãe, eu vou sair, ok? É uma festa a alguns quarteirões daqui, é de uns amigos da escola. – Disse rápido na cozinha, corri de volta para o quarto e parei observando as caixas com as minhas roupas dentro. – Droga.

Sara: Que festa é essa Marina? Olha só, quero você em casa antes das 2h, tá entendendo?

Marina: Relaxa, mãe. Não vou voltar tarde, prometo! – Abri a caixa que estava escrito “vestidos” e virei no chão. – Mãe, diz pra mim, por favor, que você tem alguma rasteirinha confortável no seu quarto. – Peguei um vestido de alcinhas rosa claro, que ficava maravilhosamente bem e confortável no meu corpo.

Sara: Acho que tenho uma gladiadora sua que usei ontem pra ir ao mercado, vou buscar, vai se arrumar. – Disse enquanto saía do quarto.

Tirei meu pijama rapidamente e coloquei o vestido, fui até o banheiro e botei a babyliss pra esquentar enquanto fazia a maquiagem. Apostei somente no corretivo, blush fraco nas bochechas pra disfarçar a palidez e rímel. Quando voltei até o quarto, calcei as glad que minha mãe deixou na porta, corri de volta para o banheiro e fiz alguns cachos no cabelo, desliguei a babyliss e voltei para o quarto, estava pronta. Meu celular tocou, era uma mensagem da Gabriela.

SMS: Já estou aqui. Cadê você? – 23h05

ÓTIMO, ESTOU ATRASADA.

Estou chegando, me espera! Enviei com pressa.

Despedi-me dos meus pais, saí e peguei o primeiro táxi que vi passando. Dei-lhe o endereço da festa e lá estava eu, saindo de um táxi para uma festa cheia de desconhecidos e pelo visto, o tipo de festa que eu odiava.

Overload (Cliquem)

Gabriela: Caramba, onde você se meteu? Tô aqui a um tempão! – Pelo seu tom, estava um pouco brava.

Marina: Acordei um pouco tarde e tive que me arrumar correndo, desculpa ok?

Gabriela: Tá, Tá! Vem, vamos entrar.

Gabriela me contou que a festa seria comemoração da volta de um garoto que organizava os antigos rolês no Leblon. O que eu não estava esperando era um cara com boné pra trás, uma camisa maior que ele, cigarro na mão, cheio de tatuagens. Olhando para ele, repensei comigo mesma se eram aqueles tipos de pessoas que eu gostaria de ter ao meu lado. Passei tempo demais o encarando, quando dei por mim, ele estava me encarando de volta, seu olhar tinha certa curiosidade, talvez estivesse se perguntando quem eu era e o que estava fazendo ali. Seus olhos eram bonitos, mas no escuro, de longe, era difícil saber a cor. Fiz o que melhor sabia fazer, virei o rosto na direção do bar, bebendo o resto de água no meu copo.

Gabriela: Você é inacreditável. Um festão desses e você bebendo água!

Marina: Não gosto de bebida alcoólica.

Ela me olhava como se eu estivesse vindo de outro mundo.

Gabriela: Seus pais não deixam você beber?

Marina: Não é isso.

Gabriela: Se for, bebe escondido. Experimenta só isso aqui – Estendeu sua mão me oferecendo a bebida azul que esquentava no seu copo.

Marina: Gabi, eu realmente não quero beber, dá ultima vez isso me custou um problemão. Curte sua festa e me deixa aqui.

Ela ergueu as mãos como quem pede desculpas, e saiu, me deixando sozinha. Peguei meu celular na bolsa, e o horário já marcava 1h22 da manhã. Olhei em volta procurando a Gabriela, tudo que eu queria era a minha casa, não conhecia ninguém ali e não tinha nenhum interesse em conhecer.

Esse pensamento foi antes de sentir alguém tocar no meu braço. Virei-me abruptamente pensando que era a Gabriela, mas era o tal cara dos rolês.

...: Esperando alguém?

Marina: Uma amiga.

...: Serve eu? Meu nome é Pedro.

Marina: Na verdade, não serve não, eu realmente preciso me despedir dela.

Pedro: A festa está tão ruim assim pra você querer ir embora? – Ele deu uma tragada no cigarro, e soltou a fumaça bem perto de mim. Passei minha mão na frente, dissipando a fumaça, e ele sorriu. Que sorriso.

Marina: A festa está incrível, mas não é o tipo de festa que eu curto.

Pedro: E qual é o seu tipo de diversão?

Marina: Algo que não estoure meus ouvidos, não me faça querer vomitar com o cheiro de álcool ou me sufoque com fumaça de cigarro.

Ele sorriu de novo.

Pedro: Você não fuma. E também não bebe.

Marina: Só descobriu agora? – Abri um sorriso debochado.

Pedro: Sim, você está em uma festa que praticamente todos estão fazendo isso. Se não gosta, porque veio?

Marina: Isso é mesmo da sua conta? – Ele me olhou um pouco irritado.

Pedro: Posso saber seu nome?

Avistei a Gabriela de longe, na porta, pelo que parecia estava discutindo com uma garota. D-i-s-c-u-t-i-n-d-o. De novo.

Marina: Quem sabe outro dia.

Sem olhar para trás, caminhei em direção à discussão.

Pedro observou a menina de vestidinho rosa seguir na direção de alguém e riu sozinho. É claro que com a sua volta, o Leblon tremeu. Deu a festa que todos precisavam, menos ela. Ele nem sequer sabia o seu nome, só sabia que sua bebida era água sem gás e seu sorriso, mesmo que forçado, brilhava de longe. Toda menininha, de vestido rosa, bolsa de lado e algo neutro no pé. Nenhuma malícia, não que ele pudesse ver. O tipo de menina que ele passa longe, o tipo de garota que ele nunca se interessaria. Balançou sua cabeça negativamente tentando parar de pensar nisso e continuou curtindo a festa, um monte de mulher gostosa dando pala, essa é a noite dele, fechou, demorô.

Do outro lado da festa, estava Marina.

Marina: Gabi, eu estava te procurando. Tá fazendo o que aqui?

Gabriela: Essa garota derrubou bebida no meu cabelo e agora olha só isso, tá completamente molhado e fedendo a cachaça – Seu tom de voz foi rude, bem irritado. E a menina, seu estado estava péssimo, bem alterado.

Peguei a Gabriela pelo braço e a puxei para fora da festa, atrás de mim ela resmungava.

Gabriela: Não quero ir para casa agora, Marina. Me larga! – A olhei lembrando-me que prometi a mãe dela que a levaria pra casa antes de nós entrarmos.

Pensei duas, três, quatro vezes.

Marina: Vem comigo.

Entre tropeços, ela veio.

Notas finais
Espero que tenham gostado!! Bjo bjo ♥