Lua Azul
14 Capítulo 14
Notas iniciais
A mulher ficou ali, assustada. Então, arregalou os olhos ao perceber.-Lucy Wade.-exclamou antes de pular em cima de mim.
Bloquei seu ataque da melhor maneira que consegui. Éramos do quase do mesmo tamanho, mas era treinada para lutar e eu, não. Bati na lateral do carro, rangendo os dentes. Ela me atacou de novo enquanto pedia reforços. Eu a aceitei com um belo soco. Não acertei seu rosto, mas sim, seu ombro, o que fez com que ela bambe-se um pouco. A qualquer momento surgiram os reforços ou o cara a quem eu tinha derrubado voltaria a ficar em pé. De repente, escutei a porta do carro bater. Do lado do motorista, ouvi Nathan gritar:''Lucy entre''.O motor foi ligado.
Eu me preparei para bater. Tomando cuidado com a mulher, esperei por seu próximo movimento. Ela se mexeu e eu me abaixei e rolei. Fui para o outro lado do carro, mas ela estava a poucos passos de mim. Entrei no banco traseiro, atrás do motorista. Ela esticou o braço, e eu fechei a porta em sua mão. Ela gritou de dor e se jogou para trás. Fechei a porta.
Ela bateu na lateral do carro, mas Nathan acelerou, indo na direção do portão de madeira. Nós o acertamos. O impacto jogou minha cabeça para trás com força, mas continuamos. Imaginei que a parte da frente do veículo não devia estar muito boa.
Eu endireitei.-Você é maluco — eu disse.
Olhando o velocímetro, vi que estamos a quase 130 km/h. Olhei ao redor, já esperando ver faróis. Não vi nenhum, mas seria apenas questão de tempo.
-Eu?Foi você quem decidiu bater nos quardas.
-Aquele cara era um pervertido.
-Eles são todos assim. -disse Nathan.-Tudo bem. Eles não são do tipo que molestam moças, mas essas acontecem o tempo todo — e as coisas ficam bem piores também.
-Obrigada por me dar mais uma lição sobre como os vampiros são terríveis.
Não consegui ver o rosto dele, mas tive a impressão de que ele sorria.-Você...você esta bem?
-Sim, ele não fez muita coisa.-fiquei contente ao perceber que Nathan podia estar preocupado comigo.
O carro de repente entrou em uma estrada secundária, e eu escorreguei para o lado, esticando as mãos a tempo de me segurar.
-O que está fazendo?-perguntei.
-Ainda quer ir a Lakemont?
Queria? Podemos ajudar você. Vamos protegê-la. E lembrou das palavras.
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