Notas iniciais
GENTE queria dizer que: essa cena do ward me deixou triste também, mas ela era realmente muito necessária pra história que tenho aqui em mente. não se preocupem: ward is not hydra! lembrem-se que: mesmo que ward ame skye, ele estava sendo controlado por algo maior que o irmão do mal dessa vez. e vocês sabem como ward é: ele odeia ser fraco.

Acordei, mas se pudesse, continuaria dormindo. Meu corpo doía dos pés a cabeça e principalmente no pescoço. Assim que abri os olhos, percebi que aquele não era o meu quarto no "bus".

Lembrar do "bus" me deixou sem ar. As lembranças estavam voltando antes que eu pudesse me levantar e o que eu tinha lembrado me deixava assustada. Lorelei. May. Ward. Luta. Ward. Pescoço.

Passei as mãos no meu pescoço e senti incomodo enquanto o tocava. Levantei-me, não tão rápido, mas rápido o suficiente para o que minha condição física permitia. O espelho oval, com uma águia da SHIELD, acima de uma penteadeira, me mostrou as marcas roxas no meu pescoço. Pareciam dedos. Eram dedos.

Passei a mão no cabelo, algo que eu fazia quando estava nervosa. Senti as lágrimas caindo involuntariamente. Ward tinha tentado me matar e eu tinha que lidar com aquilo, além de ajudá-lo a lidar com isso. Ele não tinha feito por escolha própria, pois nunca o faria de boa vontade, mas eu estava assustada.

Não tinha medo dele. Tinha medo do que tinha acontecido e do que ainda podia acontecer. Estar na SHIELD era isso: viver perigosamente. Eu era um imã pra perigo, mas dessa vez tinha sido demais até pra mim. Duas experiências de morte, certamente, traumatizavam uma pessoa.

E por estranho que pareça, eu ainda me sentia totalmente atraída pela SHIELD. E principalmente, por ele.

Havia um banheiro no meu quarto e precisei tomar um banho. A água me ajudava a limpar tudo de ruim que tinha acontecido e me fazia sentir limpa. Mas realmente limpa. Sai do banheiro enrolada na toalha e procurei uma roupa na mala que estava no chão, ao lado da cama.

Vesti o que eu custava usar, desde sempre. Calça jeans, botas de couro e blusa xadrez. Passei a escova no meu cabelo molhado e sai do quarto, ansiosa para ver o time.

Estávamos em uma sede da SHIELD (LOCALIZAÇÃO: SECRETA) que eu nunca tinha estado. Não era a central, pois a central era maior e parecia um prédio empresaria. Essa era como uma casa acolhedora, apesar dos agentes passarem usando suas fardas pretas o tempo todo.

Assim que consegui me locomover por aquele lugar novo, achei Coulson sentado em uma sala de estar, conversando com uma agente que eu não conhecia. Ele parecia estar bem.

— Skye — ele disse assim que me viu.

— Até mais, Coulson — disse o agente, se levantando. Assim que passou por mim, acenou com a cabeça.

Aquilo era importante pra mim. Era óbvio que, a maioria dos agentes, não achava certo ter um civil numa corporação cheia de segredos — com seus níveis — e ainda mais uma civil que tinha sido integrante da Maré Enchente. Mas ser reconhecida por, pelo menos um agente, me dava a sensação de ser bem-vinda.

— Então... — eu ri — estamos bem, certo? — perguntei.

Depois dessa pergunta que eu realmente parei para pensar em tudo que tinha acontecido não só comigo. May tinha ido atrás de Lorelei e eu não tinha encontrado Jemma e nem Fitz. Coulson não tinha nenhum ferimento no rosto ou nem — aparentemente — no corpo, então deduzi que ele estava bem.

— Sim, apesar de Fitz estar chateado por eu ter socado a cara dele — disse rindo de lado.

Fiz cara de surpresa. Eu realmente estava surpresa.

— Ele estava sendo controlado por Lorelei — respondeu assim que viu a dúvida estampada na minha testa.

Ela tinha controlado o Fitz. Lorelei tinha realmente me assustado, não por que ela era tão forte que poderia me matar, mas por que o "dom" que ela tinha era realmente perigoso. Apesar de que, eu não chamaria isso exatamente de dom. Era como uma abominação alguém ter um poder tão grande quanto o dela. Tive medo de que Fitz pudesse ter machucado alguém.

— Jemma está bem — ele me garantiu. — Fitz a trancou no compartimento da área hospitalar, achando que você também estava lá. Ele acreditou que eu também estava sendo controlado por ela. — Ele girou o copo que tinha whisky que eu ainda não tinha percebido que ele estava segurando. — May ajudou Lady Sif a derrotar Lorelei e posso dizer que estava ajuda foi em boa hora. Você só está viva por isso.

"Você só está viva por isso". Aquilo tinha feito meu coração palpitar e minha respiração falhar. May tinha salvado a minha vida, mesmo que não, presencialmente.

— É óbvio que ela não está muito contente com você — ele disse rindo, mas não parecia achar engraçado. — Ela gritou que tinha mandando você ir procurar a Jemma. — Mordi o lábio, me sentindo culpada. — Elas conseguiram colocar o colar em Lorelei assim que você desmaiou. Ward ficou desesperado ao perceber o que tinha feito.

Eu sabia como ele estava se sentindo agora e eu precisava falar com ele, falar que aquilo não tinha sido culpa dele. Além disso, precisávamos conversar. Eu realmente precisava disso, por que eu não sabia qual queria minha próxima experiência de morte e se eu sairia viva dela.

Ward me amava. Ou, ele só tinha concordado com aquilo por que estava sendo controlado por Lorelei. Eu precisava saber o que ele sentia por mim, por que eu não estava mais aguentando sentir tudo isso que sinto por ele.

Era maravilhoso sim, mas era doloroso na maior parte do tempo. Eu adorava estar com ele, conversar com ele, assistir séries com ele e isso fazia parte do maravilhoso. Mas quando ele estava longe, quando estava em missão, quando estava com May, isso doía. E eu realmente não queria mais continuar assim. Se ele não me amasse, eu tentaria esquece-lo, mas não sei o que faria se ele realmente me amasse.

— Eu preciso falar com ele — falei. — Ele deve tá se sentindo muito culpado e... — não consegui formular a frase seguinte.

Quando Ward pegou o bastão dos deuses — argadianos, mais uma vez — a lembrança da sua infância tinha feito com que ele desmoronasse. E um homem como Ward não caía tão fácil.

— Skye, acho que não é uma boa hora pra falar com o Ward — AC disse, olhando nos meus olhos. — E além disso, eu tenho uma coisa pra você. — E então ele tirou do paletó, uma carteira preta.

Meu coração disparou quando eu abri. Havia um distintivo de águia, com a frase "superintendência humana de inteligência, espionagem, logística e dissuasão". Havia uma foto 3x4 minha, que eu nem sabia que havia sido tirada e lá estava "Agent Skye".

— Ah, meu Deus! — levantei, pulando, como se não tivesse com o corpo todo dolorido e ainda cicatrizando de dois tiros no estomago. — AC, isso é sério? — Joguei-me nele, abraçando-o.

— Ah, meu deus, Skye, não me faça querer tomar isso de você — Couson disse tentando sair do meu abraço apertado. — Talvez eu deva chamar você de AS.

— É nome de remédio — disse ajeitando minha roupa. — Agora se não se importa, tenho um distintivo para mostrar pra Fitzsimmons.

Coulson riu e antes que eu pudesse sair da sala, ele disse:

— Não esqueça que você é nível 1 e eles são nível 5.

Mas aquilo não importava agora. Tive vontade de ligar pra Milles e falar que agora eu pertenço a um lugar, mas ainda existe uma mágoa entre nós. Apesar disso, eu queria dividir isso com ele. Milles tinha encontrado o lugar dele na Maré Enchente, onde eu achava que também era meu lugar há alguns meses. Mas estar na SHIELD só me fez perceber o quanto eu não pertencia a Maré Enchente e o ponto alto disso foi quando Milles vendeu informações. Não sei se ele ainda pertence a algum lugar com aquela maldita pulseira.

Olhei pro meu pulso e percebi que a minha maldita pulseira não estava lá. Agora eu era uma agente da SHIELD e não precisava hackear para ter informações. Ok, talvez eu precisasse hackear quando a informação fosse maior que o meu nível. Ok, eu preciso hacker ainda.

FitzSimmons eram previsíveis demais, por isso, achei os dois "brincando" em um dos laboratórios daquela base.

— Bem, então você deveria ter ido dividir o laboratório com os outros, Fitz — Simmons disse irritada, o que fez seu sotaque aparecer mais.

— Não, Simmons, eu só não quero que você suje a minha mesa... — ele não terminou a frase, pois me viu. — Olá, Agente Skye.

Fiquei boquiaberta. Era lógico que todo mundo sabia disso antes de mim. Revirei os olhos, fingindo estar desanimada. Para um dia após minha quase morta, eu estava muito animada.

— Olá, agente Fitz — sorri — e olá, agente Simmons — e ri mais uma vez.

— Ok, eu acho injusto que nós tenhamos que usar nossos sobrenomes — Simmons reclamou, colocando seus cotovelos na mesa, e seu rosto nas mãos.

— Essa é a vantagem de não ter sobrenome — respondi.

Pensei que aquela piada me magoaria, mas não. Tinha sido apenas uma piada e eu realmente tinha achado engraçada. Não ter sobrenome não era mais tão importante pra mim. Eu ainda queria saber da minha família, mas por enquanto, aquela família bastava.

— Na verdade, você deveria se chamar agente Potts — Fitz disse e gargalhou com Simmons.

Revirei os olhos.

— Ok, agora vou desfilar pela base secreta mostrando meu distintivo para todo agente que passar por mim — e sai do laboratório saltitando.

Até seria uma boa ideia, mas parecia que todo mundo estava se escondendo de mim para não ver que agora eu era uma agente da SHIELD. Eu poderia fazer isso outra hora.

Sentei-me no chão, me encostando na parede fria. Estava cansada. O dia mal tinha começado pra mim, mas já tinha me cansado o bastante. Abri a carteira preta e olhei pro nome "Agent Skye" e não pude evitar o sorriso. Aquilo era incrível e eu me sentia muito animada por causa disso.

Mas ainda faltava algo.

Era estranho que Ward não estava lá quando Coulson me deu o distintivo. Ele era meu O.S e eu achava que era meio obrigatório a presença dele. Mesmo que ele não conseguisse olhar pra mim.

Eu sabia que não era o momento, mas eu precisava falar com ele. Levantei-me, mas antes de sair do lugar, encontrei May. Ela tinha alguns ferimentos no rosto, mas nada de grave.

Aquela mulher era incrível e ao encontra-lá, era como um banho de água fria. Eu não podia destruir o que ela tinha com Ward. Não podia. Ela tinha salvado minha vida e tinha quebrado a cara de Ian Quinn por tentar me matar.

— May, eu sei que... ah meu deus — comecei sem saber o que falar. — Quero me desculpar e agradecer por você salvar minha vida.

May sorriu. Ou foi algo parecido.

— Skye, não sei por que mandei você ir atrás da Jemma — ela disse. — Você não é muito fã de seguir ordens. Mas fico feliz que você esteja bem.

May apesar de ter tentado sorrir pra mim, não parecia estar bem. Melinda May era tão robô quando Ward e por isso eles conseguiam se relacionar tão bem. Mas havia algo nos dois que me atraia. May era tão protetora que eu sentia vontade de abraça-la, mas ela odiaria, com esse jeito frio de ser.

— Também fico feliz que você esteja bem, May — respondi. — Você... você sabe onde o Ward está? Eu sei que não é um bom momento, mas eu queria falar com ele e não o encontro em nenhum lugar e já que você está com ele... Eu pensei que, talvez...

— Não estamos mais juntos, Skye — ela disse e não parecia estar mal com isso. Só parecia ser a mesma May de sempre.

Aquilo tinha sido um choque pra mim. Eles não estavam mais juntos. Mas isso não significava que nós ficaríamos juntos e além disso: eu não era esse tipo de pessoa. May tinha acabado de salvar minha vida e eu devia, no minimo, respeito.

— Skye, está tudo bem — ela respondeu como se pudesse ler minha mente. — Estávamos juntos enquanto pensávamos em outras pessoas. Não ia dar certo.

Aquilo era mais aliviante. Saber que May não o amava já era um passo a frente. Mas aquilo também tinha sido estranho. May tinha acabado de dizer que amava outra pessoa pra mim. Ela amava alguém e eu não conseguia imaginar quem seria aquela outra pessoa.

— Você sabe onde ele está? Eu realmente preciso falar com ele.

— Eu não sei onde ele está, Skye — ela respondeu e respirou antes de falar o que partiria meu coração em vários pedaços. — Ele foi embora.

Eu estava trancada a horas no quarto sem saber o que fazer. Desde que May tinha me dito o que ninguém teve coragem de dizer, eu não tinha saído do quarto. Eu estava desesperada.

Ward tinha ido embora por que tinha tentado me matar e machucado a May, prejudicando a equipe. Eu sabia que ele não conseguiria não se culpar, mas não sabia que ele não conseguiria mais viver por causa disso.

Ele tinha ido embora sem ao menos se despedir. Ele não tinha dado chance pra que eu falasse tudo que eu penso, tudo que eu sinto, tudo que eu quero com ele. Eu sabia que ele precisaria de um tempo pra superar, mas ele simplesmente tinha ido embora.

Eu não queria chorar, mas não conseguia evitar. Saber que ele tinha ido embora fazia meu peito arder de uma forma que não parava. Eu estava desesperada.

Toda a animação por ter encontrado um lugar pra mim tinha ido pelo ralo. Não era completo sem ele aqui. Não era real sem ele. Na verdade, tudo parecia estar preto e branco agora.

Ward nunca tinha sido sentimental, mas porra! Ele tinha dito que sentia minha falta quando estava na missão com Garret! Ele tinha confirmado que me amava! Ele simplesmente não podia ir embora assim, sem nem ao menos se despedir ou se explicar.

Rastejei, saindo debaixo da mesa de estudos — totalmente desnecessária — que tinha no meu quarto e subi na cama, tentando aliviar o desconforto. Além de triste, decepcionada, magoada, eu também estava irritada.

Coulson poderia ter me dito. Fitz poderia ter me dito. Simmons poderia ter me dito. Será que pelo menos eles tentaram impedir que ele fosse embora? Eu queria gritar pra Coulson trazê-lo de volta. Ele era o chefe, ele tinha esse poder de mandar que Ward voltasse.

Peguei o celular, olhando para o número dele. Eu não sabia se ele ainda estava usando esse, mas tentaria. Limpei as lágrimas, tentando me recompor.

Eu já estava perdendo as esperanças, mas ele atendeu.

— Skye.

Ouvir a voz dele gerou um misto de sentimentos em mim: ódio, saudades, raiva, emoção.

— Ward, onde você está? — perguntei desesperada. — Você... Você precisa voltar agora.

— Não, Skye — ele foi direto. — Eu não vou voltar.

Aquilo tinha sido pior que os tiros de Ian Quinn e que a falta de ar ao ser enforcada. Ele não podia estar falando sério. Não podia.

— Se foi por causa do que aconteceu ontem, Ward, aquilo... Não foi você — tentei ser calma.

Se ele percebesse que eu estou calma, ele voltaria, percebendo que era verdade. Saberia que eu não estava falando só porque estava desesperada. Mas era verdade e eu estava muito desesperada.

— Você não sabe como eu me sinto — ele disse. — Eu quis matar você, Skye. E quando eu percebi, quando eu acordei e vi o que tinha feito... Eu não sei o que faria se você estivesse morta.

— Mas eu não estou! — protestei. — Eu estou viva, Ward, estou viva e apaixonada por você — falei de vez, sentindo meu coração acelerar.

Houve um silêncio do outro lado da linha. Eu ainda não tinha acreditado que tinha finalmente falado isso e tinha sido por telefone. Na minha imaginação não era assim.

— Lorelei disse que — imaginei ele travando o maxilar ao ouvir o nome — você me amava. Ward, isso é verdade?

— Lorelei também me disse pra matar você. E eu quase fiz — ele respirou fundo. — Skye, eu fui treinado pra proteger pessoas que não podem se defender, como você, Fitz e Simmons. Fui treinado pra não ser nunca mais controlado por alguém. E eu simplesmente fui fraco, fui controlado mais uma vez e quase matei você. Tudo sobre Thomas não sai da minha cabeça. Toda a culpa que eu sinto foi triplicada.

Eu estava chorando e não podia evitar. Eu estava desesperada porque no fundo sabia que aquele era o fim. O fim de algo que nunca começou.

— Ward, por favor... — pedi. — Você precisa voltar. — funguei. — Eu amo você, eu preciso de você. Eu prometo que você vai superar isso. Eu estou bem — tentei convencê-lo. — Eu estou bem — repeti.

— Pare de chorar — ele pediu.

Apesar de se recusar a voltar, ele também estava sofrendo e muito mais do que eu.

— Eu... Eu não consigo — funguei novamente. — Por favor, por favor, diga que sente algo por mim — implorei.

Mais um silêncio do outro lado. Durou alguns segundos ou minutos, não consegui perceber a diferença. Pensei que ele tinha desligado, mas ouvi sua respiração do outro lado.

— Eu estou apaixonado por você — ele finalmente disse.

Eu consegua sentir a dor naquela frase, conseguia sentir a dor que ele sentia por me amar, a dor de culpa, de desespero, de ódio, de tristeza. Eu estava mal e ficava pior ainda ao saber que ele se sentia assim.

Nada que eu tive com outros homens se comparava a "isso" que eu tinha com Ward. E nós não tínhamos nada, além de sentimentos um pelo outro. Nada tinha acontecido e nada poderia acontecer.

— Então, por favor, por favor, por favor — eu não sabia se ele estava conseguindo me entender, tudo estava confuso por causa do choro -, volte pra cá.

— Não posso — sua voz estava rouca. Ele também estava chorando.

E então eu tive um acesso de raiva.

— Você não pode me abandonar! — gritei. Tive certeza que poderiam me ouvir do lado de fora. — Você não pode me abandonar como todo mundo! Não você!

— Eu sinto muito — sussurrou.

— Você precisa voltar — eu já não sabia se gritava ou chorava, ou fazia os dois. — Eu amo você. Eu amo você.

— Não me procure mais — ele disse, mas sua voz não estava mais rouca. Ele falava como se fosse um agente. — Não usarei mais esse número. Adeus, Skye.

E então ele desligou.

Não, não, não. Tentei ligar, mas só dava fora da área de cobertura. Ele não podia sumir assim. Ele não podia simplesmente falar que estava apaixonado por mim e mandar que eu não o procurasse mais.

Antes que eu pudesse surtar ou gritar, Jemma entrou no quarto. Claro que tinham escutado meus gritos do lado de fora, mas só ela teve de coragem de entrar. Creio que Coulson, May e Fitz não saberiam reagir ao me ver assim.

Abracei Jemma com toda minha força, que não era muita, pois eu estava exausta. Ela cheirava a perfume doce e a laboratório, e aquilo me confortou. Ela era familiar pra mim e aquilo me acalmava.

— E-e-ele f-f-oi embora — gaguejei.

— Shhhh.

Deitei no colo de Simmons e chorei como nunca tinha chorado. Ela alisava meu cabelo e tentava me confortar dizendo que tudo ia ficar bem. Eu sabia que não ficaria.

Eu estava sendo fraca e odiava isso. Uma agente da SHIELD não pode ser fraca. Agora eu entendia o modo robô de Ward. É isso que acontece quando você se importa com as pessoas: você sofre.

Hoje eu choraria o bastante por um mês, mas amanhã eu seria outra pessoa. Ou pelo menos tentaria ser. Eu tinha que esquecer meus demônios, tinha que esquecer meu passado e todos os traumas que eu tinha. Esse era o primeiro passo pra me tornar uma pessoa forte.

Notas finais
ok eu estou muito mal mas isso é realmente necessário e ai: o que acham da mudança da Skye? vocês acham que ela vai conseguir parar de "ser fraca"?