Lua Azul

13 Capítulo 13


Notas iniciais
Ai mais um capitulo galera!

-Aqui estamos. — disse Nathan, enterompendo meus pensamentos.

O carro ficou mais lento e, à frente, reconhece os sinais de uma patrulha de fronteira. Muitas cercas compridas de arame farpado. Postes altos e de luz cegante. Meu coração acerelou quando lembrei do que Nathan havia dito sobre as revistas.

Ele e eu entregamos nossos crachás ao motorista. Um momento depois, um vampiro de uniforme espiou pela janela abeta. Ele parecia esgotado, provavelmente terminando o turno e cansado de inspecionar automóveis. Ele olhou para os crachás sem muita atenção. Fiquei esperançosa. Pete devia ter feito a denúncia de que eu estava com um crachá falso, mas os policiais da fronteira provavelmente estavam prestando muito mais atenção em carros com apenas um rapaz e um moça dentro. O vampiro devolveu os crachás e aontou a lantena para o mosso rosto. Ficou mais tempo no meu e, de me analizar por alguns momentos, o guarda disse: -Parem na área de revista. — ele deu um passo para trás, apontando para uma área ao lado do portão de madeira.

-Droga. -disse o motorista. Ele não parecia assustado, apenas irritado. -Só quero ir pra casa.

Olhei para Nathan com medo. Ele pausou a mão sobre a minha para me acalmar, demonstrou surpresaa e retirou a mão. -Isso acontece. É aleatório.

Saímos do carro e uma mulher uniformizada e entediada o revistou. Enquanto isso, o cara que havia olhado pela janela nos revistava. Pediu que todos esvaziassem os bolsos, e passou as mãos pelo nosso corpo. Eu fui a última a ser revistada. Fiquei tensa, com medo de ser reconhecida, e de repente percebi que não tinha de ter medo disso. Ele me empurrou para a lateral do carro, na altura do banco do passageiro, e ficou tão perto que quase não havia espaço entre nós. Eu me sentia presa, sufocada. Então, quando ele começou a correr as mãos por meu corpo, tive de me controlar para não gritar. Passou muito mais tempo me '' revistando'', bem mais interessado em meu corpo do que em qualquer coisa que eu pudesse estar escondendo. Mais para a frente, vi que Nathan observava.

-Pode ir mais rápido?-perguntou a outra agente, claramente irritada.

-Espere.-disse o homem.-Ela parece perigosa.

Eu sabia que estava tremendo e me detestei por isso, mesmo sendo provável reação de um ser humano. Uma mulher ser humano ficaria ali, com medo daquela humilhação. Eu só tinha de fazer isso. Logo tudo terminaria se eu tivesse paciência. Contudo, quando as mãos dele escorregaram para baixo de minha camiseta e subiram até meu sutiã, reagi. A raiva surgui dentro de mim. Quando ele se deu conta, tudo estava acontecendo. Eu o ataquei e o segurei, lançando-o o mais longe e com o máximo de força que pude contra um muro na fronteira. Ambos tínhamos a mesma força e os mesmos reflexos vampíricos, mas eu o havia pegado totalmente despreparado. Ele bateu no muro com um estrondo e caiu sem se mexer. Seu rosto estava pálido, mas eu sabia que não o mataria. Logo melhoraria, como acontecia com todos os vampiros.

Notas finais
Obrigada por esperarem!
:)