Love of Cain

1 Cecília conhece os Winchesters


Notas iniciais
Olá, olá.
Primeiro capítulo.
Começa logo após o episódio 20 da Nona Temporada.
Espero que gostem.

- Mãe?

Entrei em casa, assustada. Há 5 horas, minha mãe havia me ligado, dizendo que algo de errado estava acontecendo com minha irmã. Tentei continuar a ligar mas ninguém atendia.

Peguei o carro e dirigi correndo para casa.

Ninguém me respondeu quando entrei. Foi quando um cara alto me puxou para o lado e colocou a mão na boca, sinalizando para que eu ficasse quieta.

-Mas o qu...? – Ele colocou a mão nos meus lábios, calando-me.

Foi quando ouvi um grito. Era o da minha irmã. Comecei a chorar descontroladamente. O homem que me segurava se distraiu, dando-me espaço para conseguir me soltar. Chutei as partes baixas dele e corri para o quarto de cima, atrás do grito.

Minha mãe e um outro homem, loiro, encaravam minha irmã inconciente. Ela estava amarrada a uma cadeira.

- Cecília! – Minha mãe correu em minha direção e me abraçou. Ouvi os passos do outro homem chegando. Ele gemia, dolorido.

- Bom chute. – Comentou, indo em direção ao homem loiro.

- Mãe... Quem são essas pessoas? – Perguntei para ela – E por que a Victoria está amarrada?

- Filha... Ela não é sua irmã. – Disse minha mãe, calmamente. – Ela é...

E começou a chorar.

O homem loiro se aproximou de mim e eu o empurrei.

- Não me toque.

- Okay, okay – Ele levantou as mãos – Meu nome é Dean. Esse é o meu irmão, Sam.

- Oi. – Acenou o homem alto que eu tinha chutado. – Prazer.

Não respondi. Só continuei a encará-los.

- Essa pessoa que está sentada na cadeira é um transmorfo. Ele possui a habilidade de trocar de pele. Criar uma ligação psíquica com alguém e imitar a aparência. As lembranças. Tudo.

- Você só pode estar brincando comigo.

- É verdade, filha. – Disse minha mãe, recuperando-se – Ela me atacou. E eles... Esses dois.

- Isso não importa agora. –Disse Dean. – Precisamos achar sua irmã. Se ele ainda está com o formato dela, quer dizer ela está viva em algum lugar.

Olhei para minha mãe. Havia uma marca de sangue na manga dela. Foi quando comecei a acreditar em toda aquela história.

- Eu vou junto. – Disse.

- O quê? Não. – Sam disse – Você não entende. Um bando de pessoas iguais a ele está nessa cidade. Isso vai ser perigoso.

- Não ligo. Eu tenho que cuidar da minha irmã. Eu vou junto.

Eles se encararam por um tempo.

- Ok. – Dean colocou uma arma na minha mão – Mas sinta-se a vontade em fugir quando quiser.

- Não me faça rir. – Sai na frente dos dois, descendo as escadas. Eles apareceram alguns minutos depois, carregando o corpo do transmorfo.

- Está morto. – Disse Sam, quando viu que eu encarava. Apenas concordei.

Minha mãe me deixou ir depois de muito recusar. Eu odiava morar longe de casa. Odiava o fato de não poder cuidar da minha irmãzinha. Ela era modelo profissional. Pessoas a fotografavam, espionavam e a tratavam mal. Mas um monstro tirar proveito disso? Nunca.

Entrei quieta no carro deles. Era um Impala 1967 e estava muito bem conservado. Eles me contaram no caminho o que estava acontecendo. Estavam em Chicago, resolvendo alguns problemas com alguns monstros, quando seguiram a pista de alguns que fugiram para Naperville, em busca da minha irmã.

- Digamos que Sam ficou... Próximo dela. – Comentou Dean, rindo.

- Ah isso é grosseiro. – Eu disse, olhando a janela.

- Mas cá entre nós... – Ele olhou para mim rapidamente — ...Ele com certeza não escolheu a irmã mais bonita.

- Dean!- Disse Sam. – Desculpe pelo meu irmão. Ele pode ser bem incoveniente quando quer.

-Tudo bem. – Eu disse, afinal- Conheci caras piores. — Mas vocês... Fazem isso na vida? Caçam esse tipo de coisa? Monstros?

- Monstros. Fantasmas. Metamorfos. Deuses. Anjos. Demônios. O que vier. – Completou Sam.

Respirei fundo.

“Cara. Eu vou começar a dormir de luz acesa”.

Chegamos ao lugar. Era uma casa abandonada, no meio da estrada, que geralmente passaria despercebido por mim. Mas todo o clima de suspense foi embora quando percebemos que o lugar estava vazio. Eles tinham fugido.

- Droga. – Dean chutou a porta de entrada. – E agora?

- Este grupo provavelmente está indo se encontrar com Abbadon. Precisamos ir atrás deles.

-Abbadon? Como na bíblia? – Perguntei.

Eles concordaram.

- Eu vou com vocês. Seja lá onde estiverem indo. – Decidi.

- Você não tem noção do que está dizendo. – Reclamou Dean – Isso é muito mais perigoso do que parece.

Eu cheguei perto dele e olhei para o fundo dos olhos. Claro que seria muito mais fácil se ele não fosse tão bonito.

- Ótimo. Eu não sei lutar. Eu não sei atirar. Mas eu quero salvar minha irmã. E para isso, consigo aprender qualquer coisa.

- Você está perdendo sua cabeça.

- Você tem um irmão. Sabe do que estou falando.

Nos encaramos. Por um segundo, percebi meu corpo resistindo a tentação de beijá-lo. Mas não. Eu nem o conhecia. Porém, sorri internamente quando percebi que essse atração também tinha se passado na cabeça dele.

- Vamos? – Disse Sam, incomodado.

Viramos para ele.

- Claro. – E comecei a andar.

Notas finais
Esse capítulo é curto porque queria mais usá-lo como uma contextualização da história. Como, por exemplo, Cecília entrou na vida deles.
Aceito críticas e sugestões.
Gracias :)))