Love of Cain
4 Anjos-Bomba
Notas iniciais
Dean apareceu primeiro, pegando um pedaço de torta na geladeira.
– Melhor não contar para o meu irmão isso que está acontecendo entre a gente. – Ele comentou – Ele parece gostar muito de você e vai acabar se preocupando.
– Será que eu devo me preocupar com o que está acontecendo entre nós? – Perguntei, dando um gole no café.
Dean não respondeu. Sam não demorou muito para parecer.
– Está bem. – Ele disse – E aí?
– Cass ligou para mim. Está acontecendo alguma coisa em Missouri. – Respondeu Dean, arrumando as armas dentro da mochila.
– Que tipo de coisa?
– Ele disse que não podia falar pelo telefone.
– Por que? – Perguntou Sam, sentando na mesa. Ele sorriu para mim quando eu entreguei uma xícara de café para ele.
– Porque ele é um cara estranho, ok? Ele é um estranho, idiota. – Respondeu Dean, irônico. Ele balançou cabeça. – Mas ele tem um exército de anjos seguindo ele e, mesmo odiando ter que dizer isso, ele podem ser úteis nessa tentativa contra Metraton.
– Você acha? – Eu disse, brincando. Sentei na mesa com eles. Dean começou a embrulhar uma espada de madeira. Sam olhou confuso para ela.
– Você acha que precisamos da Primeira Adaga? Por que não a deixamos aqui?
– Nós já falamos sobre isso – Falou Dean, decidido. – E decidimos que...
– Não. – Interrompeu Sam. – Honestamente, não decidimos. Você quem decidiu.
– Tudo bem. – Dean começou a ficar bravo. – Eu decidi que um taco de hockey que pode matar tudo por ser útil. Me processe.
– Quantas vezes temos que falar sobre isso? – Sam estava preocupado – Uma mágica tão poderosa vem com um preço. Porque não reservamos a adaga para matar Crowley ou Metraton?
– Mas eu estou bem.
– E isso é ótimo, Dean. – Entendi o ponto de Sam. Dean ficava diferente quando aquela adaga estava por perto. – Mas isso não quer dizer que você tenha que jogá-la fora. Apenas... Reserve para os chefões. Deixe-a, Dean.
Ele olhou para mim e para Sam, calculando o que fazer.
– Por favor. – Insistiu Sam.
Dean nem ao menos respirava. Ele largou a adaga e respondeu secamente:
– Sem problemas.
– Obrigado. – Disse Sammy. Dean pegou a mochila com as armas e saiu.
Encarei Sam.
– Vamos dar um jeito nisso, Sam. – Ele olhou para mim, cansado.
– É. Eu espero que sim. – Levantou e estendeu a mão para mim. Eu a segurei. – Vamos. Você vai conhecer o único anjo confiável que conhecemos.
Confesso que estava animada para isso.
Chegamos em uma lanchonete cercada pela polícia. Sam e Dean usavam ternos e pediram para eu ficar dentro do carro. Não tinham como me fazer entrar no lugar.
Mostraram-me uma falsa identidade da FBI.
– Você está maravilhoso nessa foto, Sam. – Comentei. O cabelo dele estava um pouco mais curto e não tinha as marcas de preocupação no rosto. – Você já pensou na possibilidade de cortar o cabelo?
– Ah... – Disse Dean, saindo do carro – Boa sorte com isso. – E começou a andar em direção a polícia. Sam olhou para mim e puxou meu rosto.
– Se isso te atrai – Ele beijou meus lábios – Posso pensar na alternativa.
E saiu do carro. Meu coração batia rápido. Dean não tinha visto e Sam já tinha alcançado ele. Senti amortecer o local onde ele tinha me beijado.
Puta merda.
Não demoraram muito e eles voltaram para o carro, dessa vez acompanhados por um homem de cabelos pretos e olhos azuis. Provavelmente, Castiel. Ele estranhou ao me ver.
– Quem é você? – Sentou ao meu lado na parte de trás do Impala. Ele me encarava de um jeito incomodo.
– Cecília. Você deve ser Castiel.
– Sim. – Ele olhou para os irmãos, já sentados no carro. – O que ela faz aqui?
– Estou procurando minha irmã. – Respondi. – Enquanto isso, leio algumas coisas sobre Metraton, anjos e demônios.
– Você luta? – Ele perguntou.
– Eu corro. – Respondi, rindo. Castiel não achou graça. Olhou para Dean.
–É mais seguro que ela fique no bunker, Dean. Ela é apenas uma humana. Não é bom expô-la a tudo isso.
– É. Tente convencer Cecília disso.
Castiel me olhou. Eu sorri para ele.
Chegamos no “escritório” de Cass. Muitos anjos trabalhando e mexendo no computador.
– O que eles tanto fazem?
– Estão procurando Metraton. – Respondeu Dean, colocando o braço em torno da minha cintura. Reparei que Sam encarou, sem entender. Dean olhou um anjo montando um quebra-cabeça do Falso Deus. – É um lugar esquisito.
–Sam, Dean e Cecília – Nos chamou Castiel – Essa é Hannah.
Hannah era uma mulher bonita. Tinha olhos azuis, usava um terno cinza e seu cabelo era curto com franja. Ela era totalmente formal.
– Winchesters. Ouvi muito sobre vocês.
– O que posso dizer? – Respondeu Dean – Cass é um fã.
Tossi, rindo, e Dean me apertou mais próximo dele, entendendo o porquê da minha risada. Acabei chamando atenção da mulher.
– Cecília? De você não ouvi falar. – Comentou Hannah, olhando para Castiel.
– É a minha namorada. – Disse Dean. Engasguei na hora.
– OI? – Em uníssono, eu, Sam e Castiel exclamamos. Dean sorriu.
– O quê? – Ele disse olhando para nós – É uma piada.
Me soltei dele, incomodada.
– Ah... Sr. – Falou Hanna, direcionando-se a Castiel – Josiah não apareceu hoje no toque de recolher.
– Toque de recolher? – Perguntou Sam – Vocês têm toque de recolher?
– Alguns anjos gostam de me ouvir os chamando. – Respondeu Cass, sem graça.
– Conheço algumas mulheres que gostam disso também. – Comentou Dean, rindo. Revirei meus olhos.
– De qualquer modo, ninguém viu Josiah desde que Ezra foi assassinada.
– Ezra? – Perguntei.
– O anjo que foi morto na lanchonete. Por isso dos políciais. Ouve um atentado lá. – Explicou Castiel.
– Achamos que... – Continuou Hannah.
– Josiah é o assassino. Que ele matou Ezra. – Interrompeu Sam.
– Quem mais seria? – Ela perguntou. Dean e Sam se entreolharam. A mulher continuou o raciocinio – Nós vasculhamos todo o terreno em volta da lanchonete. Era um impossível alguém escapar.
– Mas você não possuem mais asas – Disse Dean. – Ele é terrestre. Tem que dirigir, andar, deve ter deixado algo.
Sam caminhou até o notebook mais perto. Fui ao lado dele e coloquei minha mão no seu ombro.
– Qual era o nome do receptáculo de Josiah? – Perguntou Sammy.
– Sean Flynn, Oklahama.
Sam pesquisou no computador e achou os documentos do sujeito.
Sorri.
– Bom trabalho, grandalhão. – Dean olhava sério para mim. Eu não ousava encará-lo.
– Certo. – Sam disse, esboçando um pequeno sorriso para mim. Ele virou o computador para Castiel. – É esse o cara?
O anjo confirmou. Josiah tinha usado o cartão dele pela última vez em um posto de gasolina em Colorado.
– E é assim que os profissionais fazem o trabalho. – Comentou Dean.
– Comandante... – Chamou um anjo que estava em computador mais adiante. – Eu tenho algo. Um vídeo filmado na hora da exploção.
Na tela do computador, apareceu a lanchonete em questão. Várias pessoas sentadas e comendo. É quando, subitamente, entra um anjo — não era Josiah — vestindo um sobretudo. Ele chegou perto de uma garotinha e abriu a blusa, mostrando um peito sangrando e com desenho feito de facas. Ele tirou uma adaga do bolso e gritou: “Faço isso por Castiel”. Depois, enterrou a arma no peito e uma grande exploção aconteceu, escurecendo o vídeo.
Todos nós nos encaramos.
– Que merda é essa? – Pergunta Dean.
– Eu não sei... Eu não... – Castiel parecia transtornado. – Eu nunca pediria para um anjo se sacrificar e matar inocentes. Me enjoa só a possibilidade.
– Mas então porque um anjo explodiria uma lanchonete em seu nome? – Perguntei.
– Não era isso o que ele estava fazendo. – Hannah falou, atenta a tela.- Volte a filmagem, por favor.
Hannah apontou para uma garotinha, que apareceu rapidamente na tela. Era um anjo. Esther. Apoiava Metraton.
– Então isso é um ataque? – Perguntou Sam.
– Eu não sei. – Suspirou Castiel.
– Para de dizer que você não sabe, Cass! – Gritou Dean.
– Você não pode achar que eu permitiria algo assim! Não você, Dean!
– Eu sei que você tenta ser um cara... Legal, Castiel. Você tenta. Mas o que você tem aqui é insano. Esses anjos te idolatram. A última vez que você teve tamanho poder, matou humanos e anjos, além de mentir para mim e Sam toda hora. – Dean estava irado. Castiel parecia um animal indefeso, exposto.
– Vamos ter essa conversa em outro lugar, okay? – Eu disse, colocando-me entre os dois.
Todo o escritório entrou em um silêncio profundo
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