Loving The Enemy
9 You Make Me Feel Butterflies
Notas iniciais
e fico enoooooooooooorme. é o maior até agora kk
espero que gostem.
com certeza irão... haha sem spoilers
POV Malfoy
Eu estava no chão perdendo todos os meus sentidos quando escuto alguém entrando correndo no banheiro.
A pessoa veio em direção a mim e se sentou ao meu lado e foi quando percebi que era Hermione. Ela começou a murmurar vários feitiços de cura e foi ficando desesperada porque nenhum funcionava. MAIS QUE MERDA DE FEITIÇO ERA AQUELE?
— Harry! Mais que diabos de feitiço é esse? Onde você achou isso? Mais que merda Harry! – ela gritava desesperada por ver que nada adiantava.
- Hermione... Você está chorando?
Ela estava chorando? Porque ela estaria chorando em me ver quase morrendo? Ela não se importava comigo, na verdade ela me odiava.
- Harry! O Draco está morrendo e você preocupado se eu estou chorando?É claro que estou chorando! Agora dá o fora daqui e chame madame Ponfrey!
Ela me chamou pelo nome na frente dele. A voz dela saia cada vez mais desesperada e pela primeira vez eu tive medo da morte, pela primeira vez eu não queria morrer, eu queria poder falar com ela mais uma vez, queria poder realmente o que sentia...
- Draco... Aguenta, por favor... Por favor. – ela chorava e passou a mão pelo meu rosto e segurou ele.
- Her-hermione... – eu tentei falar tudo, mais ela não deixou.
- Xiiiii agüenta Draco.
Era agora, estava sentindo. Iria morrer ali, nos braços da Hermione.
- Vulnera Sanentur
Ela disse um feitiço estranho e de repente todo o sangue começou a voltar para meu corpo e eu pude sentir ela deitando no meu peito e chorando de alivio.
Preciso dizer que essa foi a melhor sensação que eu já tive em minha vida.
- Hermione aqui está a... – o Potter começou a falar mais de repente parou e eu tinha uma leve impressão que era por causa da nossa situação.
- Venha garota, me deixe leva-lo para enfermaria. Quando ele estiver melhor eu chamo a senhorita. – disse madame Ponfrey
- Sim madame Ponfrey.
- Hermione... – Foi a ultima coisa que eu ouvi porque depois a madame Ponfrey conjurou uma maca e me levou à Ala Hospitalar.
O caminho para a Ala hospitalar nunca me pareceu tão rápido como dessa vez, talvez seja porque eu quase morri... Chegando lá ela me levitou e me colocou numa das camas mais afastadas e me deu um remédio horrível que eu logo cuspi tudo. Ela estava indo embora mais voltou para me falar:
- Tem visita para o senhor Malfoy, vou deixar vocês a sós.
- Mais já tão sabendo o que aconteceu? – eu perguntei para eu mesmo.
Quase levei um susto quando vi que tinham me respondido e quase morri de novo quando vi que a pessoa estava tão próxima, mais me acalmei na hora quando percebi que era a Hermione.
- Na verdade, ninguém sabe. Só eu, você e o Harry. – disse a Hermione com um sorriso bobo no rosto, e que sorriso.
- Muito obrigado por me salvar. – eu disse tentando me sentar.
- Não tente. Você ainda esta muito ferido. – ela disse se aproximando e colocando a mão no meu ombro me fazendo deitar novamente.
- Que feitiço era aquele?
- Não tenho a mínima idéia. Eu até tentei perguntar para o Harry qual era, mais ele ficou de gozação comigo e... – ela corou. Eu não era burro, tinha certeza que ele deve ter zuado ela por causa de mim. Eu não consegui evitar de sorrir.
- O que foi que ele falou?
Ela corou mais ainda.
- Ele me perguntou desde quando eu tinha afeição por você, porque eu estava chorando, deitada em você e com a mão no seu cabelo. – ela respondeu mais vermelha que o cabelo dos Weasley.
E foi então que eu reparei que ela ainda mantinha a mão em meu ombro e virei minha cabeça para ver e ela reparou o que eu estava olhando e tirou a mão rapidamente do meu ombro.
- Não! – eu disse meio que desesperado e segurei a mão dela.
Nós dois coramos. Havia alguma coisa acontecendo ali entre a gente que eu não sabia o que era.
- O que está acontecendo entre a gente? – perguntei.
- Eu não sei... – ela respondeu olhando para as nossas mãos. – Eu só sei que entrei em desespero quando vi você no chão do banheiro com sangue por todo lado, não entendi o que senti...
- Você sentiu que não podia me deixar ir embora porque sentia a necessidade de falar comigo mais uma vez? De contar tudo? De tentar entender o que realmente você sente ai dentro? – eu perguntei apontando com a minha outra mão o peito dela.
Ela continuou corando. Não sei da onde eu tirei coragem para perguntar tudo aquilo, talvez seja que eu fiquei muito perto da morte e meus medos foram embora...
- Porque você acha que eu senti tudo isso? – ela me perguntou e apertou mais forte minha mão, ainda sem levantar os olhos e olhar para mim.
- Porque foi exatamente tudo o que eu senti. Aquela hora que eu chamei teu nome, eu queria falar, mas você me impediu.
- Malfoy... – ela levantou com a cabeça e começou a negar. – Isso não existe... Draco e Hermione não existe, é impossível.
- Porque não existe Hermione? Você viu que não é impossível! Você viu que a gente consegue ser amigos, você mesmo assumiu o que sentiu lá no banheiro!
- Eu sei de tudo isso Draco. Mas como isso pode acontecer se você agora virou um Comensal e quando eu acabar esse ano eu irei para uma missão com o Harry e o Rony para destruir você-sabe-quem? Para destruir você?
Lágrimas começaram a escorrer novamente pelos olhos dela, eu odiava vê-la chorar.
- Quando foi que você descobriu? – eu finalmente sentei e dessa vez ela não me impediu.
- Eu vi a marca negra no seu braço lá no banheiro.
Eu me desesperei, será que o maldito do Potter viu também? E madame Ponfrey?
- Ei, calma. Ninguém viu. – ela disse com um meio sorriso percebendo meu desespero.
- Mais...
- Eu lancei um feitiço de proteção no seu braço, ninguém iria conseguir ver. Sabe aqueles do tipo de proteger um local? Então, eu pensei que poderia dar certo. – ela disse dando de ombros.
— É sério esse negócio da missão? — eu perguntei e ela acentiu.
Eu a puxei para mais perto e a encaxei no meio das minhas pernas. Ela finalmente levantou o rosto para olhar nos meus olhos e pude perceber quanta dor havia neles. Eu segurei as duas mãos dela e ela apertou as minhas.
- Você é a bruxa mais inteligente que eu conheço.
Ela sorriu e limpou as suas lágrimas.
- Era por isso que você passou as ultimas duas semanas chorando não foi? Eu pesquisei na biblioteca... Na iniciação você tem que matar um trouxa e falam que a Marca arde demais no pulso. Impossibilitando você esquecer que ela esta no seu braço... Eu pesquisei tanto que a madame Pince achou que eu estava querendo me tornar uma. – ela riu com a própria fala.
Eu abri um meio sorriso e a respondi:
- É, eles torturaram minha mãe na minha frente no dia seguinte em que a gente parou de se falar e eu não tive outra escolha a não ser me tornar um depois da cena que eu vi. E admito, eu tenho terríveis pesadelos todas as noites por causa daquela trouxa que eu matei e a dor... é infernal.
POV Hermione.
Ficar ali tão perto do Malfoy me deixava bem mais calma e agora era inútil negar que eu sentia alguma coisa por ele. Eu sentia, e era ridículo chamar de “alguma coisa”, era grande. Só de pensar nisso eu sentia borboletas no meu estomago. E ver ali, ele me contando tudo aquilo me dava uma sensação de que eu podia perdê-lo rapidamente e era horrível de imaginar. Como será que a gente pode ter pavor de perder alguma coisa que nunca teve?
Ele abaixou a cabeça e suspirou. Eu desenlacei minhas mãos das deles e as levei até o seu rosto. Foi difícil lembrar o que eu tinha que falar na hora que eu olhei naqueles olhos claros tão profundos.
- E falando no dia da festa... – eu comecei a falar me lembrando daquele vidrinho de Amortentia.
- Não fui eu quem roubou. Juro! Eu estava passeando pelo corredor da festa e eu escutei o idiota do Cormáco que se acha bonito e a Lilá conversando e daí eu percebi que eles estavam falando de você e da sua poção e...
- Você os petrificou, roubou a poção, fez finite incantaten, os fez esquecerem a memória HAHAHAHA
- Como você sabe? – ele me perguntou confuso
- Depois que eu taquei o vidro no chão e sai andando eu esbarrei nos dois e eles estavam... Como posso dizer? Meio perdidos? – ele deu uma pequena risada — HAHAHAHA eles não sabiam como tinham chegado ali e então eu devolvi a memória deles e vi tudo.
- Então você...
- Se eu sei que o Rony estava com poção do amor? – ele acentiu.
- Aham. Na hora eu o fiz voltar ao normal, pensando que naquela hora talvez agente ficasse juntos... Mais a primeira coisa que ele falou depois que voltou ao normal foi “eu acho que realmente me apaixonei pela Lilá”
- Eu fiquei sabendo disso, o povo de Hogwarts é muito fofoqueiro. – ele disse ainda triste.
- Pois é. E foi ai, nessa hora, que eu percebi.
- O que?
- Que eu não o amava realmente. Eu não fiquei morrendo de ciúmes, sei lá, parece que me dei conta que nós nascemos apenas para sermos amigos e se você percebeu na primeira semana eu estava feliz, estava rindo e andando novamente com eles.
- É, eu percebi. Mais se o Rony não era o motivo de você estar chorando na segunda semana... O que era?
Eu corei.
- Eu não sabia o que estava sentindo. Não sabia por que me sentia vazia mesmo estando com os meus melhores amigos. E no dia que você passou por mim chorando e me olhou, meio que eu senti saudade. E acho que era por isso que eu chorava, porque sentia saudades dos poucos dias que a gente conversou.
Ele voltou a sorrir, era um sorriso bobo, mais lindo, extremamente lindo. E então eu me dei conta. Eu estava apaixonada. Estava apaixonada por Draco Malfoy.
- Hermione... – ele me chamou e tirou as minhas mãos do seu rosto e entrelaçou os nossos dedos. – Eu acho que Draco e Hermione podem sim existir.
Eu sorri. Ele me puxou para mais perto ainda e com uma mão ele acariciou o meu rosto.
- E sabe o que eu acho também? — ele perguntou com cara de bobo, com certeza deveria ser a mesma que estava.
- O que? – eu não pude evitar de sorrir.
- Que Hermione e Draco será o casal mais lindo de Hogwarts.
Ele me puxou para mais perto ainda, deixando nossos rostos a centímetros de distancia. Eu olhava a sua boca e ele olhava a minha, um esperava a iniciativa do outro, ele estava prestes a selar nossos lábios e eu estava facilitando um pouco mais as coisas, me aproximando cada vez mais... Agente ia se beijar mais alguém entrou na sala.
- Hermione? Você está ai? – o Harry começou a gritar da porta.
Eu e o Draco nós pulamos juntos para trás. A cama em que nós nos encontravamos era a mais distante, e não era visível da porta por isso Harry não nos viu.
- Sim, estou aqui Harry.
Draco me olhou perplexo e suspirou.
- Finge que você está dormindo. – eu sussurrei e deitei ele na cama.
Tinha virado para ir embora mais o Draco me puxou pelo braço.
- E o beijo? – ele perguntou sorrindo.
- Eu fico te devendo. – disse em tom de malicia.
- Eu vou cobrar. – ele respondeu sorrindo mais ainda e entrando na malicia também.
- Não vejo à hora de pagar.
Eu respondi e sai dali e fui em direção ao Harry.
POV Draco
Não acredito que eu estava prestes a ter o melhor beijo da minha vida, com a menina que eu amo e o idiota do Potter aparece para interromper.
- Hermione? Você está ai? – Ele gritou da porta.
— Sim, estou aqui Harry.
Eu pensei que ela ia fazer silencio e esperar ele ir embora, mais não ela o responde. Nossa, se vocês soubessem como o ciúme me atingiu.
Eu olhei perplexo para ela e suspirei.
- Finge que você está dormindo. – ela sussurrou e me deitou na cama.
Ela se virou para ir embora, mais eu a segurei pelo braço. Ela realmente tinha me trocado pelo Potter?
— E o beijo? – eu perguntei sorrindo.
- Eu fico te devendo. – ela me respondeu em tom de malicia.
- Eu vou cobrar. – eu respondi sorrindo mais ainda e entrando na malicia também.
- Não vejo à hora de pagar.
Então ela saiu e foi andando em direção a ele.
- O que você faz aqui?
- Vim ver se ele estava acordado.
- Ele está?
- Se ele estivesse você acha que eu ainda estaria aqui? Do jeito que ele gosta de mim?
“Sim Hermione você estaria e nós estaríamos nos beijando”
- Não sei, do jeito que você desenvolveu uma afeição por ele...
O Potter sabe? Desde quando?
- Do que você ta falando?
- Eu vi como você estava na hora que eu voltei com madame Ponfrey lá no banheiro... Deitada em cima dele, chorando, com a mão no cabelo dele.
O Potter virou piadista agora?
- Harry, não sonha! Eu e o Draco juntos é uma coisa impossível HAHAHAHAHA
Eu sorri, afinal de contas, realmente era uma coisa impossível. Ninguém poderia saber, nem desconfiar! Quem um dia iria imaginar que o cara mal de Hogwarts iria se apaixonar pela sabe-tudo irritante? Ninguém.
- Hermione, para de ser ridícula! Você está vermelha! Eu sou seu melhor amigo! Te conheço, e eu acho que você gosta dele.
Minha cara de apaixonado bobão estava impagável, graças a Merlin ninguém conseguia ver.
- Pelo jeito você quer que eu te deixe para trás falando sozinho novamente né?
- HAHAHAHAHA Ok Hermione. Nossa, esse soco doeu!
- É para você parar de ser idiota.
Então a conversa acabou e eu percebi que estava sozinho naquela merda de Ala Hospitalar sozinho.
Mais pelo menos estava feliz. Ridiculamente feliz.
Notas finais
COMENTEM! porque senao, sem comentarios, o outro demora.
SIM, sou chantagista
beijos para voces
obs: to felizona hoje
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