Loving The Enemy
34 Things are clearing
Notas iniciais
espero que gostem (:
Passei o final de semana sozinha, não ia mais para a biblioteca, várias pessoas iam até lá para falar comigo, por tanto comecei a preferir a companhia dos jardins de Hogwarts, da ponte, da casa do Hagrid, do lago negro... Quanto mais gelado fosse e mais silencioso era melhor, o frio era tanto que chegava a encobrir a dor que estava no meu peito.
Os professores insistiram que eu não precisaria assistir às aulas se eu não quisesse ou não estivesse bem, mas eu fui mesmo assim, já havia perdido aula suficiente para um ano inteiro. Eu não queria mais ficar sozinha no silencio, seria mais fácil de chorar. Era a ultima aula do dia. O horário de aulas do sexto ano havia mudado o que antes eram varias aulas com a Sonserina, agora era quase nenhuma. Seria apenas uma aula pro dia com eles e essa aula seria agora. Era Defesa contra as artes das trevas, eu rezava para o Prof. Snape não me irritar hoje e que ele usasse aquele coração que pelo o que eu havia escutado dias antes, ele tinha.
- Muito bem, todos vocês quietos. – ele disse – A matéria que iremos começar hoje será completamente importante nos tempos de hoje. Vocês irão aprender a como resistir a Maldição Imperius.
Essa matéria realmente era importantíssima! Se ela fosse dada mais cedo, com certeza muita coisa não teria acontecido, como o caso da Gina que por causa da maldição Imperius abriu a câmara secreta e o menino que... Balancei minha cabeça tentando me livrar dos pensamentos que iriam vir, mais não adiantou. Engoli em seco e segurei uma lágrima. O Malfoy olhou para mim, eu o ignorei.
- O professor “falso” de Defesa Contra as Artes das Trevas de vocês do quarto ano, já deve ter falado o que essa maldição faz, então tenho plena certeza que todos vocês sabem, mas será que alguém poderia dizer a aqueles que têm memória de um anão de jardim?
Eu levantei a mão, mesmo tendo certeza que ele iria me ignorar como todos os outros anos.
- Você sabe que ele vai te ignorar. – o Malfoy sussurrou.
Snape olhou pela sala e seus olhos pousaram em mim e ele suspirou.
- Muito bem, Srta. Granger pode falar. — eu o olhei incrédulo. Todo mundo também, afinal, ele nunca havia se dado ao trabalho de me deixar falar com permissão.
- É uma das Maldições Imperdoáveis. Deixa a vítima completamente sob o controle de quem a lançou, que pode ordenar à vítima fazer qualquer. Quando se está sob a Maldição Imperius a pessoa perde totalmente a noção sobre o que é certo e o que é errado e não consegue atender as suas próprias vontades. Mesmo que não exista nenhum contra-feitiço, é possível se tornar resistente a ela.
- Muito bem Srta. Granger viu só? Foi difícil esperar a sua permissão para falar? Será exatamente isso que vocês aprenderam hoje, como se tornar resistentes a ela. Para isso é preciso de força de caráter real e nem todos possuem isso.
A aula foi muito parecida com a do Moody no quarto ano, mais com certeza, Snape havia lançado essa maldição com muito menos força. Harry assim como antes, era resistente a ela. A sala inteira estava mais resistente do que antes, eu era péssima assim como da primeira vez.
- Muito bem, agora que já vi como vocês reagem a maldição, quero ver como vocês se saem recebendo elas de seus amigos. Porque muitas vezes nossa resistência muda quando uma pessoa querida nos ataca.
- Professor, mas não é proibido lançar essa maldição? – eu perguntei.
- Srta. Granger. Ninguém aqui estará lançando essas maldiçoes para obrigar o outro a fazer coisas terríveis. É só para treinar resistência. – ele respondeu e revirou os olhos, sua bondade comigo estava lhe esgotando a paciência.
Eu assenti e me levantei. Malfoy fez o mesmo assim como todos os outros alunos.
- Quer começar? – ele me perguntou.
- Não.
- Imperius! – tentava me manter concentrada e ser forte, mas com certeza não era a primeira vez que ele lançava essa maldição. Quando percebi já estava dando passos em direção a ele. Parando perigosamente perto dele quando percebi que ele havia cessado o feitiço.
- Quem é que está se aproveitando de mim agora? Usando a maldição Imperius para me deixar perto...
- Granger, se você não quisesse estar aonde você esta agora, você já teria se afastado. – eu corei.
- Eu sei, mas quem disse que eu quero me afastar Malfoy? Eu ainda não te falei, mas certas coisas não mudam tão rápido. Eu ainda te amo, eu ainda quero você. Mas nós não ficaremos mais juntos, porque somente o amor não basta para duas pessoas ficarem juntas. Nós tentamos e vimos o quão errado foi, vimos quais conseqüências nós tivemos por causa de uma escolha nossa. Nós somos jovens e estávamos apaixonados, agente simplesmente ignorou todos os sinais de aviso. – eu sussurrei para ele.
- Eu não ligo para o que eles falam. Nós não estávamos apaixonados, nós estávamos nos amando juntos, não separados como agora. Eles tentaram me tirar de perto de você, todos eles, só que eles não sabem a verdade. Eu amo você, eu quero ficar com você. – ele sussurrou de volta.
- Acabou Malfoy. Meus pais morreram porque estávamos juntos, vamos ignorar isso? Continuar juntos? Não. Quem será o próximo? Harry? Rony? Você? Eu não suportaria perder nenhum de vocês também. Principalmente você, agora é minha vez de te proteger, minha vez de ficar longe. – minha voz saiu tremula e meus olhos começaram a embaçar, segurei as lágrimas não queria chorar de novo.
Não precisei me esforçar muito, o sinal havia tocado, sai de perto dele, fui pegar minhas coisas e sai da sala. Fui caminhando pelos jardins, não estava com fome. Amanha teria um jogo, era Grifinória contra Sonserina. Estava ansiosa para aquele jogo, não só porque era da minha casa, mais porque eu queria ver para quem eu estaria torcendo no fim.
Estava frio, mas não nevava, estava acabando o inverno, a primavera se aproximava. Junto com a primavera vinha nossa missão. Esses eram os meus últimos dias no castelo.
POV Draco
Depois daquele bonito fora que eu levei dela, não quis ir jantar, não me queria sentir tentado a olhar para ela, passeava pelos corredores do castelo, eu estava aflito, com medo, ansioso. Amanha a noite era o prazo Maximo para a minha missão. Amanha a noite teria comensais dentro desse castelo, o maior bruxo de todos os tempos estaria morto e eu terei perdido Hermione para sempre.
Debrucei-me pela janela de um dos corredores que davam para o jardim e vi um movimento lá embaixo. Primeiramente pensei que fosse o Filch, mas logo percebi que não havia nenhum gato por perto, então era impossível ser ele. Tentei olhar direito e percebi quem era: seus cabelos castanhos encaracolados voando por causa do vento frio, as grossas vestes pretas, a bolsa pesada sobre os ombros, grande quantidade de livros na mão...
Fiquei ali a observando andar de um lado para o outro, sem coragem para me aproximar.
Será que um dia ela me perdoaria, será que um dia eu a veria olhar para mim sem nenhuma magoa ou dor? Quem sabe daqui a alguns anos, quando a guerra for só uma dolorosa memória eu estaria sentado no sofá com ela ao meu lado em nossa casa.
Livrei-me de todas as ilusões que tomaram conta da minha mente enquanto eu olhava para ela e pensei no presente.
Eu não iria me despedir pessoalmente dela, talvez o máximo que eu fosse fazer era deixar um carta para ela e eu iria lhe devolver o anel.
Ouvi passos do meu lado. Saquei a varinha e disse:
- Lumus! – iluminei em volta a procura de quem é que fosse. Era o Snape.
- Está na hora de entrar. Você tem que estar preparado para amanha. Ficar aqui a olhando não vai ajudar em nada, você tem que estar com a mente no lugar.
- E se eu não conseguir? Pelo menos não terei nada a perder se eu morrer...
- Eu estarei lá Malfoy e você acha que ela não sentirá sua falta?
- Ela não me perdoará pelo o que eu vou fazer. – eu disse e sai andando.
Encontrei vários alunos pelo caminho, conversando e rindo. Estavam ansiosos para alguma coisa.
- Você vai perder amanha babaca. – um Grifinório do segundo ano veio falar comigo.
- Como é que é? Quem você pensa que é para falar comigo desse jeito? Seus pais não te mostraram qual é a família mais importante no mundo bruxo não? – eu não tinha a mínima idéia do que ele estava falando, mais revidei do mesmo jeito. Essas pessoas estavam muito folgadas comigo ultimamente.
- O Potter vai pegar o pomo amanha. – ele disse e saiu andando.
Ah claro! Amanha havia jogo de quadribol. Sonserina e Grifinória, o ultimo jogo. Eu não iria jogar então era obvio que a Grifinória ganharia sem eu como pegador, ficaria fácil aquele idiota pegar o pomo.
Entrei no salão comunal, o time estava revisando a tática de jogo. Eu me sentei ao lado deles e não perdi a oportunidade de palpitar.
- Vocês vão perder. – eu falei depois de me jogar no sofá esverdeado atrás deles.
- Você não tem direito de opinar Malfoy. Você saiu do time. – o Flint falou com aqueles dentes escrotos. Qual era o problema em arrumá-los com magia?
- Não ia perder mais meu tempo com esse time que só sabe perder. Só eu jogando não adianta.
- Só você? Desde que o Potter entrou, eles não perdem uma partida. Achou coisa melhor? O que foi? Sujar seu sangue com aquela escrota da sangue ruim?
- O que foi que você disse? – eu levantei e o obriguei a olhar para mim. Ele não iria falar mal dela. Não mesmo.
- Você virou um grande babaca depois que começou a namorar ela. Você não manda mais aqui. Você é tão sujo quanto ela agora.
- Olha bem como você fala comigo está ouvindo? Eu sou um Malfoy e não é assim que se trata um Malfoy!
- Foda-se quem você é! Sua família deve estar com nojo de você por causa do que você fez! Ou acha que agente não sabe por que justo os pais dela estão mortos?
Eu lhe dei um soco no rosto e ele veio para cima revidar, mais o seguraram, assim como me seguraram também.
- Draco, não é hora de se meter em briga. Vem vamos subir.
- Otário! – o Flint gritava enquanto eu subia as escadas para os dormitórios.
- Você não pode estar de cabeça cheia amanha Draco!
- Eu não vou conseguir Theo, eu vou morrer! Os comensais podem até entrar no castelo, mais eu não conseguirei matar Dumbledore. Amanha será o meu ultimo dia de vida e eu não terei me despedido dela...
Ele não respondeu, mas pelo seu olhar eu podia ver que ele também achava que eu iria falhar.
- Draco, não pense pelo pior! Você não irá morrer! Caso você não consiga, você pode fugir... Sei lá, se esconder!
- E passar o resto da vida escondido e longe dela?
- Ela fugiria com você.
- Hermione nunca faria isso.
- Ela faria Draco, faria tudo por você. Ela te ama incondicionalmente, tudo o que você é capaz de fazer por ela, ela é capaz de fazer por você.
Eu acenti e deitei na minha cama e ele foi para dele. Adormeci com um turbilhão de pensamentos e a maioria deles chamava Hermione.
Notas finais
beijos e obrigada
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