Lua De Sangue
11 Capítulo 11 - Revelação
Notas iniciais
O drama fica forte daqui pra frente, a situação critica fará Sam tomar medidas não muito sutis para não perder seu amado.
Boa leitura, espero que gostem de ler tanto quanto eu gostei de escrever. Esse foi um dos capítulos que me saiu bem fácil.

Em seus aposentos a bela loira o beija com ardor, Sam ainda reluta um pouco as suas carícias. Ele retira as mãos dela de seu rosto, olhando com firmeza em seus olhos. — Rubi, por favor, isso não é uma boa hora. — A jovem olha em seus olhos. — Não quero engravidar de você, não estou no meu estado fértil, só quero que você relaxe. A gente se entende tão bem na cama. — Diz com olhar e sorriso malicioso. Ela ataca os lábios do moreno novamente com mais veemência que antes, faz com que Sam ande de costa até a beira da cama, onde é empurrado para trás, deitando.
Como uma gata selvagem Ruby lhe rasga a camisa de seda preta, beija-lhe o peito, os mamilos, sua língua desliza por cada gomo de seu abdômen. O moreno se rende aos prazeres oferecidos pela bela vampira. Puxa-a para si colando seus lábios no dela, ele troca as posições, agora por cima lhe tira peças de roupa sem muita pressa, seu afunda-se entre os seios entumecidos da loira que geme baixo, porém forte, ao sentir a língua avida e úmida do moreno lhe arrepiar o corpo de cima a baixo.
A loira faz com que o moreno fique em pé sobre os joelhos, lhe abre a braguilha da calça, põem a mão dentro passando delicadamente seus dedos ágeis no membro muito excitado por cima da cueca. Vez por outra brinca com os testículos ao mesmo tempo em que beija e chupa o pescoço de Sam. O moreno de boca entre aberta soltas gemidos que denuncia o seu gosto pelos toques da moça. Suas bocas se encontram mais uma vez, ele tira-lhe toda a roupa fazendo a deitar-se, admira o belo corpo estendido na cama, apele clara contrasta magnificamente com o vermelho rubro do lençol.
Sam tira suas ultimas peças a calça e a cueca, nu deita-se sobre a loira, enquanto sua língua percorre dos seios ao pescoço dela, dois de seus dedos delicadamente vão se introduzindo para dentro da vagina excitada. Ruby agarra os cabelos de Sam, seus gemidos se intensificam na medida em que lhe penetra. Ele se retira e em seguida desce o rosto entre as pernas da loira, sua linga saboreia cada canto da jovem, vai da virilha a vagina.
Ele voltar a subir, sua mão posiciona seu membro excitadíssimo a essa altura, a beija voraz enquanto lhe penetra devagar, a forte lubrificação na vagina lhe concede fácil acesso. A loira lhe crava as unha nas costas e as presas no pescoço, quando sente a mordida de Ruby Sam também libera suas presas, e um gemido misturado com um rosnar forte.
Suas estocadas se intensificam, a jovem geme alto algumas vezes, seus olhares se encontram de quando em quando, as mãos de Sam deslizam por suas coxas. Ruby se entrega ao seu homem completamente, seu corpo responde a cada beijo, cada toque, cada estocada dele com luxúria e prazer, ela sente ser puxada. O moreno senta fazendo a loira sentar em seu membro, ele escora-se para trás com uma das mãos, a outra se ocupa de acariciar um dos seios da loira que o cavalga como uma verdadeira potranca. O sobe desce dela fazem ambos gemerem altos e gostosos, suas respirações pesam o suor lhes grudam os corpos. Sentindo que a loira está quase no clímax, o moreno lhe abraça, e a loira faz o mesmo não parando seu ritmo. Ela atinge o orgasmo, e o moreno a segue jorrando seu sêmen em seu interior. Um desgruda o cabelo do outro de suas faces, eles se fitam intensamente e beija-se até o ar lhe faltar, ela sai de cima de Sam e eles deitam colando seus corpos um ao outro na cama. Sam envolve-a com seu braço pela cintura.
O carro estaciona no fim da estrada de chão batido, Dean sai dele com feições nada amigáveis lhe estampando o semblante acompanhado por Benny. — Devagar com as coisas Dean. — O louro nada responde continua caminhando com passos largos em direção à velha cabana. A porta abre forte, mas não chega a assustar seu único morador, pois o mesmo já havia identificado o cheiro do Alfa Líder e de seu acompanhante, o que ele não esperava era o estado emocional de Dean, o loiro parado na porta o fita de tal maneira que chega a congelar a sua alma. — Algum problema rapaz?! — Indaga o antigo Alfa Líder dos Werewolfs.
— Eu quero saber tudo Bobby, você disse que meus pais morreram na Batalha das Bruxas, mas nunca me falou quem eles eram? qual a sua importância no clã. E agora pouco eu descobri que o Sam é filho de Mary com um Werewolf, eu quero saber quem é esse Werewolf, quero saber de toda a história. Quem é o Pai de Sam, quem se deitou com Mary Winchester?
Mesmo sendo pego de surpresa Bobby tenta negar. — Você só pode estar louco, quem inventaria esse tipo de coisa?
— Ninguém, a própria Mary nos contou. — As palavras de Dean fazem Bobby estarrecer. Ele não entende o que levaria Mary a fazer isso, e porque ele não o avisou que o faria. Talvez não tivesse tempo, pensa consigo. E sendo um velho lobo, percebe que Dean parece não saber de tudo, o que o leva apensar que Mary contou apenas metade, ele ainda deve manter segredo.
Sentando no velho sofá, Bobby respira fundo. — Essa é uma história que não nos diz respeito, isso pertence apenas a Mary.
Muito exaltado Dean rebate. — COMO QUE NÃO. Eu sou o Alfa Líder, um Werewolf deita-se com uma vampira e eu não sei nada disso. Você está errado Bobby, eu tenho todo o direito de saber sobre isso, principalmente porque implica em uma união das espécies que poderia acabar gerando um híbrido, e você sabe muito bem disso.
— Dean acalme-se...
— Acalmar-me. Você sabe o que está passando na minha cabeça desde o momento que eu soube dessa história, você já olhou para mim e para Mary.
Bobby e Benny ficam perplexos, Bobby por perceber que Dean está montando o quebra-cabeça e, Benny por entender o que o amigo está querendo dizer.
Bobby levanta-se. — Ora Dean, o que você está imaginando nessa cabeça.
— Não é imaginação. Desde que entrei naquela mansão alguma coisa me chamava à atenção, ou melhor, me incomodava, só não sabia o que era. Mas depois do que Amélia falou, as coisas começaram a fazer sentido.
— Amélia, a Conselheira Vampira, ela está aqui.
— Esteve não está mais. Mas isso é irrelevante agora. Depois do que ela disse tudo fez mais sentido, o que me incomodava e eu não percebia era a minha semelhança com a Rainha, era ela que eu via quando me olhava no espelho.
— Espera ai Dean...
— Esperar nada Bobby.
Dean voa para cima do velho lobo lhe agarrando pelo colarinho. — Mary Winchester é minha mãe?
— Bobby com respiração ofegante nada diz, ao menos com a boca. Pois seus olhos revelam tudo para o jovem Alfa.
A revelação lhe abala, ele olha para Benny meio que cambaleando enquanto se afasta de Bobby, Benny corre até o amigo e o apoia sentando-o no sofá. — Senta aqui rapaz, calma.
— Pelos Antigos Ancestrais, Amélia falou que sentiu cheiro Werewolf no Sam, um cheiro que nem mesmo eu sou capaz de sentir, da mesma forma que Castiel falou que sentiu cheiro vampírico em mim. A princípio pensei que era por que da mordida de Sam.
As lágrimas e o horror na face do jovem Alfa mostram o quanto abalado ele se encontra. — Que espécie de criaturas é você e essa mulher Bobby?! Vocês deixaram... Não praticamente me obrigaram a deitar com o meu... IRMÃO! — Grita a última palavra.
— Benny... Como isso Benny? — O amigo não sabe o que falar para aquele que lhe é como um irmão em tão momento aterrador.
— Eu não entendo porque fizeram isso, como puderam... — A confusão de seus pensamentos e principalmente seus sentimentos começam a desencadear um tormento mental emocional muito forte em Dean, com isso o sangue adormecido dos vampiros que corre em suas veias vai aos poucos ebulindo dentro do seu ser. Seu corpo começa a queimar em um ponto muito maior do que o normal de quando se transforma em um lobo, o seu grito de dor é ensurdecedor.
— Bobby o que há com ele, isso não é normal? — Exclama Benny
— Rápido temos que trazê-lo a si. Não podemos deixar a transformação continuar. — Bobby corre para Dean e quando o toca, é rechaçado com muita violência. Benny se aproxima mais cautelosamente, chamando pelo amigo. — Dean, Dean sou eu o Benny. Está me ouvindo cara, sou eu. Quando Dean se vira para Benny ele vê uma imagem que não reconhece, não é uma transformação de lobo, seus olhos estão avermelhados, suas presas estão muito maiores que o comum, o focinho não desenvolveu, o suor de seu corpo escorre como água ao mesmo tempo em que rapidamente vai se evaporando em contato com o ar. Benny fica estático.
Na Mansão dos Winchesters Castiel escolhe mais um livro na estante depois de já ter devorado outros três que estão sobre a mesa, seus olhos avermelham, suas presas salta, o sangue de lobo e vampiro está se misturando, ele sente. Batidas na porta despertam Mary de seu sono, ela levanta põem um roupão por cima de si abre a porta.
— Cass, algum problema? — Pergunta surpresa pela hora da visita do amigo.
— O maior de todos. Seus pecados estão vindos lhe cobrar o preço acertado Majestade... Concentre-se e verá.
A Rainha concentra-se como diz Castiel, sua essência mescla-se com cada vampiro existente no globo. — Dean! — Exclama cambaleando e firmando-se na porta.
— Não é hora para fraquejar Mary, temos que ir, se ele fizer uma transformação completa...
— Será sentido pelo Conselho. — Fala Mary completando o que Castiel dizia muito temerosa. Mas como não há tempo para fraquejo como disse seu velho amigo, ela corre pelo corredor indo em direção à janela mais próxima acompanhada pelo velho amigo de outrora, os dois transformam-se e voam pelo céu. Castiel toma a dianteira seguindo o rastro de Dean.
Meg em seu quarto sentido a abrupta partida dos dois Reis Vampiros, sabe que boa coisa não pode ser, teria que ser algo muito importante para isso acontecer. Ela não sabe se deve fazer, mas mesmo assim o faz. Passa todo o ocorrido para a mente do Príncipe que desperta de seu sono, Sam levanta num rompante da cama. O que desperta Ruby. — Querido o que houve aonde você vai?! — Pergunta ainda sonolenta.
— Volte a dormir minha querida. São assuntos de um futuro Rei. — Retruca Sam enquanto veste as pressas só a calça preta de seda e sai pela janela seguindo o rastro de sua mãe e Castiel. Ruby enrola-se nos lençol observando o amado partir, por um breve instante o pensamento de segui-lo passa em sua mente, todavia aquele não somente é o homem que ela ama. Como também é o Príncipe dos Vampiros, e ela não ousa desobedecer a uma ordem sua.
O coração de Sam se aperta, ele sente que o rompante de sua mãe e de Castiel pela noite de alguma forma tem ligação com Dean, ele voa a uma velocidade extraordinária, algumas flores e folhas são arrancadas de seus vínculos por onde ele passa.
Mary e Castiel chegam à cabana de Bobby, a situação não é das melhores, Dean mesmo não transformado completamente tem Benny dependurado em seu braço que atravessa o corpo do amigo, o mesmo está desacordado, e mais ao lado no chão Bobby também desmaiado.
A imagem de seu filho é aterradora para Mary, ela vê uma mistura de Vampiro e Lobo, suas orelhas são pontiagudas, mas maiores do que as das duas espécies, o focinho cresceu um pouco, mas as presas ao invés de Canina são vampíricas, seus olhos tem um vermelho rubro forte, as patas são de lobos com duplos joelhos, pra frente e pra trás e por fim nasceram-lhe asas.
O que ela mais temia está acontecendo diante de seus olhos que enchem de lágrimas. Dean caminha devagar, larga Benny e se dirige aos dois novos alvos a sua frente. Nesse momento Sam chega.
— Mas o que é isso?! Esse é o Dean?! — O Príncipe não consegue conceber o que vê.
— O que faz aqui? — Indaga Castiel.
— Isso não importa. O que houve com o Dean?
Mary com voz firme fala — Os batimentos de Benny estão fracos, mas ele ainda os tem. Pegue-o e o leve para o hospital Sam, ele precisa de cuidados.
— Mãe, você não espera que eu deixe você aqui sozinhos. E o que vão fazer com o Dean?
Sem olhar para o filho, com voz forte e decidida Mary retruca. — Preste atenção, quem machucou o Benny daquele jeito foi o Dean, lobos não se regeneram como nós vampiros, se ele vier a morrer como você acha que Dean vai ficar sabendo que foi ele quem matou o amigo. E não se preocupe, eu não faria nada para machucar seu irmão.
Ele já desconfiava há muito, Mary apenas confirma suas suspeitas. Mary tem muito que lhe responder, mas por hora ele tem razão. Mesmo não concordando muito com a decisão de Mary Sam não tem escolha, ele sabe que Dean não aguentaria viver com esse peso. Quando parte para pegar o Benny, Dean o olha, mas Mary e Castiel chamam sua atenção para eles.
— EI, AQUI! — Diz Castiel.
— VENHA NÓS PEGAR.
Sam pega Benny e parte rumo à cidade para leva-lo ao hospital mais próximo, o ferimento é muito grave, sua pulsação esta baixa. Ele tem que ser rápido ou então o lobo não irá sobreviver.
— Está pronto Cass?
— Prontíssimo.
Ambos assumem sua forma vampírica completa. — Não esqueça Cass.
— A intenção é fazê-lo voltar a si, eu sei Mary, não se angustie, sou eu quem está aqui, farei de tudo para não machucar seu filho. — Diz Cass com uma voz monstruosa e um sorriso tentando confortar a amiga. Mary também lhe sorri ainda que triste, eles dão as mãos e partem para cima de Dean.
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