Lua De Sangue
12 Capítulo 12 - Filho
Notas iniciais
Ruby levanta e veste um roupão rosa com bordas azuis, desce se dirigindo a cozinha, lá encontra Meg servindo um café para tomar.
— Noite agitada. — Diz a loira puxando uma cadeira para sentar.
— Muito. Me acompanha Ruby?
— Sim. Eu tenho quase certeza que a saída de Sam deve-se a você. O que houve?
— Não sei ao certo, alguma coisa fez Mary e Castiel saírem noite a fora. E algo que precise da atenção daqueles dois, deve ser algo muito sério. Então avisei Sam, ele nunca me perdoaria se acontecesse qualquer coisa a Rainha e eu não tivesse lhe avisado.
— O que será que aconteceu de tão sério? E Lilith você avisou também? — Diz a loira fazendo um rabo de cavalo nos cabelos.
Meg lhe alcança sua xícara de café sentando na mesa. — Oh, você ainda não sabe?!
— Não sei o que?
— Vou lhe botar a par dos últimos acontecimentos.
Mary e Castiel avançam contra Dean, cada um deles o agarra por uma mão jogando-o contra uma árvore que é destroçada pelo impacto devido a velocidade e o peso do corpo que choca-se contra ela. Mary avança mais uma vez antes que ele se recupere por completo e, o chuta com todas as sua forças em sua face na tentativa de nocauteá-lo deixando inconsciente, o objetivo não é alcançado ele é muito resistente, quando ela tenta se afastar Dean a agarra por uma de suas asas derrubando-a no chão. Ele prepara para golpear mas tem seu punho detido pelo poder de Castiel que logo estende todo o seu poder pelo restante do corpo, Dean consegue se movimentar aos poucos indo em direção do Vampiro Real.
— Cass isso não vai adiantar, só o estamos machucando temos que pensar em outra coisa?!
— Eu... já... pensei! O... sangue... de Bobby... rápido Mary! — Fala Castiel pausadamente pelo o esforço que faz tentando deter o avanço de Dean.
A Rainha entende o que o amigo tem em mente. Talvez lhe dando sangue de lobo ajude a cessar o processo da metamorfose, ela vai até o antigo Alfa Líder.
— Boby, Bobby... acorde! — Diz lhe dando leves tapas no rosto.
— Huummm... Mary...
— Sim sou eu. O que temíamos aconteceu, temos que parar a transformação antes que o pior aconteça. Temos que dar para Dean sangue Werewolf. Desculpe pedir isso, sei que está ferido mas só temos você agora.
— Faça logo... salve o nosso... menino.
— Inacreditável, nem metade da transformação e está me dando todo esse trabalho. Então esse é o poder de um Hibrido Real, Mery que atrocidades você andou cometendo enquanto eu e Balthazar estivemos dormindo se o Conselho descobrir sobre isso, você está perdida. — Pensa Castiel antes de gritar.
— MARY RÁPIDO, estou no meu limite aqui... hunf!
Mary decepa o dedo mindinho de Bobby, em seguida voa agarrando Dean por trás dando-lhe uma gravata no pescoço com o braço, poem o sangue que escorre do dedo na boca de Dean. — Aguente só mais um pouco Cass.— Ambos soltam Dean esperando que o plano executado tenha resultado positivo, ele cai no chão se revirando, retorcendo, urrando um agonizante grito de dor.
Sam chega ao hospital carregando Benny. — ALGUÉM ME AJUDE ESSE HOMEM ESTÁ MORRENDO! — Enfermeiros se aproximam e ficam estarrecidos com o que vem, um deles sai correndo pondo a mão na boca impedindo o vomito de sair. Um médico chega também fica espantado, ele pega o pulso de Benny. — Ele está vivo, não sei como mas está...! Vamos levem-no para a emergência. Em nome de Deus rapaz o que foi que aconteceu com vocês? — Indaga o médico a Sam olhando o seu estado quase nu.
— O que importa agora é salvar a vida desse homem doutor.
— Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance meu jovem. Mas não prometo muito, o estado dele é comprometedor, muitos orgãos foram danificados. Seria bom você passar ali com a enfermeira para ver se está tudo bem com você.
— Eu estou bem não sofri nada, cuide de Benny por favor. — Sam fala com voz baixa e semblante penoso.
O médico lhe faz um gesto positivo com a cabeça enquanto de retira. Sam senta em uma cadeira colocando as mãos no rosto, ele sabe o quanto Benny significa para Dean e não gostaria de ver o amado passar por tamanho sofrimento com a morte deste.
Dean se retorce, se revira de uma lado para o outro no chão, sua transformação vai sofrendo um retrocesso. Suas asas vão diminuindo, seu focinho se estende para frente, as feições de lobo vão se caracterizando pouco a pouco dando-lhe a forma Werewolf puro novamente. Logo de lobo passa para homem, o forte suor lhe corre por todo o corpo, ele demonstra tonteira tentando se erguer caindo de novo. Mary corre até ele e o ampara ajudando-o a levantar. — Apoie-se em mim querido, eu lhe ajudo. — Dean olha para Mary e com um movimento rude e brusco a afasta de si.
— TIRE SUAS MÃOS IMUNDAS DE CIMA DE MIM! — Grita muito alto o loiro, seus olhos expressam ódio e repulsa.
Mary fica atômita sem saber o que dizer ou fazer, ela não entende o porque daquilo. Ele abraça a si mesmo, o que demonstra estar sentindo muito frio, embora seus olhos queimam enquanto fitam Mary.
— Você é a pessoa mais vil, mais inescrupulosa... EU ME ANOJO DE VOCÊ, EU TENHO NOJO DE VOCÊ! Eu te odeio, como pode fazer isso, como puderam fazer isso comigo e com o Sam. Que espécie de mãe é você que abandona o próprio filho e depois faz ele se deitar com o irmão como sua "vadia"?!
Nunca pronunciar uma palavras foi tão difícil para Mary, ela mal tem forças para isso depois de ouvir todas aquelas coisas dita por seu tão amado primogênito. — Dean... v... você não está entendendo.
— Entender, entender o que? Você quer que eu entenda o que? Eu e o Sam, nó somos irmão, você consegue entender isso, sabe o que é isso?
Ela vai ao filho abraçando forte seu corpo sem ser correspondida. — Dean se vocês se amam... — Dean a arranca de si derrubando Mary no chão. Castiel que assistirá tudo até agora sem se intrometer, vai aos auxilio de Mary recriminado a atitude do loiro, ele abaixa para ajuda-la.
— Não acha que está indo longe demais rapaz?
— Eu não quero saber de mais nada, só quero saber de ficar bem longe de todos vocês. — Fala Dean olhando Mary ainda no chão e depois para Bobby.
Dean vai até a cabana parcial mente destruída, ele poem uma calça e uma camisa partindo dali. E seus olhos as lágrimas não param de sair, para ele o que aqueles dois fizeram é algo inimaginável, nem em seu pior pesadelo poderia pensar em coisa tão dantesca.
— Venha, levante-se Mary, temos que ajudar Bobby, ver como está o outro lobo. Como eu disse; seus pecados estão batendo a porta para cobrar a divida, agora é ter forças para pagar majestade. — A Rainha levanta auxiliada pelo amigo, eles vão até Bobby, Castiel carrega o velho lobo, eles voltam para a Mansão Winchester.
Na mansão Meg termina de relatar tudo o que aconteceu enquanto Ruby se recuperava. — Aquela miserável, eu mesma arrancarei sua cabeça. — Diz Ruby socando uma mão na palma da outra.
— Acalma-se Ruby nós vamos pega-la.
— Não faltará oportunidade para isso minhas queridas.— Fala Victor entrando no recinto.
— Victor, onde você esteva você sumiu! — Diz Meg pulando no pescoço do homem sufocando.
— Calma menina, não precisa me estrangular.
— Me empolguei, mas é tão bom ver você bem.
— Primeiro eu tratei de me recuperar, depois fui cumprir algumas ordens da Rainha. Mary não é tão relapsa quanto se pensa, acha mesmo que matariam seu neto e ela deixaria passar em brancas nuvens?
— Não, nunca pensei isso. Sabia que Mary não deixaria barato.
— O que ela mandou você fazer? — Pergunta Ruby levantando e cumprimentando o companheiro com um abraço menos empolgado do que o de Meg.
Afastando o abraço, pegando suave no queixo da loiro lhe fitando os olhos, Victor diz. — Nós vamos pega-los querida, um por um e quero ter o prazer de lhe entregar Lilith para que você arranque a cabeça daquela vaca pessoalmente. — Ruby solta um sorriso malévolo.
— Eles voltaram! — Exclama Meg.
Todos se reúnem em uma sala.
— Levem Bobby para um dos quartos, seus ferimentos não são graves mas se houver necessidade chamem um médico. — Os serviçais atendem a ordem de Mary.
— Meg quero contato com o Sam agora. Encontre-o.
— Sim senhora.
— Ele não estava com vocês minha Rainha? — Pergunta Ruby.
— Tivemos que nos separar, sem mais perguntas por enquanto Ruby. Estimo sua preocupação para com o meu filho, todavia ele é bem grandinho e deve saber cuidar se cuidar sozinho. — A vampira estranha o tomo rude da Rainha, nunca viu Mary assim ela sempre foi amável e gentil, algo muito sério está acontecendo mesmo, mas por hora é melhor se recolher e deixar os ânimos se acalmarem.
Castiel senta em um sofá enquanto observa a postura de Mary, ela sabe que Dean está em perigo e não há tempo para firulas, ele se permite um sorriso, satisfeito com a Rainha dos Vampiros.
A jovem vampira termina sua busca, ela encontra o Príncipe. — Sam.
— Meg o que houve?
— A Rainha quer lhe falar maninho. Rainha encontrei Sam vou liga-los.
— Sam.
— Mãe.
— Preste atenção, eu sei que lhe devo muitas explicações filho, assim como sei também de suas desconfianças. Dean descobriu tudo e não está reagindo bem, você precisa encontra-lo e falar com ele.
— Ele sabe que somos irmãos?
— Exatamente.
— Mande-me um serviçal, preciso de roupas para vestir, os médicos ainda não voltaram com nenhuma novidade sobre Benny, ele estava muito mal é preciso que alguém fique em meu lugar.
— Eu vou mandar suas roupas e Castiel vai junto. Se precisar talvez ele possa ajudar o Werewolf. — Mary fala fitando o vampiro que nem mesmo espera uma ordem direta e parte para o hospital.
— Ok mãe, não se preocupe com o Dean eu vou encontrar ele e vai ficar tudo bem.
— Obrigada meu filho. Obrigada por ser tão compreensivo com os meus erros.
— E você por acaso também não é com os meus? Te amo mãe.
— Também te amo filho.
Meg desfaz o ele entre eles. Mary pede para todos os outros se retirarem e fica a sós com Victor, esse lhe passa tudo a respeito da missão incubida por ela mesma.
Castiel chega ao hospital junto com o serviçal que leva as roupas de Sam.
— Nada ainda? — Diz Castiel lhe cumprimentando, Sam faz o mesmo.
— Nada, minha mãe diz que você pode ajuda-lo.
— Talvez seja possível.
— Eu não entendo, como um Werewolf pode ajudar um Werewolf?
— Um Vampiro Real, príncipe. Porque acha que eu, Balthazar e Mary somos Reis? Cada um de nós possui habilidades que nos diferenciam dos outros vampiros.
— Mas como sua habilidade de paralisar pode ajudar alguém as portas da morte.
— Eu não posso, mas depois que ele morrer a situação muda.
— Você tem mais de uma habilidade então, é isso?
— Eu, Balthazar e sua mãe assim como você um dia também terá, você ainda tem tanto a aprender sobre sua própria espécie. Mas agora vá, seu irmão tem que se manter calmo para que não sofra uma nova transformação, se isso acontecer e o Conselho perceber sua presença, sua mãe e ele correrão grande perigo.
Casteil conta a verdadeira situação de Dean para Sam, o Príncipe depois de ouvir tudo atentamente se veste e parte em busca de Dean, ele deve encontrar seu amado irmão sem nenhuma perda de tempo.
Sam desce na varanda, entra pela janela do quarto, dentro dele encontra um homem dominado pelo sono e o cansaço. Ele vislumbra o corpo deitado na beira da cama só com a metade superior do corpo sobre ela, seus pés tocam o chão. Sam aproxima-se lentamente sem fazer ruídos, procura por ferimentos que não encontra ficando aliviado. O peito sobe e desce com uma respiração amena, os lábios carnudos bem feitos um pouco secos, ele desenha cada detalhe daquele home que está sempre em seus pensamentos, que está sempre em seu coração.
Ele não quer, não pode perder Dean, nem pro conselho nem pra ninguém, ele o protegerá com sua própria vida.
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