Loving The Enemy

33 Pain is Just a Simple Compromise


Notas iniciais
aqui esta mais um cap, espero que gostem e aviso que nao esta revisado, pois quis postar ainda hoje

- Muito bem alunos hoje irão treinar feitiços de desarmamento. Fiquem de pé, com as suas duplas.

O anão falou. Eu só o escutava, porque todas as cabeças na minha frente me atrapalhavam e me impediam de vê-lo.

- Como foi sua noite ontem com o Nott? – eu provoquei, mas no fundo eu queria mesmo era saber se ela tinha ido atrás dele ontem, coisa que o Nott não me contou.

- Cala boca. Eu ainda não te odeio de novo, vamos continuar desse jeito então?

- Qual de vocês conhece o efeito do feitiço Expelliarmus?

- Mais é claro que você conhece. – eu disse assim que ela levantou a mão.

- Eu acho que você está pedindo para apanhar Malfoy. – o Nott estava do nosso com a dupla dele, que era o babaca do Potter.

- Pode falar Srta. Granger. – ele falou com aquela voz insuportável.

- Esse feitiço retira a varinha da mão do oponente. Quando o feitiço é usado com muita força, um raio vermelho ofuscante sai da varinha e pode lançá-lo por metros.

- Muito bem Srta. Granger, cinco pontos para Grifinória! – ele disse e ela sorriu orgulhosa, eu sorri junto e o Potter me viu sorrindo e me olhou confuso. – Vocês iram praticar o que apenas desarmam o oponente, não quero ninguém voando para longe aqui nessa sala. No três, podem começar. Um... Dois... E três!

- Expelliarmus! – minha varinha estava no chão e eu fui levemente empurrado para trás.

- Sou muito cavalheiro não é mesmo? Deixei você começar!

- Cavalheríssimo! Protege muito as mulheres não é mesmo? – ela falou sarcástica.

- Qual é o seu problema em entender? – eu disse chegando perto dela e pegando no braço dela.

- Cuidado ai Malfoy. – o Potter veio e me empurrou.

- Qual é o seu problema em me contar?

- Meu Merlin! O que é que está acontecendo ai atrás? Malfoy será que não consegue ficar longe de brigas um dia sequer? Srta. Granger acompanhe seu namorado para fora, por favor.

- Ex-namorado, ex! Ele sabe como usar as pernas até lá fora professor. – ela respondeu e olhou com raiva para mim.

- Pois bem! Malfoy será que o senhor consegue se comportar? Você já tem uma detenção a ser executada.

- Mais é claro que eu consigo me portar de maneira exemplar é só não colocar um cavalo selvagem na minha frente! – eu disse sarcasticamente.

Eu levei um grande tapa na cara.

- Para fora os dois! AGORA! – nós saímos da sala, o anão parecia estar tendo um ataque.

- Menos dez pontos para ambos.

Ela saiu andando sem se dar ao trabalho de falar comigo ou pelo menos pedir desculpas ERA OBVIO QUE ELA NÃO FARIA ISSO.

- Vocês dois. O diretor quer os dois na sala dele agora. – o Filch disse quando a Hermione virou o corredor e eu virei logo atrás dela. – Venham comigo.

Seguimos aquele aborto insuportável até a estátua de uma águia, ele não subiu conosco. A porta da sala do diretor já estava aberta quando chegamos.

- Sentem-se meus jovens.

Sentamos um em cada poltrona a frente da mesa dele.

- Senhor Malfoy, é a segunda detenção que pega em dois dias e Srta. Granger é a segunda vez que é retirada da aula. O que é que está acontecendo com os dois?

- Desculpe-me diretor, mais é tudo culpa desse idiota! – ela se pronunciou.

- Culpa minha? Senhor, essa aberração fica me tirando do sério! Ela é insuportável!

- Aberração? Eu que deveria te chamar assim sua fuinha nojenta.

- Silencio os dois! – nós nos calamos. – Vocês não estão vendo? É um circulo, não tem começo, não tem fim, é infinito! – eu e Hermione nos olhamos confusos. Do que é que ele estava falando dessa vez? – Também pode ser comparado como fogo e gelo, começam como uma grande flama, mas acabam virando uma tempestade. Fogo e gelo são independentes e ao mesmo tempo dependentes. Vivem separados, mas querem viver juntos. Você simplesmente não pode impedir o ritmo de dois corações amantes. Então, enquanto seus corações não se encaixem novamente, não acham a melodia correta, que tal ficarem longe de encrenca?

Nós dois assentimos e aquele velho sorriu.

- Draco, eu irei te perdoar. – ele simplesmente disse e acenou com a mão para irmos embora.

Eu o olhei inconformado. Ele sabia. Ele sabia qual era minha missão, porque se ele não soubesse, ele não teria dito isso. Ele me perdoava? Eu iria matá-lo daqui uns dias e ele me perdoaria? Ela olhou confusa, mas não perguntou nada, seu orgulho era maior e não iria dar o braço a torcer e vir falar comigo

Entramos novamente na águia e foi novamente um silencio. Nós nem nos olhávamos.

Na hora em que saímos encontramos um tercerianista da Sonserina na frente da estatua que assustou ao me ver e saiu correndo. Onde eu já havia visto aquele menino?

— Hermione... – eu a chamei quando ela saiu andando na minha frente. Ela se virou.

- Tenho que ir para aula. – sua voz estava embargada. Ela estava prestes a chorar, meu coração se apertou.

(...)

Era manha de sábado, a última vez que eu havia falado com ela foi na sala do diretor. Ela não me procurou mais desde aquele dia, não me provocou e nem se preocupou em vir falar comigo. Eu estava destruído, dividido entre agradecido por ela não estar falando comigo e arrasado por ela não estar falando comigo.

Eu a observava tomando o café da manha, ela conversava com os amigos dela, mas estava na cara que a atenção dela não estava ali.

Uma coruja apareceu voando no salão e todos a olharam esperando para ver em quem ela pararia. Pois não era correio. Ela pousou na frente de Minerva. Os alunos logo desviaram a atenção a coruja, mais eu, sem saber porque, continuei olhando.

Ela leu a carta rapidamente e então a sua boca abriu desacreditando no que fosse que ela havia lido ali. Seus olhos correram por todo salão e parou na Hermione. Ela se levantou da grande mesa e foi caminhando até ela. Ela murmurou alguma coisa com a Hermione e então as duas se levantaram.

Agora eu estava preocupado, qualquer que fosse a noticia, não era boa.

Fiquei olhando em direção a porta e foram cinco, quinze, trinta minutos e nada delas voltarem.

- Você está esperando pela mesma coisa que eu? – eu perguntei para o Nott quando percebi que ele também olhava para a porta.

- Estou, veja a Minerva!

Eu me virei e a Minerva tinha acabado de chegar logo depois a Hermione apareceu na porta com o rosto e olhos vermelhos tomados pelas lágrimas.

- Draco vai lá pelo amor de Merlin!

Ele não precisava nem ter falado eu já havia levantado e estava correndo em direção dela. Ela havia se virado antes de eu chegar até ela.

Ela estava sentada no pé da escadaria chorando alto com a carta na mão.

- Hermione...

- VOCÊ SABIA! VOCÊ SABIA DE TUDO! Por isso se afastou! Por isso foi embora! – ela se levantou e gritava, me batia, chorava cada vez mais.

Não era possível... Não podia ser o que eu estava pensando...

- A CULPA É SUA! – ela gritou novamente e eu a abracei, mesmo ela lutando para se soltar de mim. Ela parou de gritar e de lutar para sair. Oh Merlin, como eu sentia falta do abraço dela, do cheiro dela... Eu havia começado a chorar junto. – Eles estão mortos Draco, ele os matou, os aurores encontraram a marca negra em cima da minha casa ontem à noite, estavam no chão, mortos... – ela soluçava. – Draco, eu não quero mais, não quero mais viver, nada mais importa agora, essa guerra... Levou-me tudo e eu quero ir junto.

- Não diga isso Hermione. É agora que você tem que derrotá-lo, vingar a morte dos seus pais... Você deve mostrar o quanto você é forte e capaz! Seus pais acreditavam em você, se orgulhavam de você. Os deixe mais orgulhosos ainda! – eu disse e a sentei na escadaria e me sentei ao lado dela. Ela deitou a cabeça no meu ombro.

- Você sabia, era por isso que você tinha se afastado... Você realmente estava me protegendo...

- Não, eu não cumpri minha promessa, eu deveria ter me afastado, deveria ter ficado longe. Eu não fiquei. Ele me avisou que tinha um espião me observando. Por isso eles estão mortos, a culpa é minha Hermione, desculpe-me.

Ela levantou o rosto e me olhou, os olhos vermelhos de tanto chorar.

- Mesmo agora que nós terminamos, eu não consigo evitar te amar.

Eu não aguentei, aproximei mais ainda do rosto dela e tomei seus lábios, num longo selinho. Apenas lembrando-me de qual era a sensação de ter aqueles lábios nos meus. Ela passou as mãos pelo meu pescoço e abriu a boca e eu logo a invadi com a língua, nos beijávamos como se fosse a primeira vez, o beijo tinha um gosto salgado por causa das lágrimas que haviam escorrido dos olhos dela. A saudade era imensa, flashs de todos os nossos momentos passaram pela minha cabeça. O ar fez falta, separei nossos lábios e deixei nossas testas coladas. Mas uma coisa me chamou atenção escondida no canto do corredor. Era um Sonserino, terceiranista. Onde eu já havia visto ele?

Então de repente, eu me lembrei. Era a terceira vez que eu via aquele molequinho. A primeira havia sido no dia em que eu limpava os livros da biblioteca e ele estava me espionando do lado de fora, a segunda fora quando eu e a Hermione havíamos saído da sala do Dumbledore e a terceira foi agora. Uma onda de ódio passou pelo meu corpo, era ele. Aquele ser era o espião.

- Já volto Hermione.

- Onde você vai?

- Acho que descobri quem é o espião.

- O que você vai fazer? – ela me perguntou quando eu já tinha me levantado. Eu a ignorei e sai correndo atrás dele deixando-a para trás.

- VOLTA AQUI! – eu gritei quando ele saiu correndo também. Murmurei um feitiço de pernas bambas e o menino logo tropeçou nos próprios pés. O menino me olhava com um olhar vidrado. Como se não soubesse o que estava acontecendo. Ele estava sobre a maldição Imperius. Minha varinha estava apontada para o rosto dele, a maldição que ele realmente deveria levar por estragar a minha vida e a da Hermione estava na ponta da língua.

- Avada...

- NÃO FAÇA ISSO.

- Hermione... Foi ele quem contou.

- Chega de pessoas morrendo por causa dessa maldição Malfoy. – ela disse baixinho, quase em um sussurro. Podia ouvir a dor na voz dela.

Não deixei de perceber que ela havia me chamado de Malfoy. Podíamos ter nos beijado, mas ela me culpava, internamente, mais ela me culpava pela morte dos pais dela. Eu também me culpava.

- Malfoy? Então vai ser assim? Não é mais Hermione e Draco, e sim Granger e Malfoy?

- Preciso ir para o salão principal. Se não me atrasarei de novo para as aulas.

- Não vai me responder?

- Não vai ser difícil me chamar de Granger, afinal, você fez isso há seis anos não é mesmo? – ela falou e foi embora.

POV Hermione

Meu coração estava despedaçado. Meu corpo inteiro tremia, não conseguia processar nada, nenhum pensamento me vinha na cabeça, era um vazio infinito. Meus pais estavam mortos.

Eu amava o Draco, mais perdê-lo não se comparava a dor de perder os meus pais. Não chegava nem perto. Era doloroso, mas a culpa tinha sido dele.

Sentei no meu lugar na mesa da Grifinória, todos olhavam para mim. Afinal, meus olhos estavam vermelhos de tanto chorar.

- O que aconteceu Mione? – o Harry me perguntou.

- Meus pais... Eles estão mortos. Voldemort os matou. – eu disse e mais algumas lágrimas escorreram. O Rony veio do meu lado automaticamente e me abraçou. Eu chorei enquanto o abraçava. Poderia não estar na melhor situação com ele, mas ele era um dos meus melhores amigos, era como um irmão.

- Vai ficar tudo bem. Nós iremos acabar com ele.

- Mi... – o Harry me chamou. Eu me virei e o abracei. – Eu sinto muito.

- Por favor, silencio todos vocês. – Dumbledore falou. – Tenho uma coisa a anunciar.

Todos os alunos ficaram quietos.

- Uma aluna hoje, sofreu uma perda terrível, por causa dele. De Lord Voldemort. Os pais de Hermione Granger foram encontrados mortos dentro de sua casa ontem à noite. A marca dele estava pairando acima da casa. Estamos em tempos difíceis, quantas perdas já sofremos por causa dele? Quantas mais iremos sofrer? Ele está de volta. Todos aqui têm uma cicatriz de dor em seus peitos por causa de ações dele. Agora, não é hora para julgar os outros, ter ódio, raiva. Porque esses sentimentos nos levam a fazer escolhas erradas. Todos aqui conhecem a historia de Lord Voldemort, ele era um garoto como vocês, cresceu aqui no castelo, era estudioso. Mais tinha o sonho de ser grande, o maior bruxo já visto e para conseguir isso, ele fez as escolhas erradas. Escolhas, que ele não foi o único a se fazer. Pode não dar para voltar atrás no que aconteceu, mais podemos perdoar. Perdão, carinho, ajudar, compreensão e principalmente amor são as armas mais poderosas contra ele. Porque como ele irá enfrentar uma coisa na qual ele não conhece? Enfrentar o conhecido é fácil, quero ver você enfrentar o desconhecido.

Ele terminou de falar, vários alunos, assim como eu, estavam chorando, por causa das lindas palavras que Dumbledore havia falado. Várias pessoas vieram falar comigo. Mas eu não queria falar com elas, eu apenas queria ficar sozinha, chorar minhas dores sozinha.

Notas finais
espero que tenham gostado e COMENTEM, eu amo os reviews de voces, serio mesmo. Tudo bem que o Nyah nao sei porque só resolver soltar os reviews que eu ja tinha respondido agora kkkkkk
beijos e ate o proximo.