Love You, Miss You, Mean It

2 S2E2: Dirt Road Date Night


Enquanto Ethan dirigia pela estrada de terra, Hannah ajustou a barra do vestido, deixando as pernas um pouco mais expostas ao vento quente da noite. Os faróis da F-150 iluminavam a trilha estreita, e o rádio tocava baixo, preenchendo o silêncio com uma melodia suave. Ela esticou os pés descalços sobre o painel, tendo lançado os saltos para dentro da caminhonete sem a menor cerimônia. A poeira subia atrás deles, dançando na luz traseira.

Ethan, de tempos em tempos, passava a mão pelo cabelo bagunçado, um hábito inconsciente sempre que estava pensativo. Seu perfume amadeirado misturava-se ao cheiro de couro gasto da caminhonete e à brisa carregada de grama fresca e terra úmida. Ele batucava os dedos no volante, seguindo o ritmo da música no rádio, enquanto trocava de marcha com um gesto preciso, mas relaxado.

A estrada parecia se alongar no horizonte, e Hannah deixou um sorriso escapar enquanto olhava para ele. "Você sempre dirige assim, ou é só hoje?", ela perguntou, inclinando a cabeça para observá-lo melhor.

Ethan soltou uma risada baixa, lançando um olhar de canto. "Assim como?"

"Como se estivesse no palco de um daqueles filmes antigos de faroeste. Todo despreocupado, mas no fundo sabendo exatamente o que está fazendo."

Ele deu de ombros, um meio sorriso aparecendo nos lábios. "Talvez eu só esteja tentando impressionar."

Hannah mordeu o lábio, divertindo-se. "Bom, está funcionando."

A música mudou no rádio, e os primeiros acordes de uma canção familiar ecoaram pela cabine. Hannah se ajeitou no banco, reconhecendo a melodia. "Oh meu Deus, essa é minha música!"

Antes que Ethan pudesse reagir, ela já estava puxando sua mão, insistindo para que ele parasse o carro. "Vamos dançar. Aqui mesmo."

Ele hesitou por um segundo, mas a forma como seus olhos brilhavam sob a luz do painel tornou impossível recusar. Encostou a caminhonete à beira da estrada e saiu com ela, o cascalho rangendo sob as botas enquanto ela girava descalça na poeira, rindo com a leveza de alguém que não se importava com mais nada além daquele momento.

As caixas de som vibravam com o ritmo animado da música country, e ela não hesitou em se encaixar nele, rindo enquanto movia o quadril no compasso da batida. Ele tentou manter a postura, mas logo se viu envolvido, as mãos segurando sua cintura enquanto ela girava ao som da melodia.

— Me diz, Carter… — Hannah sussurrou perto do ouvido dele, a voz carregada de diversão e algo mais. — Você dança sempre assim, ou sou eu que te deixo sem jeito?

Ele soltou uma risada curta, balançando a cabeça. — Você sabe bem o que está fazendo.

Ela inclinou a cabeça, os lábios próximos demais. Ethan sentiu o coração acelerar. O calor entre eles era palpável, como a eletricidade antes de uma tempestade.

— Então me mostra — Hannah provocou.

Sem hesitar, ele a puxou para mais perto, seus corpos se movendo em sintonia. A música parecia desacelerar ao redor deles, o mundo reduzido àquele instante. Quando Hannah parou de dançar e apenas ficou ali, olhando para ele, Ethan soube que não havia mais motivo para esperar. Com um gesto firme, deslizou os dedos pelo rosto dela, sentindo a pele quente sob o toque, e então a beijou.

Foi lento no começo, como se ambos quisessem gravar cada detalhe na memória. Mas logo o beijo se aprofundou, a respiração misturando-se ao som abafado da festa ao fundo. Quando se afastaram, Hannah sorriu de um jeito que fez Ethan esquecer de tudo ao redor.

— Agora sim, você fez valer a pena sair dali — ela murmurou.

Quando se afastaram, Ethan soltou um suspiro e sorriu. "Acho que preciso tocar essa música de novo."

Hannah riu, empurrando-o levemente pelo peito antes de correr de volta para a caminhonete. "Só se você me levar para ver as estrelas primeiro."

Ethan pegou os saltos dela do banco, jogando-os no colo dela ao entrar na caminhonete. "Fechado."

Eles seguiram estrada afora, com a poeira dançando atrás deles e a noite se abrindo como um cenário perfeito para o que quer que viesse a seguir.

“Pra onde estamos indo?” perguntou ela, virando o rosto para ele com um sorriso leve.

Ethan deu de ombros, mantendo os olhos na estrada. “Pensei em te mostrar um lugar. Você gosta de aventuras, não gosta?”

Ela riu, cruzando as pernas sobre o banco. “Se envolve um caminho de terra, música boa e uma noite quente no Tennessee, acho que já estou gostando.”

Ele acelerou um pouco, sentindo o motor da caminhonete roncar sob seus dedos. A poeira se levantava atrás deles, dançando à luz dos faróis. Algumas milhas depois, ele virou em um desvio que levava a um campo aberto, cercado por árvores e iluminado apenas pela lua e pelas estrelas.

Ethan estacionou, desligou o motor e se virou para Hannah. “Se gosta tanto assim de música, tenho algo pra você.” Ele saiu do carro, pegando algo na caçamba – seu velho violão.

Hannah sorriu, se inclinando para fora da janela. “Você toca?”

Ele deu um pequeno sorriso de canto. “Digamos que eu tento.”

Sentando-se na borda da caminhonete, Ethan dedilhou algumas notas, deixando a melodia flutuar no ar quente da noite. Hannah se aproximou, sentando ao lado dele, os pés balançando no ar. O cheiro de grama e terra misturava-se ao perfume adocicado dela, e a brisa quente fazia seu vestido ondular suavemente.

Ele começou a tocar, a voz rouca e baixa se misturando ao vento. Hannah fechou os olhos por um momento, absorvendo cada acorde, cada palavra. Quando ele terminou, ela abriu os olhos devagar, um brilho diferente neles.

“Isso foi incrível,” ela disse, sua voz quase um sussurro.

Ethan olhou para ela, o silêncio entre os dois carregado de algo que palavras não explicavam. Hannah inclinou-se levemente, o suficiente para que ele soubesse que era sua deixa. Sem hesitar, ele fechou o espaço entre eles, seus lábios se encontrando em um beijo lento e seguro. Foi diferente do beijo roubado na dança – esse era mais profundo, mais real.

Quando se afastaram, Hannah sorriu, mordendo o lábio. “Definitivamente valeu a pena sair daquela festa.”

Ethan riu baixo, passando o polegar pelo rosto dela. “Quer ficar um pouco mais? Ainda tem muito céu pra olhar.”

Ela assentiu, deitando-se na caçamba da caminhonete, olhando para as estrelas. Ethan se deitou ao lado dela, deixando o violão de lado e apenas ouvindo a respiração dela se misturar à brisa da noite. Ali, naquela estrada de terra esquecida, com o mundo parecendo pequeno sob o céu imenso, os dois sabiam que aquela noite não seria esquecida tão cedo.