Love is so unpredictable
10 There is a fine line between the end and the beginning
Notas iniciais
– Você precisava ter ouvido August, era muito rápido! E forte! — Emma contava extasiada como foi ouvir pela primeira vez o som do coração do bebê com um sorriso no rosto.
– Você parece diferente Emma — Comentou o amigo divertido.
– Eu me sinto diferente — Deu de ombros — Parece que agora a ficha esta finalmente caindo... Estou te chateando com esse assunto né? — Perguntou franzindo as sobrancelhas.
– Claro que não — Riu da preocupação da garota — Deixe de ser boba.
– Depois não reclama — Brincou — Ah nem te contei! Recebi uma resposta da Universidade da Columbia, fui aceita!
– Serio? Isso é ótimo, parabéns.
– Na verdade eu ainda não decidi se vou — Disse tocando involuntariamente a barriga.
– Entendo... Mas, sinceramente acho que é uma ótima oportunidade.
– Eu sei... — Suspirou — Veremos — Sorriu.
O sinal tocou interrompendo a conversa, e tão logo começou já se encerrava as primeiras aulas.
– Quer se sentar com a gente? — Perguntou Emma a August enquanto entravam no refeitório.
– Claro, porque não... — Caminharam até a mesa do grupo e sentaram-se.
–Hey gente! — Cumprimentou August.
– Vocês se tornaram grandes amigos não é? — Perguntou Robin sorrindo.
– Digamos que a circunstâncias ajudaram um pouco — Respondeu August divertido.
– Amigos... — Debochou Neal dando uma tossida para disfarçar.
– Ai Regina! — Reclamou com a irmã que lhe deu um forte tapa nas costas.
– Foi para ajudar a desengasgar — Disse sorrindo docemente fazendo o irmão estreitar os olhos, o que só fez a abrir ainda mais o sorriso e ele revirar os olhos e se virar para a namorada decidido a ignorar a irmã.
– Não vai comer nada? — Perguntou à Tamara.
– Não, eu estou meio enjoada — Choramingou — Ai meu Deus! Será que estou grávida — Perguntou de olhos arregalados.
– Ah pelo amor de Deus criatura! Eu estou comendo! — Reclamou Will largando o sanduíche no prato.
– Nem brinca menina! Deus nunca ia permitir uma coisa dessas — Exclamou Regina perplexa.
– Regina! — Repreendeu Neal.
– O que?! Olha as coisas que ela fala! — Se defendeu chocada – E se ela estiver grávida — Fez uma careta — Faça exame de DNA, vai saber...
– Neal! — Esbravejou Tamara em fúria.
– Ah fique quieta — Ralhou Regina de cara feia — Quem avisa amigo é irmãozinho...
– Olha Regina, quando eu tiver um filho eu vou saber quem é o pai — Afirmou Tamara.
– Depois do exame de DNA... — Murmurou Will.
– Não sou como umas e outras — Enfatizou.
– Emma que estava ouvindo a conversa até agora em silêncio quando ouviu aquilo começou a rir sem parar. Era muito engraçado ouvir Tamara falando isso, Emma mesmo já vira aos beijos com outros caras.
– Emma? — Chamou August divertido vendo a amiga vermelha de tanto rir.
– Desculpe gente — Disse com uma nova onda de riso a balançando.
Respirou fundo se controlando, a gravidez já á estava deixando louca — Eu me lembrei de uma piada...
– Hora estranha para se lembrar de uma piada — Ironizou Neal.
– Pra você ver como a piada é boa — Deu um sorriso sarcástico.
– Olha aqui sua vadiazinha — Disse Tamara se referindo a Emma — Eu não sou como você, se um dia eu tiver um filho ele vai ter um pai, agora o seu coitadinho vai ser um bastardo — Disse com cara de nojo.
– O que foi que você disse? — Perguntou Emma de dentes trincados sentindo o sangue ferver.
– Que seu filho será um bastardo!
Emma movida pela raiva levantou-se e a esbofeteou — Nunca mais repita isso se não quiser perder esse lindo rostinho — Jurou ameaçadoramente segurando seu rosto com uma mão.
– Emma!? Esta louca?- Perguntou Neal surpreso segurando-a fortemente pelo pulso e a afastando da namorada que a olhava assustada com a face escarlate.
–Ela pediu por isso! — Retrucou Emma com pouco caso. Ninguém falaria daquele jeito de seu filho. Nunca. Nem hipoteticamente.
–Você esta louca Emma!- Afirmou Neal — Não te reconheço mais.
– Pois eu digo o mesmo — Revidou.
– Não quero que encoste mais nela. Ela não tem culpa dos seus problemas... Ouviu? — Disse mais auto a ultima parte aumentando a pressão de seu aperto no braço da garota a chacoalhando de leve.
– Solte — Ordenou August se levantando.
Neal encarou Emma e soltou-a, não percebeu que a estava machucando.
– Volte a encostar nela e ...
– E o que? — Interrompeu Neal.
– E um soco será pouco — Prometeu.
– Ai que emocionante! — Exclamou Regina observando a cena.
– Regina... — Repreendeu Robin balançando a cabeça.
– Shiu! Deixe-meeu ouvir...
– Você pode até ser o namorado dela, mas...
– Nunca dissemos que somos namorados. E se fossemos isso não seria da sua conta.
– August? — Clamou Emma vendo que as coisas estavam esquentando — Vem, vamos. Aqui já deu — Disse olhando friamente para Neal.
– Tudo bem? — Perguntou August se virado para ela.
– Tudo... — Deu um pequeno sorriso.
– Desculpem por tudo isso — Pediu August se dirigindo ao grupo.
Antes de se afastarem Tamara a chamou — Isso não vai ficar assim! — Ameaçou com ódio enquanto alisava a face avermelhada.
– Tem razão, não vai. Amanhã vai estar roxo — Sorriu satisfeita — Seu aviso foi dado.
Antes de ir Emma lançou um ultimo olhar ao Neal.
– Irmão... Você se supera a cada dia! Quando eu acho que você não consegue ser mais imbecil, você da esse espetáculo — Ironizou Regina enquanto Neal voltava a se sentar.
– Dá um tempo Regina!
– Cinco minutos — Respondeu sorrindo.
– Gente, Vocês viram o que aquela maluca fez? — Exclamou Tamara perplexa.
– Está brincado? Eu nem pisquei! Devia ter replay — Comentou Will rindo.
– Eu falei pra você ficar quieta, viu no que deu... -Balançou a cabeça negativamente — Concordo com Emma, isso vai ficar roxo — Comentou Regina rindo.
– Regina, por favor, já chega! — Ordenou Neal.
– Okay okay! Vou ficar aqui saboreando o momento em silêncio...
Regina não era a única, lá fora Emma também se sentia mais do que satisfeita.
– Emma, você está bem mesmo? E seu braço, não esta doendo? — Questionou August pela terceira vez desde que deixaram o refeitório.
Estavam sentados em uma das mesas de piquenique.
– Estou, não se preocupe. E o braço não dói, nem esta mais vermelho. Viu — Levantou o braço para reafirmar.
– Não tem nada doendo Emma? — Insistiu mais uma vez.
– Não August. — Revirou os olhos diante da preocupação excessiva do amigo — Só minha mão — Riu divertida — Mas quem se importa? Ela coçava faz tempo para acertar aquele rostinho.
– Essa gravidez esta te deixando louca Emma — Riu balançando a cabeça pela animação da garota.
– Aquela garota que esta me deixando louca. E foi bem mais que merecido, quem mandou colocar meu filho no assunto. Mesmo que hipoteticamente — Mal terminou de falar e voltou a rir se lembrando da cara de assustada de Tamara.
– Não sei quem esta se divertindo mais, você, Regina ou Will — Comentou se lembrado da expressão no rosto dos amigos de Emma.
Emma nada disse, só continuou a rir até que ouviram o sinal soar.
– Vai assistir as aulas ou quer ir embora? — Perguntou August se levantando.
– E perder de ver a evolução daquele hematoma? Nem morta! — Se levantou também.
– Quando foi que você ficou tão má Emma? — Brincou enquanto caminhavam para a sala.
– Quando partiram meu coração — Deu um sorriso triste.
– Vai passar Emma... — Sorriu carinhosamente.
Deu um pequeno sorriso e depois fez careta — Eu espero que essa fome passe, nem terminei de comer.
August apenas balançou a cabeça sorrindo — Nos vemos na saída. Não apronte!
Despediram-se e seguiram para suas salas.
– Vamos lá bebê ver nossa obra de arte — Gargalhou — Estou ficando louca... Ou deixando de ser burra — Verbalizou os pensamentos indo pra aula.
Mas uma semana se passou e para a alegria de Regina e Will, Emma tinha razão, o hematoma de Tamara realmente ficara roxo no dia seguinte. E até o fim da semana azul, verde, amarelo ate finalmente sumir.
Com o fim do hematoma também se encerava as provas — e poucas pessoas ainda iam ao colégio, e o período para as inscrições na universidade, que Emma decidira fazer.
Ela tinha plena consciência de quão difícil seria relacionar a faculdade com a gravidez, mas depois de muito ponderar resolveu que não podia perder a oportunidade, e ia lidando com as complicações quando aparecesse, uma a uma, como o movimento dos ponteiros do relógio, um passo de cada vez.
Não voltara a falar com Neal depois da ultima briga, e não poderia negar que se sentia triste. Ele sempre fora seu melhor amigo acima de tudo, e lhe machucava profundamente que anos de amizade tivessem sido jogados fora por inconsequência de ambos.
Emma também não havia contado sobre a gravidez a ninguém, mesmo com sua pequena barriga de três meses já começando a ficar evidente, e por mais que David ainda insistisse algumas vezes em querer saber quem é o pai ela ainda se recusava dizer.
– Mãe, vou ate a de August. Já volto — Avisou entrando no quarto da mesma.
– Tudo bem, cuide-se.
Dirigiu calmamente e logo se encontrava na casa do amigo.
– Você tem certeza disso? — Perguntou August encarando a garota enquanto segurava a carta que ela acabara de lhe dar.
– Sim. Apesar de tudo eu não posso negar ao meu filho o direito de ter um pai. — Suspirou cansada — Eu viajo amanhã, coloque na caixa de correio dele hoje, por favor... Eu sei que uma carta não é o jeito certo de se contar isso, mas não conseguiria cara a cara depois de tudo.
– Como você quiser Emma — Sorriu carinhosamente — Não vai nem ficar para o baile?
– Não, desculpe... Vou passar uns tempos com meus tios em Boston e depois parto para New York. Espero que vá me visitar! -Brincou nostálgica com lágrimas nos olhos.
– Quando menos esperar eu estarei lá — Prometeu solene — Cuide-se Emma.
– Sentirei saudades — Disse com as lágrimas escorrendo livremente.
– Eu também. Vem aqui, me dê um abraço — A puxou abraçando-a fortemente — Isso não é uma despedida, é um ate logo. Nos vemos em breve.
– Promete? — Fungou.
– Prometo — Sorriu.
– Eu tenho que ir, nem arrumei minhas malas ainda — Suspirou separando-se.
– Mantenha contato — Pediu August.
– Manterei — Sorriu em meio as lágrimas — Ah, entregue isso a Regina... — Pegou outra carta de dentro da bolsa entregando-lhe — Quando eu já estiver ido — Sorriu tristemente a ele que concordou.
– Eu tenho que ir — Lamentou.
– Até logo Emma.
–Até logo August.
Deram mais um longo e apertado abraço e Emma se foi com lágrimas nos olhos, estava deixando muita coisa para trás.
August observou a amiga sair, e sabia que as coisas não estavam fáceis para ela, mas sentia que sua felicidade estava próxima.
Enquanto arrumava as malas recebeu uma mensagem de August informando que já havia entregue a carta, agradeceu e suspirou encarando algumas de suas fotos que segurava. Por fim colocou-as na mala decidida a levá-las, estava deixando o passado para trás, mas não precisava se desfazer das lembranças boas.
Terminou de arrumar suas coisas e desceu para jantar.
– Nosso ultimo jantar em família — Comentou David enquanto jantavam.
– Ah pai, não me faça chorar — Pediu já sentindo os olhos arderem.
– Desculpe — Riu emocionado.
– Nos veremos no Natal na casa de seus tios — Disse Mary Margaret tentando segurar as próprias lágrimas.
Jantaram em meio a risos, brincadeiras e algumas lágrimas, e finalmente foram dormir.
Storybrooke amanheceu quente e ensolarada naquela manha, contrariando o inverno.
Tamara pode pegar a correspondência? — Pediu Robert a namorada do filho. Não gostava da garota, mas podia fazer.
– Claro! Já volto — Pulou da bancada que estava sentada e foi pegar as cartas. Enquanto voltava para dentro ia lendo sobre o que se tratavam, ate que parou em uma carta destinada a Neal sem remetente. Encarou-a por um segundo e a dobrou enfiando-a no bolso.
– Aqui esta! — Disse entregando a correspondência ao senhor Gold — Vou ver se Neal acordou.
Tirou a carta do bolso e entrou no banheiro abrindo-a.
"Neal
Não sei se você vai realmente ler essa carta, ou se eu deveria ter escrito...
O que aconteceu com a gente? Com a nossa amizade? Como chegamos a isso...?
Eu sinceramente não sei onde nos perdemos, e talvez nunca venha há saber... Sempre acreditei que nossa amizade era mais forte que tudo, doce engano o meu. Mas não é sobre isso que se trata.
Eu compreendo que isso não é o melhor jeito nem o mais correto de te contar isso, mas eu não encontrei outra forma, e quando eu tive coragem de dizer olhando em seus olhos você não quis me ouvir...
Não tem um jeito fácil ou menos chocante de falar isso, então serei direta.
Estou grávida, e antes que passe pela sua cabeça perguntar quem é o pai, e eu espero muito que não se faça essa pergunta, deixo claro que o filho é seu.
Você foi o único homem que eu amei o bastante para me entregar...
Sim, eu te amei Neal, e temo ainda te amar, mesmo sabendo que o sentimento nunca será recíproco. Mas não estou aqui para chorar de amor e sim para falar de seu filho, ele não tem culpa dos nossos erros, não se esqueça disso.
Estou indo embora, e não, não estou fugindo, só estou seguindo com a minha vida, não é só em mim que tenho que pensar agora.
Meu vôo sai amanha as 15:00 horas, espero receber alguma noticia sua ate lá.
Emma”
Tâmara terminou de ler aos risos. Que patética, pensou.
Neal nunca verá isso.
Pensou em arrasgar, mas resolveu guardar como lembrança de sua vitoria.
Mal sabia ela, que aquilo seria sua ruína.
Guardou a carta outra vez no bolso e deixou o banheiro seguindo para o quarto de Neal.
Entrou e ele já esta de pé, terminando de se arrumar.
– Aconteceu alguma coisa? — Perguntou estranhando o enorme sorriso da garota.
– Nada, absolutamente nada — Caminhou até ele — Só sinto que as coisas estão no seu lugar agora — Comentou abraçando-o.
– Que coisas?
– Todas — Sorriu brilhantemente.
Neal apenas balançou a cabeça. Tamara era louca mesmo — Vem vamos tomar café — Arrastou porta afora.
– Emma esta esperando alguém? — Perguntou Mary Margaret vendo a filha olhar a todo o instante para os lados.
– Não, na verdade não...
– Vôo 815 com destino a Boston, ultima chamada.
– Bem... Eu tenho que ir.
– Cuide-se! — Despediu-se David.
– Nos vemos no Natal, quando chegar nos ligue.
– Pode deixar mãe — Sorriu.
– Até logo Oliver — Deu um beijo na cabeça do irmão que estava no colo do pai.
Despediram-se e Emma seguiu para o portão do embarque.
Emma caminhava pelo saguão do aeroporto enquanto o vento brincava com seus cabelos os jogando para trás e balançava o vestido azul que usava, o fazendo se moldar em seu corpo, marcando sua pequena barriga de três meses.
Respirou fundo e olhou ao redor, as pessoas indo e vindo, reencontrando seus familiares e amigos com lindos sorrisos ou se despedindo com lagrimas nos olhos... Cada uma seguindo seu caminho. E percebeu que ela também estava seguindo o seu.
Neal fez sua escolha, e ela fez a dela.
Só lhe restava seguir em frente e aguardar o que o destino lhe reservou.
Enquanto o avião decolava Emma observava as coisas ficarem menores ao seu redor, estava deixando uma parte da sua vida pra trás e começando uma nova, uma nova chance.
Enquanto as coisas ficavam menores para Emma lá em cima para quem estava em baixo ficava cada vez maiores, e mais confusas.
– Regina! — Chamou August no estacionamento do colégio, as aulas já haviam acabado, mas Regina ainda ia ao colégio para ajeitar as coisas para o baile por ser parte do grêmio.
– Hey August! Tudo bem?
– Tudo sim — Sorriu — Emma me pediu para te entregar isso — Disse lhe estendendo a carta.
– Onde ela esta?- Perguntou de cenho franzindo.
– Leia — Sorriu — Bem, eu tenho que ir, até logo.
– Até...
Regina encarou a carta e caminhou até os banquinhos enquanto a abria.
"Regina...
Quando ler esta carta já estarei longe. Desculpe-me por partir assim, mas você sabe que odeio despedidas.
Desculpe-me também por não ter sido uma boa amiga nos últimos tempos, sinto muito por ter negligenciado nossa amizade.
Mas aconteceram algumas coisas, muitas coisas... Eu sei que isso não é desculpa por ter me afastado, mas tudo aconteceu tão rápido, de qualquer modo foi imperdoável da minha parte.
Não pense que não confio em você, só esta sendo tão complicado...
Me de um tempo e mando noticia, eu prometo!
Se despeça do pessoal por mim, eu amo todos vocês e sentirei saudades, já sinto saudades...
Espero que ainda me considere sua melhor amiga, pois é isso o que sempre será para mim, e possa me perdoar por partir.
Mil e um beijos...
Emma"
Regina sentia as lágrimas escorrendo, mas só conseguia encarar a carta sem reação.
– Regina? Tudo bem? — Perguntou Robin se aproximado e tocando o ombro da namorada.
–Emma foi embora... — Sussurrou quase inaudivelmente em meio as lágrima.
– O que? — Perguntou Robin sem entender.
–Emma foi embora! — Gritou se levantando — Onde esta o Neal?
– Lá dentro, por quê? Regina o que foi? Como assim Emma foi embora? — Perguntou seguindo enquanto a mesma caminhava em passos duros.
– Não sei, mas vou descobrir!
– Regina, espera!
– Neal, Neal! — Gritou entrando no ginásio que estava sendo decorado para o baile — Neal!
– Porque a gritaria? — Perguntou Neal sem entender.
– O que você fez a Emma? — Pergunto em fúria.
– Eu? Nada! Do que é que você esta falando? — Perguntou franzindo as sobrancelhas.
– Não se faça de idiota! Emma foi embora e quero saber o porquê — Exigiu.
– Emma foi embora? — Perguntou Neal surpreso.
– Sim! O que você fez para ela? — Perguntou novamente gritando.
– Pare de gritar. Eu não fiz nada.
– Não acredito! Seu imbecil... Espero que esteja feliz agora, nunca vou te perdoar por isso, nunca! — Regina falava magoada, perdera sua melhor amiga, e nem ao menos sabia o porquê.
Mas Regina estava errada, Neal não estava feliz, há tempos não se sentia feliz, perdeu Emma tantas vezes nos últimos meses, lhe doa que sua amizade tivesse terminado dessa forma, ela sempre fora sua melhor amiga... Mas cometeram tantos erros...
Talvez essa distância ajudaria a esquecê-la e junto seu amor por ela.
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