Lua De Sangue

4 Capítulo 4 - Dor


Notas iniciais
Aqui a coisa fica um pouco mais dramática, grandes problemas começam a aparecer para os nossos amados.
Boa leitura. Espero que curtam.

Café da manhã, na mesa está Mary, Rubi, Meg e Sam, esse último observa atentamente sua mãe, seus cabelos, seus olhos, suas feições, cada traço, cada detalhe em busca de igualdades similares que possam comprovar suas suspeitas por mais absurdas que possam parecer. Uma busca que chama atenção de Mary.

— O que foi querido? Algum problema?

— Não mãe, está tudo indo muito bem. Estava apenas apreciando sua formosa beleza, só isso.

— Oh querido, obrigada. Mas onde está Dean, ele não levantou ainda?

— Parece que o lobinho dorme mais que a cama. Vou tomar uma ducha, aproveito passo pelo quarto dele e o chamo. — Diz Sam levantando-se da mesa.

— Faça isso, por favor.

— E eu vou para o meu campo de margaridas, com licença. — Diz Rubi, também saindo da mesa.

— Mas tome cuidado, caminhe devagar e não se esforce muito. Não vá fazer nada que possa por a vida de vocês em risco. Sabe que em quanto assim, está meio mortal, depois eu vou busca-la.

— Não se preocupe papai. Nós dois vamos ficar bem. Só vou sentar e sentir um pouco o aroma das flores.

Sam lhe faz uma afirmativa com a cabeça e lhe sorri. Logo chega ao quarto aos berros, abrindo as cortinas e janelas, deixando entrar os raios de sol de um novo e maravilhoso dia.


— Acorde, já é dia monte de pelos.

— Nossa, mas não faz muito que eu peguei no sono. — Diz o loiro, esfregando as mãos nos olhos. — Sam senta na cama ao seu lado.

— E porque perdeste o sono dessa maneira?

— Não sei talvez alguma bebida, ou algo que comi. E Você não deveria ser morto por esses raios?

— Vantagens de se ter uma mãe, capaz de ludibriar esse pequeno incomodo.

— Entendo. A capacidade especial da Rainha é essa então.

— Exatamente.

— E ela pode fazer isso com todos os vampiros?

— Uns quatro ou cinco ao mesmo tempo, não mais do que isso. Mas o faz com perfeição, além dela mesma, eu, Meg e Rubi, estamos sobre a influência desse poder. Você está tão lindo Dean, adoraria colar meus lábios nos seus.

O loiro se permite um leve sorriso. — Você não desiste.

— Nunca!

— Faça. — Diz o loiro.

— O que?

— Não vou repetir. E talvez até desistir... — Antes que possa terminar a frase os lábios de Sam estão grudados no seu, de forma doce e suave, toda via o moreno não é correspondido, o que lhe causa enorme frustração.

— O que foi? — Pergunta Sam intrigado.

— Nada, apenas deixei você me beijar, mas não disse que faria o mesmo.

A raiva por um momento chega a tomar posse do Príncipe que levanta furioso. — Legal, brincando comigo então, o que foi isso uma forra?

Dean levanta-se também logo atrás, agarrando-o pelo braço. — Não, de maneira alguma. Eu apenas quis satisfazer um desejo seu, me desculpe se me interpretou mal, ou pior, se eu não soube me fazer entender. Olha, sei que começamos mal, muito mal por minha culpa mesmo, mas agora não foi essa a minha intenção. Posso lhe garantir Sam.

O Príncipe dos Vampiros fica sem reação com as palavras de Dean por instantes. — Você me pedindo desculpas! Isso perece algo inacreditável. Tudo bem desça para tomar seu café, eu vou tomar uma ducha e depois nós temos alguns compromissos para cumprir, como lhe disse ontem, a Rainha quer você a par de tudo.


Depois de banho tomado ainda vestindo-se, Sam sente o chamado de Lilith, a Capitã da Guarda, vestindo só com uma calça de moletom verde-escuro. Vai ao seu encontro. O mesmo chamado chega à Rainha que também o atende, e os três se encontram na entrada principal da mansão.

— O que há de tão urgente capitã? Pergunta Mary.

Com um estalar de dedos Lilith faz com que entre o soldado trazendo o corpo moribundo. Assim que põe o corpo no chão, Lu faz reverência aos soberanos.

— Isso minha Rainha. — Diz a Capitã apontando para o corpo mutilado no chão.


Dean depois do banho veste uma camiseta preta e um calção azul escuro e desce pra tomar café, vendo o corpo morto no chão, se acosta a parede para escutar o que é dito na pequena reunião.


— Peço permissão, para atacar e acabar com aqueles malditos lobos, minha majestade.

Indignada com o pedido, a Rainha esbraveja em um primeiro instante. — Você está louca! Sam acaba de unir sua vida ao líder deles justamente para impedir esses massacres sanguinolentos. — Em mesmo alto tom e com grande falta de respeito, a capitã fala a rainha.

— Mas você não está vendo o que eles fizeram a um de nós, não vê isso.

LILITH! — Grita Sam. — Meça suas palavras e abaixe o seu tom de voz capitã. E mais, desde que nós chegamos a sua presença não vi você ajoelhar-se perante seus soberanos.

Agora com uma voz baixa e submissa a Capitã diz — Perdoe-me meu senhor! É que com esses últimos acontecimentos eu acabei ficando um pouco fora de mim.

— Está perdoada, agora se ajoelhe.

Lilith ajoelha-se, pondo um joelho no chão e deixando o outro em pé. O que não satisfaz o Príncipe. — Ponha os dois joelhos no chão, e as palmas de suas mãos também e incline sua cabeça para baixo.

Com suas feições de desgostos acobertadas por seus longos cabelos, Lilith obedece à ordem recebida.

— Ótimo. Agora se lembre, nunca esqueça qual o seu lugar e nunca mais retruque a Rainha de tal maneira. As providências que tiverem que ser tomadas será sendo o caso minha capitã. Você será informada.

— Perfeitamente meu senhor.


Rubi chega ao campo das margaridas, caminha calmamente entre elas inspirando seu delicioso perfume, o sol outro seu inimigo, banha sua pele, ilumina sues cabelos dourados, enchendo-a de paz.


—DEAN! Saia e, venha cá. — Chama Sam pelo loiro que está próximo a espreita.

O loiro vem meio sem graça, passando a mão por sua nuca.

— Não pense que porque não temos o olfato tão apurado quanto o dos Werewolfs, você passaria despercebido por qualquer um de nós três aqui. — Lhe diz Sam, num tom bem amigável.

— Acabei de perceber isso.

— Agora veja isso, reconhece?

Dean abaixa passando sua mão nos ferimentos do corpo, e usa o seu olfato ao máximo para reconhecer o cheiro do Werewolf no corpo.

— E então?! Indaga-lhe Sam.

— Erguendo-se o loiro lhe responde. — Nada. É obvio que isso foi feito por um lobo, mas não reconheço o cheiro no corpo, não é de minha Matilha Sam.

— Está dizendo que há outro clã sobrevivente além do seu?

— Se há, não é de meu conhecimento, terei que me reunir com os meus para averiguar melhor isso.


Embora esteja enfraquecida pela gestação, Rubi percebe quando dois enormes lobos se aproximam dela de modo sorrateiro, com intenções nada boas, ela só lamenta que tenha sido tarde mais, eles estão muito perto. A jovem levanta, começa a caminhar, apressa o passo depois corre, corre desesperadamente.

Os lobos brincam, parecem querer lhe dar uma vantagem, então se preparam e a caçada tem início, em menos de minuto estão correndo lado a lado com ela. O primeiro ataque vem, acertam-na no braço direito rasgando, fazendo perder o equilíbrio e cair no chão, os lobos observam lentamente rodeando-a. a única preocupação da vampira é defender o seu ventre.

Os lobos atacam...

Seu ventre foi aberto, rasgado, a jugular dilacerada, ela com esforço tenta estancar a hemorragia, e concentra-se buscando uma mente familiar, amiga.


Na mansão Sam é invado por dor, angústia, tristeza, e um grande sofrimento. — RUBI! — Sem dizer nada e deixando todos alarmados, ele sai desesperadamente sem nem ao menos abrir a porta, destruindo-a.

— Vão! — Ordena a Rainha a Lilith e Lu. Que respondem rapidamente ao comando.

— Dean olha para Rainha, ele não diz nada, mas ela consente com um balançar de cabeça afirmativa. Em quanto corre, a transformação se faz e logo, ele alcança os Vampiros.


Quando chegam encontram um homem atônito, mudo, perplexo, a cena inominável. Da para ver os restos do feto espedaçados pelo chão.

— Me... Me per... Perdoa. — Diz Rubi com muito esforço.

— PELOS ANCESTRAIS! Ela ainda está viva! — Exclama o loiro.

— Ela é uma vampira e a cabeça não foi decepada. — diz calmamente Lilith.

— Isso não importa Sam não está em condições de nada, vamos leva-la. — retruca Dean, muito irritado.

Então quando Lu tanta pegar o corpo é impedido por Sam, que toma seu lugar pegando o corpo da jovem em seus braços. — Sam... Eu... Nosso bebê...

— Shi, não fale você vai ficar bem, vai ficar tudo bem.

Ele segue caminho sendo acompanhado pelos demais, a cada passo que da o ódio lhe toma a alma.

— Agora não importa de que matilha sejam os malditos lobos que fizeram isso. Eles assassinaram o primogênito do Príncipe, e irão pagar com a vida. — Diz a Capitã olhando para Dean com certo sorriso satisfatório. Por sua vez o mesmo apenas fica em silêncio.


Depois de chegar à mansão e passar os acontecimentos a rainha e outros demais, as providências cabíveis são tomadas. Levam a Rubi para um quarto.

— Saiam, deixem-me sozinha com ela.

Ficando a sós com a ferida vampira. A Rainha abre seu próprio pulso e começa a alimenta-la, conforme o sangue é introduzido, os ferimentos da jovem vão cicatrizando.

Do lado de fora, assim que todos saem, Sam avança em Dean, pegando pela camisa e o empurrando fortemente contra a parede. — Quem de sua maldita raça fez isso?

— Eu não sei... Os cheiros não são conhecidos. — diz Dean com dificuldade, pela pressão exercida contra si.

Meg tenta acalmar as coisas. — Sam, por favor, não é hora pra isso.

— NÃO SE META NISSO!

Lilith sorri!

— Que espécie de Alfa é você que não consegue reconhecer o cheiro de seus próprios cães imundos. — Sam arremessa Dean que desta vez está preparado, ele se revira no ar caindo em pé no chão. Sam corre em sua direção, extrai suas presas e garras para fora, o ataque é rápido, Dean tenta desviar, mas é acertado d raspão no abdômen. No segundo golpe o loiro abaixa-se fecha o punho e acerta um soco potente nas costelas do moreno, duas costelas fora do lugar. Dean tenta um segundo soco, mas é atingido por chute que o lança longe fazendo bater contra a parede.

Sam ataca de novo voando para cima do alfo que o intercepta, agarrando-o e o jogando de costas contra o chão, rapidamente Dean pega Sam pelo pescoço, o mesmo crava lhe as garras no antebraço, o que não impede de levar um forte murro no rosto.

— Preste atenção, foram lobos, estou admitindo, mas não de minha matilha. — Esbraveja Dean encarando seriamente o Príncipe.

— Prove-me, deixe Meg sondar mente por mente de sua matilha. — Retruca Sam

— Se só assim para lhe convencer.

Os ânimos acalmam.

— Você não é assim, o que deu em você, levante-se. — diz Meg ajudando Sam levantar-se.

— Solte-me, não preciso de babá. Em vez disso, melhor ir se preparando você tem muito trabalho a fazer. Vou me trocar e já volto pra nós irmos... Alfa. — As palavras são proferidas com imenso ódio e rancor.

— Eu vou indo na frente para convocar todos. Você deve saber o caminho, se não souber, com certeza sua Capitã sabe, nos encontramos lá.

Meg vai até o loiro. — Dean espere, os seus ferimentos. Você tem que cuidar disso primeiro.

— Agradeço sua preocupação moça. Mas pode deixar, os meus cuidam disso. — Diz Dean pressionando o ferimento com a mão.

— Reze para que não seja nenhum de seus cães sarnentos. Porque eu juro que arrancarei o coração de quem fez isso com meu filho com minhas próprias mãos. Não haverá clemencia. — Em um último olhar Dean procura desesperadamente pelo homem gentil que tentava ganhar seu coração, mesmo ele sendo tão antissocial e não encontra. Ele parte para se reunir com o seu bando.

— Sam você me desapontou muito hoje. Não acredito que você foi capaz disso.

Sem que ninguém perceba, um olhar de satisfação e um sorriso perverso se fazem na face da capitã atenta a tudo que acontece.


Após alguns minutos eles estão prontos, Sam veste preto, camisa de seda desabotoada, por baixo uma regata, calça jeans e botas country, Meg em conjunto de coro roxo e Lilith de branco.

Eles partem.

Notas finais
Chuvinha chata aqui, o bom é que rendeu um capítulo inteiro pra fic.
Criticas, sugestões, elogios, sintam-se a vontade, como sempre.

Atualizações, quartas e fim de semana. / Esse rendeu dois.

Até Quarta ^.^

XDD