Notas iniciais
Oii gente, aqui vai mais um capítulo. Eu vou fazer assim: Cada capítulo vai ser narrado por um dos personagens. Esse foi da Lily.

Capítulo 2


Pov's Lily


Ainda me assuta a ideia de ter uma amiga, sendo que a única que tive a vida inteira me deu as costas, foi em busca da vida que ela sonhava e merecia e me esqueceu. Lene era animada, alegrei e eu não fazia a menor ideia do por que ela estava aqui, eu enfrentei grandes buracos na minha breve existência e não seria surpresa para ninguém que me conhece a situação que estou.


Agora a Lene? Não tenho ideia por que ela tentaria se matar eu vi a foto da família dela que ela guarda debaixo das mil almofadas que ela touce de sua casa para cá. Dava para notar facilmente que a vida dela tinha sido melhor que a minha por motivos claros. Muito embora eu a veja chorar compossivelmente toda noite.


Estou sofrendo muito nas duas semanas que estou aqui. Dores contantes, vomito e o pior de tudo alucinações! Marlene já me levou quatro vezes a enfermaria por conta delas. As dores, pesadelos são horríveis. Sem contar na falta que eu sinto, é constante, todo dia toda maldita hora a porra dessa vontade está presente.


Lene não gosta do sol, porém é uma das coisas que mais me faz bem, acho que um dos maiores prazeres da minha vida é o ar livre. Sempre amei a fauna e a flora. E o jardim daqui é onde vou sempre que quero pensar. O jardim é bem amplo, arborizado, com áreas para piquenique e até um lindo lago de coloração escura por conta das algas, o chamam de Lago Negro.


Nós nos sentamos a sombra de um salgueiro muito grande e parecia bem antigo também, Lene pegou o livro que trouce consigo e se concentrou nele. Eu fiquei observando tudo, havia gente andando de bicicleta, outros na estufa, dois garotos estavam na beira do Lago jogando pedras. Observei melhor e vi que eram os mesmos caras com quem sentamos no jantar do primeiro dia aqui. Eram bonitos, não se podia negar, mas aqui tenho que me concentrar para manter a sanidade, o que não está sendo fácil.


A sombra desse salgueiro não é meu lugar favorito. Achei uma linda clareira contornando o Lago, mas não queria levar Lene lá. Tinha feito daquele lugar meu santuário e eu não deixaria ninguém entra. Havia poucos lugares no mundo que eu considero seguro e não vou abrir um deles para uma garota animada demais para o lugar em que está.


Passados mais ou menos trinta minutos e eu continuava observando e sentindo a leve e fresca brisa em meu rosto quando Lene se levanta em um pulo assustando-me.


— O que foi?— Perguntei estranhado sua atitude repentina.


— Já são h14:05, minha hora com Dumbledore é as h14:00. Te vejo no quarto.— Respondeu jogando o exemplar de O Teorema de Katherine para mim e saindo apressada. Rio um pouco de sua atitude.


Qual é? Na minha cultura atrasos são muito normais. Eu sou Hippie desde que me lembro e gosto muito dessa cultura, amo flores, natureza, violão. Meu sonho de criança era viajar o país inteiro naqueles trailer igual meus ancestrais. E sim, minhas raízes são completamente Hippies.


Meus pensamentos são totalmente interrompidos quando uma bola vem do nada em minha direção me acertando na cabeça, como estou sentada apenas rodo um puco para o lado. Seguro a bola olho na direção que ela veio e vejo um dos dois garotos vindo até minha pessoa.


— Nossa me desculpe— O garoto que tinha cabelos crescendo para todos os lados desculpo-se meio nervoso.— Me chamo James Potter e a gente estava jogando quando sem querer eu meio que...


— Tudo bem James, aqui sua bola. Me chamo Lily Evans prazer— O parei sorrindo antes que ele se complicasse mais.


—Eu sei, quer dizer lá do jantar do meu primeiro dia.— Ele respondeu quase sorrindo algo que pelo que parece ele não está muito acostumado.


— Aquele foi seu primeiro dia também? Foi o meu— Sorri para a coincidência


Sorri é algo que alguém que tentou se matar não devia fazer muito mas eu nunca tive problemas com isso. A muito que percebi que só queria fazer uma dor, que ainda me atormenta, passar. Minha morte não era a resposta e não estou aqui pela tentativa de suicídio como muitos pensam e sim por outros graves problemas.


—... Foi o dia em que soube que o poço não poderia ser maior.


— Não se engane, o meu foi direto ao centro da terra— Suspiro tristemente


— A vida definitivamente não é fácil— Ele conclui— Bom tenho que ir Lily foi um prazer— Se despede.


— Até mais James— Murmuro enquanto ele se afasta.


Em pouco tempo eu também entro, tenho terapia as h16:30 e já são h15:28 e ainda tenho que tomar um bom banho antes.

***


Minha seção demorou mais de uma hora hoje e logo depois fui ver a uma palestra. Saí da palestra bem na hora do jantar e logo me encaminhei para a cantina. Lene estava sentada com uma garota de cabelos pintados num rosa-chiclete berrante. Fui a fila e me sentei junto delas.


— Oi meninas!— Cumprimentei e depois me virei para a garota que de jeito algum tinha mais de dezoito anos— Sou Lily Evans


— Eu não me lembro muito bem do meu nome apenas que o odiava, então me chame de Tonks, foi o nome que o cara que me encontrou caída em estrada disse que eu dei quando ele perguntou, mas nem do rosto dele.— ela deu de ombros sorrindo divertida


Eu fiquei confusa mas logo me lembrei onde estava, a de cabelos rosas deveria ter perdido a memória. Dei um sorriso meio fechado, como um pedido de desculpas.


— Sinto muito. Não deve ser fácil.


— O mais difícil é continuar tratando sem ninguém da família para me ajudar, quer dizer, nem sei se tenho família.— Conta e suspira tristemente para sua realidade.


— Entendo, não lembro a última vez que tive uma conversa civilizada com meus "pais"— Fiz aspas com os dedos na palavra pais já que não eram meus pais de sangue e muito menos de consideração.


— Já eu não posso dizer o mesmo, me dava extremamente bem com meus pais... Até que...— Lene começou a chorar como acontecia toda vez que as pessoas que lhe deram a vida era mencionadas.


Tentei acalma-la e a levei ao banheiro para lavar o rosto. Não tenho a menor ideia do que aconteceu a ela mas não posso obriga-la a falar, e afinal estou aqui para superar meus problemas, oque diga-se de passagem não está nem perto de acontecer, e não para ficar tentando descobrir o que há de errado com minha... hum...possível...futura...amiga.


Voltamos para messa, comemos um pouco, quer dizer Lene comeu pouco já que nos últimos dias eu como feito um porco faminto. Os médicos disseram que isso é normal depois do tempo que eu passei sem comer.


Dormi num sono inquieto, nem um pouco diferente das outras noites.

Notas finais
Hippei :O movimento hippie foi um comportamento coletivo de contracultura dos anos 60. Embora tendo uma relativa queda de popularidade nos anos 1970 nos Estados Unidos, o movimento apenas ganhou mais força em países como o Brasil somente a partir dessa década.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.