Love is so unpredictable
11 New Life
Notas iniciais
Duas semanas já haviam se passado e em breve seria ano novo.
Seus pais chegaram dois dias antes do natal e foram embora um dia depois. Essa despedida foi mais dolorosa, pois sabiam que dessa vez demorariam mais tempo para se ver de novo.
Emma arrumava suas malas novamente, partiria dentro de algumas horas para New York, para uma nova vida.
– Emma querida, venha tomar café — Chamou sua tia Ginny entrando no quarto.
– Estou indo — Fechou a mala e caminhou ao lado da tia até a cozinha.
– Tem certeza que não quer que te levemos ao aeroporto?- Perguntou Josh colocando as malas da sobrinha no taxi.
– Tenho sim, não se preocupe — Sorriu.
– Quando chegar nos avise, e não se esqueça de ligar para seus pais — Pediu Ginny.
– Não vou. Obrigada por tudo — Agradeceu sorrindo.
– Imagina, sabe que é bem vinda aqui.
– Bem, é melhor ir se não vai se atrasar — Informou Josh.
– Claro. Então... Até logo.
– Até!
Foi mais difícil se despedir do tio, parecia estava se despedindo de seu pai mais uma vez.
O caminho até o aeroporto foi rápido e logo já se via sobrevoando o céu novamente.
Dormiu grande parte do caminho, quando acordou já estavam pousando.
– Okay bebê, agora estamos por conta própria. Seja bonzinho e ajude a mamãe — sussurrou acariciando a barriga.
Assim que pegou sua bagagem caminhou até o balcão de informações, precisava de um hotel para ficar, até encontrar um apartamento.
– Eu preciso das minhas malas. Não posso andar pelada por ai! Ou posso?- Ouviu uma moça de cabelos escuros com algumas mechas vermelhas falando, e parou atrás dela esperando sua vez de ser atendida.
– Senhora, sua mala extraviou, mas já a localizamos e ela será trazida de volta — Informou a moça atrás do balcão — Espere só um momento para checarmos algumas informações.
– Tudo bem — exclamou a garota dando um passo para trás e esbarrando Emma.
– Oh desculpe! — Pediu se virando.
– Sem problemas — Sorriu Emma.
– Isso aqui não vai demorar — apontou para o balcão — Eles só sumiram com as minhas malas... De novo! — Disse fazendo careta.
– Oh tudo bem — Emma riu do jeito da garota — Não tenho pressa, só preciso de um hotel.
– Um hotel... Minha avó tem uma pequena pousada, ela aluga quartos — Disse a garota pensativa — O propósito, meu nome é Ruby — Sorriu.
– Emma — Retribuiu o sorriso — Será que sua avó teria um quarto pra mim?
– Na verdade eu não sei, acabei de chegar de viagem, mas podemos ir até lá ver — Ofereceu.
– Se não for incomodar eu aceito — Agradeceu.
– Sem problemas, eu estava indo pra lá mesmo — Sorriu — Só me deixe resolver o problema aqui e vamos.
– Tudo bem.
Minutos depois estavam deixando o aeroporto e sendo recebidas pela maravilhosa New York após serem informadas que no dia seguinte Ruby teria suas malas de volta.
– Então, o que te traz a New York? — Perguntou Ruby ao entrarem no taxi.
– Faculdade... — Respondeu observando a paisagem pela janela.
– Não é só isso não é? — Supôs Ruby sorrindo.
– Não... — Suspirou voltando à atenção a garota.
– Entendo — Disse compreensiva — Mas quero que saiba que já tem uma amiga aqui — Sorriu.
Emma lhe sorriu de volta — A pensão fica há que distancia da Columbia University?
– Há umas três quadras — Perfeito.
Em poucos minutos chegaram. O lugar não era grande, e parecia aconchegante e acolhedor.
– Vovó? — Chamou Ruby assim que entraram.
– Oh querida, já chegou! — Exclamou uma jovem senhora vindo sabe-se lá de onde.
– Tudo bem com a senhora? — Perguntou abraçando a avó.
– Sim, sim.
– Ah, essa é Emma — Apresentou a amiga — Ela queria saber se temos quartos vagos.
– Oh que sorte a sua, acabamos de desocupar um! — Informou sorrindo.
– Que bom, senhora...
– Berverly! Bem, vamos te registrar.
Após pegar as chaves e se despedir seguiu para seu quarto. Onde passou horas arrumando suas coisas, só parando perto da hora do jantar quando ouviu sua barriga roncar em protesto.
Deixou o quarto e ficou feliz em descobrir que ali também ofereciam refeições, uma espécie de "restaurante embutido".
Comeu qualquer coisa, tinha certeza que aquilo não ficaria em seu estomago por muito tempo, e foi se deitar. Amanhã teria um longo dia pela frente.
Gostaria de dizer que teve uma noite tranquila, mas na verdade mal conseguiu dormir e logo os primeiros raios de sol atravessava a leve cortina fazendo-a despertar.
Após colocar o jantar para fora e tomar café, resolveu ligar para seus pais e tios para avisar que chegara bem.
Assim que terminou saiu para a fria New York.
Seu primeiro destino era a universidade, e ficou mais que contente em perceber que poderia ir caminhando tranquilamente até ela, pelo menos até conseguir trazer seu carro.
Depois de resolver os últimos tramite para as aulas — que começariam dentro de um mês, seguiu para uma livraria e comprou um jornal, precisava arrumar algum trabalho.
O resto do dia passou caminhando pelas ruas movimentadas, visitou o Central Park, e tinham razão, era extremamente lindo, ainda mais com a neve cobrindo quase tudo. Pensou em ir ao shopping, mas logo desistiu, deveria estar lotado, cheio de pessoas comprando presentes, afinal, faltavam apenas dois dias para o ano novo.
Finalmente deixaria esse ano estranho para trás...
Quando já estava começando a ficar relativamente mais frio resolveu que já era hora de voltar.
Assim que entrou no Granny’s – Nome da “pousada/restaurante” e avistou Ruby conversando com uma garota se lembrou de algo importante.
– Hey Ruby! – Chamou acenado.
Ruby se despediu da garota e caminhou até ela.
– Emma, Sumiu o dia todo – Sorriu.
– Tinha algumas coisas para resolver. Eu queria saber onde posso encontrar um medico confiável.
– Está doente? – Perguntou confusa.
– Não – Deu um meio sorriso colocando a mão sobre a pequena barriga sugestivamente.
– Oh você ta grávida!
– Sim.
– Está de quantos meses? – Perguntou empolgada.
– Três.
– E já sabe o que é? — Animou-se.
– Ainda não.
– Hum... Conheço um medico sim, depois te passo o endereço.
– Eu agradeceria. É um problema a menos – Riu – Agora só preciso arrumar um trabalho, acho que isso é mais difícil...
– Um trabalho... – Comentou pensativa.
– Não me diga que também tem um trabalho para mim... – Disse surpresa.
– Talvez – Riu – Você gosta de livros?
– Até gosto.
– O que acha de trabalhar numa biblioteca?
– Biblioteca? Pra mim parece ótimo!
– Perfeito! Tenho uma amiga que trabalha na biblioteca da universidade, e está precisando de uma ajudante. Se quiser amanha podemos ir até lá e ver se arrumamos algo pra você.
– Pra mim está ótimo. Muito obrigada – Agradeceu sinceramente.
– Não por isso, Já disse que já a considerava uma amiga – Sorriu.
– Só não zoe o nome dela. Ela não gosta – Informou Ruby enquanto entravam na grande biblioteca.
– Porque eu zoaria...
– Tinkerbell! – Ruby chamou uma garota loira atrás do balcão.
–... O nome dela...
– Hey Ruby! Lembrou que eu existo, fico feliz. – Brincou a pequena garota loira.
– É às vezes eu me lembro de você – Revidou – Ah, essa é a Emma, viemos ver se aquele trabalho ainda esta vago.
– Oi Emma, prazer – Sorriu – Tinkerbell! – Cumprimentou – Você tem dois minutos pra rir.
– Eu não vou ir – Disse divertida – Mas serio, Tinkerbell?
– Minha mãe tem problemas com contos de fadas – Deu de ombros.
– Mas sabe, até que se parece com ela – Comentou com uma leve risada.
– E acha que não sei! – Lamentou – Bullying foi pouco pro que eu passei.
– Okay, chega de drama Tinker, aceite que é melhor.
– Obrigada pelo apoio moral – Ironizou.
– Disponha! Mas e o trabalho?
– Está vago. Se quiser ele é seu Emma.
– Eu quero.
– Resolvido. Você começa depois do ano novo – Sorriu – Falando em ano novo. Você vai à festa amanha Ruby?
– Claro, não perderia por nada! – Exclamou animada – Quer vir com a gente Emma? Vai ser divertido- Convidou Tinker.
– Não acho que seja uma boa idéia...
– Vamos Emma, vai ser legal. Não vai ter tanta gente, a maioria prefere ver a Ball Drop.
– Bem... Okay, eu vou.
Talvez fosse legal e se divertisse, não é.
E realmente esta divertido, a praia não estava tão vazia, mas também não estava lotada, como Ruby prometera.
Faltavam alguns minutos para a meia noite, mas alguns fogos já brilhavam no céu vez ou outra.
As pessoas dançavam animadas e algumas já estavam levemente alcoolizadas.
Emma estava sentada um pouco distante num banquinho alto junto com Tinker. Ruby havia sumido minutos antes falando algo sobre caçar gatinhos.
– Emma, vou dançar um pouco, já volto – Disse Tinker pulando do banquinho.
– Claro, só não saia voando por ai – Brincou.
– Haha. Essa é velha! – Deu língua e desapareceu entre as pessoas deixando Emma sozinha com a noite.
Bem, não completamente sozinha, mesmo que não mexesse ainda, ela sentia ele ali.
– Já temos casa, duas amigas, e um trabalho. Nos saímos bem... – Sussurrou acariciando a barriga. Adquiriu esse costume, de falar com o bebê. Mas pra quem conversa com um relógio, era ate razoável.
Suspirou e encarou o mar, não podia negar que era incrivelmente lindo, refletia algumas luzes e havia alguns barcos ao longe que a lembravam Storybrooke.
Sentia falta de casa, dos pais, doa amigos... August. Soltou um sorriso ao pensar no amigo, e, por mais que quisesse negar sentia falta de Neal.
Alguém aumentou o volume da musica, agradeceu mentalmente, ajudava a afastar os pensamentos melancólicos.
Suspirou e levantou os olhos para o céu observando a lua aparecer e desaparecer entre as nuvens e vez ou outra os fogos iluminarem o mesmo.
– Hum... Oi – Disse uma voz masculina.
– Não quero beber, nem dançar e não vou te dar meu numero e muito menos sair com você — Informou cansada sem desviar os olhos do céu. Já era o terceiro cara que vinha lhe perturbar.
– Agradeço a informação – Disse o rapaz divertido – Mas você esta sentada em cima da minha jaqueta.
– Oh desculpe – Disse levantando-se um pouco e puxando a jaqueta — que realmente estava ali, e estendeu-a ao garoto sem se dar ao trabalho de olhá-lo.
– Então – Comentou se divertindo com o jeito... Evasivo da garota. – Se não quer beber, nem dançar, e não vai me dar seu numero e... Ah sim, muito menos sair comigo, aceita pelo menos minha companhia? — Perguntou sorrindo.
Emma apenas deu de ombro, não estava realmente no clima pra conversas, mas já havia sido rude com o rapaz sem motivos.
O rapaz soltou um sorriso zombeteiro sentando-se ao seu lado, e passou a observar as estralar também.
– Então, já encontrou?
– Já encontrei o que? – Perguntou confusa.
– O que tanto procura no céu.
– Não – Fez uma pequena careta, mas não pode evitar um sorriso.
– E posso saber o que é? — Perguntou contente por conseguir uma expressão da estranha, mas inegavelmente linda garota.
– Respostas, talvez... – Disse Emma incerta com um suspiro.
– Sinto lhe informar, mas a única coisa que cai do céu é chuva.
– E meteoros...
– Sim, e meteoros – Riu divertido — Não podemos esquecer dos meteoros.
Mais uma rajada de fogos cortou a noite, e deviam estar perto da meia-noite, levando em conta a freqüência que eram soltos.
– São lindos... — Comentou Emma.
– São sim... Assim como eu. Você saberia se olhasse pra mim – Brincou o garoto fazendo Emma finalmente baixar o olhar do céu e encará-lo pela primeira vez.
– Oi – Piscou.
Emma revirou os olhos, mas deu um sorriso.
E sim, ele tinha razão, era tão ou mais bonito que os fogos, isso nunca poderia negar. Com seus incríveis olhos azuis, cabelos castanhos, barba por fazer e um sorriso maroto nos lábios, era sem sombras de duvidas o homem mais lindo que já havia visto. Devia ser dois ou três anos mais velhos.
– Agora que você esta me olhando e admirando minha beleza – Sorriu humorado – Posso me apresentar. Captain Killian Jones, prazer.
– Captain? Tipo Captain Hook?- Perguntou normalmente. Já havia conhecido Tinkerbell, vai saber.
Killian soltou uma gargalhada divertido.
– Não exatamente, mas se você prefere assim... – Brincou fazendo Emma sorrir. Bem, pelo menos não pensava que ela era retardada. Pensou Emma franzindo as sobrancelhas.
– Emma. Emma Swan.
– Prazer Emma – Sorriu abertamente.
Sorriram um para o outro.
Uma nova onda de fogos cruzou o céu e as pessoas se abraçavam com gritinhos animados. Já era meia- noite.
– Feliz ano novo Emma – Desejou Killian pegando-a de surpresa ao lhe dar um abraço apertado. Demorou alguns segundo até que retribuísse na mesma intensidade, embora ainda um pouco chocada.
– Feliz ano novo Killian. – Para nós dois, desejou verdadeiramente.
Separaram-se e ficaram alguns segundos em silencio até Killian quebrá-lo.
– Está sozinha aqui?
– Não. Vim com umas amigas. Estão por ai, em algum lugar.
Killian olhou ao redor e franziu as sobrancelhas pensando em se oferecer para ficar ali com ela ate que alguém aparecesse ou para levá-la para casa. Não era comum ter... Problemas por ai, mas nunca se sabe.
Porem antes que abrisse a boca ouviram alguém o chamando ao longe.
– Hey Killian! – Gritou um rapaz se aproximando – Já esta na hora, temos que ir.
– Sim, claro. Hum, essa é Emma – Apresentou-a.
– Oi Emma, Graham – Sorriu o rapaz.
– Ola.
– Vamos cara, se não vamos nós atrasar – Disse Graham se voltando para Killian.
– Okay – Levantou-se olhando ao redor de novo e depois para Emma. Esperava que suas amigas voltassem logo. Gostaria de esperar, mas seu navio tinha que sair dali há uma hora.
– Foi um prazer conhecê-la Swan – Sorriu.
– Igualmente... Hook – Brincou.
Killian riu verdadeiramente. Achava aquilo divertido, levando em consideração que seu desejo favorito da Disney era Peter.
Deu-lhe um pequeno beijo na bochecha.
– Nós vemos por ai... – Despediu-se se afastando com Graham que lhe acenou em despedida.
– Então, quem é a garota? – Perguntou Graham enquanto andavam.
– Emma Swan.
Graham estreitou olhos – E quem é Emma Swan?
–Não sei, mas espero descobrir – Sorriu.
– Killian, Killian, você não está... Interessado nela não é? – Perguntou Graham
– Não, não dessa forma. Me pareceu uma garota legal.
– Você mal conversou com ela. Como pode saber.
–Sabendo.
Graham revirou os olhos e resolveu deixar pra lá.
Emma os observava se afastar de cenho franzido.
E se assustou ao perceber que realmente havia gostado de Killian. Ele tinha um sorriso divertido nos lábios, um brilho maroto nos olhos, e era gentil de um jeito... Estranho. Se assustou ainda mais por ter percebido tudo isso em poucos minutos.
Mas não pode conter um pequeno sorriso que se formava involuntariamente em seus lábios – Qual tal, nada mal pra um começo de ano heim. – Conversou com o filho.
Voltou o olhar para o seu e sorriu outra vez. Esperava sinceramente voltar a vê-lo novamente.
“Que esse ano seja melhor, e me traga motivos para sorrir” Desejou. Não pediu coisas demais para não confundir Deus, que a meia-noite de ano novo está tão ocupado.
Três semanas se passaram, já havia começado o trabalho na biblioteca e tinha que admitir, tinha gostado.
A vida seguia calmamente, tirando os enjôos que nunca abandonavam, e a fome excessiva que vinha sentindo. Não entendia porque sentir tanta fome se a comida não ficava em duas horas no seu estomago. Isso a irritava, se tinha uma coisa que odiava era vomitar.
Outra coisa que a irritava era ir ao banheiro de cinco em cinco minutos.
Mas dentre todas essas coisas — que logo esquecia quando olhava no espelho e via sua barriga de quase quatro meses, a que mais a irritava era seus sonhos.
Quando não sonhava com Neal a insultando com o olhar frio, e renegando seu filho, ou com Tamara sorrindo vitoriosa, sonhava com olhos incrivelmente azuis, e esse ultima mais a perturbava que irritava.
Mas não se deixaria abalar, aquilo havia ficado para trás, aquelas palavras e olhares não podiam mais lhe atingir.
A parte que mais lhe doía é que não havia deixado só isso para trás, havia deixado risadas e brincadeiras... Para recomeçar teve eu abrir mão de seus amigos, de uma vida inteira, e teve que perder uma parte de si — que sabia que nunca mais teria, mas encontrar outra.
E por tudo isso sentia no mais intimo do seu ser um sentimento nascer, sentimento esse que faria de tudo para esquecer, pois sabia que ele nada de bom traria. Ódio nunca traz nada de bom, e odiar Neal não mudaria nenhum acontecimento.
Acontecimento... Falando em acontecimento, não havia mais visto ou ouvido falar do homem que conhecera na noite de ano novo na praia. Soaria estranho ou ate loucura, mas varias vezes se pegou se perguntando onde ele estaria, quem ele era, e ate mesmo se voltaria a vê-lo.
Killian. Era assim que se chamava...
– Emma? Está ai? – Chamou Tinker em tom brincalhão a tirando de seus devaneios.
– Só metade, a outra parte ta dormindo – Deu um sorriso.
Isso era outra coisa que veio com a gravidez, o sono sem fim. Sentia que poderia dormir para sempre e ainda não seria suficiente.
Tinker apenas riu – Pois trate de acordá-la. Vamos sair para almoçar. Está com fome?
– Eu sempre estou com fome — Disse se levantando e se afastando.
– Aonde vai?
– No banheiro – Resmungou fazendo a amiga rir.
– Tinkerbell. Por onde voas? – Perguntou o rapaz com seu costumeiro sorriso maroto enquanto entrava na grande biblioteca onde a amiga trabalhava, vendo-a aos risos.
– Killian! – Exclamou Tinker contente indo abraçá-lo.
– Quando você vai começar a crescer? – Perguntou Killian enquanto se separavam, se referindo a sua altura.
– Quando você deixar de ser idiota – Recrutou.
– Ou seja, nunca.
Viraram-se ao ouvir a voz.
– Hey Ruby! Já ia te ligar – Comentou Tinker ao ver a amiga entrando – Vamos almoçar?
– Foi pra isso que vim. Hey Killian, quando chegou? – Cumprimentou o amigo com um abraço.
– Ontem à noite.
– Voltou rápido dessa vez – Comentou sentando-se na bancada da recepção.
– As coisas estão calmas.
– Que bom! – Sorriu – E onde ta Emma Tinker?
– No banheiro – Respondeu com uma meia risada.
Mal terminou de falar e Emma deixou o banheiro praguejando baixinho, fazendo as amigas rirem e Killian franzir as sobrancelhas.
– Emma pare de amaldiçoar as coisas e venha aqui. Quero te apresenta alguém. – Chamou Tinker.
Assim que Killian viu a garota levantou as sobrancelhas surpreso, e ficou ainda mais ao abaixar o olhar. Não estava muito grande, mas com certeza havia um bebê ali.
Não pode conter um sorriso, se tinha uma coisa que Killian Jones gostava era crianças, o que era estranho, já que nunca teve muito contato com elas.
E alem de surpreso estava contente por revê-la. Varia vezes se perguntara se a encontraria novamente.
– Hey Swan! – Cumprimentou-a sorrindo.
Quando finalmente conseguiu focalizar o rosto do rapaz após a leve tontura – outro presentinho da gravidez, imediatamente o reconheceu ficando surpresa.
– Hey... Hook! – Brincou.
Ela podia brincar, não podia?
Killian apenas riu. Então sim, ela podia brincar.
– Como vai?
– Bem – Sorriu – E você?
– Ótimo. Continuo lindo – Sorriu convencido.
E Emma percebeu que Killian não era dado a modéstia, e isso de algum modo era... Divertido.
– Espera ai! – Exclamou Tinker confusa – Vocês se conhecem?
– Esbarramos por ai... – Respondeu Killian piscando para Emma.
– Sei sei... – Ruby estreitou os olhos — Depois vemos essa historia ai. Agora vamos comer que Emma já esta pálida.
Emma encarou-a de cara feia, mas não podia negar, era quase verdade. Sentia seu estomago nas costas de tanta fome.
– Sim, vamos. Killian quer vir com a gente? – Perguntou Tinker.
– Claro.
Tinkerbell e Ruby foram à frente, decidindo o que comeriam, deixando Killian e Emma para trás.
– Então você ta grávida? — Perguntou Killian enquanto deixavam a biblioteca. A pergunta mais por cortesia que por confirmação.
– Estou – Respondeu simplesmente com um meio sorriso levantando o olhar para ver sua expressão.
Normalmente encontrava acusações, suspeitas, criticas, perguntas, afinal, era uma garota de 18 anos grávida. Mas não encontrou nada disso, havia apenas um sorriso, um sorriso gentil.
E se pegou retribuindo, não sabia o porquê, mas havia alguma coisa naqueles olhos incrivelmente azuis que a fazia querer sorrir de volta.
Talvez tivesse encontrado um bom amigo ali, e essa idéia a agradava muito.
Sorriu verdadeiramente.
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