Lua de Sangue
11 Testo Minhas Habilidades
Notas iniciais
Capítulo 11 – Testo Minhas Habilidades
Acordei com uma baita dor de cabeça. Parecia que tinham pegado um martelo e furando minha cabeça com um prego. Sentindo aquelas náuseas horripilantes credo. Que sensação horrível. Vai misturar bebida de novo Miranda, vai. Tinha misturado bebida porque além de tomar minhas cubas libres tomei uma dose de tequila do Joseph. Pra aprender logo, né? Hehehe. Fiz um chá de boldo pra acalmar o estômago, tomei e esperei aquela sensação podre passar. Me arrumei e fui para o treino. Treinávamos no bar de Juan, dentro da porta onde eu descobri que era uma bruxa. Era um bom espaço, amplo até, tinha vários equipamentos de academia, de luta e essas coisas. Nunca imaginaria que pudesse ser tão grande. Chegando lá estavam Juan, Diana e Joseph me esperando.
EU: E aí gente? Todo mundo de ressaca?
DIANA: Nem me fale flor! – passou a mão na cabeça dando um forte suspiro.
JOSEPH: Pelo menos é ressaca das boas – sorriu. Do que será que ele tava falando? Hum...
JUAN: É, mas agora vamos ao trabalho! Temos muito o que fazer por hoje.
Nos dirigimos para nossa “ala” de treinamento. Aquecemos os motores e botamos a mão na massa. Joseph me explicava como controlar um novo poder.
JOSEPH: Calma, respira, levanta a mão com que pretendes atacar – levantei as duas – ou as duas nesse caso. Na tua mente repete essas palavras “Explodis Inflamus”, concentra nelas ...
EU: Como é? Repete por favor!
JOSEPH: Explodis Inflamus e foca o al...
EU: Ah, Explodis Inflamus! BOOOOOOOOOOM!
JOSEPH: O alvo! – completando a frase, um pouco espantado de queixo caído.
O fogo acertou e explodiu o saco de pancadas onde Juan estava treinando, o que o fez ficar todo chamuscado, com os cabelos arrepiados e sujo da areia que havia dentro do saco. Puta Merda!
EU: MEU DEUS JUAN! Estas bem? O.o
JUAN: Tô... ¬¬ Mas cuidado de la próxima vez, quase me machucaste seriamente.
EU: Desculpa, desculpa Juan! Desculpa mesmo, não sei o que aconteceu, não foi por querer!
JOSEPH: Um pequeno desvio, isso acontece... – se vira pra mim falando baixinho – eu não disse que era pra tu falares isso na tua mente e te concentrar?
EU: Foi mal.
JOSEPH: Cuidado e faz exatamente o que eu digo ou vai acabar matando um!
EU: Ok, já entendi. Mas que foi engraçado foi! – viro de volta olhando pra Juan limpando o rosto com uma toalha, Joseph olha logo em seguida – há há há – ponho a mão na boca para abafar o riso, Joseph prende o riso.
JOSEPH: Tá bora continuar.
De lá continuamos o treinamento sem mais eventuais acidentes (ainda bem, porque se não Juan ia me matar ou eu ia matar alguém). Quando fizemos a pausa para descansar, Shane surgiu do nada, me assustando, como sempre.
EU: Olha, vocês tem que parar com isso de ficar aparecendo de repente por aí, isso assusta as pessoas sabia?
SHANE: Mal ai... Trago boas novas galera!
DIANA: Que bom, estamos precisando ouvir boas notícias...
SHANE: O que aconteceu contigo cara? – olhando assustado para Juan que ainda tinha os resquícios do meu “pequeno” acidente em seu corpo.
JUAN: Acidente de trabalho – olhou para mim com uma cara de “vou te pegar na saída”.
SHANE: Ah, saquei! – riu, mas Juan pareceu não gostar de estarem rindo de sua desgraça.
JOSEPH: Conta a “boa nova”.
SHANE: Ah sim... Eu acho que localizei minha protegida.
EU: Sério?
JUAN: Tens certeza?
SHANE: Absoluta, ela mora aqui... Aliás – olhou para mim com uma cara sugestiva – ela trabalha lá onde tu vais estagiar Miranda.
EU: Mentira?! – pensei mais um pouco e realizei que ele queria que eu a sondasse – Tá Shanezinho eu sondo ela, mas só porque gosto muito de ti... E tu que vais dar a notícia!
SHANE: Não, tudo bem, deixa essa parte comigo... Só quero que amenizes a situação, sendo amiga dela e essas coisas, pra ela não ficar muito assustada quando receber a “bomba”.
EU: Entendo, vou fazer esse favor pra ti! – Shane me abraça carinhosamente.
SHANE: Brigado baby, você é a melhor! – me dá um beijo na cabeça.
EU: De nada “baby”! hahaha
SHANE: Tá agora volta pro que tavas fazendo.
DIANA: Mas a gente acabou de sentar pra descansar!
EU: É, nossa pausa ainda não...
JUAN: ACABOU! Cinco minutos, vamo, vamo – com sotaque costa riquenho. Diana e eu nos olhamos ainda cansadas.
JOSEPH: Bora que não estamos aqui pra brincadeira!
JUAN: Cierto
SHANE: Vou dar uma mãozinha pra vocês.
Voltamos a treinar mesmo quase caindo no chão de tão cansadas. Cinco minutos apenas? Pra tudo aquilo de coisa que a gente tava fazendo? Ah, pelo amor do padre! Faça me o favor, podiam dar pelo menos mais uns cinco minutos. Continuei a trabalhar em cima do mesmo poder pra aprender de uma vez por todas e não ter mais erros leia-se acidentes que podem matar seus amigos. Depois de mais trinta minutos, o que pareceu ser uma eternidade, eles finalmente deram fim ao treinamento de hoje. Então saímos para tomar um ar, pra dar uma passeada, descansar e por o papo em dia de tudo que tinha acontecido ontem. Precisávamos de um tempo só das meninas, nem que fosse somente por alguns minutos. Quando saímos do bar e abrimos a porta do mesmo, avistamos um lindo entardecer. A suave brisa do mar tocava nossos rostos, já que o bar ficava perto das docas. Era uma ótima sensação, devo dizer. Fomos andando pelas docas curtindo o vento e cheiro da água salgada sem um rumo fixo, até pararmos nos debruçando sobre o corrimão de um píer. Olhamos por uns segundos o fim da tarde e as ondas quebrando na baía.
DIANA: E ai maninha, me conta tudo sobre ontem! O que foi aquilo? – falou animada e surpresa.
EU: Ah, mana nem eu sei o que foi, até agora não tô conseguindo acreditar!
DIANA: Te destes bem hein? O Joseph logo!
EU: Só se for mesmo, porque “o Joseph logo”?
DIANA: Bom, em todos esses anos que o conheço ele não se envolveu com nenhuma mulher, sem falar que ele é divino.
EU: Mas a gente só ficou, sem compromisso como ele mesmo disse. Só pra curtir o momento e sem falar que a gente tava lá sozinhos patetando, um olhando pra cara do outro.
DIANA: É, mas com as poucas mulheres que ele faz amizade ele não dá uns pegas!
EU: O que?
DIANA: Ele só pega mulher que ele conhece pouca e porcamente, amigas nunca. Acho que ele tem medo de se apaixonar, de se envolver sei lá qual é a dele...
EU: Então ele não deve me considerar como amiga dele, se for por isso – falei um pouco triste.
DIANA: OU ele pode tá gostando de ti.
EU: Ah, até parece! Gostando de mim? De mim?
DIANA: Deixa disso tu é bonita Mana e uma pessoa maravilhosa, qualquer cara se interessaria por ti!
EU: O Joseph, um homem daqueles se interessar a esse ponto por uma garota como eu? Só se for em sonho mesmo.
DIANA: Sei não... Podes tá enganada a respeito disso.
EU: Acho difícil... Mas e tu? Me conta, o que foi aquilo com o Shane? Hahaha
DIANA: Vixe, tava tão louca que deixei rolar mesmo. Além do mais que mal tem, né?
EU: Vero, se fosse eu ia aproveitar também, Shane é um fofo e um lindo, diga-se de passagem.
DIANA: Verdade e ele beija tão bem. Nunca poderia imaginar! – botou a mão no peito se admirando.
EU: Então deve ser de família! – caímos na gargalhada. Me inclinei sobre o corrimão rindo Diana fez o mesmo. Mas uns caras estranhos vindo em nossa direção acabaram na hora com nossa felicidade. Eram uns quatro. Nos olhamos assustadas. Não podíamos correr para o outro lado, pois era mar.
EU: O que agente faz agora? Não me parece que eles vem perguntar as horas, olhar a vista ou ficar de bobeira – sussurrei no ouvido de Diana.
DIANA: Deixa quieto, se eles nos atacarem atacamos de volta – sussurrou pra mim.
Eles se aproximavam cada vez mais de nós. Meu coração estava quase pra pular pra fora da boca, minhas mãos tremiam, suava frio. Eu sempre quis entrar na porrada com alguém, mas nunca imaginei que isso fosse ser tão tenso assim, deve ser porque é a primeira vez eu acho, pelo menos espero. Porque pelo visto isso é só o começo. Só a ponta do iceberg. Fingimos que não era conosco, mas parece que não adiantou porque eles apressaram o passo e abriram suas bocas revelando seus caninos para fora, com a intenção de nos amedrontar ainda mais.
EU: Acho que a coisa é com a gente!
DIANA: É pelo visto... Se prepara.
EU: Pra correr?
DIANA: Pra atacar, né?! Não dá pra gente correr deles, são dez vezes mais rápidos que nós, nos pegariam fácil!
EU: Bom saber... – respirei fundo e pensei em tudo que tinha aprendido nos meus treinos até então. Tinha que saber alguma coisa pra atacar, se não eu ia fazer o que? Dar porrada em um vampiro? Por mais forte que eu fosse isso ia fazer cócegas nele – “Explodis Inflamus” – pensei me concentrando, quando um dos vampiros pulou em cima de mim o fogo o acertou em cheio, foi meio que instinto meu, bem na hora que ele ia me atacar. Ele ficou caído no chão, mas não estava morto. Diana lançou uns poderes nos dois que a estavam atacando. Era incrível a quantidade de poderes que ela sabia. Um atrás do outro. O vampiro que sobrara me agarrou, querendo morder meu pescoço. Mas Diana o impediu lançando uma espiral verde que o fez cair que nem uma pedra, totalmente imóvel – Muito louco, obrigada! Mas, ele tá...
DIANA: Morto? Não, só o paralisei por algumas horas – falou apressada para o próximo ataque.
O cara que eu tinha derrubado agora estava acordado. E voltou a dar investidas contra mim. Fechei os olhos, me concentrei, me senti quente, num impulso dei um soco em seu peito, mas minha mão estava em chamas roxas. Senti como se estivesse pegando em uma coisa gosmenta, quando olhei para minha mão estava com o coração do vampiro em minha mão. Havia feito um buraco com minhas próprias mãos em seu peito, retirando seu coração fora do corpo. Ele ficou com os olhos esbugalhados e com a boca aberta, em seguida desabou no chão se debatendo. Fiquei um pouco assustada e joguei seu coração no mar. Diana que agora tinha paralisado mais um e jogado o outro no mar me olhou estupefata.
DIANA: Como tu fez isso? – de queixo caído.
EU: Não sei! Não sei como, eu só... Só fechei meus olhos e senti um ardor no corpo e depois dei um soco nele pra me proteger.
DIANA: Olha só pra ti Mi! – fez um gesto de circular com a mão. Aquele círculo nevoento se transformou em um espelho. Me olhei. Não acreditava no que estava vendo, não parecia eu. Meus olhos estavam lilases, meu cabelo que tinha mechas roxas agora estava todo roxo, meus braços e pescoço estavam com alguma coisa desenhada neles, pareciam tatuagens, com símbolos e escrituras que eu nunca havia visto na vida.
EU: JESUS CRISTO! Que que é isso? – me tocando e olhando no espelho ao mesmo tempo. Diana me olhou analisando aquilo, como se fosse conseguir tirar a resposta da nossa pergunta por ali mesmo. Mas acho que não conseguiu tirar nem uma conclusão – Ele morreu? – apontei para o vampiro o qual havia arrancado o coração. Diana chegou mais perto do mesmo, se agachou e pôs as mãos sobre o corpo. Me olhou aflita se levantando.
DIANA: Sim... – falou um pouco amedrontada – Mas eu não entendo... – nesse momento o vampiro o qual Diana tinha jogado no mar nos surpreende pulando em cima de mim. Fiquei sem saber o que fazer, Diana me salvou mais uma vez pegando uma pequena adaga que levava no bolso da calça cortando o tendão do vampiro, que caiu no chão, mas logo depois sem poder andar, voou para cima de Diana dando-lhe um pontapé que a fez voar e se lançar contra o vidro de uma lojinha de artesanato que havia no píer fazendo cacos de vidro enterrarem em seu corpo. Ela ficou caída por um tempo, depois tratou logo de ir tirando todos os cacos que penetravam sua pele. Fiquei tão nervosa que não conseguia pensar em o que fazer para ajuda-la. O vampiro ia em direção a Diana para acabar com ela.
EU: Ei seu SANGUESSUGA! Vem me pegar! – foi a única coisa que pensei para livrar Diana de mais um ataque mortal. Ele olhou pra mim e sorriu mostrando seus dentes afiados e pontiagudos. Numa velocidade incrível chegou a mim me empurrando ao longo do píer querendo me matar, lhe dei um soco na cara que o fez ficar atordoado e me soltar. Mas logo em seguida ele me deu um soco no estômago. Fiquei sem ar, e caí pesadamente no chão, me contorcendo de dor. Que dor horrível! Olho para ele que agora estava com um sorrisinho maldoso no rosto – Filho da puta! – falei com dificuldade. Nesse momento só vejo uma luz verde o envolver, fazendo com que caia duro no chão. Logo atrás dele estava Diana, ela tinha o paralisado.
DIANA: Flor estás bem? – ainda sentia uma dor absurda no estômago – Tá pálida – me ajudou a levantar aos poucos.
EU: Esse filho da puta... Ai! – pondo as mãos na barriga.
DIANA: Calma, vai passar – respirei por alguns minutos e a dor foi cessando.
EU: Meu deus Di olha só pra ti, estás bem? – agora a olhara melhor, estava com cortes profundos por conta dos vários cacos de vidro que haviam enterrado em sua pele. O sangue escorria por todo o corpo. Cambaleou para o lado, parecia fraca. Botei seu braço em meu ombro e fui carregando Diana até o bar. Chegando na porta, abro com um chute assustando os rapazes que estavam lá dentro conversando. Quando olham para mim e para Diana ficam extremamente assustados. Logo correm em nossa direção para nos acudir. Eu também estava fraca, assim como Diana, só que ela estava muito ferida.
JOSEPH: PELO AMOR DE DEUS! O QUE ACONTECEU COM VOCÊS? – desesperado.
JUAN: DIOS MIO CHICAS!
SHANE: Vocês estão bem? Puxa vida!
EU: Nem tanto... – respirando pesado.
JUAN: Me dá ela aqui – carregou Diana e a colocou no sofá. Olhou para seus ferimentos e foi logo no bar pegar uma caixinha de primeiros socorros – Não tem mais álcool!
SHANE: Usa vodca, whisky ou qualquer outra coisa! – ele pegou uma vodca e começou a tratar dos cortes de Diana cuidadosamente.
JOSEPH: Estás ferida também? – Shane olhou cada centímetro de meu corpo para conferir.
EU: Não, mas o que vocês tem para um baita soco no estômago?
SHANE: Eita pau! – fez uma cara de “ai, soco no estômago!”
JOSEPH: Vou buscar uma água pra ti e um analgésico – foi com Juan e pegou um comprimido e um copo de água – Aqui, bebe!
EU: Valeu – bebi e Joseph puxou uma cadeira pra eu me sentar.
SHANE: O que aconteceu menina? – contei tudo para eles.
JOSEPH: Quantos eram?
EU: Quatro.
JOSEPH: Deram trabalho não deram?
EU: Ah pode ter certeza disso! – dei uma risadinha, tentando descontrair. Shane olhava para Juan e Diana com uma cara de quem vai fazer um comentário daqueles que só ele sabe fazer.
SHANE: Pelo visto o Juan tá gostando de brincar de médico com a Diana! – rimos. Não disse que ia sair alguma merda!? Hahaha. Juan finaliza os curativos de Diana e caminha até mim.
JUAN: Onde vocês duas estavam com a cabeça? Você sabe que não tá pronta, não pode sair por ai, sem avisar pelo menos o Joseph... Isso é irresponsabilidade de mais, principalmente sabendo que esses caras tão só esperando uma boa oportunidade pra pegar você...
DIANA: Juan relaxa, a culpa foi minha. Eu convidei Miranda pra conversar longe de vocês. Vocês ficam sempre na nossa cola, agente precisava de um pouco de privacidade pra falar... Só eu e ela, duas amigas batendo papo, só isso...
JUAN: É? Que bacana, enquanto vocês duas ficam andando por ai com um alvo nas costas, agente fica aqui, feito idiotas, preocupados. Nem parece que você passou por toda aquela loucura a tempos atrás. Tá agindo como uma adolescente irresponsável e imatura. Você sabe das suas responsabilidades e as responsabilidades da Miranda também...
JOSEPH: Calma ai Juan, tá tudo bem, elas estão bem, Diana é muito boa no que faz, ela sabe se defender. Prova que elas estão bem... Estou certo que elas já entenderam o recado, agora se acalma ai!
SHANE: É cara! Relaxa tá tudo bem! Tranquilo... A Diana sabe o que tá fazendo, você tá fazendo tempestade num copo d’agua! – Juan se vira enfurecido para Shane.
JUAN: Relaxa! Relaxa! É essa sua resposta pra tudo né Shane? A Miranda tem que saber que as coisas mudaram, ela não é mais uma garota qualquer sem responsabilidades, se ela der um passo em falso vai ter que arcar com as consequências do que fez, e dessa vez essa consequência foi Diana se machucar... Mas claro que isso é algo que você com toda sua irresponsabilidade não vai entender... Pra você é sempre tudo muito engraçado e divertido...
SHANE: Hey, calma la... Olha o tom que você fala comigo, eu não sou nenhum moleque pra você ficar me dando lição de moral, acho melhor baixar a bola...
JUAN: É? Se não o que? O que vai fazer Shane? – provocando. Diana se põe no meio dos dois que pareciam sair na porrada ali mesmo.
DIANA: Hey, ouh ouh ouh... Para, agora chega vocês dois. Vocês são amigos, vão querer descer o braço um no outro agora... Shane – diz ela virando o rosto para ele senta ali por favor e você Juan — Diana coloca sua mão contra o peito dele para afasta-lo — vê se acalma ai, eu já disse que a culpa foi minha... Miranda nem queria ir, tá legal?
EU: Gente, Diana tá certa, vocês são amigos, caramba, agente tá bem, e tipo, agente já entendeu, não vamos mais fazer isso, foi burrice enfrentar aqueles caras, mas agente já entendeu... Não precisa de todo esse stress – Joseph passou a mão sobre meu ombro.
JOSEPH: Elas estão bem, é isso que importa. Isso foi bom, pra agente ficar mais alerta do que já estávamos... Não vamos exagerar, eu e Miranda ainda temos muito treinamento pela frente, vamos trabalhar mais em cima disso. É uma boa hora
JUAN: É ... É uma ótima hora realmente! – se senta em uma das cadeiras próximas, passa a mão por entre os cabelos, puxando-os para trás, em seguida passa a mão no cavanhaque ficando com uma expressão séria no rosto. Diana se vira para nós.
DIANA: Será que vocês podem sair um pouco... Preciso falar com Juan, em particular – Shane se levanta da cadeira que tinha puxado pra sentar e sai caminhando em direção a porta.
SHANE: Não precisa pedir duas vezes...
JOSEPH: Tá tudo bem?
DIANA: Tá sim leva Miranda pra casa, eu sei como lidar com ele... – nos despedimos dela e saímos, ficando do lado de fora do bar.
EU: Do que será que eles devem tá falando, a Di me pareceu preocupada! – comentei com os rapazes.
SHANE: Queres saber do que eles estão falando?
JOSEPH: Ah, lá vem!
SHANE: Posso fazer com que vejas e ouças tudo sem eles te verem.
EU: Como assim?
JOSEPH: Um truque que ele aprendeu, pode se transportar de forma invisível pro local onde quer estar.
EU: Sério?!
SHANE: Aham! Vamos dar uma espiadinha, também quero saber o que eles estão falando lá! – fez uma cara de insano.
JOSEPH: Não Shane, deixa eles! – Shane nos segurou no braço e de repente estávamos lá dentro do bar. Me assustei, estávamos bem perto deles.
SHANE: Calma, não fala nada se não eles podem ouvir e o Juan pode desfazer o encantamento, e se ele ver que nós estamos bisbilhotando as conversas dele já era! – sussurrou em meu ouvido. Fiz um sinal de “ok!”. Joseph não estava concordando muito com a ideia do seu irmão, mas já era tarde pra contrariar. Ouvimos atentos.
DIANA: Você sabe que exagerou não sabe? – Juan vira para Diana a encarando seriamente.
JUAN: Você acha? E como eu deveria agir? Vendo você se arriscar desse jeito?
DIANA: Você me treinou muito bem, sabe que eu dou conta do serviço... Depois de tudo que você me viu fazer, ainda acha que eu sou irresponsável? Pensei que depois de todo esse tempo você já tivesse aprendido a confiar em mim, e em como eu lido com meus dons...
JUAN: Miranda ainda não tá pronta, não pode ajudar você se você se estiver correndo perigo... O trabalho do Joseph é ensina-la, ate La, ela ainda não pode se arriscar assim... Você sabe se virar, mas e daí, só por isso vai se atirar no covil esperando eles darem o bote e acabar com você?
DIANA: Tudo bem, você tá certo, mas e o Shane? Você realmente precisava falar daquele jeito com ele? Se eu não me metesse você ia descer a mão no cara, e você o conhece a um tempão. Isso não tem nada haver com Miranda, ou tem? — Juan olha Diana e logo desvia o olhar levantando-se e indo pegar uma bebida dentro do bar.
JUAN: O Shane é um idiota... O fato de ele ser meu amigo, não muda isso.
DIANA: Porque? Porque ele agora é um idiota? Isso tudo é por causa daquela brincadeira de ontem? Porque ele e eu bebemos de mais e passamos dos limites. É isso? Tudo isso por causa do que aconteceu entre nós, no passado?
JUAN: Não coloca palavras na minha boca... Não é nada disso...
DIANA: Ótimo, espero que não seja mesmo isso, porque a culpa pelo que aconteceu foi sua... E você sabe muito bem disso!
JUAN: Eu não quero mais falar sobre isso...
DIANA: Ótimo porque eu também não quero. Eu vou pra casa, preciso de um banho, e mais tarde vou ver se Miranda tá bem... Outra coisa... Se você gritar com ela de novo como você fez a pouco, eu mesma vou dar uma bifa em você, e você sabe que eu posso. Boa noite Juan... – Diana pega sua bolsa que havia deixado no bar e sai em direção a saída o deixando lá sozinho. Shane segura nossos braços novamente e tudo começa a girar. Como num passe de mágica, estou em meu quarto... Com dois homens! Hehehe.
SHANE: Do que será que eles tavam falando, hein? – coçou a cabeça, pensativo.
EU: Sei lá, só deus sabe!
JOSEPH: Podemos descobrir isso depois... – puxando Shane para que fosse embora com ele — agora temos todos que descansar principalmente a Miranda. Tivemos um dia cheio e estressante hoje.
SHANE: Nem me fale! – revirou os olhos.
JOSEPH: Então boa noite!
EU: Boa noite rapazes!
SHANE: Good Night! – deu um tchauzinho e ambos sumiram. Fiquei lá na cama matutando. O que que eles tavam falando? Que será que aconteceu com eles? Eu realmente estava preocupada com isso, mas toda a turbulência do dia de hoje me fez desabar no sono como nunca.
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