Love of Cain

5 Split and Find


Notas iniciais
I've got the Mark of Cain Cain Cain So Shake it off Shake it off uh-uh

Nós quatro – Eu, Dean, Sam e Castiel – entramos em uma sala reservada. Sammy intermediou a conversa.

– Com calma. Sem ataques agora, Dean. – Olhou para Castiel – Nós temos que resolver isso. Primeiro, você conhece o anjo que se explodiu no vídeo?

– Sim. Ele fazia parte de um grupo de auxílio. Ficam no hospital fazendo o máximo que podem para ajudar as pessoas.

– E o que eram aquelas marcas no corpo dele? – Perguntou Dean.

– Símbolos enoquianos. – Respondi. Eles olharam para mim. – É, não é?

– Sim. – Castiel continuou a falar – Talvez sirvam para concentrar o poder do anjo. Quando ele se esfaqueou, foi liberado.

– Mas e a garota? O que aconteceu com ela? – Perguntou Sam.

– O poder de um anjo inteiro? – Eu disse. – Ela deve ter sido pulverizada.

– Exatamente. – A respiração de todos ficou pesada. – E agora, o que fazemos?

– Você? Nada. – Respondeu Dean, agressivamente. – Eu e Sam vamos para o hospital ver se encontramos alguém que conheça o explosivo. Cecília, fique de olho em Castiel.

– O quê? – O anjo argumentou – Eu tenho responsabilidade sobre esses anjos.

– Eles não vão falar nada com você lá. – Explicou Dean.

– Ok. Então eu vou para o Colorado. Vou atrás de Josiah. Tenho que achá-lo. Não ficarei parado.

– Eu posso ir com ele. – Comentei.

– Não. – Disse Dean. – Se você quer ajudar, Castiel, tudo bem. Mas Sam vai com você. Cecília, você fica comigo.

– O quê? – Perguntou Sammy.

– Você tem outra proposta? – Sam me encarou. Eu dei de ombros. Então, ele balançou a cabeça, negativamente. Não demorou muito para que os dois fossem embora. Mas antes, eu os acompanhei até o carro, enquanto Dean arrumava as coisas do Impala.

– Dean. Ele está esquisito. – Comentou Castiel. – Você tem percebido isso, não tem, Sam?

– Sim. – Respondeu. – Provavelmente é o efeito da marca.

– Ele já era irritado. – Comentou Cass – Mas agora... Ele parece...

– Superirritado. – Completei. Ele confirmou.

– Cecília. Como você sabia que aqueles eram símbolo enoquianos? – Perguntou-me Sam.

– Aqui – Eu tirei um livro com capa negra da bolsa – Estou fazendo minha pesquisa.

Ele sorriu.

– Só não se empolgue demais. Senão, não te deixamos sair do grupo. – Eu ri.

– Você parece boa pessoa, Cecília. – Disse-me Cass – Mas não temos tempo para conversas agora. Eu e Sam temos que sair. Você ficará bem com Dean?

Olhei para o homem loiro que arrumava alguma coisa no motor do carro. Assim, ele parecia inofensivo.

– Sim. Eu cuido dele.

Despedi-me e logo eles foram. Abri o livro. Falava sobre vampiros, lobisomens e outros monstros. Não foi assim que eu soube dos símbolos. Eu ouvi Castiel pensando a resposta e logo falei.

Como se tivesse capturado um sinal de rádio. Alguns segundos.

Respirei fundo e fui atrás de Dean.

À caminho do hospital, começamos a conversar.

– Namorada. – Repeti.

Ele olhou para mim, rapidamente.

– Foi uma piada. Não sabia que você iria ficar tão irritada com isso.

– Eu não fiquei... É só que... – Respirei fundo. – Sam me beijou hoje.

– O quê?! – Ele exclamou. Alternando o olhar: eu, estrada, eu, estrada. – Quando?

– Na lanchonete. Logo depois que eu disse que ele deveria cortar o cabelo e você saiu do carro.

Mordi meus lábios, esperando a reação dele.

Dean ficou calado por alguns minutos, refletindo. Eu esperei pacientemente ele quebrar o silêncio.

– E você o beijou de volta? – Ele perguntou.

– Não foi um beijo desses. Foi tipo um selinho.

– Que romântico. – Ele comentou, irônico.

– É sério, Dean. Eu te contei isso porque... – Mordi os lábios. – Porque talvez eu esteja gostando de você. Não que eu recusasse ir pra cama com vocês dois juntos.

Ele riu.

– Isso seria nojento. – Comentou.

– Será? – Perguntei, rindo também. Beijei levemente o pescoço dele. – De repente, é uma proposta a se pensar.

Ele não respondeu, apenas balançou a cabeça. Logo, estacionou o carro.

– Chegamos.

Não demorou muito para encontrarmos a companheira de trabalho do explosivo, uma anjo médica. Voltamos para o quartel-general de Castiel e Dean foi conversar com a mulher em uma sala reservada. Fiquei esperando do lado de fora.

Quis tentar novamente a experiência que tive com Castiel. Não era possível que eu conseguisse ler a mente de apenas uma pessoa. Seria incrível se eu conseguisse repetir aquilo.

“Eu faço o bem para esse mundo. Você acredita que tudo pode ser resolvido com sangue” A anjo que falava com Dean estava com muita raiva. Em meio há conversa dos dois, eu conseguia ouvir ela repetir “Assassino, assassino”. Acabei me distraindo da conversa e voltei para mim quando ouvir ela gritando. Abri a porta rapidamente. Dean estava com uma faca na garganta dela e ela gritava nomes.

– Constantine... Tessa...Eram amigos do anjo que explodiu. Eu juro!

– Tessa, a ceifeira, Tessa? – Ele perguntou, transtornado.

– Você a conhece?

Foi quando puxei Dean de cima da moça.

– Você está louco? – Gritei. Dei a mão para a mulherse levantar. Ela agradeceu, ainda com medo. Olhou para mim com pena.

– Você está apaixonada por ele. – E passou a mão, carinhosamene, no meu rosto. – Afaste-se,querida. Afasta-se antes que seus sentimentos sejam grandes demais.

Não respondi. Ela saiu da sala.

Olhei para Dean, deitado no chão.

Ele me encarava, sério.

– Vamos atrás de Tessa, então? – Perguntei, saindo também da sala e o deixando sozinho.

Liguei para Sam assim que saí do interrogatório. Ele me atendeu prontamente.

– Estou preocupada com seu irmão.

– Como assim? Dean está bem?

– Ele atacou a moça do hospital, Sam. Ela não fez nada. Ele está perdendo a calma muito rápido.

Ouvi a respiração pesada de Sam do outro lado do telefone.

– Dean está passando por um momento difícil. Mas acredite em mim quando eu digo que ele gosta de você. Esteja sempre junto com ele e acho que ele segurará o temperamento por mais tempo. Logo estaremos aí também.

– Não deixarei... É só que eu me assustei um pouco. – Comentei. Ouvi Dean me chamando – E como vocês estão?

– Achamos um galpão. Cass disse que há bastante energia aqui. Como se fosse o prórpio céu na Terra. Vamos tentar entrar.

– Certo. E nós vamos atrás de uma amiga do explosivo. – Eu disse. Dean já vinha em minha direção – Se cuida, Sam.

– Você também, Cecília.

Desliguei o telefone assim que Dean me alcançou.

– Quem era? – Ele perguntou.

– Sam. Eles acharam um galpão celeste. Vão pesquisar. – Ele balançou a cabeça – E você? Acalmou-se?

– Sim. – Dean não me olhava nos olhos. – Vamos atrás de Tessa.

Virou e caminhou em direção do carro.

“Assassino, assassino”

Eu ainda conseguia ouvir os pensamentos da anjo ecoando em minha cabeça.

Ao chegarmos no hospital, descobrimos que Tessa tinha saído junto com uma ambulância. Dean a rastreou até chegarmos no teatro musical.

– Você espera no carro. – Ele disse, pegando uma arma e saindo. Não me deu tempo para argumentar. Observei ele se aproximando de uma moça ruiva. Ela parecia séria. Começaram a conversar e Dean a empurrou para a parede, algemando-a. Corri em direção a eles.

– Quem é essa? – Tessa perguntou.

– Ela está com a marca. Vamos levá-la para o interrogatório. – Explicou-me Dean. – Volte para o carro, Cecília. Você não vai gostar de ver o que estou prestes a fazer.

– O quê...?

Ele ergueu a blusa de Tessa para que a barriga dela ficasse exposta e passou uma faca, desfigurando os cortes. A mulher deu um grito ensurdecedor.

– Winchester! – Eu a segurei enquanto ela caia no chão. Tirei meu casaco e comecei a limpar o sangue que escorria, além de procurar maneiras para estancá-lo.

– Vamos logo para o carro. Ela trabalha para a morte. Não morrerá tão fácil assim. Agora, espero eu, ela não vai se explodir.

Minhas mãos tremiam enquanto eu ajudava Tessa a se mover.

Ele voltou a ligar para Sam assim que chegamos ao quartel de Castiel.

– Ei, como ele está?...Eu estou ótimo. Saí, tomei um pouco de ar. Encontrei uma velha amiga. – Caminhou em direção a Tessa. – Diga oi para Sam, Tessa.

– Seu irmão é um psicopata, Sam! – Ela gritou no telefone. Dean a empurrou, rindo ironicamente.

– Pare...Fale você primeiro. Já entraram no lugar?... Certo. Me avise quando tiver mais notícias. Encontrei Tessa aqui com as mesmas marcas de anjo-bomba. Vou interrogá-la agora. – Ele olhou para mim. – Ah... Cecília está mandando um beijo.

E desligou. Cheguei perto dele.

– O que você está fazendo? – Ele me afastou.

–Não tenho tempo para você agora. Vamos logo com isso.

Segui ele mais Tessa para dentro do escritório angelical. Voltei a ouvir a voz dos anjos. Nenhum queria Dean lá dentro. Estavam todos revoltosos.

– Tessa! – Apareceu Hannah – O que está acontecendo? – Dean puxou a gola da ruiva, mostrando a marca sangrenta. Hannah deu um passo para trás. – Deus...

– Não há Deus. – Respondeu Tessa. – Apenas Castiel.

– É... Vamos logo com isso. – Dean começou a empurra-la para a mesma sala que tinha entrevistado a outra anjo.

Hanna e mais outros dois companheiros apareceram na porta.

– Você a machucou. – Disse a mulher.

– Agora ela não irá mais explodir. De nada.

– O que você vai fazer com ela? – Dean tirou a faca do bolso.

– Tortura. – Disse um anjo. – Que inovador.

– Precisamos saber se há outros anjos-bomba por aí. E ela não irá falar facilmente.

– Você pode falar com ela. Mas sem a faca. Castiel é o único que pode castigá-la. Ele que nos une. Há um mês, estavamos tentando nos matar. Ele nos deu um propósito, uma vida em paz. Regras. Ordens. Se você for lá e fazer justiça com as próprias mãos, quem impedirá outros de fazer o mesmo? Entre lá e converse. Você deve. – Disse Hannah, decidia.Tirei a faca da mão dele e entreguei para ela.

Ninguém disse nada. Ele se virou e abriu a porta.

Dessa vez, entrei junto.

– Não te quero aqui dentro. – Ele me disse.

– Então me tire daqui.

Ele bufou e voltou sua atenção a ruiva na frente dele.

– Vamos começar com uma pergunta fácil. – Um estava sentado de frente para o outro, com uma mesa os separando. – Quem mandou você fazer isso?

– Castiel.

– Você está mentindo. – E eu simplesmente sabia que estava. Eu sentia isso dela. Ela riu.

– Sacrifícios são necessários.

– Então, não é importante se alguns inocentes forem queimados. O importante é matar os vilões.

– Eles não são importantes. É necessário pensar maior. Quando Castiel veio e me pedir isso, ele enfatizou que eu era a escolhida porque era a mais forte. Os outros eram muito fracos para isso.

– Cale a boca. – Eu falei. Dean me puxou para o lado.

– Eu preciso que você fique quieta.

– Mas é que...

– Não quero saber. Senão eu realmente vou te expulsar daqui.

– Ficarei em silêncio. – Ele continuava evitar a me olhar. Era insuportável.

Aproximou-se de Tessa.

– Nós temos uma história, eu e você. – Ele disse.

– E você quer relembrá-la na frente da sua namorada? – Ela perguntou, rindo. Resisti a vontade de me pronunciar.

– O que há de se fazer, não é? O passado é mais forte.

– Você estava morrendo.

– Bela época. – Comentou Dean. Eles se encaravam profundamente. – Me diga, Tessa. Por você. Que motivo você tem para se explodir? Para aceitar tudo isso? Esqueça qualquer desculpa de Castiel ou algo desse tipo.

Ela respirou fundo.

– As almas estão gritando, Dean. Quando os ajos caíram, o céu se fechou. Eu não aguento mais. Não tenho coragem para me matar e Cass... Me deu um motivo para isso.

– Não parece muito com algo que ele faria.

– É? – Ela olhou para ele séria – E criar um exército de anjos? Isso parece algo que ele faria. Ah Dean... Há tantos iguais a mim lá fora.

– Ah é? Que tal dizer o nome de alguns?

– Mas isso acabaria com toda a graça.

– Não me diga. – Ele puxou a Primeira Adaga do bolso. Como reflexo, me atirei para cima dele, para impedir que ele fizesse qualquer coisa. Ele me empurrou e eu cai no chão..

– Dean, não! – Gritei.

Tessa se jogou na adaga. Eu e ele observamos o corpo dela cair sem vida no chão.

Hannah abriu a porta. Um grupo de anjos estava atrás dela.

– Estamos fudidos. – Comentei. Os anjos começaram a tentar segurar Dean e ele começou a bater em todos eles. Dois me seguraram e me levantaram, prendendo-me com uma algema.

Não demorou muito para que Dean ficasse preso também.

Notas finais
Escrever essa fanfic está me deixando obcecada por Supernatural de novo. God bless my soul.