Love of Cain
2 Sobre Dean Winchester.
Notas iniciais
As pistas eram zero.
Fomos para um bunker. Um lugar cheio de livros e arquivos que pertencia a uma organização secreta chamada “Homens das Letras”. Pelo que entendi, era ali onde eles tinham passado os últimos tempos. Além de ficarem caçando alguns monstros. Queriam matar Abbadon e para isso, estavam dispostos a usar todos os meios possíveis.
Não me falaram mais do que isso.
– É aqui que você vai dormir. – Disse Sam, quando foi me mostrar o lugar. – O lugar não é tão grande e pode ser bem tedioso então... Fique à vontade para ler os livros. Aceitamos qualquer tipo de ajuda.
– Com certeza. – Eu disse, deixando minha pequena bolsa em cima da cama – Confesso que sou meio nerd. Daqui a pouco estarei lá lendo algo. É um mundo inteiramente novo esse que vocês vivem. Quero saber de tudo.
Sam riu. Ele era bonito também. Não tanto quanto o irmão, mas ele possuia algo mais doce na personalidade dele.
– Sobre o que o Dean disse sobre eu e a Victoria... Eu juro que...
– Ei, fica calmo. Eu conheço minha irmã. Só fico feliz que ela tenha escolhido você. Você parece um cara legal, Sam.
– Não foi nada sério. Juro. – Ele disse, mas depois ficou vermelho – Não sei se isso ajuda ou não.
– Não muito. – Eu ri – Mas tanto faz. Só estou meio preocupada com ela agora.
Ele assentiu.
– Última coisa – Sam disse – Desculpe pelo meu irmão. Ele tem passado por uma experiência complicada ultimamente. Geralmente, ele é mais... Delicado com as pessoas.
– Vou pensar nisso na próxima vez que eu falar com ele. – Sorri – Obrigada, Sam.
Ele sorriu de volta e saiu. Fechei a porta e comecei a arrumar minhas coisas. Eu ainda estava confusa com tudo. O que eu estava fazendo? Trancada em um bunker com dois estranhos altamente armados. Mas eles passavam uma certa segurança e minha mãe parecia confiar 100% neles. Me despi e fui tomar banho, para desestressar. Assim que sai, alguém bateu na porta. Me enrolei na toalha e a abri.
Era Dean.
– Oi. – Eu disse.
– OI – Ele olhou para mim e pareceu altamente constrangido. – Eu posso voltar depois...
–Não, tudo bem. –Comecei a ficar vermelha também, apesar de querer negar isso. Fingi que estava calma com a situação. Abri a porta para ele entrar. – Eu só vou pegar aqui alguma roupa e me trocar. Fique à vontade.
Ele concordou e se sentou na beirada da cama, observando-me. Os olhos verdes, cor de musgo, acompanhavam todos meus movimentos. Resisti a uma vontade enorme de fechar a porta e começar a beijá-lo. A mesma sensação novamente.
Coloquei um vestido verde e quando sai do banheiro ele não tinha nem se movido. Olhava para baixo, pensativo.
– Dean? – O chamei. Ele me olhou, sorrindo.
Sentei do lado dele.
“Você queria falar alguma coisa?”
– Sim. – Ele disse, calmo – Talvez uma espécie de perdão. Acho que fui grosso com você em todas as nossas conversas anteriores.
– Eu não facilitei também. – Comentei.
– Vamos começar de novo, então. – Ele estendeu a mão. – Prazer, Dean.
– Prazer, Cecília.
Nossas mãos se tocaram no cumprimento.
Aquela sensação voltou mais forte.
Ele não soltou me soltou. Ele puxou-me, trazendo todo o meu corpo para o colo dele.
– Nenhuma reclamação? – Ele disse, sussurando.
– Só uma. – Eu cheguei bem perto dos lábios dele – Finalmente.
Nossos lábios se tocaram sem nenhuma delicadeza. Uma agressividade vinda de nós dois, como se nossos corpos estivessem segurando aquele desejo por tempo demais. Já dormi com caras por bem menos do que isso. Dean tinha... Uma certa energia nele que me atraía. Ele segurava minhas costas firmemente. Eu passei a mão no cabelo dele e o comecei a beijar no pescoço, chegando em um momento em que a blusa dele era totalmente desnecessária. Ele tirou o casaco e a camisa, revelando um corpo totalmente forte e definido. Senti minha respiração ficar ainda mais pesada.
Puxei meu vestido, rindo internamente – qual foi o sentido de colocá-lo? – e sentindo-me cada vez mais excitada. Eu o empurrei, de modo que Dean ficou deitado na cama, observando-me.
Meus cabelos molhados deixavam cair água em cima dele, o deixando, de um modo ou outro, ainda mais tentador.
Ele deslizava as mãos pelas minhas curvas. Eu beijava o corpo dele. Pequenas mordidas no peito nu de Dean. Quando cheguei debaixo do umbigo, ele assumiu tudo. Colocou-se acima de mim, tirou meu sutiã e começou a me beijar compulsivamente.
A mão dele entrou dentro da minha calcinha, atiçando todos os sentidos do meu corpo. Soltei um gemido. Ele riu e colocou a mão direita tapando minha boca. Enquanto isso, a mão esquerda dele me masturbava. Eu segurava o lençol da cama com força.
Soltei um suspiro alto enquanto eu gozava na mão dele. Minha respiração estava pesada.
Eu queria mais.
Agarrei o pescoço dele e ele me segurou, levantando-se da cama comigo no colo. Batemos na parede. Nossas bocas não se desgrudavam. Desci do colo dele e me abaixei ao nível da calça. Calmamente, desabotoei o botão e abri o zíper. Desci sua calça junto com a roupa íntima, deixando o membro dele exposto.
Olhei para o rosto dele.
Por um momento, vi maldade nos olhos de Dean, ódio, irá. Assustei-me.
Logo depois, os olhos de desejo dele voltaram. Mas eu já tinha me desconcertado.
Ele percebeu.
– Você está bem? – Ele perguntou, preocupado.
– Sim. – Me afastei, sentando na cama. – Eu só...
Foi quando reparei na marca vermelha no braço dele. Ela brilhava forte.
– O que é isso no seu braço? – Perguntei.
Ele levantou a calça e começou a abotoa-la. Parecia tão confuso quanto eu.
– Sam pode explicar o que é para você. – Havia um tom de vergonha na voz dele. Uma aflição escondida. Meu pudor começou a voltar e comecei a me vestir também.
A porta bateu.
– Nâo me lembro de ter fechado a porta. – Comentei, sussurrando.
– Eu fechei. – Respondeu Dean, sorrindo. Bati de leve no braço dele.
– Cecília? Você está bem? – Era a voz de Sam. – Acabei de chegar com o jantar.
– Sim. Eu estou terminando de me trocar. – Respondi.
– Você viu Dean? Estou procurando ele por todo o lado.
– Bem, aqui ele não está. – Comentei, brincando. Dean olhou para mim rindo também. Enquanto isso, eu terminava de colocar o vestido – Ele não saiu?
– Talvez. Vou dar mais uma olhada.
– Okay. Já vou aí te ajudar.
Ouvimos os passos dele saindo. Olhei para o Dean, já totalmente vestido.
Aproximei novamente dele. Agora, um pouco receosa.
– Podemos tentar novamente outra hora. – E o beijei – Desculpa. Nâo sei o que aconteceu.
– Tudo bem. – Ele abriu a porta do quarto. – Não foi sua culpa.
Saímos à procura de Sam.
Após o jantar, Dean foi para o quarto dele e eu fiquei conversando com Sam, enquanto arrumávamos o lugar. Ele me explicou o que era a cicatriz vermelha no braço de Dean.
Marca de Cain.
Com ela, Dean teria poder suficiente para matar o demônio que sequestrara minha irmã. Acabariam com Abbadon.
Mas toda aquela conversa estava me dando dor de cabeça.
Eles conheceram o verdadeiro Cain. Conversaram com ele. Ganharam a Marca.
– É uma maldição. – Eu disse, refletindo – Vocês conseguem acabar com uma maldição? Digo, após Dean matar Abbadon?
– Você não quebra uma maldição. – Sam me respondeu, como se estivesse dizendo palavras de outra pessoa – Você sai do caminho dela.
– Nâo me parece um plano de batalha muito bom. – Comentei. Sam olhou para mim e baixou os olhos. Continuei a falar. – Você está preocupado com ele, não é?
– Dean anda diferente. De repente, começa a ficar agressivo. Estou... Preocupado.
Afaguei a mão dele, carinhosamente.
– Você me ajuda a salvar minha irmã e eu te ajudarei a salvar o seu. Nem que eu tenha que ler essa biblioteca inteira.
Sam me encarou sério.
– Você tem certeza que quer fazer parte disso? Não é tão mágico quanto parece.
– Eu nunca pensei que fosse.- Respondi. Levantei-me e comecei a ir em direção ao quarto, até que Sam me chamou. – Sim?
– Sabe, talvez Dean tenha razão. Talvez eu tenha escolhido a irmã errada.
Sorri, sentindo todo o meu rosto ficando vermelho.
Será que eu tinha escolhido o irmão errado também?
– Boa noite, Sam. Até amanhã.
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