Notas iniciais
Hiiiiiiiiiii every1, como cês estão?!
Então, cap 15 on e como já deu pra perceber pelo final do 14 ele tá beeeeeeeeem tenso...! Mas ta legal (lê-se: deprimente) :3
Espero muuuuuuuuuito que vocês gostem porque deu um trabalhão pra eu e a Marii fazermos ele, mas anywaay...
Ah, e eu fui intimada a falar isso: eu amo a @sostomlinson.
xx (:
XV

When you're gone

The pieces of my heart are missing you

When you're gone

The face I came to know is missing too

Mary's POV

Eu andava vacilante pela rua. Como um zumbi. Sem emoção, sem destino. Apenas andava e reparava na beleza das casas daquela região. Minhas vindas naquele bairro baseavam em sai do carro e entrar na casa dos meninos e vice e versa.

Meus olhos arderam e as lagrimas teimosas desciam pelo meu rosto. Eu nunca chorava. Era perfeitamente feliz me considerando uma pessoa forte, dura, mas era inevitável. Fefa, Brasil, 2 dias?! "Eu vou pra casa" sua voz martelava em minha cabeça. A cara de todos. Todos nos assustados, confusos, incrédulos. Ela sai pela porta chorando.Um pequeno e doloroso flashback passa pela minha cabeça.

Depois que ela saiu, deixou todos incrédulos e embrulhados em um silencio sufocante. Silencio esse que foi quebrado minutos mais tarde pelos passos firmes de Harry e seguidos por uma porta batendo, eu poderia jurar que ele a havia quebrado. Louis olhava para a porta — provavelmente esperando ela entrar e dizer que tudo não passou de uma piada como foi o nosso dia inteiro juntos — Liam fitava suas mãos entrelaçadas, Zayn fixava seu olhar para uma foto de nos todos que estava em uma mesa e eu e Niall olhávamos fundo um no olho do outro, assutados, estranhos, confusos e buscando certo conforto um no outro. Aquele clima me matava. Eu não sabia quanto tempo permanecemos daquele jeito na sala, mas posso garantir que não havia sido pouco. Depois foi a minha vez de sair pela porta. Sem me despedir, sem dizer nada. E aqui estou eu. A garota que se considerava forte chorava e vagava sem rumo pelas ruas.

Quatro ruas, foi o maximo que eu poderia ter andado ate agora. Um pub se iluminava a minha frente. Eu estava em um dos melhores bairros de Londres (lê-se: tudo aqui é caro) mas não hesitei em entrar no local, mesmo sabendo que não era para meu bolso. Qualquer coisa que afastasse aqueles pensamentos tristes era bem-vinda. O interior do pub era aconchegante, pouco iluminado e tipicamente britânico. O bar exibia centenas de garrafas coloridas de bebida e um barman bronzeado de olhos verdes se aproximou.

— Eu quero a bebida mais forte que tem aqui. — meu tom era melancólico, quase corajoso. Me sentia fraca... Ele assentiu e saiu do meu campo de visão.

Eu fitava o nada. Fefa. Aquela bobona que eu ensinava química há 3 anos atrás, aquele ser humano que conseguia ser dura e mandona e ao mesmo tempo doce e frágil. Fernanda havia me apresentado a Niall, a todos os meninos, ela havia me mostrado a verdadeira luz que mudaria minha vida e agora... Ela simplesmente diz que vai embora em dois dias? Eu sinto raiva. Raiva dela por não ter me contado antes, raiva de mim por ter me apegado tanto a ela. Droga.

A bebida chegou e logo levei o copo aos lábios. Era forte, muito forte, levemente adocicado mas logo eu sentia o álcool se espalhando por meu corpo.

— Alcool nas veias Mary. — disse para mim mesma e ri sozinha. Fefa costumava a falar isso para mim, Harry e Zayn. Outro gole, e outro, e outro. A bebida já congelava meu cérebro e meu corpo já estremecia. Mais um gole. Isso é bom.

— Hey, vai com calma menina da água. — uma voz estranhamente conhecida e risonha disse atrás de mim.

— Você? — disse ao me virar e dar de cara com um homem alto, cabelos claros e cacheados desordenados (pior que o Harry) e olhos azuis escuros. O cara da festa de sexta. Revirei os olhos. Sua expressão era divertida e ele segurava um copo. Cerveja. — Olha, não é um bom dia pra mim... — me virei de costas para ele.

— Por que não? — ele se sentou ao meu lado e se virou para mim. Respirei fundo e tomei um gole.

— Uma das minhas melhores amigas vai se mudar para o Brasil... — falei e tomei um gole.

— Estive lá ano passado. É um lugar maravilhoso. — ele tomou um gole de sua cerveja. — Ela é de lá? — assenti e levei meu copo a boca mais uma vez.

— Sendo maravilhoso ou não é longe pra caramba! Brasil! America! — suspirei e senti meus olhos arderem de novo. — Olha eu não devia estar falando disso com você... — terminei minha bebida em um ultimo gole.

— Por que não?

— Por que é... Ah, eu não te conheço direito e...

— Até que conhece... — ele exibiu um sorriso idiota que acabou me irritando.

— Eu tenho que ir... — paguei ao barman, levantei e caminhei em direção a porta. Ele segurou meu braço. Já sentia meus olhos marejarem. Droga não chora Mary Anne!

— Tá chorando? — ele parecia levemente preocupado. Esse cara nem me conhece!

— Não.

— Ta quase...

— Entao perdeu seu tempo perguntando uma vez que já sabe a resposta... — disse meio chorosa e me bateu uma vontade enorme de abraça-lo. Seu peito parecia aconchegante e seus braços eram fortes "Para Mary!". Meu telefone tocou no bolso. — Bom... Tchau. ele me soltou e eu caminhei em direção a porta.

— Tchau.

— Mary? — a voz de Niall estava baixa e chorosa no telefone.

— Fala. — eu fazia o caminho de volta para a casa de Larry.

— Onde você está?

— Por ai...

— Mary. — ele insistiu.

— Umas quatro ruas da casa dos meninos.

— Volta pra cá e vamos pra minha casa? — ele parecia angustiado.

— To indo Irish baby.

— Ok. Cya Little M.

Eu precisava de Niall... Precisava de um abraço e a minha breve viajem no corpo do estranho do bar me confirmou isso. Mas nesse momento eu precisava dele. Niall era meu porto seguro e nos apoiávamos e confortávamos um ao outro. Ele era meu melhor amigo... 10 minutos, logo já estava em frente a casa dos meninos. Niall estava na porta da casa e eu pude ver Louis e Zayn pela janela da sala e Harry no andar de cima em seu quarto. Ele parecia agitado, andava de um lado para o outro. O que eu não daria para saber o que ele pensava...

— Niall... — suspirei e avancei em seu pescoco para um abraço. — Fala que ela voltou la e falou que foi um trote... — ele afundou o rosto na volta do meu pescoço.

— Eu queria poder falar... — senti meus olhos arderem de novo. Não. Chega de chorar por hoje Mary Anne! — Vamos? — nos soltamos do abraço — Zayn me emprestou o carro dele, parece que ele vai ficar com os dois ai ou o Lou vai leva-lo.

— Ok. — disse e entramos juntos no carro.

Harry's POV

— Droga! — gritei antes de jogar outro porta retrato no chão. O som de vidro quebrando inundou o quarto mais uma vez. — Você.Não.Pode.Fazer.Isso! — eu gritava com uma das fotos do chão.

Fernanda sorria feliz nela e eu do seu lado. Levei minha mao ate meu rosto e me bati com força. Eu não poderia estar sorrindo na foto, não se eu soubesse que ela estava indo embora. E ela fez o favor de não falar em momento algum isso.

Rasguei a foto e a joguei em um canto. Minha bochecha doía e minha mão latejava, aquelas dores não se comparavam a essa maldita dor no coração. Bufei. Me sentia patético pensando naquilo. Encarei uma das portas do armário e a soquei. Indiferente. Soquei outra vez, e outra, e outra, a dor em minha mao acentuou e sorri ao concluir que havia uma rachadura na porta.

A abri para ver o tamanho do meu estrago quando inalei aquele cheiro. As roupas extras dela estavam ali. Outro aperto no coração, eu já o sentia minúsculo, maltratado demais. Ela não podia fazer uma coisa dequelas... Eu, Harry Styles estava me sentindo ridiculamente fraco e tudo isso por causa de uma garota de 16 anos! Bati a porta com forca e me afastei de la. Aquele maldito cheiro me embriagava. Já sentia minha cabeça doer. Gritei mais uma vez e bati minha cabeça na parede atrás de mim, a dor piorou e gemi alto.

Eu odiava isso, por que diabos eu tinha que me sentir assim? Não é como se nunca mais fossemos nos ver, ou é? Eu odiava o fato de ela ter deixado tudo pra ultima hora e com que objetivo? Me poupar? Porque não estava dando certo... Odiava o modo como ela saiu em lagrimas, sem dar nenhuma informação adicional. Mas e se ela tivesse me contado antes? Eu poderia ter feito alguma coisa pra ela ficar? Mas que se foda, ela não contou. Ai mas que ódio!

Joguei o abajur que estava no criado perto da cama no chão, seguido pelo próprio criado que fez com que alguns livros, cadernos e CDs caíssem junto. Rasguei as paginas dos livros e as joguei para cima. Quebrei todos os CDs e as capas mesmo sem olhar qual era. A bagunça ainda não me satisfazia então abri outra porta do armário e comecei a espalhar minhas roupas pelo quarto.

Não sei quanto tempo se passou mas, logo eu já estava deitado no chão, o quarto estava um completo caos. Tudo que era possível ser destruído, quebrado, jogado ou espalhado pelo quarto já estava no chão. Até minha cama king size estava virada de lado e o colchão enorme do outro lado do quarto.

Levantei cambaleando e segui ate o banheiro. Minha aparência no espelho era terrível, eu estava acabado, com as bochechas vermelhas e com as marcas de meus dedos, olhos vermelhos, minhas mãos exibiam arranhados e grandes roxos. Meu punho direito doía muito e eu ate considerava a possibilidade de estar quebrado. Me olhei no espelho outra vez e ergui meu punho esquerdo. Como num ato involuntário e completamente insano soquei com forca o espelho enquanto gritava com todas as minhas forcas, ele quebrou e, um filete de sangue escorria pelo vidro. Olhei para minhas mãos. Sangue. Gritei mais uma vez, de dor talvez, o grito foi sufocante e me fez recuar do banheiro e cair num baque no chão.

— PORRA! gritei de novo já sentindo minhas cordas vocais serem duramente sacrificadas.

Louis's POV

Os barulhos vindos do andar de cima não paravam e faziam minha cabeça latejar. Eu podia jurar que Harry já tinha quebrado seu quarto inteiro e nossa casa seria a próxima a ir pro chão.

A casa som de alguma coisa quebrando eu e Zayn suspirávamos pesadamente. Ele foi o único que ficou; Niall esperou a Mary voltar e ambos foram pra casa dele; eu praticamente expulsei Liam, porque ele insistia em ficar, Zayn também insistiu, mas não consegui fazer com que ele fosse também.

— Zayn, sério, vamos ficar bem... Você pode ir. — falei pela milésima vez.

— Você vai... Mas e ele? — ele finalmente perguntou depois de vários minutos em silencio.

— Eu... Eu dou conta dele. — respondi e ele apenas suspirou.

Mais um barulho de vidro sendo quebrado.

— Sério Lou, você da conta mesmo?! — ele disse irônico.

Não respondi e me joguei no sofá, de olhos fechados. Agora uma banda de heavy metal fazia um show dentro da minha cabeça.

Não, tudo isso não estava acontecendo, não agora. Era apenas um pesadelo dos ruins, ou só uma brincadeira de muito mau gosto da Fefa; ela não estava indo embora depois de amanha e Harry não estava pondo nossa casa abaixo.

Ou talvez estivesse mesmo acontecendo e no fundo eu soubesse que sim, mas eu preferia acreditar que não, doía menos assim.

Fui arrancado dos meus pensamentos com mais barulhos vindos do quarto de Harry, mas dessa vez acompanhados por um grito estridente, diferente dos outros, esse parecia ser de dor.

— PORRA! — ele reclamou.

— Mas que droga, Styles! — exclamei e me levantei com passos pesados em direção ao quarto dele, mas Zayn segurou meu braço forte.

— Calma, Lou...

— Calma?! Sério Zayn? Não, não, não... Agora vou dar conta dele!

Subi as escadas com Zayn bufando nas minhas costas.

Abri a porta e encontrei tudo de cabeça pra baixo. Sua cama estava fora do lugar, uma das portas de seu guarda-roupa estava aberta e quebrada, vários porta-retratos e CDs estavam quebrados, com suas fotos e folhetos rasgados pelo chão, livros destruídos e o espelho e todos os acessórios do banheiro também.

Mas o quarto não era o mais arruinado de tudo, era ele.

Harry estava sentado na porta quebrada de seu guarda-roupa, seus cabelos estavam todos bagunçados e ele apoiava a caneca nos joelhos. Suas mãos se fechavam em punho em alguma coisa que não pude reconhecer o que era.

— Harry... — chamei e ele levantou lentamente sua cabeça para me olhar.

Ele não chorava, o que teria sido um alívio se seu olhar não estivesse tão devastado, triste e distante. Seus olhos estavam vermelhos, com bolsas de olheiras, suas bochechas estavam vermelhas e com marcas de mão, e suas mãos... Puta merda, suas mãos! Tinham vários arranhões e cortes, por onde escorriam sangue. Olhei de novo para o espelho e só dessa vez percebi rastros de sangue por ele. Mais estúpido que Harry impossível! Ótimo, ele socou o espelho até quebrar...

— Vem cá. — o chamei mas ele negou com a cabeça.

— Harry Edward Styles, vem cá agora! — insisti, ele suspirou e, vendo que não tinha mais jeito, veio andando lentamente em minha direção. Quando vi que ele se aproximava de mim, estendi os braços e ele se atirou neles, afundando sua cabeça na curva do meu pescoço.

— Por que, Lou? Por que...? — ele soluçou.

— Harry, sua mão... — Zayn falou segurando a mão machucada de Harry, que gemeu de leve.

— Z., pega a caixinha de primeiros socorros que tem no segundo armário da cozinha, por favor. — pedi e ele assentiu com a cabeça.

— Harry, vem pra cá. — eu o conduzi até meu quarto e nós dois nos sentamos na minha cama.

Lagrimas silenciosas escorriam pelo rosto dele e de vez em quando eu ouvia um soluço sofrido.

— Por que ela fez isso, Lou? — ele perguntou mais pra ele mesmo do que pra mim.

— Não sei, Hazz, eu realmente não sei... — respondi e ele deu um longo suspiro.

— Eu odeio ela. — ele disse.

— Mentira.

— É serio, eu odeio ela.

— Hmmm ta então. E quem você está tentando enganar? Eu ou você? Porque se for eu, não tá dando certo.

— Mas eu não... — ele já tinha voltado a falar, mas Zayn entrou no quarto e Harry voltou sua atenção a ele — Zayn, depois que a Lelê te deixou você continuou amando ela?

Zayn empalideceu e não respondeu, apenas continuou tirando os remédios e pomadas e gazes, para que fizéssemos um rápido curativo em Harry.

— Responde Zayn. — insisti, mesmo já sabendo a resposta.

— Sim. — ele respondeu de cabeça baixa, pegando a mão de Harry e limpando o sangue. Ele gemeu, franziu a testa e perguntou:

— Até quando?

— Nunca deixei de amá-la, Harry... — ele respondeu e finalmente olhou-o nos olhos. Eu teria rido se não fosse aquela situação toda.

— Você não odeia ela, Hazz. — falei.

— Eu sei que não... É só que seria mais fácil se eu odiasse.

— Lógico que não. — Zayn retrucou rápido.

— Você ama ela Harry... — eu arrisquei a falar.

Ele se jogou na cama, cobriu a cabeça com o travesseiro e ficou um tempinho quieto, mas depois começou a gritar de novo, batendo as pernas, que nem uma criança fazendo birra. Zayn segurou forte o braço dele, que atrapalhava o curativo.

— Mas que caralho Harry, sossega!! — Zayn brigou com ele e eu quase ri.

— Hazz, toma isso aqui... — estendi a ele um comprimido e ele me olhou curioso.

— O que é isso?

— Toma, você vai se sentir melhor.

— Você está me drogando, Louis? — ele perguntou incrédulo.

— Não, ele está te dopando mesmo! — Zayn respondeu ríspido, terminando o curativo.

— Cala a boca, Malik! Você faz parecer com que seja mesmo uma droga... Não, Harry, é só pra você dormir tranquilo.

— Não preciso disso. — ele respondeu sério.

— Harry, por favor...

— Não quero!

— Toma essa merda de remédio agora, Styles! — gritei e ele se esquivou, mas mesmo contra a vontade ele tomou.

Esperei alguns minutos até que o remédio começasse a fazer efeito e tive uma ideia.

— Harry, vamos dar uma saída bem rápida, ok? — falei e me aproveitei quando vi que ele já não me ouvia tão bem — E vamos no seu carro, tudo bem?

Ele murmurou alguma coisa e se enrolou nos lençóis. Chamei Zayn e antes de sairmos do quarto, falei uma ultima coisa, mesmo que em vão:

— Por favor, não destrua a casa, e principalmente meu quarto.

Assim que fechei a porta Zayn riu e disse:

— Você realmente precisa rever suas prioridades, Lou... (N/A: sou Potterhead, sim ou claro?) — eu também ri um pouco — Mas então, pra onde vamos?

— Hmmm vamos esclarecer algumas coisas...

Fui assim breve, preferi guardar o destino só pra mim mesmo, até que estivéssemos lá. Eu não tinha muita certeza se Zayn gostaria de estar indo para lá.

{...}

— Tá de brincadeira comigo, nér Tommo?! — ele disse se segurando para não me espancar ou alguma coisa do tipo.

— Não... Desculpa Z., mas eu precisava vir aqui. — respondi estacionando o carro na frente daquela casa amarela e que eu já tinha vindo algumas vezes.

— Mas tinha que ser aqui?! Logo aqui? — ele gritou, cruzou os braços e fechou a cara — Não vou descer.

— Tinha, tinha que ser aqui sim. Não seja ridículo Zayn, claro que você vai! E se não for... Bem, faço ela te tirar daqui. E ambos sabemos que ela consegue... — retruquei sua birra.

— Ai mas que porra, tudo bem então.

Nós saímos do carro e nos dirigimos à porta, com Zayn a alguns passos me mim. Toquei a campainha e poucos minutos depois ela abriu a porta assustada, com seu pijama de bolinhas e o cabelo bagunçado.

— Louis e... Zayn? O que vocês estão fazendo aqui a essa hora? — ela perguntou.

— Queremos saber uma coisa, Lelê... — respondi.

— Ahn, tudo bem... — ela franziu a testa e depois nos deu espaço para passar — Parece ser sério... Entrem, meus pais viajaram, estou sozinha aqui.

Nós entramos e senti que Zayn estava tenso de fazer aquilo, e ela com a presença dele em sua casa. Fomos até a sala e sentamos no sofá e ela se sentou de pernas cruzadas no chão, a nossa frente.

— Então, em que posso ajudá-los? — ela deu um sorriso amigável.

— Hmm, queremos saber o que está acontecendo exatamente...

— Eu também, não é todo dia que dois membros da One Direction vem na minha casa quase de madrugada. — ela riu.

Tive uma leve impressão de que Letícia não tinha entendido muito bem sobre o que eu estava falando.

— Não Lelê, eu estava falando da Fefa... — expliquei.

— Tá, o que que tem ela?

Eu a olhei no fundo dos olhos e ela parecia curiosa, mas nenhum sinal de tristeza, preocupação, ou alguma coisa do tipo... Olhei para Zayn, ele também encarava ela de testa franzida, mas quando percebeu que eu estava o olhando ele se virou pra mim e disse:

— Zayn, acho que ela não sabe...

— Não sei o que? — ela perguntou um pouco mais ríspida a ele.

— Da Fernanda...

— Louis você está começando a me assustar... O que aconteceu com a Feeh?

Puta que pariu, a Letícia não sabia... E eu deveria contar a ela. Ah não Fernanda, tantas mancadas no mesmo dia não pode...

— Hmmm acho melhor ela contar pra você... — eu disse me levantando — Vamos Zayn?

— Não Louis, não quero ter vindo aqui a toa. Conta pra ela, Letícia é a melhor amiga da Fefa, conta! — ele falou sem mover um único músculo.

Suspirei fundo e me sentei de novo, apoiei minhas mãos nos joelhos da Lelê, que me olhava ainda com curiosidade, mas com preocupação dessa vez.

— Olha, você vai esclarecer tudo com ela depois, tudo bem? Me promete que vai... — ele soltou um fraco "eu prometo" e continuei — Ela... Hoje ela nos disse... Ai mas que porra, a Fefa vai voltar pro Brasil.

— Ah não! Não acredito que vou perder minhas ferias com ela!! — ela disse parecendo chateada, mas ainda não entendo o sentido das minhas falas.

— Não Lelê, não é isso... — comecei a falar mas Zayn abanou as mãos chama do a atenção dela.

— Não Letícia! Não são só as ferias, a Fefa vai voltar pro Brasil de verdade, entendeu? Ela não vai mais voltar, nunca... Talvez só pra visitar a gente. Ela é menor de idade, ela não tem escolha! É pra sempre! — a cada palavra que ele falava os olhos dela mais se enchiam de lagrimas e quando ele falou "pra sempre" ela desatou a chorar.

Zayn respirava fundo, o tom de voz dele não havia sido grosso, mas aquelas palavras doíam nela, isso era visível nos olhos de ambos.

— Eu... Me desculpa, Lelê... — ele falou. Ela apenas acenou com a cabeça como quem dissesse que ele não precisava pedir desculpas. Ela suspirou, limpou suas lagrimas e perguntou:

— Como vocês souberam?

— Ela nos disse hoje. — respondi.

— Mas ela ia contar pra você, tenho certeza. — Zayn completou.

— Eu sei que ia... Mas... Quando que ela vai?

— Sexta. — nós falamos juntos.

— Ai, puta que pariu a Fernanda...! — ela falou e voltou a chorar mais que antes.

Ficamos ali em silencio, embalados pelo som de seus fortes soluços. Eu não aguentava ver gente chorando, então eu a abracei apertado e vi Zayn desviar rápido o olhar.

— Desculpa Lelê, você não precisava saber assim... — tratei de falar.

— Não Lou, ta tudo bem... Uma hora eu ia ter que saber, não é mesmo? Mas que ela é uma estúpida de não ter me contado antes, ah se é! — ela deu um sorriso fraco e continuou — Vocês tem que ir, vocês parecem esgotados...

— Ér, não foi muito fácil com o Styles... — Zayn suspirou.

— Ele chorou mais que eu?

— Não, ele só destruiu o quarto e a mão dele. — falei irônico — Mas ér, você ta certa... A gente tem que ir.

Dei um beijo na testa dela e a abracei uma ultima vez e então Zayn foi se despedir dela. Virei o rosto para que eles pudessem se despedir adequadamente e vi de canto de olho ele limpando as lagrimas e abraçando ela.

— Boa noite Lelê, se cuida. — falei saindo pela porta.

— Boa noite e boa sorte, meninos, amanha vai ser um dia cheio e nós vamos precisar...

Ér, ela tinha razão, amanha ia ser um dia MUITO cheio.

Notas finais
E ai, gostaram ou não?? Nos digam nas reviews tuuuuuuuuudo o que vocês acharam dele e no tt também *.*
Cês já devem saber a essa altura, mas vale sempre lembrar: Marii - @iheartmy1Dboys!
Malikisses, horanhugs e até o próximo capitulo :3
xx Fefa liamda e fofa (@harrysthings)