Loving The Enemy
42 Coward!
Notas iniciais
POV Hermione
(...)
Eu me encontrava vazia, completamente vazia. Se Ron não estivesse me segurando em um lado eu provavelmente estaria no chão. Depois de tudo o que haviamos feito, todo o nosso esforço... Hagrid estava com Harry morto em seu colo e agora Voldemort declarava seu poder a todos nós.
Eu chorava descontroladamente até que senti uma mão segurando a minha. Nem precisei ver quem era, já sabia. Desincostei de Ron e abraçei ele.
- O Harry... E-ele... – tentava falar, mas não saia nada, o choro não me permitia.
- Xiiiii. Eu sei.
Sai do abraço dele e voltei a ver a cena, uma mão eu segurava a de Draco e a outra eu segurava a de Ron. Ele também estava desolado, Gina gritava, Hogwarts inteira chorava, ninguém acreditava.
- Draco... Draco meu filho venha cá. – Lúcio chamava Draco, de repente o Lorde olhou para nós dois e eu senti todo o corpo de Draco se arrepiar só com o olhar que o Lorde depositou sobre ele.
O que antes era um aperto de mão forte, eu senti ficar sem força, ele estava largando a minha mão. Era apenas eu que segurava a dele, ele não fazia mais força nenhuma, ele havia desistido. Soltei a mão dele de vez e ele deu o primeiro passo sem ao menos olhar para trás. Ele começou a andar em direção ao maldito Lorde dele.
- Hermione, por mais que eu odeie ele, não o deixe ir. Você esta gravida, não o deixe ir.
- Ron, eu fiz de tudo para tê-lo pro perto, não posso fazer mais nada se nada foi o bastante...
- Hermione, é a sua ultima chance. Você irá se arrepender...
Eu não deixei ele terminar de falar e sai correndo em direção ao Draco.
- Draco! – gritei e ele olhou para trás.
Não falei nada, apenas segurei o braço dele e aparatei para longe.
- Mas que droga Hermione! Onde nós estamos? – ele falou irritado
- O que aconteceu? Por que você desistiu?
- Porque ele venceu Hermione, nós fomos estupidos em acreditar que ele não venceria. Que nós teriamos uma chance.
- Deixa ver se eu entendi, só porque as coisas estão dificeis, você desiste de tentar? E simplesmente sai andando para o lado vitorioso? – eu já havia começado a gritar
- As coisas estão dificeis? Você está se escutando Hermione? Dificel era quando ainda estudavamos aqui, quando nossa maior preocupação era o que as nossas casas achariam do nosso relacionamento! Isso aqui é uma guerra! Guerra entre pessoas como você e pessoas como eu!
- Pessoas como você e pessoas como eu? Nós não somos diferentes Draco! Somos iguais! Queremos a mesma coisa, só que achamos meios diferentes para conseguir o que queremos. Você sabe o que esta acima de tudo isso.
- A gente? Você quer dizer que nós estamos acima de tudo isso? Acima de pessoas morrendo, pessoas inocentes, crianças, pais, mães e melhores amigos. Você tem certeza que nosso namorozinho é mais importante?
POV Draco
Eu não era completamente um monstro, aquilo doia também em mim, dizer tudo aquilo não era facil.
- Namorozinho Draco Malfoy? É isso o que você acha? Eu dei o mundo por você Malfoy! – ela havia começado a me chamar pelo sobrenome, agora sim ela estava brava. E Merlin, ela ficava ainda mais linda brava. – Eu menti para os meus melhores amigos, trai a confiança deles, me coloquei de lado por você, sem nunca questionar ou te julgar e é assim que você me trata? Como nada mais que uma vadia sangue ruim que você usou? DEPOIS DE TUDO MALFOY! Eu fui a única a acreditar em você, a te dar uma chance de mostrar que você valia a pena, que você era diferente, que poderia confiar e você simplesmente joga tudo isso fora por as coisas estão dificeis demais para o filhinho de papai aguentar?
Ela vomitou aquelas palavras em mim, todas doiam como se fossem facas me perfurando. Porque além de serem palavras rudes, eram verdades, nada mais que a verdade.
- Eu não aguento mais! Não aguento mais ter que acordar pela manha e me preocupar se você está viva, se você está sendo caçada, onde você está! Eu não quero mais!
- E você acha que indo embora, indo para o lado das trevas você vai superar tudo isso? Você vai deixar de se importar comigo? Malfoy sentimentos não é algo que você pode se desligar, não tem nenhum botão de liga ou desliga para isso! – ela continuava a gritar descontroladamente – Nós estivemos sendo tão pacientes, mas eu sei que não está ficando mais facil, eu sei que continua dificil, mas nós sempre fomos tão fortes... Por que agora estamos tão fracos? – ela falava quase num sussurro.
- Porque simplesmente isso acabou com nossas forças, porque isso foi a nossa queda. Não foi eu ser comensal, não foi a guerra, não foi Voldemort, ou nada disso, foi o que eu sinto por você. O que eu sinto por você é tão grande que me destruiu.
- Eu não posso deixar você ir.
- Você sempre fala isso, e eu sempre acabo indo no final.
- Eu não vou tentar mais, só tenho uma ultima chance, ultimo motivo, e prometo Draco, prometo, que se esse motivo não for suficiente o bastante para te fazer ficar eu vou embora. Eu estou grávida Malfoy.
Aquilo entrou no meu ouvido como uma bomba, aquela frase percorria meu cerebro sem parar. Eu sabia que estava parado em frente a ela, mas de repente eu não podia enchergar nada, eu não a via, meu corpo inteiro tremeu. Eu ia ser pai, eu iria ser pai de um filho da mulher que eu mais amo no mundo. Aquela noticia me pegou de surpresa, me deixado em choque, não conseguia demonstrar reação e ela entendeu o meu silencio como algo negativo.
- Eu vou embora. – ela disse com a voz embargada, ela estava perto, mas a voz soava como se ela estivesse a quilometros de distancia. A única coisa que eu conseguia processar era que ela estava gravida. – Eu vou deixar você ir. Vou te deixar livre, mas quando você ver o que voce tem que ver, quando você se encontrar, você venha para mim. – ela disse e aparatou. O barulho da ida dela me fez voltar ao normal. A dor tomou meu corpo.
Ela se fora, eu a perdi, eu era um covarde. Sem ao menos pensar, voltei para Hogwarts, voltei para onde haviamos aparatado. Estava igual, parecia que o mundo havia parado enquanto eu e Hermione discutiamos.
— COVARDE! – eu ouvi alguem gritar assim quando eu voltei, era o Weasley.
- Draco, meu bom meino, você voltou. Finalmente entendeu o seu lugar.
- COVARDE! – outra pessoa gritou, mas dessa vez doeu ouvir. Era Theo. Ele estava do lado “bom”, ao lado do Weasley. – É ISSO O QUE VOCÊ É! COVARDE! – ele gritou novamente.
Andei em direção aos meus pais sem antes notar que o Lorde das Trevas estava de braços abertos para mim. O que? O cara de cobra queria um abraço? Fui até ele que me apertou estranhamente desengonçado e frio. Merlin, eu mereço? Depois de me soltar daquele momento constrangedor eu fui em direção a minha mãe que segurou a minha mão.
Depois daquilo, tudo foi muito rapido, se um momento o Potter estava morto, em outro ele havia pulado do colo de Hagrid e desarmado o Lorde das Trevas, mas eu não fiquei para ver o resto, minha mãe me puxou para ir embora, iria para algum lugar bem longe e me esconder na minha vergonha e covardia. Nós tres aparatmos, sabia que não iriamos para casa, lá era um inferno. Senti uma pontada no coração quando vi onde estavamos, era na casa da praia.
- Quanto tempo não vinhamos aqui não é mesmo? – minha mae perguntou
- É.
“Porque tudo isso?”
“Granger, você tem noção do quanto você é linda?”
“Malfoy, você tem noção do que você faz comigo? Do que você me faz sentir? Draco, só de ouvir sua voz, meu coração acelera e o seu toque, ele causa arrepios por toda a minha pele. E eu queria poder congelar esse momento agora e viver isso para sempre porque eu nunca pensei que seria você, que teria o meu coração.”
“E eu nunca pensei que você aceitaria que eu tivesse o coração, como você desde o quarto ano tem o meu.”
Mas isso estava longe demais agora. Como se fosse um sonho, ou uma memória.
- Fragger! – minha mãe gritou.
- Madame Malfoy! Quanto tempo! O que Fragger pode ajudar?
- Prepare o jantar para nós.
- Sim Madame Malfoy.
- Eu vou para o meu quarto. – disse e começei a subir as escadas.
Sorri ao entrar, a lembrança de quando entrei aqui pela ultima vez e ela estava sentada apenas de lingerie lindamente para mim.
“Para de ser linda menina.”
“Não consigo.”
“Convencida...”
“Aprendi com o mestre.”
Lembrei de nossos beijos e carícias feitas ali naquela cama, bem a minha frente.
“Hermione, para que provocar tanto?”
“Para você aprender quem é que manda.”
Fui até a janela e me apoiei sobre ela, deixando a brisa da manhã entrar e bater no meu rosto. Olhei para a praia... Era impossivel, aquele lugar estava cheio de memórias nossas, a praia... Nossa caminhada, eu cantando para ela...
“Você está tão pensativa quanto eu, deseja compartilhar?”
“Não é nada demais, apenas pensava em nós.”
“Eu também pensava em nós.”
“Venha.”
“Não Draco, não quero me molhar!”
“Você não tem essa escolha.”
“DRACO SEU IDIOTA!”
“Ei venha cá.”
“Você é um idiota sabia?”
“Sabia.”
“Seria perfeito se você cantasse agora não é?”
Chacoalhei a cabeça tentando me livrar novamente de todos aqueles pensamentos. Mas que merda mãe! Não tinha outro lugar para escolher? Tinha que ser aqui?
Sai da janela, deitei na cama, encarava o teto. Eu era pai. Eu seria um bom pai? Provavelmente não. Como eu sabia disso? Pelo simples fato de eu estar aqui e ela não sei a onde. E a guerra? Como será que acabou?
Pai... Era um menino? Um menininho no qual eu ensinaria a jogar quadribol? A conquistar as garotas? E tratar aquela que ele julgasse certa como uma princessa? Ou uma menina? Uma meiga menininha que seria inteligente como a mãe, que eu faria de tudo para deixa-la longe de todos os meninos mesmo sabendo que não adiantaria nada porque ela simplesmente era linda demais?
Ou eu não seria um pai? Hermione me permitiria cuidar do meu filho? Me permitiria ser um pai decente? Eu tinha e não tinha esse direito ao mesmo tempo, tinha direito por ser meu filho, mas tambem não tinha por ter abandonado ela daquele jeito.
Chacoalhei novamente minha cabeça, estava sendo mesmo impossivel não pensar nela. Peguei minha varinha e conjurei meu violão, toquei umas notas e começei a cantar aquilo que estava a muito martelando na minha cabeça.
And tick tock, goes the clock
Time is going so slow
And I'm supposed to be fast asleep
A couple hours ago
So I, I need to exercise
Alright, I've got to rest these eyes
And I, I need to knock on some doors
When I won't have to lie here by myself anymore
'Cause time isn't healing
Pretty sick of staring at my ceiling
And I, I can't help the way I feel about you
'Cause time isn't healing
Pretty sick of staring at my ceiling
And I, I can't help the way I've fallen for you
I have a run and try to send me to sleep
But things aren't all that they seem
The only time I seem to spend with you
Is all in my dreams
So I, I need to let her go
Would it have worked? I guess I'll never know
And I, I need to hit the road
And find me a girl of my own
'Cause time isn't healing
Pretty sick of staring at my ceiling
And I, I can't help the way I feel about you
'Cause time isn't healing
Pretty sick of staring at my ceiling
And I, I can't help the way I feel about you
And I, I can't help the way I feel about you
And I, I can't help the way I've fallen for you
É, eu não podia evitar a maneira de como eu havia me apaixonado por ela. E eu sabia que tempo nenhum iria curar a dor em meu peito.
Notas finais
é só isso povo, espero reviews e algumas recomendações para os leitores que viram mais tarde ok? beijos e até o proximo (:
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