Lua De Sangue

10 Capítulo 10 - Segredos


Notas iniciais
Aqui a coisa começa a ficar tensa para Mary que terá que se desdobrar para conseguir manter seu grande segredo a salvo.

O seu coração não está acelerado apenas pelo esforço que suas potentes pernas fazem para leva-lo ao seu destino, mas também e principalmente, porque em sua mente, em seu coração está o temor de ter acontecido o pior.

Dean viu de perto o poder de Castiel, ele sabe que não é um inimigo que se deva menosprezar. Suas mãos empurram as grandes portas e quando elas se abrem, diferente do que pensara o lugar está calmo tomado de paz e harmonia.

O sorriso de Sam quando vê o seu amor vai de um canto ao outro do rosto.

— Como você está?

— Bem, não está vendo? — Diz o moreno passando uma mão na cintura do loiro, e outra pegando suavemente seu queixo lhe dando um solene selinho.

Dean cora. — Sua mãe!

— Tudo bem, ela sempre soube de minhas preferências.

Castiel se aproxima dos dois se desculpando pelo que aconteceu com Dean. — Eu tentei evitar, mas não tinha forças naquele momento, só consegui agora porque de Mary.

— Dos males o menor. Você parece ser bem melhor que o outro. Seria bem se ficasse por aqui por mais tempo. — Fala o loiro apertando a mão do vampiro.

— Creio que agora podemos voltar a nos focar no nosso outro objetivo. — Diz Benny.

Descendo as escadas com voz séria, tom alto e olhar mortal. Ruby fala. — A prioridade é descobrir os assassinos de meu filho, E eu pessoalmente quero arrancar cada víscera dos infelizes.

Sam vai até a loira. — Você tem certeza que já está recuperada o suficiente para uma caçada dessas Ruby.

— Pode ter certeza que sim.

— Espere, temos um assunto mais urgente pela frente. — Exclama Meg chamando a atenção de todos.

— O que foi Meg, o que está vendo? — Indaga a Rainha.

Com voz preocupante e até temerosa pela vista que se dirige a mansão, a jovem vampira fala a todos. — Amélia, minha Rainha. A Conselheira está vinda para cá, nesse exato momento.

— Uma conselheira aqui?! Por quê?

— Acalmem-se todos, não sei o que trás Amélia aqui, mas se ela abalou-se a deixar o Conselho deve ser algo muito sério. Vamos para o salão principal, diga para as serviçais conduzirem ela até lá Meg. Vamos.

Enquanto se dirigem para o Salão principal.

— Você me deve uma, não se esqueça. — Diz Dean com olhar provocante para Sam.

— Eu terei o maior prazer em pagar, esteja certo. — Retruca Sam roubando-lhe um beijo rapidamente.

Amélia adentra o recinto com passos calmos, sua postura é altiva e imponente, seus olhos analisam cada uma das pessoas a sua volta. Por fim dirige-se a Mary que está sentada no trono, a Conselheira faz a reverência, Mary acena com a cabeça gentilmente.

— Que ventos a trazem de tão longe Amélia?

— Um Híbrido, minha Rainha. — Diz com olhar fixo e desconfiado, analisando a reação de suas palavras.

Mary consegue manter a calma, se posiciona de forma firme e severa. — Explique-se melhor Conselheira, há muito não a qualquer relato de tal criatura entre nós ou mesmo entre os Werewolfs.

O seu olhar muda de direção, seus olham encaram Samuel Winchester. — Fontes ainda sem muita credibilidade, nos passaram que você teve um filho Híbrido, minha Rainha. — Todos no ambiente expressam semblantes surpresos, principalmente Sam e Dean. — O que? — Dizem os dois em uni som.

Mary levanta, aponta sua mão para Dean e Sam fazendo com que fiquem em silêncio. Diante da Conselheira.

— Você veio me investigar por causa de uma fonte como você mesmo disse “sem credibilidade", Amélia?!

— Não minha Rainha. Vim porque pensei que o chamado era seu. Quando cheguei ao meu destino, era outra pessoa que me aguardava. Mas lembre-se, como vampira estou sujeita a sua majestade, como Conselheira estou acima disso, é meu dever proteger e preservar a pura espécie vampira. E agora se não há objeções, vou fazer meu trabalho, se me permite.

— Fique a vontade. — Diz Mary com olhar tranquilo e voz serena. O que deixa Amélia intrigada, a renegada vampira Lilith tinha sido tão convincente, mas esse ar de tranquilidade da Rainha dizia o contrário.

A Conselheira se aproxima de Sam dando voltas em torno dele, ela o cheira, o olha analisando tudo com seus sentidos e instintos vampíricos apurados. Ela pega o braço esquerdo do Príncipe, lhe faz um não muito profundo corte no pulso, pequena quantidade de sangue cai, ela o coleta e o prova.

— E então Amélia?

— Um verdadeiro Príncipe Vampiro, mas... Sinto essência de lobo nele.

— COMO?! — Indaga Sam perplexo.

— O que não poderia deixar de ser, sendo filho de um Werewolf. Porém como você pode ver o sangue vampiro predominou.

— Mãe...! — Fala Sam, questionando a Rainha.

Mary com os olhos rasos d'agua lhe passa a mão no rosto do filho. — Uma coisa de cada vez meu menino.

Amélia, caminha lentamente analisando Dean e Benny, os dois Werewolfs ali presente, — Verdade Mary, não crime em deitar-se com lobo, mas procriar um híbrido sim.

— Como pode constatar meu filho é um Vampiro sem nenhuma tendência híbrida. — Diz a Rainha posicionando-se frente a sua cria, como uma leoa defendendo a prole.

— Calma Mary. Você está certa, o Príncipe é sadio. E se não fosse, não haveria nada que você pudesse fazer para impedir que fosse morto. Agora vamos à outra questão, o que Castiel está fazendo desperto, o que há aqui, onde estão seus relatos ao Conselho Rainha?! Por que dois Reis vampiros estão reinando ao mesmo tempo?— Fala com voz mais áspera a Conselheira.

Mary volta a sentar em seu trono, com semblante mais ameno agora. — Minha vez de pedir-lhe calma Amélia. Muita coisa aconteceu, Castiel foi despertado, mas eu estou reinando, assim será até o fim de meu século. Meus relatos... Por favor, Meg, traga-os para mim.

Meg busca os relatórios da Rainha.

— Aqui Majestade.

— Entregue a Amélia.

Assim Meg o faz, Amélia começa a folhar e ler o conteúdo ali contido.

— Como pode ver, está tudo ai, estava terminando e logo enviaria para o Conselho tudo que acontecerá até agora.

Um olhar fulminante de Amélia vai em direção a Dean. Percebendo a insatisfação da Conselheira Mary intervém.

— Eles estão nos ajudando na busca Amélia. Contenha-se.

— Só por isso permaneceram vivos, mas não os isento de uma culpa indireta. Como se atreveram a matar um herdeiro vampiro, esses malditos cães imundos.

As palavras da Conselheira deixam Dean e Benny muito apreensivos. A mesma se dirige a Ruby que se manteve em silêncio atenta a tudo.

— Como você está minha pequena. — Fala a Conselheira com pesar.

— Sobrevivendo e pronta pra trucidar quem matou meu bebê.

— Que providências você tomou meu rapaz. — Diz Amélia para Sam.

— Todas e vou tomar mais uma agora mesmo. Quem falou isso para você? Quem acusou minha mãe?

— LILITH! — Exclama a Rainha.

— Como sabe disso minha Rainha?

— Primeiro que ela deixou claro que sabia qualquer coisa a respeito mesmo eu não tendo dividido isso com ela. Segundo que você disse que foi convocada em meu nome e terceiro, possivelmente ela foi a mandante do ataque a Ruby. Conselheira, você foi ludibriada por uma traidora foragida.

A revelação leva a mais relatos dos últimos acontecimentos, a conversa é longa, dura horas. A par de toda a situação a Conselheira volta a sua morada.

— Desculpe Majestade, só estava fazendo o que é de minha incumbência.

— Eu sei Amélia. E diga ao Conselho que eu resolverei tudo o que tiver que ser resolvido. Pretendo não deixar nada pendente para quando chegar a hora de Balthazar.

— Mas se precisar de ajuda, não hesite.

— Pode deixar se for preciso, receberá meu chamado. — Fala Mary apertando calorosamente as mãos da conselheira com as suas.

Quando retorna a salão encara as fisionomias pouco amigáveis de Sam e Dean.

— Pelo que vejo vocês desejam respostas. — Diz Mary, com certo tom irônico.

Na verdade Mary não está nem um pouco confortável com a situação, mas não há mais como adiar, se Lilith sabe de algo, é preferível que ele saiba por ela.

— Quer que nos retiremos Rainha. — Fala Meg timidamente.

— Não há necessidade, todos aqui podem ouvir o que vou contar. Prestem atenção e não me interrompam, não quero saber de perguntas. Falarei apenas uma vez e serei breve. — Retruca a Rainha sentando no trono.

— Sim Sammy, seu pai era u Werewolf, um lindo Werewolf que ganhou meu coração de uma forma que vampiro algum conseguiu ganhar. Conhecemo-nos na Grande Batalha das Bruxas. Francamente se não fosse por ele e por Amélia eu não estaria aqui hoje com todos vocês.

Depois da batalha não conseguindo controlar nossos impulsos, nossa amor, nos encontramos inúmeras vezes clandestinamente, não havia crime desde que não houvesse uma cria que corresse o risco de cruzar as espécies, mesmo assim meu pai jamais aceitaria isso, por isso de nos escondermos.

Foram duradouros anos, até que meu pai descobriu e mandou mata-lo. — Seus olham choram.

Faz-se um pesado e longo silêncio na sala sendo interrompido por Dean.

— Só isso?

Sam vem logo atrás. — Mãe, qual o nome de meu pai?

— Fui clara quando disse que não aceitaria interrogatório. Isso é tudo que precisam saber. Não há mais o que falar.

— Como não. Quem é o pai de seu filho, você não vai dizer? Quem é o Werewolf que deitou com você, nem mesmo eu que sou o Alfa dessa geração estou sabendo nada sobre isso. — Retruca Dean, muita exaltado.

Com um tom ríspido Mary fala. — O que seu povo fala ou não a você é problema seu e deles, não me diz respeito.

— Ótimo, porque então eu vou atrás de respostas com o meu povo "Majestade". — Fala o loiro se retirando do recinto, Benny o segue.

— Mãe, por favor! Não acha que eu tenho o direito de saber?

— Chega Sam, já disse o que tinha para dizer. — Com essas palavras finais, a Rainha deixa a sala, indo para seus aposentos, Meg a acompanha.

Ruby levanta, indo até o Sam. — Tente entender sua mãe. Assim como você tem os seus motivos para querer saber quem é o seu pai. Ela deve ter os dela para não lhe falar. — Diz Ruby com as mãos nos ombros do moreno.

— Será que você não consegue entender, meu pai é lobo, um Werewolf. E se eu...

— Você nada rapaz. A própria Conselheira Amélia constatou que isso não tem a menor possibilidade de acontecer, se houvesse 1% de chance que fosse de tal acontecimento, sua cabeça e de sua mãe estariam nas mãos dela agora mesmo. — Adiciona Castiel.

— Ele está certo. Não pense nisso, isso está totalmente fora de cogitação, meu querido.

A loira tenta confortar o Príncipe sem muito êxito. A mente de Sam está confusa, seus sentimentos vão da duvida ao medo. Tudo aquilo que ele sabia a respeito de si próprio de repente some, é como se tirassem o chão dos seus pés, pela primeira vez na vida o Príncipe dos Vampiros sente que não sabe quem ele é.

— Venha comigo. — Diz Ruby pegando a mão de Sam e o levando consigo.

Dean e Benny pegam um dos carros e vão para o reduto dos Werewolfs. — O que você pretende Dean, com quem você vai falar a respeito disso? — Pergunta Benny entrando no carro.

— Só conheço uma pessoa que pode estar a par de tudo isso, e pode ter certeza que eu vou o fazer falar nem que tenha que arrancar essa história toda no murro.

— Bobby Singer. — Diz Benny fitando o amigo que presta atenção na estrada em que corre a toda velocidade possível.

— DROGA! Essa lata velha não anda mais rápido. — Esbraveja o loiro socando o volante.

— Eu não entendo, porque você está tão irritado Dean, o que há?

— Eu estou com medo Benny, estou com muito medo meu amigo. — Dean olha para o amigo com olhar preocupado. Benny nunca viu o amigo tão transtornado daquele jeito.

— Medo de que?

— Nada, nada até falarmos com Bobby, e eu rezo para todos os ancestrais que o que passa em minha cabeça não se confirme, seria abominável demais.

Notas finais
Madrugada a toa e sem sono, rende mais um capítulo que acabei agora pouco e como não bateu preguiça de postar. Espero que curtam.
Qualquer coisa é só por a boca no trombone. /rsrs