Love of Cain

3 Kill Abaddon


Notas iniciais
Eu quero dizer que, até o final da nona temporada, essa fic será completamente (ou o tanto quanto é possível), fiel a série. Isso porque, caro leitor, quero me aproveitar do fim dessa temporada - você deve saber muito bem o que acontece - para desencadear os novos eventos.

Acordei cedo, ouvindo algum barulho no bunker. Peguei o abajur ao lado da minha cama e abri a porta. Acabei encontrando Sam e Dean saindo.

Eles me encararam, abismados.

Acabei percebendo que eu estava usando a blusa de meu pai e apenas uma calcinha. Além do que, meu cabelo estava despenteado e eu possuia um abajur na minha mão.

Senti toda minha coragem indo embora.

– Eu... – Falei com um pouco de dignidade que me restava- Ouvi barulhos.

– É, você parece bem intimidadora vista daqui de cima. – Comentou Dean. – Estamos indo ver um amigo nosso. Ele pediu nossa ajuda. Voltamos logo.

– Não precisam de mim?

– Depende para quê.

– Dean – Sam cutucou o irmão. – Não creio que haja necessidade. Você tem nosso número?

– Sim. – Respondi.

– Qualquer coisa, é só nos ligar. Voltaremos logo. – E saiu.

Mostrei o dedo do meio para Dean antes dele sair e ele piscou para mim, em resposta.

Comecei a explorar aquele lugar. Li vários livros sobre lendas e maldições, procurando encontrar ajuda para o Dean. Mas nada era específico sobre isso. Comecei a me perguntar se teria algo naquele lugar que seria tão antigo quanto a Marca de Cain e aos poucos entendi a agonia de Sam.

Provavelmente não.

Meu celular tocou horas depois, enquanto eu andava pela cidada à procura de um lugar para jantar.

– Cecília? – Era Sam. Ele parecia angustiado. – Você tem algum dinheiro aí com você?

– O necessário para comer. Por quê?

– Seria pedir muito para você arrombar um carro e vir nos encontrar agora?

Cheguei ao lugar uma hora depois, dirigindo um BMW conversivel.

Sam e Dean me esperavam na porta do local. Era um hotel chique. Eles encararam o carro que eu dirigia.

– Sério? – Brincou Sam.

– Eu não sei arrombar carros. Esse daqui praticamente pedia para isso. – Fiquei séria – Mas agora me digam. O que está acontecendo por aqui?

– Abaddon está nesse prédio. Temos algumas pistas de onde. Sam vai procurar no porão e eu em um dos quartos. Sua irmã pode estar aqui. – Disse Dean.

– Não me parece muito coisa de Abaddon atrair esses monstros. Não sei se ela estará. Li a respeito. – Eu disse, suspirando.

– É uma tentativa. – Me acalmou Sam, colocando a mão no meu ombro. Dean observou o movimento do irmão.

– Vamos logo com isso. – Ele disse. – Cecília, acompanhe Sam.

– E você? – Perguntei para o moço loiro.

– Acredite, consigo me virar sozinho. – Ele mostrou um embrulho laranja. Seja lá o que ele estivesse segurando, era algo malígno.

Então nos dividimos. Sam ia na minha frente mas eu decidi que não podia começar tudo aquilo sem um tchau adequado. Pedi para que ele me esperasse e corri em direção a Dean, que esperava o elevador.

– Eu quero te conhecer melhor. Então, por favor, não se esqueça quem você é até isso acontecer. Me prometa isso. – E o beijei. Apesar de recusar o beijo no começo, ele retribuiu. Segurou calmamente meu queixo.

– Há certas promessas impossíveis de se cumprir. – O elevador chegou. Eu o vi sumindo, sentindo meu olho arder. Mas logo corri atrás de Sam, que me esperava no mesmo lugar que o deixei.

– Está tudo bem? – Ele me perguntou.

– Espero que sim. O que era aquele embrulho laranja que Dean trouxe?

– A primeira Adaga. – Respondeu Sam. – A arma que Cain matou Abel. Junto com a Marca, a pessoa fica com um poder extraordinário.

– O suficiente para matar um grande demônio. Abaddon.

– Exatamente.

Não havia nada no porão. Nenhuma pista. Ninguém.

Logo percebemos que Dean tinha nos enganado. Subimos correndo para o quarto, à tempo de vê-lo matando Abaddon.

Um homem estava sentado no sofá com uma arma enfincada no coração.

Dean tinha um olhar irritado.

– Quem é essa senhorita? – Perguntou o homem esfaqueado. Ele tinha um sotaque britânico.

– Cecília. – Respondi, aproximando-me. – E você?

– Crowley, o rei do inferno. – Ele sorriu e apontou para a faca. – Se importa?

A puxei de uma vez, ignorando o grito de dor que ele emitiu.

– Os Winchesters arrumaram uma nova capanga? – Encarou Sam – Uma namorada, talvez?

– Estou de estágio. – Respondi. – Procuro minha irmã.

– Posso te ajudar nisso. – Ele respondeu, arrancando uma bala do peito – Claro que tudo tem um preço.

– Cale a boca, Crowley. – Disse Dean. Começaram a discutir sobre Abasdon e o filho de Crowley. Era um jovem vestido com roupas antigas. Pelo que entendi, ele deveria ser levado de volta para o passado, para morrer.

Voltamos para o bunker em silêncio.

O cheiro de sangue vindo de Dean irritava meu nariz.

Quando chegamos, cada um foi para o próprio quarto, sem se falar.

Depois de me arrumar para dormir e deitar na cama, alguém bateu na minha porta.

Era Dean.

– Pode entrar — Eu disse, deixando as luzes apagada. O único meio de luz que iluminava aquele lugar era o painel da saída de emergência.

Ele tinha tomado banho, tirando todo aquele odor de sangue. O cheiro de sabonete inundou meu quarto. Ele fechou a porta. Eu só via a sinueta dele.

– Você está com medo de mim? – Ele me perguntou, sentando na cama.

– Não. – Sentei-me também, agarrada ao travesseiro. – Talvez confusa. Porque você não deixou que eu e Sam te ajudássemos hoje?

– Era uma coisa que eu deveria fazer sozinho. Eu carrego a Marca para isso. E para matar Metraton.

– Parece um peso muito grande para só um ser humano. – Eu disse. Minha verdadeira vontade era de puxá-lo para perto de mim e continuar o que tínhamos parado. Mas aquele era o momento perfeito para conversarmos. – Esse Metraton. Quem ele é?

– Um anjo. Escribe de Deus que gravou a Palavra de Dele. Ele fez com que todo os anjos caíssem do céu. Quer ser o novo Deus.

– E eu achando que anjos eram seres do bem. – Comentei.

– Sinceramente? Com uma profissão como a minha, você aprende a duvidar de todos. Anjos, demônios, vampiros, humanos ... São todos iguais no fim das contas. Confiança é uma coisa difícil de se ter.

Concordei. Ele não parecia mais irritado agora. Mas tinha o semblante de quem está pronto para uma batalha.

– Você está com sono? Quer que eu saia?

–Não, pode ficar. – Me aproximei dele, de um modo que ficamos deitados encostados um do lado do outro. Ele pegou minha mão e começou a brincar com os meus dedos. – Você quer combater Metraton sozinho?

Dean demorou um pouco para responder.

– Cass está construindo um exército, também para isso.

– Cass?

– Castiel. Outro anjo.

– Um de confiança?

Ele riu.

– Com certeza. – Quando ele disse isso, levantei minha cabeça. Mudei de posição, ficando deitada de lado com o cotovelo apoiando minha cabeça.

– “Com certeza”? Devo ter ciúmes desse tal de Castiel? – Ele revirou os olhos.

– Eu não sou gay.

– Como você pode saber isso?

–Ah... Acredite. – Ele me empurrou levemente, deitando-me. Colocou-se em cima de mim e me deu um longo beijo. – Eu sei.

Começamos a nos beijar mas eu não queria isso agora.

– Não. – Eu disse, tirando ele de cima de mim. – Vamos conversar.

Dean revirou os olhos.

– Você só pode estar brincando.

– Eu pareço estar brincando? – Falei, mostrando a língua para ele. Voltei ao meu lugar na cama, deixando-o sozinho na beirada. Ele suspirou.

– Sobre o que você quer conversar?

– Sobre você. Qual é o seu tipo favorito de música? Qual é a sua comida favorita? Por que você é um caçador de coisas sobrenaturais?

– Rock. Pie. Family Business. – Ele respondeu. – Sua vez.

– Jazz. Cheesecake. Formada em música. Desempregada.

– Música? E o que você faz?

– Eu toco piano. – Eu disse, sorrindo. Dean aproximou-se de mim.

– Não me diga. – Ele me puxou para que eu ficasse deitada em cima dele. – Minha vez de escolher as perguntas.

– Ok. – Eu sussurei.

– Porque você não está me beijando nesse exato momento? – Senti as mãos dele subindo pelas minhas coxas.

– Boa pergunta. – Começamos a nos beijar. Ele parecia mais ativo dessa vez, como se estivesse com pressa.

Ele arrancou a minha camisola.

– Cara, eu queria que isso estivesse um pouco mais iluminado. – Dean comentou.

– Vai ter que se contentar com o que temos. – A mão dele desceu pelo meu pescoço, passou pelos meu seio, pela minha costela e estacionou na minha nádega.

– Não será difícil.

Ele tirou a blusa e eu tirei a calça de pijama dele. Nossos corpos, nus, se tocavam interamente. Ele sabia o que estava fazendo.

Quando ele foi me penetrar, um telefone tocou.

Dean xingou.

– Não acredito nisso. – Ele disse. Quando eu fui sair de cima dele, ele me segurou. – Espera aí.

Pegando a calça de pijama dele, ele tirou um celular.

– Quê?! – Eu ri. – Isso é vício.

– Isso é necessidade. – Ele respondeu. Dean atendeu o telefone. – Alô?...Sim. Missouri? Porquê?! Você só pode... Cass? Cass?

Dean jogou o telefone para o lado e fechou os olhos. Senti ele me soltando.

– Era Castiel? O que ele queria?

– Viagem de carro. – Ele se sentou – Vamos para Missouri. Vou chamar Sam.

Observei ele pegando o pijama e saindo, sem roupa. Ele abriu a porta e me olhou.

– Viu. Um pouco de luz sempre deixa as coisas mais interessantes. – Joguei um travesseiro nele e corri para colocar alguma roupa. Logo depois, fui para cozinha fazer café.

Notas finais
Ai colegas. Confesso que shippo Dean com Cecília. Por que eu faço isso comigo mesma? E você? Também shippa? Aceito sugestões!