Lua Azul

8 Capítulo 8


-Ele é dono da cidade!

-Eu sei!

-Você se fez de vítima injustiçada, quando na verdade seus pais só querem colocar você de volta na reabilitação de viciados!

-Não.-Eu disse. — Isso não é verdade. Essas coisas que ela acabou de dizer é mentiras. Nathan virou-se ainda irado. — Sabia que não deveria ter confiado em uma vampira. Quem é você?Faz parte de uma conspiração e eles estão tentando mantê-la calada?

-Você ficaria surpreso se soubesse.

-Então me conte.

-Eu... não posso. Não posso contar a niguem. Sei de algo que não deveria saber e eles querem me matar. Eles vão me matar, Nathan. Minha própria família.

Foi como se eu não tivesse falado.-Jesus Crito. Estou ajudando a filha viciada de um dos vampiros mais poderosos da cidade. Eu deveria ir embora agora. Se você me matar, não vai ser diferente do que eles farão quando me encontrarem.

Dei um salto da cadeira e corri até ele. — Não, por favo. Não faça isso. Olha, você nem precisa me levar a Lakemont. Simplesmente do que eles me deixe assim que atrevessamos a fronteira.

Ele olhou para mim, seus olhos verdes pareciam chamas. Havia muita raiva neles, muita frustração. Tive a estranha sensação de que, ao olhar para mim, ele revivia anos de abusos vampírico. Uma vida inteira, na verdade. Minha espécie deixaria de se esconder e começara a dominar o mundo dos seres humanos antes de ele nascer. Antes de hoje, nunca tinha pensado em como seria viver sendo dominado por outra raça — uma raça que não houvesse esperança de derrotar. Eramos mais fortes, mais rápidos e só podíamos ser mortos com uma estaca enfiada em nosso coração — e os seres humanos não conseguiam se aproximar e suficiente para isso. Eu não fazia ideia do que Nathan havia enfretado.

-Por favor. — sussurei. — Você pode ficar com todo o restante do dinheiro.

Ele olhou para mimmpor muitos minutos e, enquanto fazia isso, algo mudou em sua expressão. Eu não sabia explicar, mas de repente percebi que ele tivera a mesma sensação esquisita que tive na rua. Como se houvesse uma ligação entre nós, uma famíliaridade de longa data. Ele suspirou. Virando-se, desligou a televisão. — A última coisa de que preciso é que Pete veja isso. Espero conseguir me livrar de você antes de alguém perceber que estive por perto. Ele já deve ter terminando.

Contudo, depois de dez minutos de silêncio horríveis se passarem, Nathan finalmente olhou para dentro. — Pete? — SEm resposta, Nathan entrou mais ainda. Trinta segundos depois, saiu correndo da sala. Agorrou meu braço e se dirigiu para a porta de sa´da. Fiquei tão surpresa que fui com ele. Se quisesse, minha força o teria impedido de me arrastar.

Notas finais
Valeu galera!