Lua Nebulosa
1 Prólogo
- Eu não posso acreditar que isso aconteceu!
Disse ele com tanta raiva que deu um soco na mesa de seu escritório.
- Pai, eu não tive culpa! Apenas.. Aconteceu! Acha mesmo que eu teria feito isso de propósito? Seja racional!
Ela continha lágrimas em seus olhos e lutava para as manter dentro das órbitas, não poderia deixar que seu pai a visse chorando, não por ele.
- Olha, não sei por que a deixei ir para aquela droga de internato! Você estava muito bem em casa, sobre minha proteção. Sabe muito bem como ele é, o conhece até melhor que eu!
- Pai, eu queria voltar a ter uma vida normal, uma vida.. Humana! Ele não teve culpa, nenhum de nois dois tivemos.
- Você não é humana! Não queira se tornar uma convivendo com eles! Tem muitas obrigações aqui! Não pode simplesmente fingir que elas não existem!
A garota olhou para os próprios pés, pela primeira vez nada vida não tinha uma resposta para o pai. Pôde ouvir passos ecoando pelo salão e quando se virou, deparou-se com sua mãe.
- Amor, por que não deixa que o destino diga o que vai acontecer? Olhe bem, a tantos anos eles veem discutindo, sendo inimigos, vai ver que estava escrito que isso iria acontecer e ninguém quis enxergar. Foi sim, muito esperto da parte dela querer estudar em um internato, mas você sabe que ela não foi a única a ir estudar lá, soube desde o início. Assim, como ela não foi a única a se apaixonar...
- Mas veja por quem ela se apaixonou! — Ele interrompeu a esposa, exaltado.
- E o que tem? Vamos deixa-los viver um pouco! Do que vale a eternidade, sem amor?
Ela depositou um beijo em seus lábios e logo em seguida ele olhou para a filha, seu olhar era denso como tempestades nebulosas mas ela sabia que ainda a amava. Então ele saiu da sala e deixou as duas sozinhas.
- Me desculpe mãe, sabe que eu não queria... Na verdade, estou com ódio por isso ter acontecido, mas não consigo nem ter ódio dele. — Ela baixou a cabeça como se fosse chorar.
- Vamos deixar que o destino nos diga o que irá acontecer, hm? — Falou sua mãe erguendo seu rosto pelo queixo e lhe dando um sorriso caloroso.
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