Love of Cain

7 Dean runs away


Notas iniciais
Oioi! Espero que vocês estejam gostando. Aí está mais um episódio s2

– Ele tem razão. — Ouvi Castiel dizendo. Eles estavam se aproximando. — Não temos mais um exército. Dean é a nossa melhor aposta.

– Ele está estranho, Cass. — Respondeu Sam — E além do mais, se Gadreel está do nosso lado, temos outra carta na manga.

Sammy guardou a Adaga dentro de um caixa e depois foi em minha direção, abraçando-me.

– Você está bem? — Perguntou-me.

– Claro. — Eu estava mais transtornada com o que eu tinha acabado de fazer do que com a atitude de Dean.

– Depois precisamos conversar sobre o tipo de informação que você possui. — Olhei para ele. Sammy me encarava seriamente.

– Tudo bem. — Afastei-me. — Onde está Dean?

– Prendemos ele. Por hora. — Respondeu Castiel.

– Eu posso ir conversar com ele? — Perguntei.

Eles se entreolharam.

Pouco depois, estava eu entrando na pequena cela de Dean.

Ele tossia compulsivamente e aproximei dele.

– Dean?

Quando olhou para mim, sangue escorria da boca dele. Caiu no chão.

Aproximei e limpei os lábios dele. Dean me olhava assustado.

– Eu quis te machucar. — Ele me disse. — Por motivo algum. Tem algo de estranho acontecendo comigo desde que matei Abaddon. Eu tenho uma necessidade insana de matar.

– E se isso não acontece...

– É como se toda a minha energia tivesse sido sugada. Acontece o que você viu.

Ele deitou no meu colo.

Foi quando minha cabeça começou a doer muito.

A voz de Metraton ecoou em meus pensamentos.

"Olá. Aqui quem fala é Metraton... Gostaria de um momento para desejar boas vindas para vocês. Quero que saibam como estou comovido por terem me aceitado com Deus Meu coração está cheio. Por isso, quero compartilhar boas notícias. O céu está fechado. Estamos de recesso. Mas não fiquei aflitos, tudo será explicado. E será... Glorioso."

– Cecília? Cecília?

Olhei para Dean. Ele me observava, preocupado. Sentou-se ao meu lado.

– Temos que fazer alguma coisa. — Levantou — se — Eu preciso de respostas. Eu preciso matar logo Metraton. Sam me deixará preso aqui eternamente com o intuito de me proteger.

– O que você tem em mente? — Perguntei, levantando-me também.

Ele pegou um canivete do bolso e cortou o braço, sangrando.

– Dean? — o chamei, confusa.

– Tudo bem. — Ele colocou minha franja atrás da minha orelha — Eu só quero arrumar as coisas. Você confia em mim?

Não.

Não confio.

Não agora.

– Suponho que sim. — Respondi. Ele sorriu e se afastou de mim, desenhando um pentagrama com o sangue no chão.

– Deixe-me ver. — Ele começou a mexer nas prateleiras. Pegou uma caixinha e uma seringa.

Colocou a seringa no bolso e abriu a caixinha. Tinha vários itens que eu não conhecia, mas ele os manuseava com maestria. Sentei perto dele e o observei.

Depois de um tempo, ele olhou para mim e piscou.

Crowley, o homem que eu tinha tirado a faca no dia de morte de Abaddon, apareceu na nossa frente.

– Dean? — E olhou para mim — Princesa? O que vocês querem?

– Eu quero saber o que está acontecendo comigo. — Perguntou Dean. — Depois que matei Abaddon, não consigo parar de pensar em matar. E quando eu não o faço...

– Vomita. — Ele disse. — Quanto mais você mata, mais forte fica.

– E se ele não matar? — Perguntei.

– Ele enfraquece. Até que...

– Morte? Mas essa Marca não matou Cain.- Argumentou Dean.

– Ele é um demônio. Você é apenas um ser humano.

Dean suspirou. Começou a se aproximar de mim. Crowley olhava para nós dois com um sorriso irônico no rosto.

– E se eu quiser tirar a marca?

– Você quer? — Rebatou Crowley.

– Eu quero matar Metraton. — Disse Dean.

– Bem, isso eu posso te ajudar.

Dean pensou a respeito. Olhou para mim.

– Eu te amo. — Disse, beijando-me.

Então senti a agulha penetrando a minha pele.

Dean me segurou enquanto eu desmaiava.

Acordei com Sam me chacoalhando. Minha cabeça girava.

– Cecília? O que aconteceu? Onde está Dean? – Sua voz era de urgência.

– Ele... – Eu enxergava tudo desfocado. – Crowley. Vão atrás de Metraton.

Ele pegou o telefone e discou o número de Dean. Ninguém atendeu.

– Era de se esperar. Depois da Marca, ele e Crowley tiveram certos momentos de romance.

Eu e Castiel ficamos desconfortáveis.

– Marca, que Marca? – Gadreel indagou. Foi quando eu reparei que ele estava lá. Não parecia que ainda tinha o corte que Dean fez nele. Será que eu...?

– Marca de Cain. – Respondeu Castiel.

– Então com isso que ele me feriu. – Ele concluiu. – Isso é brilhante.

– Como isso pode ser brilhante? – Perguntei.

– Bom, Metraton está mais poderoso do que nunca. Mas se Dean tem o Primeiro Punhal e a Marca, isso nos dá uma chance.

– Você está brincando, certo? – Perguntou Sam, indignado. – Há uma hora o prendemos em uma cela porque ele não conseguia se controlar. E agora você está dizendo que ele é a nossa chance?

– Apenas o escute, Sam. – Disse Cass, calmamente.

– Como assim? – Perguntou Sammy, irritado. – Ele está fora de si. Você me sugerem para que demos o que ele mais quer e aí o quê? Ele não é um homem-bomba. Ele é o meu irmão.

Segurei a mão dele e apertei forte.

– E é por isso que nós vamos ajudá-lo. – Respondeu Gadreel. – Acredito que Metraton conseguiu conectar a força dele com a Tábua dos Anjos, deixando-o cada vez mais poderoso. Como um Deus. Se a destruirmos, aumentamos as chances de vitória de Dean.

– Isso o transformaria em um anjo normal. – Concluiu Castiel.- Onde está a tábua?

– No escritório de Metraton.

– Que fica? – Perguntei.

– No céu.

– Perfeito. – Disse Sam.

– Eu posso levá-lo para a entrada. – Gadreel disse a Castiel.

– E daí o quê? – Sam estava frustado. – Levar a pessoa mais procurada por Metraton. Como que isso pode dar certo?

– Temos que tentar. – Disse Castiel. – Enquanto isso, você procura Dean. Diga que o apoiamos.

– Terei que ser mais convincente do que isso. – Comentou Sammy.

Castiel e Gadreel saíram, deixando-me sozinha com Sam.

– Suponho que agora é a hora que nós procuramos alguma pista de Dean ou de Metraton, certo? – Perguntei. Reparei que nossas mãos ainda estavam dadas. Ele as soltou.

– Eu preferiria que você não ficasse me tocando. – Ele disse.

– Desculpe-me. – Falei, constrangida. – Eu só quero te dar apoio.

– A questão é que eu queria estar te beijando nesse momento. – Ele se virou para mim – E eu não posso me distrair. Não agora que o meu irmão precisa de mim.

Assenti e peguei meu celular do bolso.

– Vamos procurar alguma pista, então. – Sentei-me na cadeira. Sammy abriu o notebook.

Não demorou muito para acharmos o que queríamos.

Um vídeo de Metraton tinha virado viral. Ele havia salvo a vida de uma mulher que tinha sido atropelada. Chamavam-no de “novo Jesus Cristo”.

No vídeo, ele apelidou-se Marv.

– Esse vídeo foi gravado em Munsie, Indiana. – Disse Sam. – É para lá que eu vou.

– Vou junto com você. – Falei, decidida.

– Não. – O encarei, assustada. – Você não vai. Cecília, é agora que as coisas ficam perigosas. É agora que eu preciso está 100% atento. Não posso ficar preocupado com você ou com o que você irá fazer.

– Mas...

– Se você gosta do meu irmão, fique aqui. Será melhor para todos nós.

Ele saiu sem se despedir.

Senti-me inútil.

– Okay. – Falei sozinha, andando de um lado para o outro. – Metraton é um anjo. Talvez eu consiga ouvi-lo. Como faço com os outros. Ele é só um anjo.

Sentei no chão e fechei meus olhos. Senti minha respiração ficar pesada.

– Droga. Não tenho a menor ideia do que estou fazendo aqui. Mas vamos lá.

Eu precisava de um pensamento forte. Egocentrico.

Era como se minha cabeça fosse explodir. Ouvi milhares de vozes. Anjos idolatrando Metraton. Alguns o xingando.

Só que um pensamento destacou-se.

“Eles me ama. Eles realmente me amam.”

Abri os olhos.

Achei o paradeiro de Metraton.

Notas finais
Esse capítulo está menor porque quis parar em uma parte mais emocionante. Hue.