Luar do Leblon

3 3. Monday to come into my room


Notas iniciais
Eu sei que demorei muito a voltar, mas minha mãe internou com infeccão e eu acabei não tendo cabeça para escrever. Sejam bem vindos as pessoas que estão acompanhando, e comentem para eu conhecer vocês e saber que estão gostando. Sei que como venho pouco aqui, não tenho direito de pedir nada, mas... Terá post todos os sábados e ainda que eu não possa estar aqui, vou deixar programado para vocês não ficarem sem o capítulo! Beijo Beijo ♥♥♥

Gabriela: Porra Marina! Fecha essa cortina, eu to com uma puta de uma ressaca. – Disse enquanto tampava os olhos com o antebraço.

Marina: Você deveria me agradecer. – Respondeu a garota estressada.

Gabriela: Por me acordar o quê... – Olhou no celular descarregado ao lado – 07h57 da manhã? – Gabriela sentou na cama incrédula – Pelo amor de Deus, me diz um motivo muito bom para você ter me acordado essa hora.

Marina: Nós faltamos aula. Sua mãe me ligou avisando que vai viajar, então decidiu passar aqui para se despedir.

Gabriela: Ela vai O QUÊ? – A loira levantou apressada, ao notar o pijama curto que vestia, olhou para Marina confusa.

Marina: Eu tive que te vestir com uma roupa minha, depois que você vomitou a sua. E o meu banheiro. – Sorriu debochada.

Gabriela a olhou de soslaio e com olhos pidões, não precisou dizer uma palavra para que Marina soubesse que era um pedido de desculpas.

Marina: Você tem dificuldade em pronunciar uma palavrinha mágica?

Gabriela: Você ainda tá no maternal?

Marina: Vai se ferrar. – Disse rindo, Gabriela não se conteve e sorrindo jogou o travesseiro na amiga.

Gabriela: Adoro você, sua vadia.

Depois disso, as duas se revezaram no banheiro para tomar banho e Gabriela acabou por vestir uma roupa da Marina que lhe cabia perfeitamente. Desceram juntas para o café da manhã.

{...}

A mãe da Gabi veio aqui em casa avisá-la de que ia viajar para o Rio Grande do Sul, precisava resolver algumas coisas na empresa do seu marido. E mesmo mal me conhecendo, pediu minha mãe para que passasse o olho nela durante essa semana ausente, minha mãe, claro, topou na mesma hora. Eu admito que gostei da confiança que foi dada a minha família, eu adoro a Gabi e eu nunca senti uma conexão tão forte de amizade do jeito que sinto com ela. Eu nunca tive irmãos, então acho que isso colaborou para que o sentimento crescesse. Eu sentia como se conhecesse ela há vidas, quase como uma irmã.

Já era fim de tarde quando nos demos conta.

Gabriela: Eu to com tédio, Marina. – Revirou os olhos – T-é-d-i-o. – Soletrou.

Marina: E o que você quer que eu faça? Hoje ainda é terça feira.

Gabriela: Vamos à casa do Pedro comigo. – Disse enquanto se levantava.

Marina: Quem é Pedro? – Perguntou confusa.

Gabriela: Meu melhor amigo, dã.

Marina: O da briga na frente da escola?

Gabriela: Amiga, meu amor, minha linda amiga. Você é linda, mas é MUITO lerda. – Balançou a cabeça negativamente, dei um tapa em seu ombro enquanto saímos.

Marina: Você não podia responder apenas “Sim”? Grossa. – Resmunguei.

Gabriela riu, e disse: Você precisa parar de responder tudo com pergunta.

E assim seguimos até a casa do Pedro.

Chegando ao condomínio, o porteiro já conhecia a Gabi, então subimos e quem nos atendeu foi uma senhora.

...: Oi Gabi, quanto tempo né, mocinha. – A mulher sorriu educadamente para ela, e logo se virou para me olhar – Amiga nova? – Me cumprimentou com um sorriso que se estendia até os olhos. Não pude deixar de me levar por aquele sorriso, lhe sorrindo de volta.

Marina: Meu nome é Marina, prazer em conhecer a senhora.

...: Ah, querida. Senhora não, meu nome é Marlene.

Pedro: Então finalmente estou descobrindo seu nome? – Atrás de Marlene, reconheci imediatamente aquele rosto e corpo tatuado. Era o cara da festa. O melhor amigo da Gabriela. Escancarei a boca para dizer algo, mas me enrolei um pouco.

Marina: É, acho que sim.

Gabriela: Vocês se conhecem?

Marlene: Ih, estou na cozinha. Se precisarem de algo é só me gritar.

Pedro: Nos falamos ontem na festa.

Gabriela trocou olhares acusadores entre nós dois.

Marina: Ei, só nos falamos. – Pedro concordou com a cabeça, mas deixou escapar um baixo – só porque você quis – fazendo Gabriela o encarar feio.

Pedro: Vamos lá para o meu quarto.

Gabriela: Eu esperava que você nos tirasse de casa, não aguento mais esse tédio que me consome.

Pedro: Tem corona lá em cima, ainda quer sair de casa? – Gabriela sorriu e seguiu para dentro, logo fui atrás.

Marina: Corona?

Pedro: Cerveja, água sem gás.

Marina: Me erra, Pedro.

Pedro: Tô querendo te acertar. – Gabriela entrou no quarto e Pedro parou na porta bloqueando minha passagem.

O encarando desse jeito, percebi que seus olhos eram castanhos completamente escuros, mas suas íris eram claras quase como um dourado. Eu fiquei hipnotizada. Ele se aproximou um pouco mais de mim, percebendo que eu não recuei, continuou. Seu rosto não tinha expressão. Rodei meus olhos pelo mesmo captando cada detalhe. Apesar da pouca barba que havia ali, totalmente mal feita, seu rosto parecia o de um bebê. Quem olhava aquele menino de longe não fazia ideia do quão frágil parecia de perto. Senti seu dedo indicador no meu queixo levantando calmamente minha cabeça para cima. Ele era uns bons centímetros mais alto que eu.

Marina: Por quê? – Perguntei curiosa.

Pedro: Por que o quê? – Ele parecia perdido, eu sorri com a cena.

Marina: Porque quer me acertar. – Ele pareceu se lembrar de algo e logo se afastou.

Pedro: Porque depois da Gabriela, você é a segunda garota que entra no meu quarto.

Ergui meus olhos até os seus e abri um sorriso travesso, o empurrei levemente de lado entrando em seu quarto. Para quem parecia um garoto largado, seu quarto era bem mais arrumado que o meu.

Gabriela: Olha só vocês dois, já vou logo avisar, nada de beijo, nada de romance, nada de sexo, nada de nada, não aguento mais perder amiga pro Pedro. – Gabriela suspirou exausta enquanto dava um gole na cerveja.

Ri do jeito que ela disse.

Pedro: Marina não faz meu tipo. – Eu o encarei e ele me encarou de volta com uma intensidade que me atingiu em cheio. Aquilo me incomodou.

Marina: E quem disse que você faz o meu? – Sorri sem mostrar os dentes.

Pedro: Ótimo. – Abriu a cerveja, bebendo-a em seguida.

Gabriela: Pelo menos alguma garota sensata, é sério Pedro, Marina é minha alma gêmea feminina.

Pedro: Vocês duas não tem nada a ver.

Marina: Eu gosto de ser oposta.

Pedro: Você gosta de ser diferente?

Marina: Eu sou.

Nos encaramos por um tempo que pareceu a eternidade.

Gabriela: Otário, minha mãe viajou. Que tal uma festinha lá em casa na sexta? Só volta segunda feira.

Marina: Não é proibido festa em condomínio? – Pedro soltou uma risada ao me escutar.

Gabriela: Eu não moro exatamente em um condomínio.

Todos fizeram silêncio.

Gabriela: É mais uma vila. Cheia de casas separadas, é entrada restrita. A minha casa é a última, longe das demais.

Marina: Escolheram pra fazer festas tranquilamente?

Gabriela: Não, mas eu não quero falar disso agora. – Respondeu um tanto receosa.

Marina: Ah. Mas então, a festa só vai ter bebida alcoólica e fumaça? Porque é sério gente, eu vou adorar se tiver um refrigerante.

Notas finais
Até sábado!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.