Notas iniciais
oooooooooooooooooooooooooi meus amores lindos!
Sim, nós estamos postando mais um capitulo e não, nós não morremos! UAHSUAHSUA
Antes de postar eu queria só dar umas explicações do porquê nós demoramos tanto com esse capitulo...
1º - nós viajamos com a escola, nossa viagem de formatura, dai não deu meeeeeesmo pra postar durante alguns dias...
2º - compôs nós viajamos, na volta à escola as coisas ficaram meio apertadas, deveres, provas, trabalhos e tudo mais... Nós amamos fazer isso aqui, mas obrigações primeiro, não é mesmo?
3º - bem, quando a gente finalmente teve tempo pra escrever deu um branco total em nós duas, eu não achava nada que eu escrevia bom e apagava tudo, Marii (@iheartmy1Dboys) estava sem ideia, enfim...
Mas aqui está, capitulo 16 - bem grande, pra tirar o atraso -, aos seus pedidos! Espero que gostem!!! ((:
AH, E POR FAVOR LEIAM AS NOTAS FINAIS!
xx :)
XVI

Wherever you go, just always remember

That you got a home for now and forever

And if you get low, just call me whenever

This is my oath to you

Lelê's POV

Sete e quinze, marcava o relógio. Ah ótimo, tenho só 45min para levantar, me arrumar e chegar na escola. Estou atrasada sim ou claro?

Levantei com preguiça e fui sem vontade até o banheiro. Vi meu reflexo no espelho, e que desastre eu estava! Meus olhos estavam inchados e com olheiras pretas por baixo, por conta dos vários acessos de choro que tive ontem e mas minhas poucas três horas mal dormidas. Se a Feeh estivesse aqui pelo menos ela me ajudaria a esconder minha imagem horrorosa, mas ah filha da puta, era tudo culpa dela mesmo...

Fiz o que pude com a minha aparência, pus uma roupa qualquer, peguei meus livros e minha bolsa e fui correndo para a escola, que era apenas dois quarteirões de distancia da minha casa.

Cheguei lá bufando, mas ainda a tempo. Algumas pessoas falaram comigo, mas nem lhes dei atenção, eu procurava por aquela vadia de corpo alto e cabelos escuros.

A vi conversando com Henrique e alguns outros amigos nossos e se despediu deles quando me viu acenando loucamente para ela.

— Fala Let! — ela falou parecendo animada, embora seus olhos não me dissessem o mesmo.

— 'Colé' Fefa! — falei com a mesma falsa intensidade na voz.

— Hmmm, tenho que te contar sobre ontem! — ela riu um pouco — Foi inacreditável... — ela completou sem emoção.

— Em todos os sentidos, não é mesmo? — perguntei sarcástica. Ela me olhou nos olhos e sustentei seu olhar com firmeza, mas logo ela o abaixou para encarar o chão.

— Precisamos conversar... Qual é a sua aula agora?

— Ah, agora a Srta. Nunca Matei Aula está virando rebelde? — ironizei e ri, mas ela manteve seu tom sério.

— Letícia, é sério.

— Nada que eu não possa pegar depois...

— Lelê... — ela insistiu.

— Tenho espanhol e você?

— História, mas é só matéria da recuperação mesmo... E o resto do seu dia?

— Matemática, inglês e dois horários de física, e quer saber? Não estou afim de assistir nenhuma delas mesmo, vamos embora!

— Hmm, perder aula de física, Lelê?

— Que se foda, já passei mesmo! Apertado, mas passei...

— Então tudo bem, temos muito o que conversar...

Puxei-a pelo braço e saímos da escola, depois avisaríamos para a Laine, e fomos a qualquer lugar onde pudéssemos conversar tranquilas.

{...}

— Tudo bem, você já pode enlouquecer, me matar ou alguma coisa do tipo... — ela falou fixando sua atenção em sua caneca de chocolate quente com chantily.

Estávamos na Starbucks de perto da escola e, graças a Deus, ela estava vazia hoje. Nos sentamos em uma mesa no canto, iluminada por uma frestinha de luz do sol da manhã.

Feeh tomava seu tão amado chocolate quente e eu apenas um suco de laranja, ela comia waffles com geléia de frutas vermelhas e eu comia um delicioso brownie de chocolate.

— Hmmm, por que eu te mataria? Você só me falou a parte boa da sua noite até agora... — falei com um tom irônico.

— Lelê, por favor... — ela disse apoiando a cabeça em suas mãos, como se estivesse com uma forte enxaqueca — Eu sei que você já sabe, então, por favor, só fala alguma coisa.

O que eu já sei, hein Feeh? Que você vai embora para seu país natal amanhã, Deus sabe lá que horas, e que você não fez nem o favor de contar para a sua melhor amiga? Ér, eu acho que já sei mesmo...

— Co-como isso aconteceu? — foi a única coisa que consegui falar.

— Não sei muito bem, meu pai só falou que ele queria se dedicar mais à filial da empresa lá no Brasil...

— Quando você soube?

— Sexta-feira passada.

— E você não me contou esse tempo todo?!! — explodi. Talvez uma parte de mim ainda quisesse acreditar que ela tinha descoberto a pouco tempo e ainda não havia tido a oportunidade de me contar.

— Desculpa Lelê... Eu tentei, eu juro!! Eu tentei, mas... Simplesmente não pude, não consegui.

— Não Feeh, eu não te desculpo!! Você deveria ter nos contado antes; a todos nós! Teríamos dado um jeito de você ficar, mas agora é tarde demais... — quando terminei de falar, ela deitou a cabeça na mesa, visivelmente derrotada.

— Mas não adianta brigar por isso, não é mesmo? Até porque só temos... Espera, que horas você vai? — perguntei logo que me toquei que não sabia que horas ela iria viajar.

— Meio dia. — ela respondeu sem levantar a cabeça.

— Então nós temos 27 horas e... — olhei no relógio de parede da Starbucks e marcava 8h47min — 15 minutos para aproveitarmos com você aqui!

— 27 horas e 13 minutos... — ela comentou olhando para o relógio também.

— Já te contei que eu odeio essa sua mania de nunca arredondar as horas? — eu ri.

— Sempre... — ela riu também — Fazer o que se eu sou meio doida, nér?

— Não Fefa, doidas todas nós somos, você tem TOC mesmo!

— Eu tenho TOC?! — ela gargalhou.

— Sim, você é assim toda maníaca por arrumação e tem esse treco das horas também! — falei quase sem ar.

— Só eu nér...! Você nem tem a doidice com etiquetas pra fora e os fechos de colar pra frente, não é mesmo? — ela não parava de rir.

— Ah, mas é que eu tenho agonia, poxa! — eu disse tentando me defender.

— Eu também ué... Mas enfim, o que a gente faz agora? Voltamos pra escola?

— Não, por favor não! Vamos, sei lá, pra minha casa... Ou pra sua, tanto faz!

— Pode ser pra sua? A minha está meio bagunçada por causa das caixas... — ela se mexeu desconfortável em sua cadeira.

— Pode, claro! Mas ei... Os meninos já estão de ferias, não estão? Por que não vamos pra lá — sugeri dando um ultimo gole em meu suco de laranja e me animando mais um pouco.

— Hmm, ér... Eles estão sim... — ela respondeu dando um sorrisinho amarelo e abaixando os olhos para seus waffles, claramente tensa.

— O que foi, Feeh? Aconteceu alguma coisa entre você e... Eles? — me arrisquei a perguntar.

— Ah, não, nada... Exceto as ligações de Louis e Niall que não atendi hoje de manhã. Mas é obvio que eles não são meus maiores fãs agora, não é mesmo?

— O que custa você ao menos tentar falar com algum deles? Toma aqui... — dei meu iPhone a ela, que o pegou com as mãos tremulas — E põe no viva-voz.

Ligação ON

— Alo? Lelê? — Louis perguntou com a voz rouca.

— Ah, oi Lou, sou eu, a Fefa.

— Hm, apareceu a margarida! — ele riu e logo ouvimos um barulho e um xingaremento de Louis.

— Lou, ta bem?

— Sim, é só que... Dormir no sofá e cair em cima do Zayn não é muito legal... — ele riu sem muita graça na voz.

— Te acordei? Ah me desculpa...

— Sem problemas, Fefa, mas e ai, tudo bem?

— Ah, to levando nér... E ai?

— Estamos vivos, pelo menos por enquanto.

— Louis, por favor...

— O que? Você quer que eu fale que estamos todos felizes, sorridentes e saltitantes e cheios de borboletas e arco-íris...?

— Chupa essa, Fernanda! — ela irozinou para si mesma — Mas você também está mau humorado hoje.

— Eu sei, me desculpe por isso, é só que... Foi uma noite difícil.

— Me perdoa, Boo? Por favor, eu não podia contar antes...

— Eu perdôo, Fernanda, você sabe disso! Mas se a minha casa for abaixo daqui a alguns dias, eu vou lá no Brasil só pra te matar! — ele riu debochado.

— Co-como assim? — ela também riu, mas gaguejou.

— Se Harry quebrar minha casa por sua casa hahaha você ta fudida...

— O que ele fez? — ela perguntou mudando totalmente seu tom de voz. Silencio; ouvíamos apenas a respiração de Louis no outro lado da linha — O que ele fez, Tommo?!

— Destruiu o quarto dele.

— Como assim?!!

— O que você entende com isso? Destruiu ue, as únicas coisas em pé são as paredes.

— Puta merda! — ela exclamou e largou meu celular, deixando Louis falando sozinho lá. Ela enterrou a cabeça em seus braços apoiados na mesa.

— Louis, para de fazer escândalo! — falei pegando meu celular — Estamos em um lugar publico...

— Lelê? O que você... Ah, esquece. Ta, foi mal.

— Louis, erm... Ah, deixa.

— Que foi?

— Não, é que eu queria que fossemos ai, mas deixa.

— Podem vir!

— Não, ta tudo bem, a gente se vira por aqui.

— Tem certeza?

— Tenho sim, pode deixar... Lou, vou desligar, amanha a gente se fala, ta bom?

— Tudo bem... Cuida dela!

— Vou sim... Cuida dele! Beijos!

Ligação OFF

Feeh continuava com a cabeça em seus braços, mas a julgar pelas gotas pretas que escorriam neles eu podia jurar que ela tinha acabado com toda sua leve maquiagem da manha.

— Ei, vem cá, vamos pra minha casa... — eu disse levantando seu queixo.

— É tipo minha culpa Lelê, essa merda toda é culpa minha!

— Eu sei que é, você sabe que é, mas não adianta você ficar se torturando por isso!

— Mas se eu tivesse contado antes, talvez...

— Talvez tivesse sido diferente? É lógico que seria. Mas... Quando chegasse perto ele sempre teria uma reação dessas.

— Não nessas proporções...

— Eu sei, mas... Ah que porra Fernanda, eu não sei o que dizer! Vamos fazer o seguinte, porque a gente não finge que isso não ta acontecendo, hein? Vamos pra minha casa, a gente assiste algum filme desses bem idiotas mas que a gente morre de rir, ta bom?

— Tudo bem... — ela se levantou e foi até o banheiro com sua bolsa pra retocar a maquiagem. Ela voltou, pagamos a conta e fomos em direção a minha casa.

{...}

— Fala serio Letícia, ele é PER-FEI-TO!! — ela reclamou pela milésima vez.

— O ator, porque o personagem é muito chato... — eu repeti.

Havíamos acabado de ver Os Vingadores e ela achava um absurdo de que eu não gostasse do Capitão América.

Desde a estréia, essa deveria ser a quinta vez que víamos esse filme juntas e eu era completamente apaixonada pelo Tony Stark, meu eterno Homem de Ferro, ela pelo Capitão América e recentemente descobrimos que a Laine tira uma tara incrível pelo Thor, então a chamamos pra ver o filme com a gente hoje.

— Ah, mas o Homem de Ferro nem é tão legal assim... — ela falou dando ombros e eu fiz a cara mais chocada que pude.

— Tá doida, Fernanda? — Laine riu — Mais legal que ele, impossível!

— Me digam o que ele tem, por favor? Tecnologia, dinheiro e o que mais?!

— Fernanda, você é muito das antigas!

— Eu sou! Sou clássica, gosto dos 'gentlemen', desculpa... — ela disse e eu e a Laine só rimos quando ela encheu sua boca de pipoca e ficou nos encarando com uma cara de inocente. Sua expressão me fez soltar um comentário que fez Laine morrer de rir:

— Aham, diz isso, mas quero só ver se aparece um barman na frente dela... — ela foi rir e se engasgou com sua pipoca, o que nos fez rir mais ainda.

— Isso é outra historia... — Feeh tomou um gole de seu refrigerante e continuou — E quem disse que os barmen que eu já fiquei não eram 'gentleman'?

— Fefa, por favor nér...! — Laine disse quase sem respirar.

— O que? Mas é verdade!

— Aham, ta bom...

— Suas fudidas, nunca acreditam em mim!

Ficamos mais um tempo ali rindo para o nada que nem três retardadas, até que a Feeh suspirou:

— Mas ai eu com um Chris Evans ou um Jared Padalecki ou um Logan Lerman...

— Ai eu com um Ian Somerhalder ou um Jensen Ackles ou um Robert Downey... — também suspirei.

— Laine...? — Feeh perguntou.

— O que?

— Ai você com quem? — eu falei rindo.

— Ah... — ela pensou um pouco e depois riu — Ai eu com um Niall Horan!

Nós três rimos, mas depois a Feeh negou com a cabeça.

— Não, mas ele você já tem!

— Exatamente! — ela sorriu e corou.

— Mas não conta! — falei e Feeh concordou com a cabeça.

— Claro que conta, não sejam chatas! — ela fechou a cara de brincadeira e voltamos a rir.

Eu sentiria falta de tudo aquilo. Seria difícil aceitar que a Fernanda nunca mais — ou pelo menos por um bom tempo — iria voltar pra minha casa depois da escola e ligar pros pais dela dizendo "estou na casa da Lelê, não me esperem". Eu sentiria falta de ir e vir na casa dela, dela indo e vindo na minha; sentiria falta de ir no shopping pra ver um filme e acabar não fazendo nada, de ir no shopping pra não fazer nada e acabar vendo um filme; sentiria falta de suas manias irritantes, das suas caretas ridículas, da sua falta de modéstia, da sua sinceridade exagerada; sentira falta de deitar em sua enorme cama de casal num domingo à tarde e perguntar "temos dever pra amanha" e apenas receber uma risada debochada como resposta, ou de apenas me jogar em sua poltrona rosa pink e começar a falar mal de quem viesse na cabeça. Mas tudo isso são só detalhes, eu sentiria falta mesmo é dela. Minha melhor amiga desde os 10 anos. Sentiria falta da pessoa mais manteiga derretida e mandona que eu conheço, a garota de Leão mais teimosa da face da Terra, ela e suas milhares de risadas, suas pernas compridas e seu bundão. Pode parecer drama, mas vendo ela rir ali comigo e saber que em algumas horas isso iria acabar fazia meu coração apertar.

Fernanda sempre me dizia aquele clichê "Deus nos fez amigas porque nenhuma mãe nos aguentaria como irmãs", essa era a sua maneira de dizer que sempre havia um lado bom nas coisas. Mas será que havia mesmo esse lado bom em ela ir morar em outro país, outro continente, atravessando o oceano e em outro hemisfério? Eu tentava parecer forte perto dela, porque eu sabia que ela estava a um passo de desabar de novo, mas eu estava simplesmente derrotada por dentro.

A verdade é que não quero, não suporto e não sei como será ter minha melhor amiga longe, tão longe, de mim.

Fui arrancada de meus pensamentos quando ela exclamou chocada olhando para o relógio:

— Meu Deus, já são 20h?!

— Por que? A bebê já tem que ir dormir? — Laine ironizou.

— Não, é que a bebê tem que acordar cedo amanha porque ela vai passar uma hora daqui até o aeroporto, mais 12 horas em um avião e mais uma hora do aeroporto do Brasil até a casa dela lá. — ela falou com a voz triste, sarcástica e irritada.

Laine respirou fundo, fechou os olhos, soltou sua respiração e disse:

— Então já vou indo pra casa... — ela abriu os olhos e abraçou a Feeh — Até amanha, vocês duas.

Nos despedimos também e ela passou pela porta mais desanimada que nunca.

— Feeh, sei que você quer dormir, mas... Vamos fazer alguns tratos?

— Sim, vamos lá, comece.

— Você vai entrar no Skype todos os dias, ficar sempre de olho nos seus emails e no chat do Facebook e nas suas dms no Twitter pessoal e no FC.

— Só isso? — ela riu irônica — Até porque não preciso de vida social mesmo...

— Fernanda, eu to falando serio. Eu, a Laine e Mary faremos tudo isso também!

— To brincando Lelê, claro que falei isso. Quem disse que vou ter vida social lá?

— Você? Logo você? Claro que vai Fernanda, você vai ver... Quero que você me fale também com detalhes quem são as bitches da sua escola, quem são aquelas que podem ser suas amigas, quem são os idiotas, quem são os gatinhos... Ah, é obvio, se você encontrar alguma Directioner também! Mas sem me esquecer, ta?

— Lógico que não! Você também, ta? Ultimo ano tem mais uma turma de novatos, quero que você me fale sobre cada um deles também! Vou estar longe, mas sempre vou ser da nossa turma por alma, okay?! Ah, se você resolver achar um mais sedução que o Malik me diga também!

— Ah sempre! Você também, se tiver um mais Styles que o Harry você me conta!

— Aham, quer que eu ache uma mais Letícia que a Lelê também?

— O que? Como assim? — eu ri.

— Melhores amigos são insubstituíveis, Letícia...

— Aaaaah sim... Mas eu não falei dele no sentido de melhor amigo. — eu lhe dei uma piscadela e ela socou meu braço.

— Idiota! Acordos feitos? Podemos dormir?

— Sim, let's go Fefa!

Louis's POV

— Você vai levantar sua bunda fodida dessa cama e vai pra porra daquele aeroporto despedir da Fernanda! — esbravejei. Devia ser minha décima tentativa de convencê-lo a ir e ele insistia em ficar em casa.

— Eu.Não.Vou. — ele bufou e tombou o corpo se deitando.

— Covarde. — murmurei por fim e sai do quarto.

Depois de seu surto na quarta-feira, tivemos que contratar alguém para arrumar o quarto que acabou por ficar como antes, sem contar, é claro os danos irreparáveis como o armário, espelho, os CDs, livros, as fotos e as outras coisas destruídas por ele.

— O que disse? — Harry perguntou atrás de mim enquanto descia as escadas.

— Covarde. — respondi calmamente e cheguei ao primeiro andar.

— Covarde... Eu? — ele se pôs na minha frente.

— É. Covarde. Não quer olhar na cara da Fernanda. — eu manti o tom calmo e percebi que começava a irritá-lo. Sorri satisfeito.

— Eu não sou covarde porra nenhuma! — estremeci com seu tom. — Eu não vou para o aeroporto porque a Fernanda omitiu pra mim que ia embora por semanas, Louis!

— E isso é pretexto para não ir se despedir dela?

— É sim! Ela não me quer lá! Se quisesse, ela teria me falado essa porra toda. — ele estava (de novo) descontrolado.

— Você está sendo idiota Harry... E dos grandes. — suspirei e caminhei (calmamente) para a sala.

— Você não é meu pai, não te devo nada, então não fala que eu to sendo idiota! — ele gritou já na sala.

— Ótimo! — perdi a paciência. — Eu ligo pro Des, conto a história, ai sim você vai escutar do seu próprio pai que está sendo um idiota!

— Cuida da tua vida Louis!

— To cuidando! — dei um passo para trás. — Ou se esqueceu que tem um fraco louco morando debaixo do meu teto?!

— Fraco?

— É! Fraco e covarde. Acorda logo Styles! Eu sei que não é estúpido assim.

— Não sou fraco, não sou covarde e não sou estúpido! — ele se aproximou e apontou o dedo para mim.

— Claro que não! — ri irônico. — Você não destruiu seu quarto, não ficou se remoendo por dois dias trancado lá em cima, não foi idiota a ponto de atender nenhum dos 4 telefonemas da Fernanda, ou nenhuma das batidas da Mary e da Els na sua porta e muito menos a conversar com um de nós!

— Passou pela sua cabeça que eu to com raiva da Fernanda? Eu não vou atender telefonema dela!

— Mas quarta você disse...

— Aquilo do seu quarto na quarta foi uma recaída! — ele interrompeu o que eu ia dizer. — Lou, ela é minha melhor amiga e me escondeu essa droga! De jeito nenhum eu vou falar com ela agora. Ela parece não fazer questão da minha pessoa...

— Você precisa de um médico... — suspirei e me afastei dele me sentando no sofá.

— Não preciso.

— Sim. Precisa! E de um psicólogo. Ninguém sabe o que passa pela sua cabeça maluca...

— Já fez isso né? Colocando todo mundo pra bater na minha porta! Quem era pra ser? A Mary?

— Na verdade, a Eleanor. — segurei a cabeça entre as mãos que estavam encostadas em meus joelhos. — Ela tá cursando psicologia (N/a: se não, finjam ela que está) e tal.

— Você é inacreditável...

— To sendo seu amigo Harry. — minha voz já estava baixa e eu sentia minha garganta arranhar de tanto gritar com ele.

— Grande amigo... — ele ironizou.

— To tentando te ajudar Harry! — voltei a gritar. Foda-se minha voz. — Sim. Eu sou um ótimo amigo, porque qualquer um já tinha deixado você se foder ou se matar.

— Não sou fraco a ponto de precisar da sua ajuda. E eu tenho 18 anos!

— Claro, porque uma pessoa forte e adulta quebra todo o quarto, soca o espelho, corta a mão, torce o pulso e ganha arranhões por todo o corpo... Sem tirar a parte que você gritou tanto que deve ter danificado suas cordas. E é ai que a coisa complica mais.

— Que tá querendo dizer?

— Que eu e todo mundo estamos com medo de você!

— Caralho Louis, acha que eu to com essa tendência suicida?

— Não acho que seja burro a ponto... — revirei os olhos.

— Puta merda... — ele suspirou. Pela primeira vez Harry se acalmou.

— Harry senta aqui e...

— Não. — ele me interrompeu mais uma vez e caminhou até a mesa ao lado da porta e pegou as chaves do carro. — Eu vou sair.

— Harry, não! Volta aqui. — corri atrás dele que já estava na garagem — Volta pra dentro Styles!

— Não mãe. — ele soltou uma risada fraca e entrou no carro.

— Sério Harry, volta. — eu já estava aflito.

— Não. E... Não espere por mim Lou. — ele deu a partida. Por um momento pensei em pegar o meu e correr atrás dele. Não mesmo.

— Harry! — esbravejei já na rua. — Volta agora e para de agir que nem moleque! Quantos anos você tem? Vai fugir agora? — ele me encarava com raiva. Cheguei a sentir um pouco de medo dele e revirei os olhos. Ao longe, avistei um homem de preto com uma câmera. Ótimo. Amanha mesmo estou na primeira pagina de um jornal ou uma revista ou talvez uma matéria enorme na internet.

— Não se preocupa comigo Louis. A última coisa que eu vou fazer vai ser dirigir ate um penhasco e jogar o carro num buraco. — arrancou o carro de vez.

— HARRY! — gritei mais alto enquanto seu carro se transformava em um pequeno pontinho.

Eu não iria atrás dele. Não mesmo. Olhei para o paparazzi que tirava fotos de mim, mostrei-lhe o dedo sem me importar com a repercussão daquilo e entrei em casa. Foda-se Harry e sua loucura.

{...}

— Você é burro? — Liam subiu o tom comigo.

Eu tomava um chá qualquer que Eleanor preparou para mim para minhas cordas vocais não ficarem danificadas demais devido aos gritos de mais cedo.

— Não, Liam. Eu não sou burro. — respondi baixo.

— Louis ele pode...

— Foda-se ele e o que ele pode fazer! — bufei — Eu não sou babá de um moleque como ele! Cansei! Em dois dias e algumas horas aquele desgraçado me tirou do sério. — me mexi no sofá ao lado de Eleanor.

Liam e Zayn estavam em pé na minha frente e Niall e Mary estavam sentados na mesa de jantar. Depois que liguei para Liam explicando a situação, 15 minutos depois, os cinco estavam na minha porta.

— Ótimo! Então deixa um cara daquele jeito por ai. — Zayn murmurou.

— Deixa mesmo! — subi o tom sendo repreendido por Eleanor. — Tá, parei de gritar. Olha Zayn, vocês todos podiam dividir comigo a tarefa de cuidar do Harry, né? Porque eu posso apostar que agora que a Fernanda vai pegar aquele avião as coisas vão piorar.

— Beleza então...

— Cala a boca vocês! — Mary gritou. — Harry tem 18 anos, ele faz a merda que quiser da vida!

— Esse é o problema Mary... — Niall suspirou ao lado dela.

— Ah qual é! Harry Edward Styles tem amor próprio demais pra sair por ai pra se matar ou foder com a própria vida ou imagem... — todos estávamos calados a ouvindo — Passou pela cabeça de vocês que ele precisa pensar sobre isso tudo?

— Lá vem a menina gênio... — Zayn zombou.

— Não zoa Zayn! — ela o fuzilou — Vocês tem pressionado ele demais, tem taxado ele de louco e descontrolado e ele acaba ficando assim! Deixa ele pensar sobre isso tudo. Sozinho de preferência.

— O tempo todo trancado no quarto não deu? — perguntei e dei mais um gole no chá.

— Não com todo mundo aqui embaixo Lou. — Eleanor falou. — Gente, Harry é impulsivo, ele vai acabar fazendo as coisas que vem e que não vem na cabeça numa situação assim... Tensa. O que ele fez no quarto é um exemplo, agora essa briga com o Louis e ainda ele sai assim. — ela respirou fundo — Deixem ele pensar sobre isso como a Mary falou. Ou ele vai acabar fazendo coisas que vai se arrepender depois.

Feeh's POV

Era isso, lá estava eu, em frente ao Aeroporto de Londres Heathrow, completamente despreparada para me despedir do lugar no qual eu amo e pertenço. Suspirei derrotada. Eu realmente estava. E para melhorar, além das várias dores psicológicas, eu sentia dores por todo o corpo, minha cabeça aparentava que iria explodir e eu provavelmente teria problemas de desidratação de tanto chorar.

— Vamos? — Lelê perguntou ao meu lado. Ela segurava uma das minhas malas e também tinha uma expressão derrotada.

— Você me odeia? — eu parecia uma criança boba. Isso me lembrava nossa primeira briga, anos atrás. Suspirei me lembrando dos anos anteriores. Por que toda essa felicidade tinha que se dissipar?

— Eu não consigo te odiar sua retardada... — ela sorriu triste. — Por mais que eu queira, é complicado. Você é minha melhor amiga. — mais uma vez meus olhos se inundavam. Oh como eu amava aquela menina na minha frente. — Não chora, por favor. — ela pediu e me abraçou. Involuntariamente, as estúpidas lagrimas começaram a transbordar de meus olhos fracos. Lelê fungou em meu ombro e logo deduzi que ela também chorava.

— Por que, hein? — falei entre soluços. Nós parecíamos duas crianças abraçadas e chorando. Justo como aquelas duas garotinhas de anos atrás que tomavam as dores uma da outra.

— Fernanda, nada acontece por acaso. — ela se soltou do abraço e me encarou. Seus olhos estavam vermelhos. Provavelmente os meus estavam escarlate.

— Lá vem você... — revirei os olhos.

— To falando sério. — ela limpou uma lagrima de seu rosto. — Vai ver... tem que ser assim e talvez até alguma coisa boa aconteça.

— Coisa boa? — sequei meu rosto. — Me diz o que tem de bom ir embora de Londres e ir para um país milhares de milhas (N/a: sim. Milhas. Na Inglaterra usa isso.) longe daqui? Lelê eu não quero isso... — voltei a chorar e deitei minha cabeça em seu ombro.

— Olha, nem eu, ou a Laine, ou a Mary, ou o Niall, Liam,Louis, Zayn, ou a Els, nem a Dani, nem nossos amigos da escola e... Muito menos o Harry queremos isso também mas... Não tem nada que qualquer um de nós possa fazer. — ela acariciava meu cabelo de um jeito que me deu sono e uma sensação boa de proteção. Como eu iria viver sem ela?

— Lelê...

— Hmm. — ela ainda mexia com meu cabelo.

— Eu to com medo.

— Medo do que?

— De perder você ou qualquer um dos outros... — estremeci com a ideia e logo minhas lagrimas aumentaram.

— Você só vai perder a gente quando... Quando... — ela pensava em alguma coisa e comecei a rir dela. — Ok. — ela também começara a rir. — Nunca vai perder a amizade de nenhum de nós. — ergui a cabeça para encará-la e ela sorria brincalhona junto comigo.

— Entendi... — soltei uma ultima gargalhada, limpei o rosto e repirei fundo.

— Pronta?

— Não... Mas eu vou mesmo assim. — sorri tristonha. — Pelo menos eu sei que as coisas nunca irão mudar...

{..}

— Eu prometo que vou ligar sempre Laine. — disse pela milésima vez para a menina.

Eu já havia feito o check-in e despachado as malas. Ao caminhar para o portão de embarque com Lelê logo atrás de mim, fui surpreendida por todo o meu grupo de amigos da escola gritando e fazendo A bagunça na frente do portão. Os guardas nos olhavam feio e, mesmo naquela hora nós arrumamos tempo para zuar.

— Não só ligar e não só sempre! — ela pareceu estar indignada. — Eu quero, no mínimo um e-mail por dia falando como foi o seu dia. Quero que a senhorita passe a usar seu twitter e postar o tempo todo o que esta fazendo e... Nunca, nunca, nunca arrume uma amiga chamada Helaine lá! — ela falava rápido e eu apenas a encarava com um leve sorriso nos lábios. — Sério. Se alguma Helaine vier abanar o rabo pra você sai fora!

— Pode deixar! — assenti obediente ainda com um sorriso nos lábios. Impressionante como aquela menina tirava sorrisos de mim tão facilmente.

— Am... Fernanda? — uma voz masculina disse no meio do grupo. Demorei um pouco para achá-lo mas logo ele estava na minha frente. Com um sorriso triste nos lábios e um brilho estranho nos olhos cor de mel.

— Henrique. — suspirei.

— Eu... Eu queria. Não. Precisava te... te... hum. — ele parecia ter uma batalha interna — Te pedir desculpa!

— Desculpa? — perguntei curiosa. — Mas fui eu que terminei com você.

— É mas... Bom. Nós dois terminamos e... Eu não gostei do jeito que as coisas terminaram. Quer dizer... A gente não se falou mais, você dava um jeito de não me olhar. — ele olhava para os pés — Eu quero pedir desculpa por não tentar me aproximar de você e... Hum... Correr atrás de... Digo. Da...

— Da minha amizade?

— Isso. — ele ergueu a cabeça e pude ver seus olhos marejados. — Sua amizade.

— Desculpa por ter sido idiota com você também... Sei lá. — dei os ombros. — Bem agora?

— Claro que sim! — ele sorriu e eu também.

Dei-lhe um abraço mas logo o parti quando ouvi um grito. Claro que eles viriam. Sorri meio que me desculpando de Henrique e corri na única direção que meu coração mandava.

— Louis. — pulei em seus braços. — Eu te amo Boo Bear. Não me esquece ou... Ou...

— Hey. — ele soltou o abraço e me olhou nos olhos. — Se um dia eu te esquecer, é porque eu ando muito drogado e bêbado e... Cá entre nós, esse gatão aqui é muito certinho!

— Claro que é... — Zayn saiu de trás dele e me ergueu no ar me abraçando. — Fefilda princesa! — ele exclamou e eu ri do apelido antigo.

— Zayeus (n/a: Zayn+deus=Zayeus podre eu sei!) — desenterrei a piada fazendo todos os presentes rirem conosco.

— Olha aqui. — ele me pôs no chão. — Se você achar no Brazil um topete como o meu...

— Eu vou cortá-lo. — o interrompi. — Mas eu garanto que isso será impossível deus do topete.

— Fefa! — Mary exclamou e me deu um abraço rápido. — Olha aqui, se você achar um brasileiro gato lá. Já sabe ne? Você pergunta se ele tem irmão, primo, tio... Ou pode ate ser ele mesmo. — rimos juntas e eu a abracei.

— Quer um brasileiro pra coleção MaryMary? — zombei e ela beliscou minha cintura. — Ai! Vadia! — me separei dela e a olhei com raiva. Ela só sorriu e me abraçou de novo.

— Fefa eu te amo. Não esquece disso nunca ta? — sua voz já vacilava. — Não pense que eu vu te abandonar porque isso é impossível! — já era possível ouvir seus soluços. Aquela não parecia a Mary que eu conheci quase quatro anos depois que vivia falando que não chorava fácil.

— Eu também te amo M. você ta... chorando. — parti o abraço de novo encarando seus olhos que estavam vermelhos e as lágrimas que desciam. Ela apenas as limpou e sorriu triste.

— Minha vez. — Niall disse baixo e passou para frente da Mary que correu para o abraço da Dani. — Bonequinha...

— Fala Leprechaun. — zombei e ele riu.

— Eu te amo. — ele sussurrou.

— Eu também te amo. — sussurrei de volta e reparei nas lágrimas que já desciam do rosto dele.

— Não chora... — eu já sentia minhas lágrimas se formarem também. Assistir Niall chorar era algo tão deprimente. — Ah Niall, vem cá! — o abracei tentando consola-lo. Ambos chorávamos e nos abraçávamos.

Deixar Londres havia se tornado algo impossível. Ver Niall e os outros daquele jeito e saber que era culpa minha esmagava meu coração. Era cruel a forma como eu me sentia. As pessoas não deviam sentir esse tipo de coisa...

— Olha aqui... — soltei do abraço e segurei seu rosto. — Eu prometo que vou aprender a fazer varias receitas brasileiras e quando a gente se encontrar de novo, eu vou conseguir engordar você menino! — rimos baixo e dei-lhe um tapa de leve na bochecha.

— Feeh. — Liam parou na minha frente com os braços abertos. Logo tratei de me aconchegar entre eles. Nunca deixaria de gostar de abraçar Liam, sentir seu perfume, sentir seus braços fortes e musculosos me envolver... "Mais uma facada no coração de lembrança Fernanda" minha consciência falou dentro da minha cabeça.

— Daddy, promete cuidar desse povo enquanto eu estiver fora?

— Prometo. Mas quem vai cuidar de mim?

— A Dani.. — desviei o olhar para ela que, ainda consolava Mary. Ela sorriu para mim. — E eu sei que esta em boas mãos... Mas os outros quatro... — brinquei e rimos ainda com as expressões deprimidas. Mais tortura para ficar remoendo mais tarde...

— Não vai causar confusão com os brasileiros ok? — ele já tinha desfeito o abraço e estava me encarando nos olhos. — Vai que você arruma de bater em um deles e dá problema pra você? — eu ri e ele exibiu (tentou) um sorriso e me deu um beijo na bochecha.

Depois de abraçar Eleanor e Dani — Mary havia se aconchegado nos braços de Niall — fitei um ponto qualquer atrás deles. Talvez esperando mais dois braços fortes me envolvendo e dizendo que tudo iria ficar bem. Ver aquele sorriso de covinhas que, iria me fazer pular de felicidade e ficar mais melancólica. Ou, talvez, ouvir aquela voz rouca que me fazia sentir a pessoa mais protegida e feliz do mundo. Mas ele não estava ali. Meus olhos se encheram de lágrimas mais uma vez e, logo eu já estava chorando de novo. Dessa vez era pior. Harry não estava ali.

Meu melhor amigo não estava ali. Uma das pessoas mais importantes para mim no mundo simplesmente não estava ali no aeroporto para se despedir de mim. Agora sim minha vida não faria sentido... Ele não podia fazer uma coisa daquela comigo por mais magoado que estivesse por eu não ter-lhe contado. Isso era injusto, desumano. Me provar da única coisa que me fazia ter esperança, seu abraço, sua voz, ele. Ele não estava ali.

— Fefa. — Louis suspirou como que tentando justificar.

— Não Louis. — balancei a cabeça negativamente e o abracei. — Era a única coisa que eu precisava agora para garantir que nem tudo estava perdido... — lamentei enquanto molhava sua camisa. Senti outros braços me envolverem. Todos os outros haviam se juntado ao abraço. Tente esboçar um sorriso mas a única coisa que saiu foram mais lágrimas. Aquele abraço em conjunto não era a mesma coisa que abraçar Harry. Droga, como eu queria ele aqui...

— Última chamada para o voo 32132125 com destino a Belo Horizonte, Brasil. — a voz ecoou por todo o aeroporto e outro golpe atingiu meu coração. Ele não estava atrasado. Ele não viria.

— Última chamada? Quando chamaram das outras vezes? — perguntei confusa.

— Devem estar chamando há uns 15 minutos Feeh... — Lelê respondeu me abraçando mais uma vez.

— É isso então? — perguntei olhando para a pequena multidão a minha frente.

— Claro que não! — Lelê exclamou.

— Fico feliz por isso. — sorri triste e encarei minha pequena multidão. — Eu amo vocês... Nunca, nunca, NUNCA. Me esqueçam.

— Nunca sua idiota! — Mary disse e eu sorri para ela.

— Tchau minha Feeh linda! — Laine me abraçou. — Ah como eu queria ter passado mais tempo com você...

— Hey! — a soltei. — Eu não morri tá legal? Se algum de vocês se esquecer de me notificar de cada fofoca, cada acontecimento, qualquer coisinha. Eu mato! — olhei para o portão de embarque e o segurança me encarava. Era agora. — Bom... Então eu vou indo. Meus pais estão me esperando no Brasil em doze horas... Não posso perder o voo. — todos assentiram e eu virei de costas para eles e sai andando. entreguei as passagens para o segurança e olhei para trás. Eles não estavam mais lá. Fechei os olhos desejando do fundo do meu coração que nenhum deles ficasse daquele jeito que eu vi mais.

Abri os olhos e estava quase entrando na sala de embarque, mas dei uma ultima olhada para fora e, um par de olhos me fitava. Lá estava ele. Parado a poucos metros de mim, com a aparência terrivelmente bela e seus olhos verdes, meio de longe, aparentavam estar mais escuros, ele andava chorando, o que causou um aperto maior em meu coração. Até quando esses golpes baixos durariam?

Não sei quanto tempo ficamos nos encarando mas pedi só mais alguns minutos à um dos funcionários do aeroporto e dei a passo na direção dele, mas ele logo correu na minha. Tentei um sorriso. Ele sorriu de volta. Um sorriso triste, mais uma vez, fazendo mal para mim. Ele me abraçou apertado e eu aconcheguei a cabeça no seu peito.

— Se cuida. — murmurei contra ele — E não me esqueça.

— Me cuido... Você também, tá? Promete?

— Prometo.

Ele me abraçou mais uma vez, afagando meus cabelos, até que o moço da sala de embarque tocou de leve meu braço, indicando que eu já deveria ir.

— Tchau Harry. — falei com a voz falha.

— Não... — ele beijou minha testa e foi se afastando lentamente — Até logo, meu amor.

Fui andando em direção à porta da sala de embarque e virei pra trás e vi ele acenando sem emoção. Todos os outros já haviam ido embora, então fiquei imaginando se eles sabiam que Harry tinha ido se despedir de mim ou não. Entrei na sala, fiz todos os procedimentos necessários.

Limpei uma ultima lágrima, ergui a cabeça e fui para avião. Sim. Aquelas seriam as piores 12 horas de toda a minha vida.

Notas finais
Então, temos uma coisa pra falar pra vocês... Acho que todos já sabem que a partir de Janeiro todas as fics da categoria Bandas daqui vão ser excluídas e então eu e a Marii quisemos logo por ela em outros sites... A fic vai estar disponível aqui http://onedirectionfanclub.com.br/?page_id=1362 e aqui http://alltimefics.com/fics/l/loveyoubetternow/ . Em nenhum dos dois sites ela já está atualizada, mas até o prazo de Janeiro ela vai estar.
É isso, gostaram do capitulo? Poooor favor não se esqueçam das reviews e dos comentários e eu prometo que o capitulo 17 vai voltar bem rapidinho!!
Love ya guys e até o próximo capitulo!
xx Fefa (@harrysthings)