Notas iniciais
Esse é o primeiro capítulo pessoinhas. Nos vemos lá embaixo.

Capítulo 1

A Dra. McGonagall acabava de atender a paciente do quarto treze, ela chegara fazia poucos semanas e não se lembrava de nada relacionado a sua vida. Era uma garota com quinze anos, com os cabelos pintados em rosa-chiclete berrante, apesar de não recuperar a memória e não ter família, a garota estava se saindo muito bem com o tratamento.

A Dra. foi até a recepção e lá e recebeu a informação que apenas dois dos novos pacientes chegariam pela manhã, os outros chegariam só a tarde. A Dra. estava intrigada com os novos pacientes afinal, não era todo dia que quatro jovens tentaram se matar.

Ás 09:00h em ponto o carro chegou e dele saíram o motorista de terno preto e dois garotos, um forte, com cabelos até os ombros e o outro mais magro com cabelos negros que cresciam para todos os lados.
—Bom dia, meus caros, eu sou a Dra. Minerva McGonagall, me acompanhem que eu vou leva-los até o quarto de vocês— Cumprimentou com sua típica voz severa e dando um meio sorriso no final.

O quarto era relativamente pequeno, tinha as paredes pintadas em azul-pastel, duas camas de solteiro separadas por um criado mudo, de frente para as camas havia uma escrivaninha e uma cadeira, na parede a cima da escrivaninha havia uma televisão pequena, também possuía um guarda-roupa de quatro portas e uma porta que levava ao banheiro.

Os dois entraram no quarto e arrumaram suas coisas silenciosamente, depois que acabaram ficaram encarando o nada sem dizer uma palavra um para o outro. Até que Potter decide quebrar o silêncio.

—Então eu tenho certeza que vou ficar muito tempo aqui, e queria saber pelo menos o nome do meu colega de quarto. O meu é James Potter.

—Sirius Black, e tenho certeza que você sai antes de mim, que estou já pra assinar uma declaração de insanidade.

— Alguns meses atrás se alguém me falace que hoje eu estaria me internando em uma clínica psiquiatra, eu riria e o mandaria a merda.— A dor trasbordava de seus olhos — Cara, eu tinha uma vida boa, e só precisou de dez minutos para ser completamente destruída. Era para mim estar em um avião para Londres e não aqui. Malditos dez minutos.

— Eu lhe entendo, se eu tivesse ficado preso no trânsito meia hora que seja, eu estaria em uma aula da faculdade e não aqui desabafando com um estranho com sotaque britânico. A vida é mesmo surpreendente, quando você pensa que está finalmente vencendo, cai de um jeito que não sabe mais se consegue se levantar.

Eles começaram a conversar e deram muito bem, se desviaram do tema tragédia e começaram a falar sobre algo que os dois adoravam: Futebol, além de outra trivialidades. Se emergiram tanto em uma conversa normal,e sem dor que ambos necessitavam, que perderam o almoço, não que tenham sentido fome. Só saíram do quarto na hora do jantar.

Quando chegaram na cantina foram direto para a fila sem desviar o olhar para ninguém, pegaram sua comida se dirigiram para uma mesa vaga. Minutos depois de começarem a comer duas garotas se aproximaram e pediram para sentar. Uma morena com cabelos negros completamente cacheados que iam um pouco abaixo dos ombros, a outra era uma ruiva de cabelos lisos que iam no meio de suas costas, era muito pálida e extremamente magra. Os dois acenaram em sincronia.

— Eu sou Marlene...McKinnon, mas me chame de Lene.— A morena se apresentou, os garotos notaram que ela hesitou ao falar seu sobrenome.

— Lily Evans, prazer.— A garota ruiva sorriu para eles, os dois se apresentaram e nada mais falaram.

A verdade é que todos naquela mesa estavam com vergonha de está ali. Sirius parecia o mais confortável e ao mesmo tempo o mais desconfortável com a situação. Comeram em silêncio e depois seguiram para seus quartos.

O quarto e Lily e Lene era praticamente igual aos dos meninos só mudava a cor que era branco. As duas tinhão se dado muito bem, desde que chegaram ficaram jogando cartas, conversando amenidades, reclamando do quanto é horrível ser vigiada vinte quatro horas por dia em um hospital (já que ambas tinhão passado muito tempo em um). Lene comentou da saudade que tinha de sua casa e dor que sentia por não poder voltar, ela não quis explicar o porque de não poder voltar. Lily não sentia falta alguma de sua casa e muito menos de sua família se é que poderia ser chamado assim.

As duas também discutiram sobre algo que amavam: livros! Livros, autores, histórias, escritas, tudo. Até riram, coisa que a muito não faziam.

Lily estava assustada, em pouco tempo já estava tratando a colega como uma amiga de longa data. Não que ela soubesse o que é isso, nunca teve amigos só pessoas com quem curtia longas festas e não se lembrava do nome na manhã seguinte. Durante toda a vida Lily só confiou em uma pessoa e fazia cinco anos que essa pessoa havia sumido de sua vida com a fraca promessa que voltaria para busca-la, nunca deu um único telefonema desde então. Isso ainda doía e sentia falta da pessoa todos os dias deste então. Se relacionar com pessoas sempre foi um problema e ter uma conversa tão agradável com sua colega de quarto em uma Clinica de reabilitação era no minimo estranho.

Já Marlene por outro lado, estava animada com a possibilidade de uma nova amizade, ou melhor de uma amizade. Muitos de seus amigos tinhão lhe virado as contas só não alguns poucos, muita coisa tinha acontecido em sua vida para ela suportar sozinha como antava fazendo a muito tempo. Sentia falta de tudo, mais não podeira simplesmente voltar como se nada tivesse acontecido, pois aconteceu sua vida acabou. E aquilo doía todos os dias. Tentou se matar para ver se a angustia passaria, mas em isso ela conseguiu. Tentar uma nova vida lhe parecia uma boa e única opção.

Hogwarts logo mostraria e essa duas que a dor é inevitável,e que o sofrimento é opcional.

Notas finais
Hey people aqui está o capítulo I, nos vemos nos II e se lembre que se comentar sua mão não caí. Kisses