Lua de Sangue

7 Sonho Estranho


Notas iniciais
Esse é um pouco curto, mas nem por isso deixa de ser importante na história. Espero que gostem!!!Beijos.

Capítulo 7 – Sonho Estranho

A escuridão tomou conta da minha vista e aos poucos foi clareando, mas mesmo assim ainda estava escuro, não conseguia ver nitidamente o que estava a minha frente. Apenas via vultos. Pessoas conversavam entre si. Havia uma grande mesa e na cabeceira estava sentado um homem usando o que se assemelhava a um hobby de seda vermelho, parecia mandar em tudo e em todos, pois era ele a quem todos pediam permissão pra falar, sem contar no ar de superioridade estampado em sua cara. Até que um deles disse algo que não consegui ouvir e logo após isso começou um falatório desorganizado e barulhento.

CHEFÃO: Calem a boca! – gritou irritado e impaciente – Eu já disse pra vocês que é pra falar UM DE CADA VEZ!- todos responderam em conjunto.

TODOS: Sim senhor! – parecia um monte de zumbis falando em coro. Nessa mesma hora um homem adentrou no recinto, ficando de pé ao lado do chefão.

CHEFÃO: Ah, ora vejam quem chegou... Se não é meu querido primo Jack! – falou sarcástico cumprimentando o primo com a cabeça.

JACK: Tire esse tom sarcástico da boca se quer minha ajuda no seu planinho – o afrontou. Os outros ficaram receosos por ele estar falando assim com o superior deles, mas parece que Jack não se importava nenhum pouco com isso.

CHEFÃO: Vejo que você não teve um bom dia hoje primo – mantendo o sarcasmo – Então, você fez o que eu pedi?

JACK: Fiz – falou como se não estivesse satisfeito em estar prestando favores.

CHEFÃO: E qual é seu veredicto? – disse pegando um cálice que estava sobre a mesa e entornando-o na boca.

JACK: É como você suspeitava, tá confirmado ela é sim – cruzou os braços.

CHEFÃO: Ah, muito bem! – como se estivesse falando com seu cachorrinho, o que irritou ainda mais Jack.

JACK: Se é só isso, eu já vou – fechou a cara.

CHEFÃO: Ah não, de jeito algum ainda tenho muito trabalho designado a você amado primo – sempre no tom sarcástico – descubra mais, traga quantas informações forem preciso, todas elas irão ser de suma importância na execução do meu plano.

JACK: Mais alguma coisa majestade? – irônico.

CHEFÃO: Você pode ir agora – fez um gesto com a mão de “vaza daqui”, mas com classe. Pude notar de forma embaçada que havia um grande anel no dedo mindinho dele, mas isso não vem ao caso. Tudo começou a sumir aos poucos e a escuridão voltou a pairar em meus olhos. Acordei num pulo da cama, suando frio e com muita dor de cabeça. Como eu queria que fosse um daqueles sonhos que eu tive com o Bruce essa semana, como eu queria, mas em vez disso me vem um sonho maluco desses que eu fico sem entender patavinas e que ainda me faz acordar muito mal, eu devo ter jogado merda na cruz, só pode. Fui para o banheiro tomar um banho frio (é que aqui em casa não tem chuveiro elétrico, sabe? Mas eu não to nem ai!), ali fiquei com a água caindo sobre minha cabeça. Fechei os olhos e tentei relaxar. Peguei a toalha e me embrulhei nela, apanhei meu pente e sai do banheiro penteando meu cabelo.

EU: JOSEPH??? O.0 – tomei um baita susto deixando o pente cair da minha mão quando vi Joseph sentado na cama com um livro nas mãos.

JOSEPH: Entrevista com o vampiro? – deu um sorriso levantando o livro balançando-o – Muito sugestivo, não acha? – riu.

EU: É... e o que tu tá fazendo aqui? – tipo, ele aparece bem na hora que eu saio do banheiro, só de toalha ainda por cima e eu fico com aquela cara de bunda – Uma hora dessas? No meu quarto, comigo de toalha? – pus a mão na cintura incomodada.

JOSEPH: Ah, desculpa por isso, MESMO! Eu não tenho como saber em que trajes tu estás, acredite eu não fiz de propósito! – desajeitado.

EU: Tá, mas da próxima vez toma mais cuidado, por favor! – já pensou se numa dessas ele me pega nua? Nem me fale.

JOSEPH: Claro, claro – olhou em volta inquieto.

EU: (...) Podes virar? Eu quero me vestir, me sinto melhor conversando com homens de calcinha, sutiã e alguma coisa por cima – falei satírica. Joseph ficou estático, como se a informação não tivesse chego aos neurônios.

JOSEPH: (...) Ah, sim! – disse se virando desconsertadamente. Me vesti rápido e disse que ele podia virar. Sentei-me na cama ao lado dele.

EU: E... O que tu tá fazendo aqui?

JOSEPH: Eu vim pra ver como tu tá, senti que tinha alguma coisa estranha e vim aqui pra conferir – ele falou tão fofinho que deu vontade de apertar.

EU: Não eu tô bem... – pensei um pouco e me lembrei do sonho que tinha tido ainda pouco – aliás, eu tive um sonho.

JOSEPH: Que sonho? – falou apreensivo. Contei o sonho. Joseph me olhou como se estivesse maquinando alguma coisa dentro da cabeça.

EU: O que foi? – perguntei preocupada.

JOSEPH: Espera, vou ver onde Juan tá ele é o mais experiente nisso, precisamos nos reunir pra discutir sobre esse sonho, ele pode fazer uma grande diferença pra nós, vou fazer contato com os outros. Aguenta ai, que eu volto pra te buscar. Pode demorar, então não te preocupa.

EU: Tá bom – meio sem entender – tchau!

JOSEPH: Até logo! – Ele sumiu, se desvairando em fumaça e eu fiquei ali sentada na cama sem saber o que fazer em seguida.