Canadá (2005)

O canadense comentou timidamente para o irmão que compartilhava o sofá naquele começo de noite congelante. Assistia o jornal local noticiar sobre a aprovação do casamento na Bélgica, enquanto o desatento irmão vibrava ligado ao videogame portátil:

– O que você acha, Alfred? – Perguntou baixinho, supondo não obter resposta.

– Um bando de idiotas... Argh! – Interpôs, sem ao menos desviar os olhos da tela por um segundo.

Discretamente, o canadense pegou o gancho do telefone, repousado sobre o criado mudo e próximo ao braço do aconchegante sofá onde permanecia encolhido devido à baixa temperatura. Ligando para a Bélgica, comentou:

– Olá, Aaya... Sobre o casa...

– NÃO! – O americano saltou, visivelmente irritado. Percebendo que o outro persistiria fingindo não o escutar, puxou o fio da tomada. – Você não fará isto, Matt!

– Você ainda não arrumou esta bagunça, Alfred! – Gritou uma voz furiosa, estando há alguns cômodos de distância. – VENHA IMEDIATAMENTE!

– Entendeu? – Insistiu, mantendo o determinado olhar fixo, cobrava uma resposta. O mais jovem retribuindo o olhar inocente, nada disse. As broncas continuaram e logo o americano saiu do cômodo, contestando o responsável com má criação.

O celular indicou uma nova mensagem. Matt sorriu, logo respondendo ao texto enviado pela belga. Conseguindo o número das autoridades competentes, marcou um local para assinar, realizando a aprovação também.