Lua De Sangue

5 Capítulo 5 - Acertos


Notas iniciais
Depois da tempestade vem a calmaria, mesmo não durando muito. :/

Todos estão reunidos, quase 300 Werewolf se encontram ali, os poucos que restaram da última grande batalha. Quando Sam Meg e Lilith chegam perguntas como, quem são eles? O que estão fazendo aqui? São murmuradas discretamente. Dean o Alfa ao lado de Bobby e Benny estão em um ponto mais elevado na floresta quando Dean começa a falar.

— Ouçam todos, não há o que temer o filho não nascido do Príncipe Samuel foi assassinado por lobos...

Todos se espantos, murmúrios se ouvem.

Dean continua. — Calma, acalmem-se todos, eu mesmo pude constatar que forma lobos que fizeram isso, não identifiquei um cheiro conhecido, e acredito que nenhum de vocês aqui o fizera também. Por essa razão permitirei que a Vampire telepata aqui sonde suas mentes para deixarmos bem claro que nós não somos os culpados.

— Eles estão desconfiando de nós. — Grita um Werewolf. Não podemos nos sujeitar a essa humilhação.

— Se quiser me desafiar, fique a vontade. Vejam nenhum aqui fez isso, eu acredito, mas o Príncipe não. Vamos evitar qualquer atrito, demais questões eu resolverei. É com você agora garota.

Meg se concentra e começa a invadir a mente de cada Werewolf, uma por uma, tentando encontrar qualquer lembrança que denuncie um culpado. Após uma cansativa procura de meia hora, a jovem demonstra sinais de cansaço e cambaleia sendo amparada por Bobby.

— Ei, tudo bem?!

— Sim, eu nunca sondei tanta gente e por tanto tempo.

— E então, conseguiu, verificou todos. —Pergunta Sam.

— Não, nada por enquanto, e eu ainda não estou nem na metade Sam.

— Podemos deixar para outro dia, se preferir. — Diz o loiro.

— Não, vamos resolver isso hoje. Ela consegue. Vamos, força.

Meg continua a busca, o cansaço é notável, e depois de mais uma hora, o processo é concluído.

— Nada, nenhum deles tem qualquer lembrança que relacionado ao ocorrido. Quem nós procuramos não está aqui Sam.

Todos são dispensados, e voltam as suas vidas normais, restando apenas à cúpula dos Werewolf e os vampiros. Sam com feição desapontada e arrependida se dirige ao Alfa.

— Me desculpe Dean, mas era necessário.

— Desculpa. Você tem noção do que me fez fazer. Eu tive que usar a minha autoridade sobre os meus para atender você, eu tive que arranca-los de suas vidas, de suas responsabilidades porque você não confiou em mim. PORQUE MINHA PALAVRA NÃO FOI SUFICIENTE PARA VOCÊ PRÍNCIPE. Agora saia de nossas terras, você conseguiu ser menos bem vindo do que já era. Eu tenho alguns assuntos a tratar aqui, logo mais volto para mansão.

Quando a porta da mansão se abre, Mary os aguarda. — E então, o que foi que aconteceu.

— Nada, não foi nenhum deles. — Lhe responde Meg.

— Pelo menos, não os que estavam lá, minha Rainha. — Completa Lilith, sendo encarada por Sam.

Tentando confortar o filho, Mary se chega, acarinhando se rosto. — Oh meu querido, como você está?

— Vou sobreviver. E Rubi como está?

— Está bem, só vai demorar a se recuperar completamente.

— Ótimo, por hora vou me recolher.

— Vá meu querido. Vá descansar.

Sam entra no quarto, olha para o lugar vazio, atira a chave em um cômodo qualquer, respira fundo e começa a se despir, entra no chuveiro esperando que a água morna que lhe cai no corpo possa reconforta-lo pelo menos suas tensões musculares. Seca-se e põem uma causa de pijama de seda, e então, o Príncipe desaba, senta no chão encostado em uma parede e chora como uma criança perdida de seus pais, que não sabe para onde ir, que rumo tomar.

Na cabana de Bobby, Dean e seus mais fiéis amigos discutem a atual situação.

— Para mim os vampiros estão arrumando alguma desculpa para nos incriminar. — Fala Gordon, em pé com os braços cruzados.

— Dean com as mãos apoiadas na mesa. — Não acredito nisso. Tem alguém querendo nos culpar. Mas é totalmente inviável que seja coisa dos Vampiros. Não sei por que eles são os mais interessados na paz, principalmente a Rainha. De qualquer forma, não deixarei que o ato de ter me unido com o Príncipe seja em vão, temos que descobrir o que está acontecendo.

— E vamos descobrir Dean. Pode ter certeza disso. Eu mesmo tomarei a frente das buscas e investigações. — Fala Benny.

— Obrigado, meu amigo. Aqui esta o cheiro, divida isso com seus melhores homens e encontrem esse maldito. Você faz o mesmo com os seus. Gordon.

— Pode deixar meu Alfa.

Eles saem e corre, a transformação é feita e quatro grandes lobos tomam seus lugares, dois brancos um mais velho que o outro, um lobo cinza e um negro como a noite, cada um seguindo por um caminho, começam a fazer suas buscas.

Um dos lobos depois de se parar dos outros, dentro de uma caverna volta a sua forma humana.

— Que noticias trás? — Diz a Capitã dos vampiros de costas ao homem.

— Tudo corre como o combinado, eles não tem nada. Mas o liquido que você me deu, está acabando. Preciso de mais para camuflar meu cheiro.

— Aqui está, continue com o combinado e acabe com cada vampiro que eu lhe apontei. O próximo é esse, e aqui é onde ele estará você poderá pega-lo sozinho. — Diz Lilith lhe dando um frasco.

— E quanto ao Príncipe e o Alfa?

— Quanto a esses dois estamos com sorte. Devido aos últimos acontecimentos a Rainha me ordenou que ficasse na mansão permanentemente, talvez ela tema um ataque direto. Nunca fiquei tão feliz em obedecer a uma ordem. Uma sinistra gargalhada se faz ecoar na noite silenciosa.

Ambos se misturam com a noite escura, e seguem para seus bandos.

Dean chega tarde, a mansão esta silenciosa. — Todos já devem ter se recolhido. — Pensa ele. Caminha lentamente pela entrada principal, sobe o lance de escadas que levam para o andar superior, entra no seu quarto, toma uma ducha. Veste uma boxer preta que lhe vai até o meio das grossas coxas. Inquieto antes de dormir resolve ir até o quarto de Sam, abre o mais silenciosamente que pode a porta, olha para a cama que nem foi mexida. Procurando por Sam, o vê encolhido encostado na parede lateral da cama, ele entra e vai até o moreno.

— Ei, Sam. O que você está fazendo ai, vamos venha para cama. Sam ergue a cabeça, os olhos inchados denunciam o quanto chorou, a tristeza é tamanha que seu rosto está todo inchado.

— Venha, você precisa descansar, e continuar cara. Nós vamos pegar quem fez aquilo com seu filho. O que não pode é você ficar desse jeito destruído. — Diz Dean, levando-o até a cama.

Ele se deita e quando Dean tenta ir, ele o detém, não é preciso dizer nada, o Alfa entende o apelo e deita ao seu lado.

O novo dia se faz, ele já está pronto para mais um dia de trabalho, colocando a xícara de café na mesa, pendura um bilhete para a diarista na porta da geladeira, vestindo um terno de linho luva com listras pretas, Victor Henricksen paga a valise na estante, tranca a porta e parte.

A garagem está vazia, quando coloca a chave na porta ouve passos calmos atrás de si. Ele olha, não conhece o homem que vem em sua direção, nunca o viu pelas redondezas. Então ele pergunta. — Quer alguma coisa? Está procurando alguém?

— Sim, estou. E já encontrei. —Em seguida se transforma em um grande lobo negro e parte para o ataque.

Victor lança a valise para longe e se prepara para o impacto, eles caem, rolam pelo chão, ele usa o braço direito como escudo, que vai sendo dilacerado pelos dentes afiados do lobo negro.

O lobo é lançado longe, Victor pula para uma parede se fixando nela de costas para mesma, suas presas e garras são liberadas, e solta para cima do lobo. O vampiro morde uma das patas do lobo, depois agarra suas mandíbulas e começa a arregaçar.

Dean acorda com o som da água do chuveiro, ele levanta procurando por roupas que não encontra, quando lembra que foi para o quarto de Sam só de cueca, esfrega os olhos com as pontas dos dedos e sorri. Sam sai do banheiro, já enxugado e enrolado na toalha.

— Já acordou, cedo para você, não?

— Mais ou menos.

— Eu queria agradecer por ontem, por ter ficado aqui... Comigo.

— Não foi nada. E como disse ontem, vamos encontrar esse canalha ou esses.

Dessa vez a aproximação é feita por Dean. E também gostaria de me desculpar por ter pegado tão pesado com você antes. Deveria ter entendido melhor você, o seu estado, o que havia acontecido.

— Tudo Bem, Dean! Vamos nos concentrar agora, em pegar esses malditos carniceiros.

No andar de baixo já devidamente vestidos, encontram a Rainha para o café da manhã.

— Oh meus queridos, que felicidade ver esses rostos sorridentes, apesar dos acontecimentos recentes... Sam.

Mãos delicadas passam pelo rosto de ambos.

Uma serviçal aproxima. — Senhora, uma visita. Victor Henricksen.

— Faça-o entrar, sem delongas. Assim vamos todos juntos fazer o desjejum

— Mas o Victor aqui e há essa hora, seriam problemas?

— E dos grandes meu Príncipe. — Victor inclina a cabeça reverenciando as majestades ali presentes, ele joga os dois corpos que traz conseguem no chão.

— VICTOR! O que houve você está ferido?! — Diz Sam indo até o amigo.

— Estou bem, não é isso que vai acabar comigo. Mas veja esse é o cara que me atacou, e quase acabou comigo. Aqui Bella Tabolt. Encontrei o corpo, no caminho para cá.

— Bella! Dean veja esse não é um dos seus homens de confiança.

— É Gordon! Mas esse não é seu cheiro, eu não posso acreditar nisso. Ele... Atacou você. — Pergunta o loiro embasbacado.

— Pode ter certeza que sim. — Diz Victor mostrando os ferimentos.

— O que faremos minha Rainha, eles parecem nos conhecer, saber onde nos encontrar. Podem estar caçando Vampiros em qualquer lugar à uma hora dessas.

O cheiro dele está voltando ao normal, agora entendo.

— Como?! — Diz Sam

— Eles estavam com um cheiro diferente de quando eles chegaram agora ele está com o cheiro que eu conheço. E isso nós deixa com duas perguntas. Como mudou seu cheiro? E como a garota não conseguiu ver nada em sua mente. Considerando que foi ele quem atacou a Rubi.

— Se proteger de uma sondagem e camuflar seu cheiro de lobo. Só conheço uma coisa capaz de fazer isso. — Diz a Rainha.

— O que Mãe?! — Retruca Sam.

— Bruxaria.

Em outra parte.

— O líder de vocês é fraco. Uniu-se com um vampiro e fez vocês passarem por grande humilhação por ter tido coragem de desafiar o Príncipe. Ao meu lado, unindo suas forças a minha vocês reinaram. — Fala Lilith a uma grande parte de Werewolfs.

— Por que deveríamos acreditar em uma vampira. — Pergunta um deles.

— Por que essa vampira quer o lugar da Rainha atual que compactua com tudo que o seu principezinho quer. Primeiro foi essa sondagem, e depois, o que virá?

Todos se olham, murmuram, indagando as palavras de Lilith.

Respondendo a um chamado do Alfa, Benny chega à mansão dos Winchesters.

— Estou aqui, o que houve Dean?

— Veja por si mesmo.

— Gordon! — Exclama o segundo no comando dos Werewolfs.

Após um rápido esclarecimento do ocorrido para Benny.

— É quase impossível de acreditar nisso Dean. Se não fosse você me relatando.

— Isso quer dizer que alguns Werewolfs não estão satisfeito com a atual situação. — Diz Sam, em tom preocupado.

— E alguém está tirando vantagem em cima disso. — Completa a Rainha.

Se dirigindo a Dean e Benny ela continua. Digam-me, qual o conhecimento de vocês com magia, além de tudo que o Bobby possa ter dito.

— Nada. Só o que a história conta mesmo, o que Bobby falou. E nem um de nosso povo é praticante de tal arte, estou certo Benny?

— Do que eu sei está certíssimo Dean.

— O que vamos fazer, que atitude tomar, se não pode descobrir quais Werewolfs está do lado desses? — Indaga Victor.

— Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para pega-los, antes que nos peguem. LILITH chamem Lilith agora.

Dispensando a serviçal que vinha falar a Rainha, Meg toma seu lugar se juntando aos demais. — Ela não está majestade. Não a sinto em parte alguma da mansão e nem nos arredores. — diz enquanto faz sua reverência.

— Ora Meg, deixe disso, nos vemos todos os dias. — Retruca Mary.

Atento as intenções de sua mãe, Sam lhe fala. — Eu posso fazer isso mãe. Talvez possamos precisamos de Lilith para outras coisas, deixe-me fazê-lo e deixa a Capitã caçar junto aos outros, assim que ela retornar.

Mary aprovando seu pedido. —Está bem, tire o resto do dia para descansar e procure ter uma boa noite de sono querido. Amanhã então, faremos isso. Aliás, melhor todos vocês fazerem o mesmo. Não descansaremos até pormos as mãos nesses miseráveis.

Dean liga para Bobby e lhe passa toda a situação, e informa que Benny ficará com ele na mansão por enquanto, até encontrarem os traidores, e que fique atento e lhe passe qualquer coisa suspeita imediatamente.

O resto do dia se passa fazendo contatos com os vampiros os alertando do perigo iminente.

A noite vem.

Notas finais
O capítulo de quarta como combinado. XD