Love of Cain
16 Novo Começo.
Notas iniciais
– Dean...
– A questão é... — Ele disse, entrando no meu quarto- Você é extremamente inconveniente. Chata. Insuportável.
– Obrigada. Você pode ir embora agora? O seu irmão que está querendo te ver, não eu. — Peguei o livro do lado da cômoda e o abri, fingindo ler. A verdade é que eu estava com medo dele. Pelo menos ele não sabia da minha força recém-adquirida.
– Ele vai me achar, hora ou outra. — Dean contornava a cama, para chegar mais perto de mim. — Eu quero é falar com você agora. Terminar certas coisas que começamos.
Eu ri.
– Você entendeu errado, amor. Aquilo que eu disse para você não foi um convite sexual. Foi um adeus.
Ele se sentou ao meu lado.
– Será? Você parece bastante feliz comigo aqui.
– Eu não quero nada com você, Dean. — Colocou o livro de lado e o encarei — A única coisa que conseguirá fazer comigo é me estuprar. Caso não seja o seu objetivo, vá embora.
Ele recuou e fingiu estar ofendido.
– Sabe o que é, Cecília? Eu não acredito em você. Você me quer.
Cuspi nele.
– Eu quero o Dean. Não você, seja lá o que foi.
– Cecília, Cecília, Cecília... — Ele sussurrava, chegando perto de mim. Senti meu corpo se arrepiar. — Não seja tão arisca.
– Eu não quero que um nojento como você me toque. Você não é o Dean!
O Winchester riu da minha cara e começou a sair do quarto.
–Você se achar muito perfeita, não é? – Virou para mim. – Vamos falar da sua irmã, então. Você a deixou sozinha no meio de demônios enquanto ela está, claramente, iludida. Você me chama de monstro e deixa alguém da sua família comigo. Você sabe que Sam nunca teria me abandonado naquele hotel, não é? Ele teria perdido a vida, mas nunca teria feito isso.
Senti um aperto no peito. Ele estava certo. Minha irmã estava com apenas 20 anos. A idade da ilusão rebelde do mundo.
E eu simplesmente decidi ficar brava com ela e deixá-la sozinha.
Levantei-me. Estava com raiva de mim mesma.
Comecei a andar em direção do Dean.
– Eu nunca disse que era perfeita.
– Mimada. – Ele me respondeu.
– Pare com isso.
– Iludida.
O peguei e o empurrei na parede. Agora eu tinha força para isso. Dean se assustou quando percebeu.
– Ganhou algum tipo de poder, Senhorita Puritana?
– Cala a boca.
E o beijei.
Beijei porque eu estava com raiva.
Beijei porque aquele maldito corpo me atraía mais do que qualquer coisa.
Beijei porque talvez nunca mais tivesse essa oportunidade.
Dean logo tomou conta da situação e me girou, prensando-me contra a parede. Ele me beijava agressivamente. Tenho certeza que, se eu ainda estivesse com os símbolos no meu corpo, estaria me machucando.
Dean começou a colocar a mão para dentro da minha blusa, arrepiando-me. Ele a passou por baixo do meu sutiã, segurando meus seios. Com a outra mão, puxou-me para mais perto dele, de modo que nossas pelvis tocavam-se. Ele fazia uma pequena dança com isso.
Eu comecei a rasgar a blusa dele, para que saísse. Dean riu.
– Eu também sei. – Ele disse, puxando a mão que estava nos meus seios, rasgando meu sutiã e minha blusa.
– Porra, Dean.- Reclamei. – Eu gostava daquela blusa.
– Você fica melhor sem. – Ele disse. Começou a beijar meu pescoço, e, logo após, os meus seios. Soltei um gemido. Dean abriu o zíper do meus jeans e abaixou toda a minha roupa de baixo, deixando-me pelada.
Colocou-me em cima da cama. Eu o observava a se despir.
Naquela situação, ele até parecia o meu Dean.
Dean deitou-se sobre meu corpo nu, beijando-me.
Puxei ele para perto agressivamente. Era bom ver que ele aguentava.
Dean começou a infiltrar-se em mim e eu dei um grito de prazer.
Nós nos mexíamos tão agressivamente que ouvi a cama fazer um barulho estranho.
– Vamos lá, Dean. – Eu gritei. — Surpreenda-me.
Quando chegou o orgasmo, a cama não aguentou e desmoronou.
Soltamos um grito de prazer e logo, Dean logo começou a pegar meu corpo de novo, tocando-me, beijando-me e transando algumas vezes seguidas.
Quando paramos, eu estava exausta.
Ele se levantou, ofegante.
– Sexo com um demônio? Nada puritano da sua parte.
– Eu tenho outro jeito de enfrentar monstros. – Levantei-me o beijei novamente.
Dean retribuiu porém logo se afastou. Olhou no fundo dos meus olhos e disse:
–Na próxima vez, não grite que eu não faço o serviço completo.
Eu ri mas logo fiquei séria. Eu não podia deixá-lo ir embora assim.
– O Sam está atrás de você.
– Eu não quero vê-lo.
– Mas...
– Não. – Ele me cortou. – Não quero você nem ele atrás de mim mais. Já foi essa época.
– Como se isso fosse adiantar alguma coisa... – Respondi.
– Mas não ligo de voltar para você algumas vezes. Quando eu tiver a necessidade de quebrar mais algumas camas.
Ouvindo ele falar daquele jeito comecei a me sentir como um objeto. Usada. Uma coisa.
Será que o único jeito de eu ficar com o Dean seria assim?
– Não. Não volte mais. – Decidi. Tinha que ser feito algo.
– Quê?
– Isso foi um adeus, Dean. Eu não quero mais pensar em você. Eu não quero mais te amar. Isso vai passar. Nem você deve querer isso de mim. Quando Sammy chegar, eu vou dar um chance para ele.
Dean não me respondia. Só me encarava sério.
– Eu vou namorar o seu irmão. – Falei.
– Eu achei que ouvir isso de você iria me machucar. – Ele respondeu. – Mas sinceramente? Eu não dou a mínima. Só acho uma pena. Você não tem noção de quão deliciosa você na cama. De qualquer forma, suponho que agora seja a minha vez de falar... Adeus, Cecília.
Estralou os dedos e sumiu.
Suspirei. Caí para trás, frustrada.
Sammy me ligou mais tarde, dizendo que ia passar no bunker para irmos juntos atrás de Crowley.
Comecei a pensar no que ele tinha me dito antes. Sam realmente tinha razão. Ele o único que eu podia contar agora. Que poderia me dar alguma coisa.
Ele chegou no dia seguinte.
Assim que entrou pela porta, pulei nos braços dele o beijei.
– O que foi isso? — Ele me respondeu.
– Um novo começo.
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